Notas iniciais
Meninas, aí está mais um capitulo. Desculpem pela demora e muito obrigada por todo o carinho. Espero que gostem! E comentem! hehe :P

Carlos Daniel despertou um pouco depois que Paulina saiu de seu quarto e viu que ela já não estava mais do seu lado, olhou em volta do quarto e ela também não estava lá, se sentiu um tanto decepcionado, pois achava que ao acordar, estaria ali com ela ainda em seus braços, mas se conformou porque sabia que a manhã logo chegaria e que ela não estaria lá quando acordassem. Ele estava muito contente por tudo o que havia acontecido na noite anterior, ainda conseguia sentir o cheiro maravilhoso dela que estava impregnado em seu corpo e lençóis, e ao lembrar, deu um sorrisinho malicioso e levantou-se para tomar banho. Não via a hora de vê-la novamente e enchê-la de beijos e mimos.

Por volta das 8h da manhã, Carlos Daniel viu que Paola ainda não havia despertado e pediu que Cacilda preparasse um café da manhã para os dois e arrumasse tudo numa bandeja para que ele levaria pessoalmente para a esposa no quarto.

Entrou devagar no quarto dela e ao vê-la dormindo profundamente, parou e ficou ali de pé observando-a. Estava belíssima, como sempre, e ele sentia vontade de juntar-se à ela, abraçá-la e participar daquele sono maravilhoso que ela estava desfrutando, mas teria que acordá-la também, pois, mesmo tendo que ir só mais tarde para a fábrica, queria passar a manhã inteira com ela.

Colocou a bandeja em cima de uma mesinha próxima à porta, aproximou-se dela e deu-lhe um beijo de leve na boca. No mesmo momento ela se assustou quase dando um pulo da cama:

– Calma, meu amor... Sou eu — Ele riu com a atitude dela. – Desculpa se e te assustei, não era a minha intenção. — Disse cuidadoso.



– Não, é que eu estava dormindo e... – Disse Paulina sem graça e assustada – você chegou de repente sem bater na porta, não te esperava aqui. – Levantou-se ligeiro tentando não olhar nos olhos dele e foi em direção a um robe cor pérola que estava em cima da poltrona, imediatamente vestindo-o.

– Como você está? – Perguntou indo em direção a ela e agarrando-a pela cintura, encostando seu queixo no obro dela enquanto ela amarrava o robe.

– É-é... – Gaguejou Paulina sentindo seu corpo estremecer por ele tê-la abraçado daquela forma. – É que eu não quis te acordar e estou com um pouco de dor de cabeça, decidi vir tomar um banho e descansar mais um pouco no meu quarto.

– É que você já não está mais acostumada a beber tanto como ontem, meu amor. – Disse ele virando-a para olhá-la nos olhos.

– É verdade, acho que exagerei. – Muito envergonhada, sem querer olhar nos olhos dele, ela respondeu, também muito preocupada com tudo o que pode ter acontecido na noite anterior e desviou o olhar, se soltando dele devagar e voltando em direção à cama.

– Vem tomar café comigo, eu trouxe para nós dois aproveitarmos aqui mesmo. Imaginei que você acordaria com a dor de cabeça e pedi que Cacilda preparasse, vai te fazer bem. – Ele disse puxando-a pela mão e levando-a para sentar na cama.

Paulina se viu diante de uma bandeja farta e ficou feliz com a atitude dele, sabia que ele era esse tipo de homem que enche a mulher de mimos mas se entristecia facilmente por ter a consciência de que aqueles momentos seriam passageiros e que ela estava usufruindo de algo que não a pertencia de fato. Sentia-se mal com toda a situação, mas tentava disfarçar o máximo que podia para que não fosse questionada, pois nem argumentos ela teria mais, dependendo da situação.

– Carlos Daniel, eu... – enfiou as mãos no bolso do robe, porque elas queriam flutuar sem destino.

– Vem tomar café – ele convidou, colocando uma mesinha com a bandeja entre eles em cima da cama e olhando para ela com cara de bobo apaixonado sorrindo.

Ela quase se perdeu olhando para ele, mas respondeu com um aceno de cabeça.

– Carlos Daniel, ontem a noite... Eu acho que você merece um pedido de desculpas. — Disse Paulina olhando-o fixo, sentindo seu rosto queimar.

– Jura? – Ele serviu duas xícaras de café e se acomodou à cama.

– Eu bebi além da conta. Não é uma desculpa, é só um fato. — Continuou ele respirando fundo.

– Amor meu, você estava de porre e uma graça também. – Ele acrescentou olhando para ela enquanto passava geléia numa torrada. – E incrivelmente, "ágil".

Ela fechou os olhos envergonhada, desistindo, e pegou uma torrada. – Meu comportamento foi imperdoável e vergonhoso, me desculpe. Acho que coloquei você numa situação difícil.

– Não, meu amor, muito pelo contrário. Eu adorei cada situação. – Ele tomou um gole de seu café, seduzido pelo desconforto que a deixava rapidamente vermelha. – Nenhuma delas foi difícil.

Ela pegou seu café rapidamente e bebeu, queimando a língua.

– Porque isso merece desculpas? – Perguntou ele, colocando um pedaço de bolo em seu prato – Qual a função de se arrepender? A gente machucou alguém?

– A questão é que... — Respondeu Paulina baixando a cabeça, tentando encontrar as respostas corretas.

– A questão é que, se é que tem que ter uma, é que nós dois somos adultos saudáveis, casados e nos desejamos muito. — Noite passada, a gente fez alguma coisa a respeito disso. – Ele cortou mais um pedaço do bolo e colocou em seu prato. – Eu me diverti, e muito! – Cortando outro pedaço do bolo e colocando no prato dela. – E você?

Ela se preparou para se humilhar, para se desculpar, para assumir total responsabilidade. Porque ele não deixava ela fazer isso?

– Você ta deixando passar o que interessa.

– Não, não tô não. Eu não concordo com o que você tá tentando dizer. Ah, olha só aquele seu olhar distante aparecendo de novo. — Disse ele acariciando a sua bochecha. — Mesmo eu apreciando o fato de, você ser sensível o suficiente para colocar toda a culpa em mim por eu ter me aproveitado da situação, já que foi você que arrancou a minha roupa, não adianta se culpar também. — Sorriu amavelmente perdendo-se em seus olhos esverdeados.

– E-eu tô culpando as bebidas – Ela disse sem graça.

– Você disse que isso não era desculpa. – Ele riu, pegou a mão dela e encerrou o assunto. – Eu queria fazer amor com você desde a primeira vez que te vi quando você voltou de viagem, e eu passei a te querer ainda mais depois de tudo o que você tem feito, as suas atitudes, você se tornou uma mulher madura, responsável, inteligente, não que você não era antes, mas agora você é mais sensata, sensível. Você me fascina, Paola. Agora coma, antes que tudo fique gelado. — Pediu ele enquanto sorria para ela com mais um daqueles sorrisos que a estonteava.

Ela olhou para o prato. Não tinha como não se apaixonar ainda mais por ele. E la ainda estava preocupada, mas já começava a se conformar com a situação, mesmo sem querer. Já que parecia que não adiantava mais chorar sobre o leite derramado, ela começou a questioná-lo, mesmo sabendo que poderia envergonhar-se e ferir ainda mais a sua integridade com que escutaria dele.

– Então, é que eu não consigo me lembrar de muitas coisas, lembro que eu bebia o tempo todo e dançava também. — Disse curiosa, tentando investigar o que realmente havia acontecido na noite anterior.

– Sim, você bebeu demasiadamente, mas era divina dançando. – Disse, acariciando o rosto dela e sorrindo com os olhos.

– Ah, sim, sim.. É... E você também estava comigo e nos trouxe para a casa. Então entramos e...

– Entramos e todos já estavam dormindo, tentamos ficar em silêncio mas você não conseguia se controlar. – Riu ele lembrando-se dos momentos engraçados que passaram.

– Ah, é.. – Disse Paulina ficando sem graça, mas forçando sorriso. – Depois nós fomos para a sala e...

– Foi, foi muito engraçado, porque eu tive que me controlar bastante para não ficarmos ali mesmo. Estávamos muito empolgados e você me empurrou para o sofá, quase que não saiamos de lá. – Ele sorriu maliciosamente e fechou os olhos rapidamente quando lembrou que estavam quase se amando no sofá da sala. – Mas tive que te convencer a irmos para o quarto, pois alguém podia nos pegar lá na sala e talvez seria um tanto constrangedor, não por mim, mas talvez por você agora, se fosse antes talvez não, mas agora você poderia ficar vermelhinha assim, do jeito que está agorinha mesmo. – Ele disse tocando a ponta do nariz dela e sorrindo.

– Ah, haha – Disfarçou fingindo não ter escutado aquilo e continuou. – E como exatamente fomos parar em seu quarto?

– Ah, meu amor... Eu te carreguei, sua bobinha! Mas foi tão difícil chegar até lá com você em meus braços, que eu achei que não conseguiria. Nos comportamos como dois adolescentes, foi maravilhoso. Eu adoro os seus beijos, você consegue me deixar louco até mesmo olhando para mim. Eu te adoro, te amo. Obrigada por me fazer assim, feliz. – Os olhos de Paulina se encheram de lágrimas e ela sorriu para ele, como quem daria tudo para que fosse real, para que ele a enxergasse como ela e não como a outra. Ahh, ela o faria tão feliz quanto ele estava agora, era só isso que ela conseguia pensar naquele momento escutando aquelas palavras. – Ah, mas você já está chorando, meu amor?! Não fique assim... — Disse ele acariciando o rosto dela, enxugando umas lágrimas teimosas que cairam de seus olhos com os polegares. — A noite foi incrível e eu não queria parar de te beijar, eu queria te amar, minha vida, mas como não temos relações há um bom tempo, eu decidi me proteger mas não tinha camisinhas por perto e fui procurá-las no banheiro. Você não está mesmo tomando a pílula, está? — Perguntou.

Ainda tentando respirar fundo e disfarçar toda a agonia que estava sentindo, Paulina se controlou e disse:

– N-não... Não estou.

– Ah, eu imaginei... Mas quando eu voltei do banheiro você estava dormindo. — Disse ele decepcionado.

Ela quase não acreditou no que tinha escutado e deu quase um pulo da cama – Como? Dormindo? – Ela queria ouvir de novo, pois não sabia se tinha entendido ao certo que dormiu. Era a esperança que ela tinha de que nada aconteceu entre eles, nada além dos beijos e caricias.

– Sim, amor meu. Eu voltei e você já estava dormindo pesado, eu te chamei para a gente continuar, mas você estava cansada e também estava tão linda que eu não tive coragem de te acordar. Você dormia como um anjinho, minha vida. – Disse ele com um tom de desapontado, mas com um certo orgulho e alegria, pois, aquela foi a noite mais maravilhosa que ele tinha tido com ela e aquilo já era o suficiente para ele no momento.

– Ahhhh, meu amor. Me desculpa, e eu aqui pensando que... – Paulina sorriu respirando fundo pelo alívio, e ao mesmo tempo, sentindo um enorme peso sair de suas costas.

– Não, vida minha. Infelizmente não, não aconteceu o que eu queria – Disse ele segurando as mãos dela e admirando-a com afeto e amor, enquanto ela agradecia a Deus por não tê-la permitido cometer esse pecado terrível. – mas agora tenho certeza que você me quer, e por enquanto, aceito um beijinho pra compensar o seu sono profundo, por favor meu amor, minha bela adormecida... – Ele disse com cara de cachorro molhado na chuva, segurando o queixo dela com uma mão e passando a outra nos cabelos dela, ligeiramente encostando seus lábios de leve beijando-a e logo fazendo com que o beijo tomasse uma proporção maior, e tomou a boca dela apaixonadamente.

Notas finais
Meninas, este capitulo está um pouco 'grande demais' mas é apenas porque eu quis detalhar um pouco para deixar claro de vez a duvida de Lina. Preciso também saber a opinião de vocês e também sugestões. Tenho planos mas estou com medo de deixar Paulina muito vulgar, tirando a essência dela. O que vocês acham? Comentem. E o meu twitter é @marta_maira . Obrigada, beijoss :*