Notas iniciais
Agradeço à todas que estão acompanhando a minha história e estão deixando elogios. Muito obrigada por todo o carinho e espero não decepcioná-las! :D

No dia seguinte, Carlos Daniel acordou e continuou deitado olhando para ela, admirando-a, via que cada dia que passava ela ficava mais linda e mesmo não sendo a mesma Paola de antes, mesmo estando completamente mudada, ele admitia que essa mudança foi melhor para todos, inclusive para ele, mesmo não sendo ‘tão favorecido’. Estava feliz porque ela não o recusou e tinha a convicção de que ela ainda o amava e o desejava tanto quanto antes, talvez ainda mais. Ficou admirando-a por mais um bom tempo até que viu que ela não acordava e resolveu dormir mais um pouco aproveitando que ela estava ali em seus braços, ainda estava cansado e com ressaca da noite anterior. Paulina dormiu mais do que de costume, pois, estava tão cansada que não conseguiu nem mesmo controlar todo o sono e acabou passando um pouco da hora de acordar.

Quando acordou, Paulina teve a impressão de que seus olhos estavam queimando e os esfregou com a palma das mãos até que estivesse completamente acordada. Imediatamente descobriu que não estava sozinha na cama e o máximo que conseguiu fazer foi gemer e fechar seus olhos novamente. Não tinha percebido que estava deitada no peito de Carlos Daniel e, quando se deu conta, se assustou de imediato. Logo viu que estava no quarto dele, usando apenas suas roupas intimas, olhou em volta e não acreditava no que tava vendo. Ela ficou com o semblante de terror, colocou suas mãos na cabeça e, muito preocupada, segurando o choro viu a sua imagem refletida no espelho grande próximo a cama e sentia a culpa sendo jogada toda em suas costas.



– Não pode ser! O que e fiz? — Disse Paulina desesperada ao perceber a 'grande besteira' que havia cometido.

Cuidadosamente ela desviou o olhar. Ele estava deitado de barriga pra cima com a cabeça na direção dela, pois estava encostado nele antes de ela sair devagar. No mesmo momento se passou um filme em sua cabeça, ela tentou lembrar de tudo o que tinha acontecido na noite anterior e as únicas lembranças que cercavam sua mente eram as de beijos, gargalhadas e troca de caricias entre eles. Ela ainda não conseguia acreditar que foi tão vulnerável, que foi tão boba e cedeu, sabia que era impossível e não podia pensar em outra coisa, senão no pior. "Meu Deus do céu!"

Foi ela quem havia tomado a iniciativa, quem o agarrou, arrancou as roupas dele como se fosse uma maluca. E agora, em plena luz do dia, olhava pra ele e mesmo sentindo toda a culpa possível, ainda queria estar ali durante uma vida. Mas não podia, sabia que tinha cometido um erro grave.

Procurou desesperadamente as suas roupas, pegando peça por peça em passos leves mas achou que não daria tempo de se vestir e pegou um robe de Carlos Daniel que estava em um cabideiro próximo à cama e se vestiu. Saiu do quarto dele devagar para não acordá-lo, querendo preservar pelo menos um pouco de dignidade que achava que podia restar ainda, ele não moveu um músculo, nem fez nenhum ruído e graças a essa pequena benção ela foi para o seu quarto. Chegando lá ainda em estado de choque, entrou no chuveiro e abriu a ducha com a intenção de tomar uma chuveirada quente, lembrou de toda a bebedeira e começou a chorar, se sentia culpada porque sabia que não podia ter feito nada com um homem que não era seu, ainda por cima casado. Ele era proibido para ela e mesmo com todas as circunstancias que havia vivido, não tinha certeza de que Paola tinha morrido, não tinha certeza de nada, não queria levar uma vida que não era sua, cheia de mentiras, queria viver como ela mesma sem ser sobrecarregada pelo nome de outra pessoa e, onde estaria toda a sua integridade? Além do mais, ela estava ainda mais preocupada por ele descobrir, se perguntava o tempo todo se ele não desconfiou, pois seria impossível que ele não percebesse que a mulher que dormiu com ele não era a sua verdadeira esposa. Falava sozinha durante o banho, sentia uma dor de cabeça terrível e a culpa era o que mais apertava o seu juízo.


Paulina passou a manhã inteira pensando no que pode ter acontecido e por mais que, fazer amor com ele fosse a coisa que ela mais queria da vida, ela sabia que não poderia acontecer nada entre eles porque tudo era, nada mais nada menos, que uma farsa e ela sabia de tudo. Estava com uma enxaqueca insuportável por causa da ressaca, e pra completar, pensava demasiadamente no problemão que havia acabado de trazer mas tentou relaxar e não pensar mais nisso pelo menos por aquele momento, ela tinha que tentar agir naturalmente e pensar no que poderia fazer para descobrir o que aconteceu na noite anterior, então tomou uma aspirina e decidiu descansar um pouco para ver se a dor de cabeça aliviava...

Notas finais
E agora, o que será que vai acontecer quando Carlos Daniel acordar? Ai, tadinha de Lina! Não deixem de comentar, girls! ;D Obrigada por lerem! ;**