Entrega Ou Renúncia - A Usurpadora
5 Capítulo 5 - Ultrapassando os Limites – Pt 1
A sintonia de seus beijos e caricias era tão intensa que Paulina não conseguia pensar mais em nada, e tudo o que ela fazia era o contrário do que ela tinha prezado durante o tempo que já estava na casa dos Bracho, ela estava fugindo de suas próprias regras e por mais que soubesse que era proibido e que precisava parar, o que ela mais queria era seguir a diante. Ela sabia que já não tinha mais limite, nem o enxergava mais. Então, o puxou para a sala, jogou seus sapatos para o lado e o empurrou para o sofá maior sem ao menos pensar que alguém pudesse vê-los, mas mesmo sendo tão tarde, algum empregado podia ainda estar acordado e Carlos Daniel, mesmo sem querer, deu uma pausa nos beijos convencendo-a de que ali não era o lugar apropriado para que eles passassem o restante da noite.

– Minha vida, precisamos sair daqui — Sussurrou ele no ouvido dela — não podemos continuar, não aqui, pois alguém pode nos pegar.
Ambos riram e acariciando o rosto dele com olhar de ternura, deslumbramento, alegria e tantos outros sentimentos em um só, ela concordou sorrindo.
– Sim, tem razão. Vamos sair daqui. – Respondeu rindo segurando o colarinho da camisa dele com as duas mãos. Ele a carregou e seguiu em direção ao quarto dele, enchendo-a de caricias e beijos durante todo o caminho. Ela se jogou pra cima dele e mordeu-lhe a pontinha da orelha, deixando-o ainda mais louco – Eu quero ser sua agora! – Sussurrou sensualmente no ouvido dele. — Eu quero ser sua desde o dia em que eu comecei a ouvir o zumbido.
– Zumbido? – Ele riu porque achou engraçada a maneira que ela disse, estava embriagada o suficiente para dizer coisas sem sentido. Estava ficando sem ar, tentando desenroscá-la de seu corpo.
– Eu ouço zumbidos com você, minha cabeça tá cheia de zumbidos agora. Me beija de novo, Carlos Daniel, eu sei que você quer.
– É o que eu mais quero, meu amor. – Com um certo desespero, ele afastou as mãos dela antes que pudessem desabotoar sua camisa. – Mas você está de porre, Paola! — Afirmou receoso.
– E daí? – Ela jogou a cabeça pra trás e riu. – É isso o que você quer e tem me pedido desde que eu cheguei de viagem, agora é o momento.
Quando entraram no quarto, seus olhares sempre permanecendo fixos um no outro, colocou as mãos pelos cabelos dele e ele foi tomado por um desejo avassalador, ainda rindo ela tirou a camisa dele de dentro da calça. Enquanto suas mãos acariciavam as costas dele, indo até a barriga, Carlos Daniel se esforçava para colocar a chave na fechadura, mesmo com o horário já avançado, assim ele se certificaria de que ninguém pudesse interrompê-los. Tinha tanto tempo que eles não faziam amor que ele já nem conseguia acreditar que o que tanto pedia e esperava estava prestes a acontecer. Ele também não acreditava que sua esposa era praticamente a mesma de antes, a que ele conheceu e se apaixonou loucamente, mas algo dentro de seu coração falava mais alto e ele não entendia o porque que sentiu falta daquela Paola cheia de limites e regras. O ‘puritanismo’ que havia na nova Paola o derrubava de desejo e mesmo com as brigas que eles tem tido ultimamente, o que não foram poucas, ele sabia que ela era realmente melhor do que antes.
Com incontáveis beijos frenéticos e ainda rindo, Paulina se conteve por um instante, ainda nos braços de seu amor, pendurada em seu pescoço mas sem parar de beijá-lo disse:
– Carlos Daniel, não deveríamos estar fazendo isso...
– E porque não, hm? Claro que simmm... — Carlos Daniel tinha perdido o controle de seus sentimentos, continuava beijando seu pescoço, abraçando-a, ele a tinha em seus braços, isso era o suficiente.
– Não, não... Não sei se eu devo mas eu quero fazer amor com você, quero ser tua com todas as forças da minha alma, somente tua Carlos Daniel...
...E o empurrou para a cama, beijando-o com muita vontade, desejo, paixão, amor incontroláveis... Todos os sentimentos que ela podia liberar naquele momento, assim ela o fez.
– Você me deseja? Você me quer, Carlos Daniel? — Perguntou Paulina ofegante.
– Quero mais que tudo, te quero... Te quero Paola, Pao...
– Shhhhhhh — com o dedo indicador nos lábios dele para disse interrompendo-o para que ficasse quieto — Então não diga o meu nome, NÃO diga meu nome..
Assim os beijos foram tomando proporções maiores e suas caricias também foram ficando cada vez mais intensas...


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