Aquele momento de alegria estava maravilhoso, Paulina queria permanecer daquele jeito durante muito tempo, mesmo estando um tanto "bêbada", ela viu ali uma escapatória de tudo o que a deixava angustiada, estando com o homem que já era tudo na vida dela, ela não queria mais nada além de ficar agarrada nele, dançando e nunca mais parar e, com certeza, aquela noite ficaria na memória de ela para sempre.

Era ali, nos braços de Carlos Daniel que ela podia esquecer de todos os seus problemas, de todo o peso que rondava a consciência dela. Mesmo se passando por outra e enganando à todos, principalmente à Carlos Daniel, ela sabia que perto dele estava segura, mesmo de uma forma errada ela queria se sentir amada mais e mais por ele, era o que mais almejava, pois nunca havia sentido algo assim por ninguém. Carlos Daniel despertava em Paulina sentimentos que ela não conhecia, era mais que amor, era ansiedade, loucura, paixão, desejo e todos estes eram incontroláveis.

Estavam ainda dançando quando de repente Carlos Daniel viu que quase todos já tinham ido embora e riu dizendo:

– Meu amor, estamos ficando sozinhos aqui. Olha só, já está tarde, já passa das 2h da manhã!

– Nossa! Mas já? — Disse Paulina surpresa. Como havia passado rápido o tempo!

– Sim, nem percebemos que quase todos já foram embora — Disse ele todo radiante. Estava tão feliz que, se pudesse, não interromperia aquele momento que estavam tendo, pois, o que ele mais desejava também era que ficassem ali para sempre.

– Ah sim, não percebemos mesmo — Concordou Paulina, que estava com um olhar meio caído, mas mesmo assim ainda estava bem alegrinha, não parava de brincar, cambaleava e ria de qualquer coisa.

– Então vamos, meu amor... Vem que eu te seguro. — Disse Carlos Daniel segurando-a com cuidado.

E como cavalheiro que é, ele passou o braço em volta da cintura de sua esposa olhando ao redor tentando lembrar onde tinha estacionado o carro e, ao encontrar, foi indo em direção a este que não estava muito longe. Ambos continuavam rindo muito, Carlos Daniel não conseguia se conter de tanta felicidade, pois, o que ele mais queria era passar um momento desses com sua mulher e desde que ela chegou de sua ultima viagem quase não o deixava chegar perto, estava retraída, triste, estranha, trancava a porta de seu quarto e o evitava de todas as maneiras. Essa noite fez com que ele voltasse a ter esperanças de que algo pudesse voltar a acontecer entre eles, não parava de pensar que na mesma noite a teria novamente em seus braços, que ela seria inteiramente dele, sem a desculpa de uma doença ou seja lá o que fosse que ela inventasse pra se manter distante dele, essa noite ele sabia que fariam amor.

Durante todo o caminho eles iam brincando e trocando caricias, Paulina estava mais entregue, mais ousada e muito feliz por tudo, ela sabia que estava agindo errado, mas pelo efeito do álcool, pelo ultimo encontro com Luciano, por saber da suposta morte de Paola, ela tentava levar tudo como uma "vontade de Deus", pensando que de repente, fosse o tempo da mudança da vida dela. Pensava também que, da mesma maneira que Paola foi egoísta quando a acusou de um crime que ela não havia cometido e a mandou para a casa dos Bracho sem pensar duas vezes, ela também poderia ser egoísta pelo menos uma vez na vida e se dar uma chance de ser feliz, de ter um amor, de ter uma família, coisa que ela perdeu e deixou pra trás junto com suas esperanças lá no litoral.

A fábrica não era tão longe da mansão dos Bracho e não demorou muito para eles chegarem, aproveitando que era perto e não havia fluxo de transito nas ruas devido ao horário, Carlos Daniel tentou ir o mais rápido que pode para chegar logo em casa e poder compartilhar de momentos mais íntimos com sua adorada.

Ao chegarem, Carlos Daniel saiu do carro e correu dando a volta para abrir a porta para Paola. Como ele era muito cavalheiro, isso já era algo de costume mas ele a queria perto dele, não queria deixá-la nem por um instante, ele sabia que essa noite seria inesquecível, era o que ele mais desejava. Ele necessitava estar perto dela. Não conseguia parar de pensar no que poderiam fazer nas próximas horas e sentia uma certa ansiedade mas ao mesmo tempo o que ele queria era que cada momento fosse lento e que nunca acabasse.

Segurou pela cintura de sua amada novamente e praticamente a carregou pelas escadas indo em direção a porta principal. Paulina estava muito à vontade e sem seus sapatos já, pois o dia além de ter sigo longo, foi muito agitado e seus pés doíam, principalmente por ter dançado tanto.

– Ai meu amor, estou tão feliz! Quero voltar pra a festa e continuar dançando até não poder mais, quero estar nos teus braços daquele jeito pra sempre, não quero nunca mais ficar longe de você, eu quero ser pra você o que nenhuma outra mulher nessa vida foi, quero te amar como ninguém nunca amou, quero ser sua... — Disse ela olhando-o nos olhos e rindo, estonteada e com um semblante um pouco caído por causa do efeito das bebidas, ela nunca tinha bebido tanto como desta vez, na verdade, ela nunca passou de uma meia taça de vinho e aquela noite ela realmente exagerou, queria dizer sim aquelas coisas, mas em sã consciência jamais faria desse jeito.


– Meu amor, te quero pra minha vida inteira, você não tem noção do que eu estou sentindo agora. Não vou te deixar escapar, não posso, você é minha vida e é assim que eu me sinto agora, VIVO! Com você perto de mim sinto que minhas forças se revigoram, sinto que posso ser e fazer muito mais, preciso de você vida minha. — Disse Carlos Daniel declarando-se fitando-a fixamente nos olhos.

Depois dessa troca de declarações, ele a tomou pelos braços e pressionou sua boca contra a dela, antes que ela pudesse recuperar o equilíbrio, desta vez a cabeça dele girou enquanto sugava sua boca com o beijo tão envolvente que não conseguiam mais parar, seus beijos eram tão viciantes que a eternidade seria pouco para que eles se mantivessem daquele jeito...



Notas finais
E aí, gente... Gostaram?? Será que Lina vai se entregar à ele? Tadinha, tá bêbada... Será que seria justo? :s Comentem! :)