Entrega Ou Renúncia - A Usurpadora
3 Capítulo 3 - Aniversário da Fábrica - Parte 2
Notas iniciais
– É realmente muito bom ver você assim, Paola! — Diz Carlos Daniel com um largo sorriso ao se aproximar de sua esposa.
– Assim? Como? – Pergunta Paulina sorrindo e confusa com a sua pergunta.
– Alegre, radiante, solta...- Diz analisando-a. — Muito obrigado! – Continua ele aproximando-se mais dela e segurando o seu queixo com um olhar cheio de orgulho.
– Porque? — Indaga olhando-o nos olhos.
– Por tudo isso que você está fazendo por nós. — Diz Carlos Daniel com um leve sorriso, tocando sua testa à dela.
– Eu faço tudo isso por você, para ver esse sorriso no seu rosto! — Diz ela emitindo um lindo sorriso de seus lábios.
– Porque você foi a melhor coisa que aconteceu em minha vida, e ainda mais agora que nos ajudou tanto com a fábrica e também lá em casa com os meus filhos, com a vovó... — Dizia ele ao descolar seus rostos, olhando-a no fundo de seus olhos verdes.
– Não precisa agradecer, Carlos Daniel... — Disse já séria no momento, porém já estava um tanto tonta e cambaleou um pouco fazendo-o segurá-la mais firme, colando o seu corpo mais ao dela.- Quero ajudá-los no que precisar, afinal, são parte de mim também...- "Parte dela, ela nunca imaginaria estar tão envolvida emocionalmente com os Bracho da maneira que estava."
– Eu te peço perdão por ter agido como um irresponsável, como um covarde muitas vezes, é que te amo tanto que quando penso em te perder, perco as estribeiras. Te amo, Paola. — Declarou-se Carlos Daniel insinuando-se para um beijo.
– Paola, sou eu!. – Replicou Paulina em bom som, seguida de uma gargalhada, interrompendo o quase beijo. Ela estava tão embriagada que já estava dizendo coisas sem noção ao ver de Carlos Daniel.
– Sim, e teria alguma outra Paola por aqui? – Perguntou ele rindo e acariciando as bochechas dela — Te amo, te amo muito, minha vida! — Diz aproximando-se ainda mais de sua amada puxando-a para si, deixando-a completamente vulnerável e sem escapatória, beijando-a com muita paixão, sentindo o calor dos seus lábios aquecendo os dele de uma forma que não havia acontecido.
– Também te amo, meu amor... Te amo com todo o meu coração! — Confessou Paulina interrompendo o beijo por uns instantes, Logo voltando a beijá-lo com desespero, paixão, amor...
O coração de Paulina disparava e o seu estômago havia sido inundado por mariposas que pareciam voar por todos os cantos. Perturbada, ela virou a cabeça, olhou fixo em seus olhos. Algo nele estava diferente, ele não tinha mais outro foco senão nela, ele queria muito mais do que a sua boca, e ele tinha esse direito.
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– Com licença ao casal! — Disse o Sr. Davi, um dos acionistas da Fábrica interrompendo o beijo. — Gostaria de parabenizá-los por essa linda festa, estamos todos muito satisfeitos e contentes com o êxito da Fábrica Bracho, eu e meus colegas estamos muito felizes por fazer parte desta empresa e podem ter a certeza de que iremos crescer ainda mais, pois, agora é apenas o começo do nosso crescimento! — Continuava o Sr. Davi muito contente pelo negócio que haviam feito com tanto sucesso, chamando um dos garçons que ali passava, pegou duas taças de champagne e entregou ao casal, logo servindo-se de uma também e erguendo-a em direção à eles. — Vamos brindar ao sucesso da Fábrica Bracho! -
– Obrigado! Nós é que estamos felizes por confiarem em nós colocando seus investimentos à nossa disposição e acreditando sempre no levantamento da empresa! À PROSPERIDADE DA FABRICA BRACHO!! — Disse Carlos Daniel ao brindar juntamente com o Sr. Davi e Paulina.
Logo, o Sr. Davi pediu-lhes licença e foi cumprimentar as outras pessoas que estavam na festa.
Todos estavam muito contentes, riam muito, pois, agora eles tinham motivos de sobra para rirem exceto Paulina, que estava ali num momento de 'felicidade' porém estava tentando escapar de seus medos, de suas tristezas, de seus problemas, de seu amor proibido. ELE!
Mas escapar dele era a coisa mais impossível do mundo agora, ela estava explodindo como um foguete e sabia que as coisas poderiam tomar uma proporção maior mas fechou seus olhos, respirou fundo e tentou pensar apenas no momento que estavam tendo. O olhava com muita admiração, valorizava muito o homem que estava à sua frente, mas em seus pensamentos não parava de se lamentar por ele não pertencer à ela.
A festa continuava e o casal apaixonado estava cada vez mais próximos um do outro, estava tudo muito perfeito para os dois, eles riam, bebiam, dançavam numa mesma sintonia como nunca havia acontecido antes. A festa estava muito animada e, mesmo estando cansados, eles não conseguiam parar de festejar, era um momento único, só pelo fato de estarem ali, juntos, felizes... Mesmo que fosse momentâneo para Paulina, aquele era um dia de alegria para ela, pois, mesmo estando privada de todos os seus desejos, ela podia se sentir como se fosse ela mesma. Mesmo ele não sabendo quem era ela de fato, ela estava feliz por poder compartilhar com ele um momento como aquele... Eles estavam cada vez mais íntimos...
Carlos Daniel e Paulina na festa da Fábrica Bracho
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