Entrega Ou Renúncia - A Usurpadora

22 Capítulo 22 - "Estarei sempre do seu lado"


Notas iniciais
Oie meninas! Aí está mais um capitulo, esperamos que gostem! Boa leitura, ;***

A viagem pareceu durar horas enquanto que apenas durou 1h. Durante esse tempo, não podia para de pensar em Carlos Daniel e em como tudo acabou, com aquela estúpida discussão. Porque estúpida é a palavra correta para tudo o que aconteceu naquele dia, mas não podia voltar a ouvir o Carlos Daniel insultá-la novamente, não podia voltar a ver e ouvir como ele a insultava. Finalmente chegou ao destino escolhido. Não tinha derramado uma única lagrima durante o trajeto porque não queria ver a piedade de ninguém no olhar, assim como a intriga e o desejo de saber o que acontecia com ela enquanto que milhões de cenários já passariam na cabeça das pessoas. Não tinha a certeza do que estava fazendo, mas era o que parecia o mais correto naquele momento e, ao mesmo tempo, que outra alternativa tinha? Nenhuma, ela achava.

Ficou parada em frente à porta uns segundos com a mão fechada pronta para bater, mas ainda não sentia a coragem. Finalmente, não querendo que ninguém a visse ali, respirou fundo e batou à porta três vezes segurando a sua respiração sem dar-se conta.

– Paulina! Estava a sua espera, você me deixou preocupado ao te ouvir assim por telefone. — Disse tomando-a entre seus braços e fazendo-a entrar.

“Estar assim abraçada a ele... Não existia refúgio melhor que os seus braços naquele momento... Eu precisava tanto, sonhava tanto com algo assim, mas nunca lhe dei essa oportunidade, nunca me dei essa oportunidade. Quando ele me abraçou, só queria ficar ali pra sempre e nunca mais sair de seus braços. Porque eu não o procurei antes? Porque eu não nos dei uma chance antes? Se dependesse dele, eu estaria bem e estaria feliz e tudo o que eu estou vivendo agora é apenas minha culpa, por ter sido fraca, orgulhosa, por não tê-lo pedido ajuda enquanto ainda era tempo. Mas isso já não importava mais, agora o que mais importava era o presente, ele me recebeu com todo o amor que alguém podia me oferecer, com os braços abertos e sem me recriminar em momento algum. Aí sim, naquele momento eu senti toda a força que eu tentava adquirir durante a viagem se desmoronar e as lágrimas caíam sobre o meu rosto incessantemente, eu não podia evitar, me sentia a mulher mais infeliz do mundo, estava vazia, havia perdido tudo e estando nos braços dele eu pude sentir uma segurança que jamais pensei sentir, uma certa força brotava de meu interior e lá no fundo eu sabia que nem tudo estava acabado. Ele me transmitia segurança, mas porque eu não tinha percebido antes? Porque eu estive tão cega e por tanto tempo? O meu orgulho falou mais alto e eu não enxerguei a minha felicidade, trilhei o caminho espinhoso e agora estou aqui me rendendo sem nenhum questionamento nem reprovações... “

– Me perdoe por ter vindo nestas circunstâncias, é que...

– Shh, não se justifique! Eu estarei aqui para você em qualquer situação de sua vida, você sabe disso. E não se recrimine, pois, se tem alguém aqui que te deve muito, esse alguém sou eu e eu vou fazer de tudo para que você esteja bem, eu é que peço perdão por não ter insistido, eu apenas quis te deixar livre para as suas próprias escolhas, por te amar demais e querer te ver feliz pelas suas decisões. — Respondeu ele olhando-a pesaroso segurando uma de suas mãos e com a outra acariciando o seu rosto enquanto enxugava as suas lágrimas.

– Não, você não tem culpa de nada. Eu que não te dei o espaço que você precisava para se aproximar de mim, mas eu senti tanto a sua falta... Eu preciso tanto de você... -Retrucou Paulina entre soluços desenfreando ainda mais o seu choro, abraçando-o forte. Precisava do calor de seus braços.

– Eu estou aqui e nunca mais vou te deixar ir, estarei sempre do seu lado e vou te ajudar no que você precisar, vamos recuperar tudo o que um dia deixamos escapar, não se preocupe! -Disse abracando-a com força, determinado, a partir de agora a protegeria e faria de tudo para não vê-la assim novamente...

Paulina não disse mais nada, apenas chorou até se acalmar. Em seus braços conseguiu encontrar um refúgio e gostava disso.

–Seu quarto está pronto! Mandei prapará-lo porque imagino que você vai ficar aqui um tempo, não? –Podia-se ver que estava contente por vê-la de novo,que queria agradá-lamas também via que ele se questionava sobre o que aconteceu, mas o conhecia e sabia que não lhe perguntaria nada, que esperaria o tempo que fosse necessário até que ela decidisse contar tudo.

Afastando-a de seu peito com cuidado, pegou-a pela mão e a conduziu até o seu quarto. — Você deve estar cansada, dá pra notar.

– Sim, um pouco. — Respondeu Paulina forçando um leve sorriso em seus lábios ao acompanhá-lo.

– Eu vou deixar você descansar, também vou pedir que preparem um almoço bem delicioso para você porque também deve estar com fome.

– Obrigada. Obrigada mesmo! – Agradeceu dando-lhe um novo abraço mais ligeiro e um beijo no rosto. Precisava tomar um bom banho e descansar um pouco até o almoço estar pronto. Precisava descansar o seu corpo e mente, precisava esquecer. Mas como se não podia parar de pensar, de lembrar, de sentir? O que fazer para esquecer?! Já não podia mais com aqueles pensamentos e lembranças que rondavam sua cabeça. Tinha vontade de chorar, de gritar, de bater, sentia-se frustrada, angustiada por não ter o controle sobre nada e um mau pressentimento não a deixava tranquila.

–Paulina! Paulina você está aí? -Chamava a governanta enquanto batia na porta de seu quarto, entrando em seguida por não obter resposta. Paulina estava dormindo, tinha acabado de adormecer chorando sem se dar conta. — Paulina acorde, minha filha! Trouxe o seu jantar. –Voltou a chamar aproximando-se dela e tocando-lhe no braço.

Paulina despertou devagar sentindo sua visão embaçada e um ardor em seus olhos devido ao choro. — Eu vou tomar um banho antes, pode deixar aí em cima. -Respondeu desanimada pondo um leve sorriso nos lábios, olhando na direção de uma mesa que tinha no quarto. A governanta da casa era uma senhora muito agradável e simpática, já a tinha visto algumas vezes no passado.

–É muito bom revê-la, Paulina. Esperamos que você fique com a gente por um longo período, sentimos a sua falta aqui. — Disse sorrindo ao tocar o rosto de Paulina com um sorriso satisfeito. -Você está a cada dia mais linda!

–Obrigada! — Respondeu tentando demonstrar ânimo pelas palavras da senhora em seguida entrando em seus devaneios, expondo ainda mais a tristeza que sentia

– Sim, vou ficar aqui por muito tempo, eu e os meus pecados...

– Como disse, minha filha? – A questionou confusa.

– Nada, coisas minhas, mas obrigada pelo jantar. — Respondeu ela desviando o assunto para que não fosse prolongado e levantando-se em direção ao banheiro. Não queria mais tocar naquele assunto, sentia os seus olhos marejarem só pelo fato de ter relembrado do que acabara de passar.

– Paulina! — Chamou de novo a sua atenção fazendo-a olhar para ela. — Olha minha filha, não sei o que você está passando, mas seja lá o que for, Deus sabe de todas as coisas. Ele escreve certo por linhas certas e não importa o que tenha acontecido durante esse tempo, somente Ele sabe o real propósito, e Ele só quer o nosso melhor. Tenho certeza que algo muito bom está sendo preparado para você. E saiu deixando-a intrigada com as suas ultimas palavras. Palavras que de certo eram muito sábias e mais sábias sendo ditas por uma senhora que conhecia muito mais que ela sobre a vida e as suas amarguras.

Notas finais
Comentem, opinem, divulguem kkkk Obrigada por lerem e até o próximo! Beijos, meninas!