Entrega Ou Renúncia - A Usurpadora

21 Capítulo 21 - Muito parecida com ela...


Notas iniciais
Oiii meninassssssss, este é um capitulo especial... Feito por Nini e com a ajuda de uma pessoa muito especial para nós.... Michellinha ... Muuuito obrigada por tudoo, amiguinha...

“-Alô! Sou eu! Desculpe por ligar a essa hora da madrugada mas é que eu preciso da sua ajuda. Não, não precisa, eu chego até aí... Só preciso de seu endereço e dentro de algumas horas estarei chegando. Sim, está tudo bem, não se preocupe! Quando eu chegar aí, te explico tudo. Até logo!

Sem perceber, Paulina encontrava-se em lágrimas novamente. Não sabia se este era o momento para a decisão mas estava certa do que estava fazendo e que Deus a ajudasse.

Arrumou rapidamente uma mala apenas com o suficiente, ligou para o taxi para que a buscasse e saiu do quarto indo em direção aos quartos das crianças despedindo-se delas com um beijo entre lágrimas e dirigiu-se em direção à porta da casa, olhando para trás deixando todas as lembranças e o que havia vivido ali, sem esperança nenhuma de que um dia voltaria a vê-los ou a pisar os pés na casa que tanto lhe trouxe felicidade, amor, ódio, dentre outros sentimentos que estavam cravados em seu coração e em sua memória. Assim, caminhou até o portão principal e jogou suas chaves para o lado de dentro, trancando o portão e indo em direção ao táxi que já a esperava.

– Boa noite, senhora! – Disse o taxista gentilmente. – Para onde vamos? – Indagou para saber o destino.

– Vamos para o aeroporto! – Respondeu, segurando suas lágrimas que já teimavam em escorrer pelo seu rosto.

Na manhã seguinte, Carlos Daniel acordou com um grande sentimento de culpa por tudo o que tinha acontecido na noite anterior com Paola. Ficou pensando nisso ate de madrugada.

Sabia que Paola tinha agido mal ao ir almoçar com Douglas sem lhe avisar, mas também admitia que tinha agido mal ao gritar com ela e insultá-la daquela maneira mas era mais forte do que ele! Aqueles ciúmes tão incontroláveis sempre o dominavam e tomavam controle das piores situações fazendo-o agir e falar cegamente.

Levantou-se sentindo o seu corpo pesado, a sua mente confusa e sentindo-se cansado mas não era bem um cansaço físico que sentia, senão, cansaço pelas suas discussões diárias com Paola, cansado da sua falta de amor, de suas recusas, de sua falta de alegria. Ele já não queria mais discutir e nem mendigar o amor dela, ele queria simplesmente voltar à relação de antes.

Iria tomar banho, descer para o café e falaria com ela mas, desta vez, sem se deixar cegar pelos ciúmes mas foi sem contar que, ao chegar na sala de jantar não a encontraria. Teria ela descido mais cedo e estaria no quarto esperando para que fossem à fábrica?

– Lalinha?

– Bom dia senhor, deseja que mande trazer o seu café?

– Ainda não. Sabe se Paola já comeu?

– Não senhor, a dona Paola ainda não desceu, ou pelo menos não a vi. Quer que eu vá chama-la?

– Eu vou. Obrigado Lalinha. – E saiu da sala apressado subindo as escadas correndo. Era estranho que ela ainda não tivesse acordado, sendo que ultimamente era sempre a primeira. Teria acontecido algo?

Foi ainda mais rápido até o quarto e entrou sem bater. A cama não tinha sido desfeita e não estava no banheiro. Teve então um mal pressentimento e foi até o quarto da vovó, ela deveria saber onde estava porque desde o regresso da “nova Paola”, eram mais cúmplices.

– Vovó? – Bateu à porta antes de entrar.

– Carlos Daniel, meu neto. – O cumprimentou com dois beijos. – A que se deve esta visita tão matinal?

– Desculpe vir tão cedo vovó, mas queria saber se sabe onde foi Paola? – Perguntou com um ar de preocupado, alarmando-a.

– O que você fez desta vez, Carlos Daniel? – Insinuou agitando a cabeça, o olhando com reprovação.

– Tivemos uma pequena discussão e ia falar agora com ela mas parece que ela não está em casa e a cama está feita como se não tivesse dormido lá.

– Talvez a Lalinha já a fez. – Evidenciou, dado que era o seu trabalho.

– Não vovó, a Lalinha disse que não a viu hoje, que não foi ao quarto de Paola.

– Pois então, ela deve ter ido dar algum passeio para esclarecer a mente. Você é o meu neto, mas é um cabeça dura... Não sei como ela ainda o suporta! – Voltou a abanar a cabeça estando completamente em desacordo com a forma de agir de seu neto.

– É disso que eu tenho medo, que a discussão de ontem tenha sido a gota d’agua.

– Mas você não pensa e é bem feito que ela te deixou porque ela não tem que ficar suportando todas as suas bobagens e o que você merece é que te enganem mesmo, por ser um idiota!

– Vovó! – Exclamou chocado pela sua forma de falar.

– Que vovó o quê?! Você está pior que o seu filho de oito anos! – Nesse momento a vovó ia levantar-se, mas o Sr. Chico bateu à porta e entrou. – Ah Chico, bom dia! Veio trazer a minha rosa? – Era de costume deles que Chico viesse buscá-la para passear no jardim trazendo-lhe uma rosa.

– Hoje não vovó. Vim porque encontrei estas chaves atiradas no chão e são as da dona Paola. – Mostrou umas chaves com um chaveiro vermelho em forma de rosa.

– São dela! – Declarou Carlos Daniel pegando-as e saindo correndo sem ao menos escutar o que a vovó Piedade dizia.

Pegou no conversível e acelerou, deixando para trás dele um grande rastro de pó. Por sorte o portão estava aberto porque nem pensou em pedir para abri-lo mas ao virar na esquina, por pouco bateu num carro que vinha e freou a tempo buzinando repetidamente pelo descuido de Carlos Daniel mas ele nem quis saber e nem pediu desculpas. Tinha que adiantar, pois aquela hora, ela já podia estar em qualquer lugar e estar bem longe. Ia distraidamente desesperado olhando para os dois lados para ver se a via. Tinha saído com tanta pressa que nem pensou para onde ia e nem sabia por onde começar a procurá-la.

Pensava que podia ter começado a telefonar para os hotéis, pensões, pousadas ou até mesmo hospitais, quando pareceu-lhe ver à sua direita uma mulher no passeio muito parecida com ela. Distraiu-se aquele instante e foi o suficiente para não ver o carro que vinha da esquerda também em alta velocidade.

O carro não parou, tendo Carlos Daniel a prioridade por vir da direita e ao vê-lo buzina. Ambos tiveram tempo de reação, mas, ao desviar para não bater no carro, Carlos Daniel bate num poste de eletricidade não tendo nem o tempo de perceber o que aconteceu, perdendo por momentos a consciência pelo choque entre o carro e o poste.

O outro carro teve mais sorte porque freou a tempo e a rua estava deserta na sua direção. Saiu do carro uma mulher apressada que foi ver como Carlos Daniel estava e chamou de imediato a policia e a ambulância. Ao ver a gravidade do acidente, provocado por ela, logo ela ficou em estado de choque.

O carro de Carlos Daniel bateu de frente, tendo destroçado boa parte do para-choques frontal e o airbag não abriu como deveria e ele tinha batido com a cabeça no volante, provocando um golpe que agora sangrava sem parar. Justo quando chegaram o socorro e a policia, ele começou a recuperar a consciência e gemia de dor, falando palavras incompreensíveis.

Enquanto a tal mulher contava o sucedido à policia e a um dos paramédicos, outros dois correram para o lado de Carlos Daniel.

– “Pulso Presente, vamos estabilizar a cervical – Dizia um pára-médico ao chegar no local do acidente, após aproximar-se de Carlos Daniel, colocando os dedos indicador e médio no pescoço de Carlos Daniel. — Homem branco, aproximadamente 30 anos, em utilização do cinto de segurança, ao que tudo indica o air bag do carro não funcionou no momento da colisão. Lesão em parte frontal do crânio, membros inferiores presos as ferragens – Continuou avaliando-o detalhadamente. — Necessitamos de apoio operacional, chamem uma equipe para cortar o carro. – Pediu o pára-médico de imediato ao dar inicio a sua avaliação e atividade de emergência. — Em uma primeira abordagem, a vítima encontrava-se desacordada, apenas abrindo os olhos após ser chamado e mostrando estar confuso quanto ao que houve, refere dor em cabeça, abdômen e pernas. Realizado imobilização cervical e oferta de O2 a 15 litros por minuto. Enchimento capilar normal, pele quente. Sangramento abundante em membros inferiores, realizado curativo compressivo. Normocárdiaco, normopneico, normotenso. – Continuava atenciosamente. — Podemos ver que tem um forte golpe na cabeça, temos que estabilizar a hemorragia.” – Dizia observando a magnitude do golpe e verificando os olhos dele, em seguida, colocando os dedos indicador e médio no pescoço de Carlos Daniel.

O outro socorrista, que era mais baixo e mais moreno, estabilizava a cabeça de Carlos Daniel no banco, fazendo-lhe perguntas para que não voltasse a perder a consciência.

– Consegue me ouvir? Como se chama? – Perguntava enquanto que o outro cortava a camisa de Carlos Daniel, constatando que o cinto de segurança não o deteve o suficiente para que não batesse com a cabeça mas causou-lhe lesões abdominais internas, rompendo um vaso abdominal importante que o fez necessitar uma contenção rápida pela perda do sangue.

Confuso, Carlos Daniel tentava responder às perguntas. Tudo o que sentia naquele momento eram dores e falta de ar. Colocando-o numa maca, os socorristas levaram-no para a ambulância, reparando que, como em qualquer tipo de acidente que envolve policia e ambulância, uma multidão já tinha se formado em volta do local do acidente.

– Chegou a equipe de bombeiros para cortar o carro! – Disse um deles ao vê-los aproximarem. – Afastem-se! – Alertou devido a quantidade de pessoas que havia se aglomerado em volta deles, incluindo repórteres com câmeras fotográficas e filmadoras. Todos queriam saber que havia sofrido o acidente.

Após o retirarem das ferragens, Carlos Daniel foi rapidamente imobilizado em prancha longa e colocado na ambulância, onde a equipe aproveitou para realizar uma avaliação mais detalhada a caminho do hospital.

– Filipe. – Dizia um dos socorristas. – O nível de consciência dele está baixando, temos que intubá-lo! Provavelmente tem uma hemorragia interna.

– Em menos de dez minutos chegamos. Avisa ao hospital para que preparem urgentemente o bloco operatório!

Como dito, com menos de dez minutos chegaram fazendo de imediato um exame de imagem para ver que contusões tinha e ver que operação ou “operações” seriam necessárias...

Notas finais
Tadinho de Carlos Daniel... Tomara ke nao seja algo muito grave.. kkkkkk Comentem, meninassss... Beijos e até a proxima ... @ana_maria3 ; @marta_maira