Notas iniciais
Oie meninas, em primeiro lugar quero agradecer à Karol e à Dayane que recomendaram a fic com tanto carinho e que são tão atenciosas, vcs são muito fofas e eu fico tão feliz com isso *____*... E aqui estou postando mais um capitulo e este titulo não tem muito a ver mas foi o unico que eu pensei no momento. Desculpem pela demora, é tudo por causa do tempo mesmo. Boa leitura!

...

– Papai. – Interrompeu Carlinhos a Lalinha com uma voz triste, chamando a atenção de Carlos Daniel total para ele. – Acho que sei para onde a mamãe foi. Ontem, quando estávamos no parque, paramos para lanchar e apareceu um amigo seu e da mamãe, o nome dele é Douglas Maldonado, eles conversaram um pouco e ele a convidou para almoçar e eu acho que ela foi almoçar com ele. Eles conversavam muito contentes e ele olhava para a mamãe de um jeito... – Continuou o menino, mudando de um tom de voz triste para o de raiva. Assim como o seu pai, ele tinha um temperamento forte e tinha ciúmes de sua mãe, estava também decepcionado por ela ter ido almoçar com aquele homem o qual ele não havia simpatizado.

– É papito, o homem era bonito e ele e a mamãe riam e conversavam. Ele também segurou a mão dela. – Disse Lizete séria com os bracinhos cruzados após o choro.

Carlos Daniel ficou sem chão, não conseguia acreditar que ela fingiu sentir dor de cabeça para fugir dele e de seus filhos. Até de seus filhos... Aqueles pensamentos invadiram sua mente e ele sentiu seus olhos marejarem mas precisava se conter na frente de todos que estavam à mesa. Não podia demonstrar o que estava sentindo, precisava ser forte e estar do lado de seus filhos, mostrar à eles que podia ficar sem ela e também acostumá-los à isso.

– Vê, Carlos Daniel a classe de mulher que a sua esposa é? – Nem esperou muito para voltar a dar as suas “escapadas”. – Disse Stefanie ao seu irmão esfregando ‘a verdade’ em sua cara como sempre fazia, mas dessa vez se sentia mais vitoriosa tirando um sorriso irônico dos lábios de seu marido, mas Carlos Daniel não podia negar, ela tinha razão.

– Cale a boca, Stefanie! Cuide de seu marido ao invés de se importar com Paola ou o casamento dela e de seu irmão. – Enfatizou vovó Piedade defendendo Paulina, tentando também amenizar a atmosfera pesada que se criou no ambiente. – E vamos continuar almoçando com tranqüilidade! Meu filho, depois você conversa com a sua mulher, fique tranqüilo, vamos comer em paz.

Carlos Daniel não disse nada, apenas se esforçou e segurou toda a raiva que sentia naquele momento. Enquanto tentava comer, sua mente estava numa confusão absoluta. Não conseguia concentrar-se nos que estavam a sua volta e o que mais pensava era que sua esposa o traia em sua cara e isso, ele não iria tolerar.

Enquanto comia distraidamente, Carlos Daniel lembrou-se do que tinha acontecido no dia anterior na fábrica:

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– Senhor Carlos, esta carta chegou para o senhor. – Dizia Verônica entregando-lhe um envelope branco.

– E quem mandou, Verônica? Você sabe? – Perguntou Carlos Daniel confuso, analisando o envelope.

– Não senhor, não tem remetente e apenas apareceu aqui junto às outras com o carteiro.

– Obrigado! – Respondeu frio, pensativo e curioso ao mesmo tempo, olhando para o envelope lacrado sem remetente.

– Por nada, senhor. Com licença!

Carlos Daniel esperou Verônica sair de sua sala para abrir o envelope, não via a hora de ler o conteúdo desta e o porque de tanto mistério ao não revelar o autor da mesma.

“PENSA QUE CONHECE BEM A MULHER COM QUEM DIVIDE O SEU TETO?

ACHO QUE ESTÁ MUITO ENGANADO QUANTO À ISSO. NÃO SABE QUEM É ESTA MULHER QUE SE DIZ SER SUA ESPOSA E, COM CERTEZA, QUANDO DESCOBRIR, ISSO VAI CAUSAR UM GRANDE DESGOSTO NA FAMILIA.

FIQUE ATENTO, POIS, ASSIM COMO ESTA, CHEGARÃO MAIS CARTAS PARA O SENHOR.

E POR FAVOR, MANTENHA SIGILO OU NÃO SABERÁ MAIS NADA!

p.s. UM AMIGO.”

Essas palavras ecoavam repetitivamente na mente de Carlos Daniel, não podia deixar de lembrar do que continha na carta anônima que recebera aquela tarde, “-Que verdade há nesta carta anônima? Quando esse suposto amigo vai entrar em contato?” – Carlos Daniel não conseguia parar de se perguntar o porquê havia recebido aquela carta anônima. Paola estava muito diferente, isso é fato e ele sabia disso mas ele não conseguia imaginar o que ela o estava escondendo. Que mistério era esse para que até uma anônima ele chegasse a receber denunciando-a?!

Iria tirar satisfações com ela assim que ela chegasse e de hoje não passaria.

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– Trouxeram as flores que o senhor vai dar para a senhora Bracho! – Disse Braulio ao Sr. Maldonado enquanto o mostrava um lindo buquê de rosas de uma cor-de-rosa claro que tinha acabado de chegar de uma floricultura.

– Ponha-as num lugar fresco para que elas não murchem! – Respondeu Douglas com um radiante sorriso no rosto.

– Acha que convém convidá-la para almoçar assim, senhor? – Questiona Braulio o seu patrão pela questão de ela ser uma senhora casada.

– Assim como, Braulio? – Pergunta Douglas confuso.

– À sós, senhor! Lembre-se de que ela é uma senhora casada e mãe de família e o marido dela pode não gostar dessas vindas dela aqui. – Adverte Braulio com cautela.

– Sim, Braulio! Você pode ter razão, mas eu não pretendo faltá-la com o respeito, muito pelo contrário. Quero que ela sinta confiança em mim. A principio, seremos apenas amigos. – Respondeu Douglas contente e auto-confiante.

– Tem certeza, senhor?! – Pergunta Braulio franzindo o cenho, não dava para acreditar que Douglas, um homem bonito e solteiro, estivesse tão interessado em uma mulher linda como a senhora Bracho apenas para amizade ou coisa do tipo.

– Sim Braulio, você não acredita em mim? Fique tranqüilo que vai dar tudo certo! – Disse Douglas para Braulio fazendo-o assentir com sinal positivo e um leve sorriso e em seguida, ambos escutam a campainha tocar. – É ela, Braulio! – Exclamou contente olhando para o relógio que marcava pontualmente às 2h da tarde. – E ela é super pontual! Corre, Braulio! Corre para abrir a porta!

– Boa tarde, Paola! – Disse Douglas cumprimentando-a após encontrá-la em sua sala.

– Boa tarde, Douglas! – Devolveu o cumprimento com um belo sorriso.

– Estava ansioso te esperando, temos muito o que conversar! – Disse ele empolgado.

– É, vejo que essa viagem realmente te fez muito bem, olha só como você está radiante! – Disse Paulina contente demonstrando total satisfação com o que via.

– Eu lhe devo isso, Paola!

– Então, eu me felicito por isso! – Retrucou Paulina sorrindo.

– Acredite que durante toda a minha viagem sempre tive você em meu pensamento, eu não pude esquecê-la. – Disse enquanto a conduzia até o sofá e sentando-se de frente à ela.

– Nem eu o esqueci, eu lhe devo tanto... – Paulina não podia esconder o quanto era grata à ele que, sem ao menos conhecê-la, confiou uma grande quantia de dinheiro à ela e também não negava que já podia sentir uma grande admiração por ele.

– Ora, quem pensa nisso? – Disse Douglas ficando um tanto sem graça por aquelas palavras. Nunca alguém tinha sido tão afetuoso com ele quanto à alguma ajuda que ele havia dado.

– Eu penso, e muito! Sabe... A fabrica Bracho vai muito bem! – Afirmou Paulina feliz porque pelo empréstimo que ele havia feito, a fábrica estava prosperando.

– Quando os negócios estão bem coordenados tem que prosperar! – Alegou ele olhando-a nos olhos, fazendo-a corar.

– Me conta da sua viagem! – Pediu Paulina tentando disfarçar um pouco o embaraço pelo que ele acabara de dizer e curiosa sobre o que ele havia feito fora.

– Foi maravilhosa! Fiz muitas das coisas que você me sugeriu e eu recuperei a saúde.

– E agora deve se cuidar para que não volte a perdê-la. – Advertiu Paulina orgulhosa.

– Cuidar dela não, aproveitá-la! Quero realizar alguns sonhos que eu tenho tido. – Disse olhando-a fixamente.

– Ah é?! – Perguntou Paulina surpresa! Ele realmente havia mudado completamente!

– Sim! Entre eles o mais precioso, conseguir o amor de uma mulher e quem sabe, um dia ter uma família.

– Faz muito bem, Douglas! E eu o apoio! – Disse segurando em sua mão como gesto de cumplicidade. Estava muito feliz com os resultados que havia tido com a mudança de Douglas, mas ouvir a palavra ‘familia’ a fez mudar o semblante de feliz para triste, seus olhos umedeceram rapidamente sem que ela percebesse. Ela sabia que seus dias na casa dos Bracho estavam contados e aquela família já fazia parte dela. Pior, não sabia se chegaria a ter uma família.

– Está tudo bem, Paola? – Perguntou Douglas preocupado ao ver a sua reação após o que ele havia dito. Se perguntava mentalmente se tinha dito algo errado.

– Sim Douglas, está! Não se preocupe! – Respondeu Paulina com a voz embargada tentando convencê-lo que estava tudo bem e olhou-o sorrindo ligeiramente.

– Não é o que parece! Você quer conversar? – Perguntou analisando-a, buscando em seu olhar uma resposta para aquela reação estranha e tão repentina.

– Não! – Respondeu quase gritando arregalando os olhos — Fique tranqüilo! – Disse num tom mais leve ao dar-se conta da forma tão brusca e apressada que tinha o respondido. — Não quero te incomodar com os meus problemas e, vim aqui para falarmos sobre você e sobre o progresso da fábrica. – Concluiu conseguindo liberar um leve sorriso.

Paola,minha recuperação e auto-estima eu devo à você. Nunca imaginei que pudesse estar tão bem comigo mesmo como estou agora. Quero que você confie em mim como um grande amigo, um amigo que pode te escutar desabafar, o que não vai te julgar, que vai te apoiar independente da situação que estiver passando e o que vai te estender a mão quando você mais precisar. O que você fez por mim, ninguém mais o faria e serei grato eternamente à você, então quando precisar, não importa o dia e nem a hora, eu estarei aqui pra você, ta bom? – Afirmou Douglas segurando as mãos dela firmemente olhando-a nos olhos transmitindo sinceridade e conivência.

– Sim Douglas! Não sabe o quanto essas palavras significam para mim. Estou sozinha neste mundo, não tenho mais ninguém o qual eu possa confiar e abrir o meu coração, colocar para fora tudo o que está me deixando mal. – Disse Paulina tentando conter as lagrimas que insistiam brotar em seu rosto rosado.

– O que você quer dizer com isso? – Perguntou Douglas preocupado pelo desabafo dela.

– Ah, não se preocupe comigo. – Respondeu olhando-o, forçando um leve sorriso. – Só eu me entendo. – Concluiu Paulina desviando o seu olhar do dele.

– Agora vamos almoçar antes que fique tudo frio! Está tudo muito delicioso! – Disse Douglas tentando animá-la, puxando-a em direção à mesa para almoçarem e mudarem de assunto para que Paola não se sentisse mais constrangida com a situação.

O almoço na casa de Douglas seguiu na mais perfeita harmonia, eles estavam cada vez mais próximos e apenas riam das aventuras que Douglas viveu durante o tempo em que estava fora se recuperando. Ele contou sobre suas viagens, os lugares que conheceu, entregou alguns cartões postais à Paulina de cada ponto turístico que havia passado, mostrou as fotos que tirou dos lugares lindos que havia visitado, nas fotos estavam também ele e Braulio e assim passaram a tarde até que deu o horário de Paulina retornar à casa. Pedro já a esperava.

– Foi maravilhosa a tarde, Douglas! Gosto de te ver assim contente e exalando saúde por todos os poros! – Exclamou Paulina olhando para Douglas satisfeita com tudo o que escutado e visto.

– Sim, foi ótima! E quero compartilhar de outras tardes assim com você, minha mais nova amiga, e acho que única também! – Brincou ele sorrindo para ela. – Apareça quando quiser e, não se esqueça, tem em mim um amigo em quem pode sempre contar e confiar.

– Sim, não esquecerei. Obrigada! – Respondeu abraçando-o e indo em direção ao carro que estava em frente ao portão da casa esperando-a.

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As horas se passaram lentamente para Carlos Daniel, que não parava de olhar o relógio, estava esperando-a na sala e quanto mais o tempo passava, mais sentia-se angustiado, nervoso, furioso. “Porque ela ainda não chegou?; O que deve estar fazendo ainda até essa hora na casa dele?; Porque foi sem me avisar;? Ah, ela vai ter que me explicar;! Será que...” Sua mente estava uma bagunça quando a movimentação do lado de fora interrompeu seus pensamentos. Era ela, ela acabou de chegar e não podia esperar mais para interrogá-la, agora sim ela não teria mais desculpas para dar, pois ele tinha provas.

– PAOLA! – Exclamou Carlos Daniel entre os dentes enquanto a via entrar pela sala.

Notas finais
Eaí girlssssssss, e agora?? O bicho vai pegar.. cry Comentem, recomendem, favoritem! rsrs Até a proxima! Bjs