Entrega Ou Renúncia - A Usurpadora

17 Capítulo 17 - Um encontro inesperado


Notas iniciais
Oie meninasss!!! Decidimos postar mais um capitulo para compensar os atrasos... Boa leitura! :D

Douglas!!! Exclamou ela levantando-se para cumprimentá-lo. Ao cumprimentá-lo com dois beijos e um abraço, Carlinhos que ia morder a sua torrada, deixou-a cair no prato e os olhou de lado. Porquê que sua mãe abraçava assim outro homem e ao seu pai já nem um beijo dava? Ele sentia o seu coração bater fortemente contra o seu peito e seus ouvidos apitavam. Era a primeira vez que sentia algo assim dentro dele; era uma mistura de raiva, vontade de chorar e uma vontade enorme de gritar e sentia algo mais, mas não conhecia aquele sentimento. O seu pai não ia gostar de ver aquela cena, ele tinha certeza disso.

Carlinhos viu a maneira como aquele homem olhava para a mãe dele e não gostou nada e muito menos da forma melosa como ele falou e sorriu.

Que alegria te encontrar por aqui! Você era a última pessoa que eu pensava encontrar quando saí de casa esta tarde!

Não sabia que já estava de volta. Sorriu apoiando a mão no braço dele, tirando assim, o olhar dele para a sua fina mão branca.

Sim Paola, voltei ontem à noite na verdade. Pensava em te ligar hoje, mas vejo que já não será necessário. Dizia Douglas com um lindo e sedutor sorriso, ele era tão lindo que era capaz de fazer qualquer mulher perder a cabeça apenas com um sorriso.

Você está ótimo, Douglas! Não posso acreditar no que os meus olhos vêem! Afirmou Paulina depois de analisá-lo de cima abaixo com um olhar apreciador. Viu que ele havia mudado muito desde a última vez que se viram, ele realmente estava diferente, até com um semblante de felicidade. Pelo jeito, ele seguiu seus conselhos à risca e qualquer pessoa podia notar os resultados, resultados estes que a deixou radiante ao ver tamanha diferença.

Sim, e tudo graças à uma mulher maravilhosa que apareceu em meu caminho e teve a coragem de entrar na minha casa e me desafiar na minha própria cara. Sorriu segurando a mão de Paulina e encarando-a profundamente fazendo-a enrubescer, causando um novo sentimento de raiva em Carlinhos que aproveitou para jogar a colher no chão para que a sua mãe se lembrasse de que eles ainda estavam ali presentes e que tinham olhos.

Mãezinha, quem é este senhor e porque ele está segurando a sua mão? Perguntou Lizete no mesmo momento sem se dar conta da tensão que havia em Carlinhos e da atmosfera que havia entre Paulina e Douglas.

É mamãe, quem é ele? Perguntou também Carlinhos olhando desconfiadamente, se levantando para pegar a colher do chão.

Ai, crianças desculpem. Este é Douglas Maldonado, um amigo de seu pai e meu que ajudou a salvar a fábrica de seu pai. Respondeu Paulina virando-se para eles e sorrindo radiantemente. Tinha ficado muito contente por voltar a ver Douglas e surpresa pela sua mudança. Parecia outro homem e estava muito mais atraente e respirava saúde e felicidade. Não tinha nada haver com o Douglas que conheceu meses antes, um Douglas feio e arrogante, que pensava ser o dono do mundo pela sua riqueza.

Acho que esse mérito não é meu, senão de uma mulher incrível que está à minha frente, não é Paola? Disse, fazendo-a corar e sorrir sem graça.

Ah, me desculpa pela minha falta de educação. Gostaria de se juntar à nós? Perguntou ao dar-se conta de que continuavam ali de pé.

Ai mamãe, estou cansado. Quero ir pra casa! Interrompeu Carlinhos, antes que Douglas tivesse a oportunidade de responder, dando um aperto na mão de Lizete para que ela dissesse o mesmo.

Sim, mãezinha. Eu também estou! Disse Lizete pondo a mão sobre a boca ao bocejar.

Tudo bem, Paola, não se preocupe. Já estou de saída também. Podemos almoçar amanhã em minha casa? Tenho tanto pra te contar sobre a minha viagem, sobre tudo! Douglas sorriu com esperanças ao convidá-la.

Paulina ficou uns momentos pensando se deveria ou não aceitar a proposta, pois, no dia seguinte era um domingo e havia almoço em família. Mas terminou aceitando porque ela também tinha direito a ter uma vida privada.

Claro que sim, estarei lá às duas da tarde. Terminou aceitando, cumprimentou-o sorrindo e em seguida chamando as crianças para irem embora.

No caminho de casa, Lizete acabou dormindo nos braços de Paulina e Carlinhos não disse uma palavra sequer, até que sua mãe quebrou o silencio que havia entre eles e perguntou:

Está tudo bem, Carlinhos?

Sim mãezinha, só estou cansado! Respondeu de cabeça baixa. Tinha ficado desanimado depois de ter visto sua mãe conversando tão intimamente com outro homem.

Você gostou do nosso passeio?

Sim, mãezinha, claro! Quero voltar mais vezes com você e o meu pai... Levantou o olhar rapidamente fitando-a esperançoso. Via os pais distantes e não queria que se separassem como muitos pais dos seus coleguinhas.

Sim, meu filho, é claro! Paulina passou a mão pelo rosto do menino e deu-lhe um breve sorriso, sem conseguir conter as lágrimas que já insistiam em encher seus olhos, mas respirou fundo e desviou o olhar dos do menino, dando-se conta que já haviam chegado em casa.

Ao chegarem à casa, Pedro ajudou Paulina a levar Lizete que continuava dormindo para o quarto e Carlinhos entrou correndo em casa para contar à todos como tinha sido a sua tarde.

Quanto à Paulina, passou na sala para cumprimentá-los e subiu para o seu quarto para tomar banho.

Momentos depois, entrou Carlos Daniel desamarrando a gravata e desabotoando os primeiros botões de sua camisa branca.

Boa noite! Diz dando um beijo na avó e em Carlinhos.

Boa noite, meu filho! Carlinhos está nos contando sobre a maravilhosa e divertida tarde que tiveram com a Paola no parque. E você, como foi no trabalho?

Foi bem, vovó. Disse Carlos Daniel num tom sério tentando disfarçar a inquietação que estava sentindo.

Tem certeza, Carlos Daniel? Interrogou vovó com preocupação. Notava em seu olhar e gestos que algo tinha acontecido.

Tenho sim vovó, só estou cansado. Vou para o meu quarto descansar um pouco antes do jantar. Deu outro beijo na avó, passou a mão no cabelo de Carlinhos e foi para o seu quarto. No caminho, passou pelo quarto de Paulina e ia bater para entrar mas decidiu retomar seu caminho.

Passado meia hora, Carlos Daniel desceu e todos já estavam indo para a sala de jantar, foi quando notou a ausência de sua esposa e engoliu em seco lutando contra seus pensamentos, se perguntando se ela viria ou não jantar com eles.

Lalinha por favor, chama a Paola para jantar. Pediu Carlos Daniel virando-se para ela, que estava de pé ao seu lado com as mãos atrás das costas.

Tudo bem, senhor Carlos Daniel. Respondeu Lalinha virando-se rapidamente fazendo os seu compridos cabelos pretos balançarem com o seu movimento brusco, quando de repente, depara-se com a patroa.

Não precisa Lalinha, já estou aqui. Disse Paulina entrando de maneira triunfal tentando demonstrar confiança em si mesma. Não queria que desconfiassem mais dela, porque tinha a certeza que todos já desconfiavam por sua mudança de caráter repentina, assim tinha que aparentar ser o mais Paola possível. Desculpem pela demora, mas acabei adormecendo. Desculpou-se com um sorriso amável e, sentando-se ao lado de Carlos Daniel que se levantou para acolhê-la.

Não se preocupe Paola, acabamos de nos sentar. Disse Carlos Daniel olhando-a nos olhos mas o seu olhar parecia um tanto distante. Nesse momento, ela pegou na mão dele e sorriu-lhe, desconcertando-o com a sua atitude. O calor da sua mão contrastava com o seu olhar distante e frio. Parecia que ela estava tentando por distancia entre eles. Paulina o sentiu estremecer quando ela o tocou, tocar este que foi mais bem um impulso por sua parte e ela também sentiu como uma corrente elétrica percorrer por seu braço e logo por todo o corpo, fazendo um calor intenso subir até o seu rosto deixando-a corada. Com rapidez ela retirou a mão dela e deu a ordem de servir o jantar.

Durante a comida ela não falou muito e quando Willy e Stéfanie começaram a discutir por causa dos problemas do casamento, ela aproveitou para fingir uma dor de cabeça para poder ir para o seu quarto, como quando ela entrou, ao levantar-se , Carlos Daniel se levantou. Carlos Daniel passou a mão no cabelo despenteando-o, pensava segui-la porque tinha que lhe pedir explicações mas aquele não era o momento; poderia fazer ou dizer coisas as quais ele poderia se arrepender mais tarde.

Ao chegar em seu quarto, Paulina fechou a porta e se encostou nela. Carlos Daniel parecia frio com ela, mas de quê ela se queixava se ela mesma metia distancia entre eles? Será que como ela suspeitava, ele começava a desconfiar dela?

Paulina foi até a escrivaninha e retirou o diário de Paola da gaveta, tinha que ler mais detalhes sobre ela para poder parecer o máximo possível com ela. Mas apenas leu duas páginas e logo fechou o diário.

Meu Deus! Esta mulher é um monstro! Fechou os olhos e levou a mão até o coração, Paulina não podia deixar de pensar que tinha sido um grave erro entrar naquela casa.

Levantou-se e, cruzando os braços, deu alguns passos pelo quarto rezando à Deus e à sua mãe, que em paz descanse, que a guiassem e ajudassem a tomar as boas decisões e a seguir o bom caminho.

Passado uma hora dando voltas na cama, Paulina acabou adormecendo e dessa vez, nenhum pesadelo veio perturbar seu sono.

Notas finais
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