Entrega Ou Renúncia - A Usurpadora

16 Capítulo 16 - "O que eu não faria por vocês"


Notas iniciais
Oieeeeee meninassssssss! Demorei mas postei...
Peço mil desculpas por estar demorando tando de postar os capitulos. Estou sem tempo e quase não fico mais na frente do PC, mas vou postando aqui sempre que der. Esperamos que gostem desse capitulo, está menorzinho mas o próximo será um pouco maior...
Boa leitura ♥

Paulina estava sonhando novamente que Carlos Daniel descobria toda a verdade e de tão furioso que estava, não parava lhe de gritar e se aproximar dela com olhar furioso. Quando Paulina menos esperava, ele a agarrou com força pelos braços dizendo palavras que ela não conseguia entender, era como se ele falasse noutra língua. Quanto mais ela dizia não entender, mais raiva ele sentia e lhe apertou o pescoço deixando-a sem ar. De repente já não estava mais de pé, senão deitada no chão com ele em cima dela. Ele era muito pesado para ela e ela não conseguia se livrar dele, que continuava gritando, mas dessa vez de uma forma diferente, ela já conseguia entender o que ele dizia mas não entendia o porque dizia aquelas coisas, não tinha sentido ele dizer “mãe acorda, mãezinha, acorda!” . Foi quando finalmente ela conseguiu abrir os olhos e encontrou-se cara a cara com Lizete.

- Mãezinha você estava tendo um pesadelo porque não parava de agitar a cabeça. Era algum monstro? — Perguntou Lizete pronunciando as ultimas palavras bem baixinho com medo que esse monstro fosse vê-la durante a noite.

Paulina não pode evitar sorrir ante a pergunta e inquietude de sua filha e acariciou seu rostinho.

- Não meu amor, não era nenhum monstro – Respondeu Paulina fazendo a menina suspirar de alivio e voltando a sorrir. – mas o que você faz aqui, minha princesa?

- É que o Carlinhos e eu estamos entediados e queríamos ir ao parque. Anda mãezinha, vamos! Diz que sim, diz que sim! – Implorava pondo-se de joelhos e juntando as mãos para comover ainda mais à mãe e para que ela aceitasse sair com eles.

- Ai meu amor, o que eu não faria por vocês... – Paulina sorri ao responder a menininha olhando-a com expectativa.

- Yupiii!!! – Grita Lizete pulando de felicidade – Vou chamar o Carlinhos, mãezinha!

- Sim, meu amor! Chame o Carlinhos e vão se arrumar que logo nós iremos! — Continuou Paulina sorrindo pela reação da menina. Ela ficou tão radiante ao saber que iria sair com a mãe e o irmão que acabou transportando-a novamente a um outro mundo, o da sua consciência.

Voltou no tempo alguns segundos e escutava a sua própria voz dizendo: “o que eu não faria por vocês...”. Estava tão perdida entre a razão e o coração mas já entendia o porquê estava ali, ela os amava com todo o coração e esse era o maior motivo, eles já faziam parte da vida dela e ela não suportaria perdê-los. Mas nesse momento, ela não pensava apenas no ‘porquê’, senão no fato de ainda agüentar ficar naquela casa mesmo quando sua vontade era sair dali correndo. Cada vez sentia mais próximo o momento em que teria que ir embora antes que todos descobrissem sobre a usurpação, sobretudo Carlos Daniel.

Pedro os levou até o parque onde ela já tinha ido uma vez com Carlos Daniel e as crianças. Tratava-se do mesmo parque onde eles tinham falado sobre o divórcio, e só de pensar nisso, Paulina se arrepiava mas tentou não pensar nisso e nem nos seus sonhos que mais pareciam premunições e dedicou-se a brincar com as crianças. Levou-as para andar de pônei, comeram algodão doce, pipoca e também tiveram direito a um sorvete por se comportarem bem, e depois, como era hora do lanche, foram até um Café que havia próximo ao parque.

Ao chegarem no Café, as crianças sentaram-se exaustas e pediram um leite com chocolate e torradas. Paulina também pediu torradas mas optou por um café preto para acompanhar.

Apesar de estarem cansadas, enquanto comiam, as crianças não paravam de falar sobre os momentos que passaram no parque com a mãe deles. Era a primeira vez em muito tempo que se divertiam assim com ela num parque. Antes também brincavam com a verdadeira Paola mas ela não gostava de ir ao parque porque dizia que a cansava muito.

- Vocês meninas são umas medrosas! – Dizia Carlinhos apontando para Lizete e rindo a gargalhadas. No parque havia um brinquedo novo que era muito alto e Lizete não se atreveu a subir nele.

- Não somos nada! – Exclamou a menina fazendo beicinho. – Ai mãezinha, manda o Carlinhos parar. Eu não sou medrosa! – Virou-se para a mãe com os olhinhos úmidos depois que Carlinhos mostrou-lhe a língua gozando dela.

- Carlinhos, não fale assim com a sua irmã. Ela é muito pequena e tem coisas que os meninos de sua idade podem fazer que ela não pode por ser menina e pequena mas não significa que ela seja medrosa, entendido? Além de que eu não gosto de vê-los brigando dessa maneira. Seu pai e eu não os ensinamos e nem os criamos assim. – Disse Paulina olhando nos olhos do garotinho e depois nos de Lizete acariciando-os em seus cabelos.

- Tudo bem, mãezinha. Desculpa, e me desculpa também Lizete. Não vou mais te chamar de medrosa. – Disse o menino dando um beijo e um abraço na irmã e voltou para sentar-se em seu lugar voltando a comer.

Enquanto eles comiam, Paulina os observava com carinho. Eram duas crianças extraordinárias e o dia em que ela tivesse que sair daquela casa, era deles de quem ela sentiria mais falta. Ainda havia muito o que fazer na casa Bracho e não sabia quanto tempo mais ia agüentar.

A sua mente vagava quando ouviu uma voz chamando-a e quando alguém tocou o seu braço, assustando-a um pouco. Virou-se rapidamente e encontrou-se com os olhos de um conhecido e imediatamente, a sua expressão de susto mudou rapidamente para uma mais suave e alegre.

Notas finais
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