Entrega Ou Renúncia - A Usurpadora
14 Capítulo 14 - Eu estou aqui com você
Notas iniciais
Volteiiii, e voltei com tudo, principalmente porque agora tem uma pessoa muito especial que está eSCrevendo comigo >> Ana Maria Carneiro <> Nini, muito obrigada por tanto apoio e dedicação, vc é um dos motivos de eu voltar com essa história *__*
– O que você fez com PAOLA? – Disse apertando-a com mais força. – Responda, onde está PAOLA?
“PAOLA, PAOLA, PAOLA!!! Ela já não podia mais escutar aquele nome, já não suportava mais ser chamada assim. Tudo, menos isso! E mesmo tendo a noção do erro que acabara de cometer se passando por Paola, aproveitando cada momento vivido com o homem que ela passara a amar com todas as forças de seu coração e estando com ele naquele quarto, naquela cama... SIM, ela se entregaria de corpo e alma à ele se não houvesse toda essa barreira que os separava e quando sua consciência tivesse tão limpa como a água cristalina. Era uma mulher digna e de princípios. “Onde estava com a cabeça?” Se perguntava a todo o momento “como se permitiu que uma mulher perversa e má a colocasse em suas mãos e fizesse à ela tamanha acusação?”,“Porquê não reagiu?” Sentia-se uma mulher indefesa, e muito mais naquela época em que estava tão vulnerável e fragilizada devido à doença de sua mãe e à falta de dinheiro para ajudar a curá-la.
Não tinha opções favoráveis à ela e não teve escapatória, mas viver este castigo já não estava mais sendo suportável para ela. A única coisa que queria fazer era se livrar daquele martírio diário. Paulina não suportava mais, estava desesperada, sentia um nó entalado em sua garganta, não conseguia expressar o que sentia naquele momento, queria falar, mas estava com tudo preso dentro de seu peito, acreditava que aquele era o momento (ou podia ser tarde demais) mas não podia colocar tudo pra fora assim de uma vez, poderia ter agido com a razão, como tem feito durante todo esse tempo que esteve naquela casa, mas aquela noite... Aquela noite ela foi fraca e se deixou levar pelo coração, pelo desejo, pelo amor incontrolável que sentia por aquele homem, homem que, para ela era proibido e sabia que depois da descoberta este homem a rejeitaria e a desprezaria, não conseguia imaginar como conseguiria viver sabendo que ele não a perdoaria pela usurpação e por tantas outras coisas mais que só Deus sabe... Sua mente girava, estava presa em seus pesadelos interiores. “O que seria dela depois de tudo? Como acabaria aquele sofrimento? Estaria sozinha, desolada, desacreditada, desesperada, e quem sabe até atrás das grades por uma bruta de uma injustiça!”
Estava perdida nesses pensamentos que a matavam por dentro, mas ainda assim, podia sentir as mãos dele que a seguravam pelos ombros como se fossem garras e podia ouvir a sua voz, mas aquela voz parecia distante. Era como se o corpo dela estivesse ali, mas sua mente e a sua consciência estivessem a mil milhas de distancia.
Carlos Daniel estava junto a ela, via no seu olhar que ela não estava completamente presente naquele quarto mas mesmo assim, ele continuava segurando firme os ombros dela, chacoalhava-a pedindo-lhe explicações, gritava por Paola.
– Paola! Eu quero a minha esposa e o nome dela é Paola e você não é ela, senão uma USURPADORA!!!!
Esses nomes ecoavam dolorosa e repetidamente na sua cabeça que já doía, quando de repente sentiu tudo se apagar, como se tivesse despertado de um mau sonho que não fosse acabar nunca e era exatamente isso, estava sonhando, ou melhor, tendo um pesadelo e se deu conta de tudo ao ver Carlos Daniel sentado ao seu lado tentando acalmá-la.
Carlos Daniel tinha ficado na sala pensando no que acabara de acontecer e se deu conta do bruto e injusto que tinha sido, como sempre, ele se deixou levar pelo seu mau humor e descarregou a sua fúria nela. Passou as mãos pelo cabelo despenteando-o e em seguida pela cara.
– Maldita seja! – Socou a parede com a mão e logo saiu da sala subindo as escadas correndo.
Chegando em frente à porta dela ia bater, quando ouviu ruídos no quarto dela e a ouviu gemer alto. Não pensou duas vezes e entrou. Ao entrar, a viu deitada sobre os lençóis já desfeitos pela forma em que ela se movia, se aproximou dela e viu pequenas gota de suor em sua testa e garganta, o cabelo dela já empapado pelo suor já colava em seu rosto. Ela estava com os braços abertos próximos à sua cabeça que se movia de um lado para o outro gemendo palavras incompreensíveis.

– Shhh, calma meu amor, foi só um pesadelo e agora está tudo bem... Tranquila, já passou, já passou – Ele dizia baixinho abraçando-a forte. – Eu estou aqui com você, não vou te deixar sozinha.
Lentamente, Paulina começou a abrir os seus olhos e ao ver Carlos Daniel com o rosto tão perto do dela, se assustou e sentiu-se atordoada, perdida. “O que ele estaria fazendo ali na cama dela àquela hora?” Foi quando se lembrou do sonho e afastou-se dos braços dele bruscamente olhando-o com os olhos arregalados e ficando pálida. Será que ouvira algo suspeito vindo dela enquanto tentava acordá-la?


– O que aconteceu? – Conseguiu perguntar sentindo-se completamente assustada e aturdida.
– Você estava tendo um pesadelo, meu amor! – Respondeu num tom de preocupação.
– Minha cabeça dói – Disse mudando a direção do assunto para que ele não lhe fizesse perguntas.
– Vou buscar uns comprimidos para você tomar, onde você os guarda? – Perguntou afastando-se dela devagar.
– Aqui – Respondeu com uma mão na cabeça e os olhos entreabertos apontando para uma mesinha que tinha próxima de sua cama, lá haviam uma jarra com água, um copo e uma cartela de comprimidos para dor.
Carlos Daniel colocou a água no copo, pegou uns comprimidos e levou em direção à ela, sentando-se de frente à ela e entregando-os.
– Vai ficar tudo bem, minha vida, toma que vai passar logo. – Disse com todo carinho fazendo-a assentir e obedecendo-o.
Logo que ele certificou-se de que ela tinha engolido o remédio, pegou o copo de sua mão e o pôs de volta à mesinha. Sentou-se novamente em sua cama, dessa vez ao seu lado carinhosamente, a abraçou aninhando-a em seus fortes braços, fazendo-a estremecer com o calor de seu corpo. A razão dela pedia para que o mandasse ir embora dali, mas o seu coração gritava para que ele permanecesse, ela precisava dele, sentia-se amparada, protegida quando estava com ele.
– Me perdoa, meu amor! – Dizia enquanto acariciava os cabelos dela. — Eu tenho sido muito rude com você, sei que pareço um egoísta porque, na maioria das vezes é isso que eu demonstro ser, mas me compreenda, me sinto perdido na maioria das vezes, e não sei como agir. Queria poder estar assim com você todos os dias, tê-la em meus braços, protegê-la, amá-la como você merece ser amada e me sinto vetado de tudo isso, sei que não é o melhor momento e não quero te chatear nem te causar dano, só quero que me perdoe! – Sua voz já estava seca e seu coração palpitava mais rápido do que o normal.
– Não tenho nada que te perdoar, Carlos Daniel. – Levantou sua cabeça do peito dele por um instante, olhando-o nos olhos, estendendo uma de suas mãos no rosto dele acariciando-o no queixo. — Eu te compreendo, não se preocupe. Não se martirize tanto, aqui a única que tem culpa é... – Parou por um momento pensativa desviando seu olhar dos dele...
– Não te entendo, Paola. – Perguntou ele confuso.
– Não, deixa pra lá. – Respondeu-lhe saindo de seu transe momentâneo, dando-lhe um leve sorriso para disfarçar os seus olhos que logo se encheram d’água. – Só me abraça forte e não me solte nunca, eu preciso de você, te amo Carlos Daniel, te amo! – Deitou-se novamente no peito dele fechando os seus olhos e aconchegando-se no calor de seus braços, ouvindo as batidas de seu coração como se fossem uma canção de ninar, ali adormeceu...
Notas finais
Twitter : @marta_maira e @ana_maria3
Bjsss ;*** ♥
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