Entrega Ou Renúncia - A Usurpadora
11 Capítulo 11 - 'Noite Ainda'
Notas iniciais
Uma vez frente à porta dele, Paulina colocou a mão no seu peito, o seu coração batia a mil por hora e as suas mãos tremiam. Era a primeira vez que se sentia tão frágil e insegura ante uma situação, situação esta que parecia sair do seu controle porque a sua mente lhe gritava que voltasse para o seu quarto e o seu coração lhe implorava que entrasse no quarto dele. Então, a mão que tinha no seu peito foi baixando e aproximando-se repentinamente da maçaneta da porta e quando ela se deu conta, já estava girando-a e abrindo a porta. Meu Deus! Já era tarde demais, já não tinha como voltar atrás, os seus pés já a levavam para o dentro do quarto e lá o viu deitado na cama. Ele ainda estava vestido mas a sua camisa estava aberta e dava pra ver o seu suave pelo que cobria o peito indo em direção ao interior das suas calças. Os olhos de Paulina se arregalaram ao notar a camisa aberta. Ela não podia desviar o olhar daquele peito forte, peito que ela já tinha tido o prazer de tocar e de sentir mas que nunca pode continuar. Ela estava feito uma tola admirando o físico másculo dele, com as pernas bambas e o coração sem total controle palpitando ainda mais forte, ela dava passos muito lentos quase parando, pois, mesmo entrando pelo impulso, ela não sabia como conseguia se manter de pé, apenas por vê-lo daquele jeito e já imaginá-lo derretendo-a com seus beijos. Ele olhava para o lado, estava tão pensativo que, na verdade não via nada, mas ao vê-la entrar, a sua atenção foi imediatamente desviada para ela e começou a observá-la, via como ela o despia com o olhar, um olhar brilhante e perdido, podia perceber que ela se sentia incomoda, que estava lutando contra ela mesma mas que ao mesmo tempo estava determinada.
Ela deu um passo à frente mas se deteve e não avançou mais, então, Carlos Daniel se levantou e se aproximou dela terminando assim com o espaço que os separava. Parou frente a ela e viu que o coração dela batia tão rápido como o dele. Pode ver isso graças ao leve robe de seda cor pérola com detalhes delicados de renda bordada nas mangas que estava vestida. Quando a viu, além do seu olhar, a primeira coisa que reparou foi naquela camisola curta com alças finas que estava por baixo do robe e que apenas cobriam suas coxas, tinha um decote que era capaz de enlouquecer qualquer homem com boa saúde. Aquele decote permitia uma vista perfeita ao vale que formava os seus peitos e ele via que pela respiração acelerada dela, estes se levantavam e baixavam. Ela viu como ele a detalhava e automaticamente, os seus seios endureceram e se arrepiaram. Ele não podia desviar o olhar daquela maravilhosa vista mas ela o obrigou a fazer quando rodeou o pescoço dele com os seus braços e aproximando o seu rosto ao dele, começou a acariciar a sua nuca e, lábios contra lábios, ela lhe pediu silenciosamente que a fizesse sua.
Com a ponta dos dedos Carlos Daniel inclinou a cabeça de Paulina pra olhá-la nos olhos – Ah vida minha, eu te quero e você me quer. – Ele disse com a voz rouca e baixa.
– Eu não sei o que fazer com você, Carlos Daniel. – Disse Paulina num quase sussurro.
– Claro que sabe, amor meu. — Sorriu ele carinhosamente.
Ele deslizou as suas duas mãos até o pescoço dela e a puxou sutilmente, tomando-a com sua boca, roçando a boca dele na dela lentamente e gentilmente a principio, logo se transformando em um beijo profundo. Ela pode sentir a paixão, o fogo, o desejo de ambos naquele beijo.
Carlos Daniel ergueu-lhe a cabeça.
– Viu? Você sabe direitinho o que fazer comigo, meu amor, minha vida!
Antes que ela pudesse pensar no que responder, ele a beijou novamente. Apesar da forma que ele a acariciava, ela se sentiu insegura e pressionou o peito dele com as mãos interrompendo o beijo.
– Por favor... – Disse Paulina ofegante e com a voz trêmula – assim eu não posso. Não! Eu preciso voltar para o meu quarto, Carlos Daniel. — Continuou tentando colocar firmeza em seu tom de voz e atitude.
Ele entendeu o motivo do pedido. Fazer amor com a porta de seu quarto aberta era um absurdo. Se afastou dela rapidamente por alguns segundos, deixando-a sem forças para reagir e foi trancar a porta do quarto e apagando a luz principal, deixando apenas a luz mais baixa que vinha de seus abajures . E voltando, colocou suas mãos na cintura dela deslizando-as pelo seu corpo deixando-a literalmente sem fôlego.
Aquele “não” que sussurrou veio de seu lado sensato e são, mas algo mais dentro de si a impediu de se soltar dele. As reações de seu corpo diante de Carlos Daniel eram surpreendentes e perceptíveis. Ela nunca tinha feito amor com outro homem e nenhum de seus namorados pode transmitir a afeição e o amor que ela sentia com ele, e era de se esperar que seu organismo reagisse a tanta química.
– Meu amor – Ele sussurrou puxando-a para si ainda buscando os seus lábios.
Seu beijo foi quente e intenso, e foi retribuído da mesma maneira. Suas mãos alisavam o corpo dela e não tinha como ignorar a intensidade de sua excitação que se movia involuntariamente de encontro ao abdômen de Paulina.
Ela sabia que precisava dar um basta naquilo, mas não tinha forças para fazê-lo, talvez a lua-cheia a estivesse enlouquecendo. Mas ela se sentia tão viva e tão feliz por estar viva!
Carlos Daniel gemeu ao enfiar a mão debaixo da camisola de ‘sua esposa’, sentindo a pele macia e quente de suas costas. Com um movimento rápido e ágil de dedos, ele tirou o robe que ela vestia fazendo-o deslizar por seu corpo e cair no chão, se afastou apenas o suficiente para posicionar a mão entre os dois. Durante toda a sua vida, Paulina jamais se sentiu tão tomada de desejo.
Ela gemeu quando ele acariciou os seus seios e excitou os seus mamilos até deixá-los bem rijos e depois deixou que Carlos Daniel baixasse as alças da camisola para que ele pudesse inclinar a cabeça e beijar cada ponto sensível de seu corpo. Os dedos dela se entrelaçavam nos cabelos dele enquanto sentia tudo ao seu redor girar.
Dominada pelo fervor sexual, Paulina apenas viu vagamente a sua camisola sendo abaixada. Beijando-a novamente, ele puxou a sua calcinha coxas abaixo e com a mão buscou seu ponto mais intimo. Ela se apavorou quando ele o achou.
– Relaxe, meu amor – Carlos Daniel sussurrou, mesmo duvidando que um deles fosse capaz de relaxar antes que tivessem terminado o que começaram. – Não se preocupe, está tudo bem, prometo ser muito carinhoso e cuidadoso com você. – Sussurrou desabotoando as calças.
– Espere... Carlos Daniel... Espere – ela gaguejou.
Ele ergueu a cabeça e a olhou.
– Esperar pelo quê, meu amor?
– Por favor, isso não está certo.
– O que não está certo? — Ele riu sem acreditar.
– Você e eu desse jeito. – Paulina estava com uma aparência apreensiva, porém dominada de prazer, demonstrando descontrole total de seus próprios impulsos.
– Somos dois adultos, somos casados e não estamos fazendo nada de errado. — Justificou Carlos Daniel olhando-a nos olhos.
Seus próprios pensamentos a constrangiam, então foi capaz de se impor e dizer:
– Mas... Isso é uma loucura.
– E...? — Ele ficou imóvel.
– Você tem que saber que eu não... Quero dizer... — Gaguejou ela confusa entre seus devaneios.
– Eu sinto que você me quer mais que tudo e não adianta negar o desejo. Eu posso senti-lo, Paola, eu vejo em seu rosto.
– Carlos Daniel, você faria amor comigo mesmo eu já não sendo mais aquela Paola que você conheceu antes? – Perguntou com os olhos já se enchendo de água.
– Meu amor! – Ele riu. – Claro que eu faria. E porque eu não faria amor com a minha adorada esposa? A mulher que eu mais amo na vida!
Como se para prová-la o que acabou de dizer, ele tomou posse de sua boca com um beijo quente fazendo suas línguas se moverem como se tivessem numa dança rítmica com a mesma intensidade uma com a outra. Um beijo que sem falsas promessas, deixava transparecer todas as suas emoções. Passando o braço ao redor da cintura dele, aconchegando-se no corpo musculoso, ofegante, fechando os olhos e dando um leve sorriso, Paulina sussurrou:
– Esqueça tudo o que eu te disse, meu amor. Não quero mais falar sobre nada.
Ela inclinou a cabeça pra trás e ele beijou os lábios que lhe eram oferecidos. Em segundos ela continuou como se não tivesse havido interrupções, nem dúvidas.
Queria ele porque ele era um homem atraente, sensual, carinhoso, maravilhoso e sobre tudo porque ela o amava mais que a própria vida e o desejava mais que tudo.
– Carlos Daniel – sussurrou ela tirando a sua camisa, e enfim, explorado o seu peito musculoso, correndo as mãos por sua pele levemente peluda e bronzeada, até chegar à área de cabelos que saparavam os mamilos. – Você é um homem perigosamente bonito.
Quando ele sentiu o toque das mãos dela no seu peito, o seu corpo estremeceu e um leve calafrio percorreu-lhe as costas. Ela tinha um toque delicado, ele até diria que ela estaria nervosa, pois sentia os seus dedos tremerem ligeiramente. Aquele simples toque foi o suficiente para acender uma nova chama nele e o que ela disse o fez sorrir.
– Está me chamando de perigoso porque eu te faço sentir como uma mulher? Isso não é ser perigoso, meu amor. É assim que deve ser entre um homem e uma mulher que se amam. – Ele cobriu a mão dela com a dele. – Gosto de seu toque, de seu cheiro, gosto de tudo em você e agora, muito mais.
Ela o olhou nos olhos.
– Gosta mesmo? — Perguntou mostrando-se meio insegura, ela era Paulina e não a sedutora, experiente e atraente Paola. Mas o intenso olhar dele a fez esquecer todas as suas duvidas além da sua resposta pronunciada num tom seguro que não admitiam duvidas, pelo menos não por sua parte.
– Gosto. – Tirando a camisa, jogou-a no chão e conduziu sua esposa em direção a cama, olhando fixamente nos olhos dela. — Te amo, te adoro, minha vida, meu céu...
– Eu também te amo. – Suspirou ela.
Paulina sabia que estava a ponto de cometer uma loucura, mas procurou esquecer de tudo o que a deixava desesperada e amedrontada, quando ele olhava para ela daquela maneira terna, apaixonada, ela conseguia esquecer de qualquer coisa que tivesse atormentando-a. Ele a observava e meio que hipnotizada por ele, ela o olha com ternura.
– Minha vida, você é linda – disse com a voz rouca. – Venha cá.
Ela se aproximou ainda mais dele, e ele continuou dando leves lambidas em sua orelha, descendo intensamente para o pescoço dando leves mordiscadas com lambidas lentas sem escapar das rápidas oportunidades de admirar cada centímetro do corpo dela. Ela sentiu que ele estava com um olhar intenso fixo nos seus seios desnudos. Depois, ele tirou a calça e cueca. Ela não conseguia parar de admirá-lo, hipnotizada pela beleza absoluta de sua masculinidade.
Ficaram ali por alguns instantes se entreolhando e se acariciando, admirando um ao outro, completamente nus. Imediatamente, isso já não era mais o bastante.
Carlos Daniel a deitou de costas para a cama. Seus beijos começaram lentos e suaves, mas logo se tornaram impacientes e inesperados. Ele inspirou profundamente e procurou se controlar. Nesse ritmo, tudo estaria acabado antes mesmo de começar, e isso não seria justo com ambos.
Interrompendo lentamente o beijo, ele parou para olhar o rosto dela. Ela colocou a mão em seu rosto puxando o seu olhar para si.
– O que foi, Carlos Daniel?
...
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