Entrega Ou Renúncia - A Usurpadora
1 Capítulo 1 - Frieza
Notas iniciais
[Paulina estava tão apaixonada por Carlos Daniel que estava ainda mais disposta a organizar as coisas com ele mas depois que Luciano Ancântara lhe disse que Paola tinha morrido, o que fez Paulina refletir bastante, ela não conseguia mais nem organizar as suas próprias ideias...]
– Mas será? Será que a Paola morreu?? Ou será que o Luciano só me disse aquilo pelo dinheiro?? E ele... Será que agora que a Paola morreu ele pode ser meu?? — Se perguntava Paulina com lágrimas nos olhos enquanto andava de um lado para o outro trancada em seu quarto.
Apesar de todos os problemas, Paulina ainda tinha que lidar com a situação de que Gema não parava de perseguir Carlos Daniel e ele, pela rejeição dela, estava decidido a divorciar-se e passou a dormir fora de casa (ia para a casa de Gema). Da ultima vez, eles discutiram por causa dela e ele foi com Gema, voltou apenas no dia seguinte... Paulina sentia Carlos Daniel cada dia mais distante dela, mas cada dia ela estava mais apaixonada e vulnerável à ele.
"Talvez é melhor assim, talvez esse distanciamento todo seja o melhor para ele, ele não sabe o que a Paola é, o que ela faz com ele, não tem idéia do que ela sente e pensa dele e da familia. Ele não a merece! Mas, e eu? O que vai ser de mim, meu Deus?! Eu não o terei, este amor é proibido para mim..." — Os pensamentos de Paulina estavam como um turbilhão, ela não conseguia parar de pensar nele e na situação em que estavam vivendo. Queria o seu amor, mas sabia que era impossível tê-lo, sofria calada, não podia compartilhar com mais ninguém toda aquela angústia, senão com Deus.
**Na Biblioteca**
Carlinhos queria pedir ao pai para ir passar o fim de semana na fazenda de seu amiguinho e não tinha coragem de pedir a seu pai, então, ele decidiu ir até a sua mãe e pedi-la para que ajude-o a convencer Carlos Daniel a deixa-lo ir.
Depois que Paulina conseguiu convencer o tão lindo marido, Carlinhos saiu saltitante de alegria por ter conseguido um SIM de seu paizinho, e que teria um fim de semana maravilhoso na fazenda, pois ele adorava cavalos.
– Você é admirável, Paola! E pensar que não são seus filhos e que você não quis ter um nosso. — Disse Carlos Daniel fitando-a profundamente após seu filho sair da biblioteca.
– Eu me conformo com os seus.- Respondeu baixando a cabeça, tentando esconder a tristeza que sentia por ter que dizer isso.
– E ainda faz isso por vaidade? — Perguntou desanimado.
– Por vaidade? — De imediato, Paulina não entendeu mas logo se deu conta do que ele quis dizer e continuou. — Ah é, é.. Por vaidade! — Forçou um sorriso olhando-o rapidamente, em seguida desviando o seu olhar do dele, Paulina não conseguia olhar nos olhos de Carlos Daniel, não queria acreditar que estava dizendo aquilo, mas era necessário dizê-lo, afinal, ali ela era a "Paola" mas precisava dizer para evitar que ele se aproximasse dela, que quisesse algo 'mais intimo'.
– Não há mais esse perigo, não haverá nunca mais. — Retrucou ele chateado pela sua confirmação.
– Sinto muito Carlos Daniel. — Disse Paulina com o tom de voz triste, virando-se e saindo da biblioteca, deixando-o praticamente aos prantos.
"Pobre Carlos Daniel, não conseguia entender o que pode ter acontecido para que 'sua esposa' se distanciasse tanto dele, a ponto de não querer estar a sós com ele, a ponto de não lhe fazer mais um carinho, de evitar seus beijos, e até mesmo a sua presença."
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