Entre um amor?
2 Tinta rosa
Notas iniciais
Depois da faculdade pretendia ir para casa, mas o Gibby me convenceu de ir com ele.
–Hey Sam, vou no Spencer deixar algumas coisas, você vai lá?
–Na verdade eu ia para casa, mas quero comer um presunto que deixei lá.
–Ótimo, te acompanho.
Fomos andando lado a lado conversando e sorrindo.
–O Freddie me contou da Carly, vai ser de mais!
–Sim-sorri.
–Você não me parece muito animada.
–Mas estou, na verdade estou com dor de cabeça.-Menti.
–Ah sim.
A distancia da faculdade até o apartamento não é tão longa mas com o silêncio constrangedor parecia que era uma distância enorme.
–E o Freddie?
Ele quebrou o silêncio.
–Teve que ficar até mais tarde, uma prova parece.
–Não isso, o fato da Carly voltar, ele parece animado.
–Todos estamos.
–É, talvez ele deve achar que depois do beijo de despedida ele ainda tenha uma chance com ela.
–Hã?-O encarei e ele parou de andar-Que beijo?
–Vo-Você não sabe? Ele não te disse?
–Que beijo Gibbys?!
–Sabe-ele parecia nervoso. -Isso não é da minha conta, na verdade você devia perguntar a ele.
Segurei o colarinho dele e olhei em seus olhos, ele arfava nervoso e aproximei nossos rostos.
–Ca-Calma Sam.
–Minha paciência foi dar uma volta, conta logo!
–Sam, ele me disse que a Carly o beijou no estúdio quando ela estava indo embora.
O soltei e ele cambaleou.
–Ela não me contou nada.
Uma dor no meu peito se formou.
O encarei e disse.
–Anda, vamos, tenho que comer presunto e pensar.
Ele sorriu e me seguiu. Um vento frio me fez fechar o casaco e andar pensativa.
...
Abri a porta e o Spencer estava dentro de uma caixa gigante pintada de rosa brilhante.
–Oi gale- o interrompi.
–Onde tem presunto?
–Estou ótimo, Sam obrigado-Ele respondeu irônico saindo da caixa rosa.
–Pra que serve isso?-Gibby perguntou.
–Para a Carly.Ela estva voltando, mesmo que por uma semana, quero recebe-la bem.
–Ah sim, trouxe o que me pediu, caixinhas pequenas e vazias Spencer.
–Conta comigo-Disse em meio a mordidas.-Se precisar de ajuda
–Ótimo, você pode ir comprar mais tinta rosa?
–Não.
–Sam-ele reclamou.
–Eu ajudo, mas com o que já estiver aqui.- Sentei no sofá ao lado do Gibby enquanto comia.
–Eu compro-Gibby suspirou sabendo que não adiantaria tentar me convencer.-E você nos ajuda a pintar.
–Okay-respondi.
Ele saiu e Spencer se sentou ao meu lado todo sujo de rosa, bebeu sua cerveja e ligou a tv.
–Com a quantidade de tinta no seu rosto, pintaria o resto da caixa.-Comentei.
Ele sorriu.
–Pra que serve a caixa?
–Eu tinha ela lá em cima e pensei em pintar de rosa.
–Normal vindo de você.
–Como vai a faculdade de artes?
–Está ótima-sorri, adorava conversar com ele sobre a faculdade.-Fiz uma coisa bem legal hoje, olha.
Peguei em minha bolsa uma mini escultura minha feita de barro. Quando ele olhou um tom de orgulho e maravilha se formou em seu rosto.
–Uau, Sam está muito bom-Ele me abraçou, me senti querida, essa era a sensação de estar com ele, com o Gibby, o nerd e a Carly.
–Obrigada, mama entende das coisas.
Nos sentamos novamente e comi meu presunto, ele passou a mão no rosto sora se olhou as mãos. Sorri.
Ele se virou e me olhou sorrindo.
–Sabe Sam, seu rosto esta sujo de rosa.
–Onde?
–Aqui!-Ele passou os dedos na minha bochecha.
–Seu..-tentei me levantar mas tive que segurar as mãos dele.-Não Spencer, Meu Deus-sorriamos.
A porta se abriu e observamos o Freddie com uma expressão estranha.
–Tudo bem?-Perguntou.
–Não-respondi sorrindo.-Ele quer me suja de rosa.
–Ah. Okay, Sam eu vou dormir, precisa de carona até o mecânico?
–Mecânico? –Perguntou Spencer.
–Minha moto, estava com aquele barulho estranho, não consegui resolver , levei para o amigo do meião.
–Ah sim-sorriu.
–Claro nerd, é longe de mais para ir andando e ônibus é ...
–Você tem preguiça- completou ele.
Dei língua e levantei.
–Tchau Spencer.
–Você não ia me ajud-Fechei a porta e Spencer gritou frustrado.
Sorri e me virei, o Freddie tinha uma expressão cansada.
Ele suspirou e foi na frente.
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