Entre os mundos

18 Voltando pra casa.


Notas iniciais
Povo do céu meu perdoa, minha família saiu de ferias e me levaram junto, lá não tinha internet e eu quase pirei essa semana, cheguei hoje de manhã e sabia que tinha que postar para pedir desculpas....Sorry :( PS: esse capitulo é dedicado a maluquinha da Lucy Lilith Salvatore Cipriano por recomendar minhas outras fic's... obrigada minha linda, eu amei cada palavra você me emocionou de verdade... Gente obrigada as pessoas que favoritaram, isso é muito importante para mim e leitores novos, Bem-Vindos a família EOM....Beijoss

Fiquei segurando as lagrimas durante toda minha estadia naquele lugar, nunca me imaginei fraca, mesmo sendo considerada inferior, mas nunca antes me senti tão usada como me sentia agora, o que eu era afinal? Um pedaço de carne que ele simplesmente podia mastigar e jogar fora?

Esfreguei os olhos enquanto pegava minhas coisas e jogava de qualquer jeito dentro de uma bolça, não que fossem muitas, mas Aaron não seria capas de estragar as lembranças boas que tive nesse lugar, mesmo que a maioria delas tenham haver com ele.

– ainda falta uma coisa – a voz de brisa me fez estremecer.

Me virei devagar e ela estava com o mesmo sorriso doce de sempre e em suas mãos estava o vestido que eu usara quando vim parar aqui, todos os rasgos e defeitos não existiam mais.

– por que está aqui? –olhei dentro dos seus olhos dourados – eu não mereço que me ajude.

– Mayaan – Brisa me abraçou – eu tenho 300 anos de idade, se pensa que eu não sabia que você o amava, passou-se por tola.

– eu sinto muito – murmurei – eu sou uma idiota mesmo, ele tem que ser seu.

– não – ela me soltou – eu amei Aaron por séculos e ele nunca foi capas de retribuir meu sentimento, já você está aqui a alguns meses e ele já a ama como igual, você o mudou, e eu o amo o suficiente para querer vê-lo feliz, não importa com quem.

As lembranças de suas palavras me fizeram estremecer.

– não acho isso – comecei a tirar minha túnica – de qualquer jeito vou voltar para o meu mundo, ser trazida para cá foi um erro desde o princípio.

– foi um erro me conhecer? – ele se sentou à minha frente – foi um erro ser uma de nós? Foi um erro salvar Aaron do meu irmão?

– você é a melhor pessoa do mundo Brisa, e estou me referindo aos dois mundos – murmurei – mas não sei quanto ao resto, se eu não ficasse aqui jamais seu irmão teria a chance de trair Aaron.

Terminei de me vestir e ela ficou em silencio, apenas acompanhando meus atos, peguei a bolça de couro e coloquei no ombro.

– é uma pena que pense assim – ela murmurou me levando para fora.

– vai me acompanhar?

– claro – ela pegou minha mão – afinal, você é minha irmã não de sangue.

Parei a frente dela.

– o que significa?

Ela demorou um tempo para responder.

– o vínculo de sangue entre dois elfos é algo poderoso Mayaan é a coisa mais sagrada do mundo, mas quando esse vínculo sanguíneo não existe mas o amor que sentimos por outro ser é tamanho, ai nós nos tornamos irmãos, mas não de sangue, que é a forma representativa de algo realmente poderoso. É isso que você é para mim.

Larguei minha bolça no chão e a abracei com força, sentindo seu corpo magro contra o meu, quando a soltei, uma lagrima prateada descia por seu rosto de querubim, eu a limpei com o dedo suavemente.

– eu amo você – murmurei – eu sinto muito pelo que infligi a você minha Brisa, mas eu amo você, de uma forma egoísta e humana, mas ainda assim é amor.

Ela sorriu de leve.

Continuamos abraçadas até chegar yav, ela não havia se fechado e seu tronco continuava a brilhar incessantemente, quando chegamos, dezenas de elfos se encontravam sentados em volta de seu tronco formando um círculo, cantando uma canção suave em sua língua mãe.

Enantiomorfos estava pero do tronco e me olhou da mesma forma que me olhou na primeira vez que nos vimos.

– é realmente uma elfa muito bela – ele repetiu suas primeiras palavras. – quando chegou aqui era uma humana, mas sai como uma de nós, uma bela Mayaan.

Segurei suas ambas mãos e as levei aos lábios.

– adeus – murmurei.

Me dirigi a árvore que formara toda aquela confusão, olhando em volta, entre os elfos, esperando que de alguma forma ele aparecesse, me pedisse desculpas e implorasse para que eu ficasse, que dissesse que ele ainda queria que eu ficasse, que iria cumprir sua palavra e nunca me soltar.

Mas ele não veio, então era essa sua resposta, ele realmente não me queria por perto, então eu não iria insistir, não adiante multiplicar um milhão por zero, o resultado sempre será o mesmo.

Respirei fundo e mandei um beijo para Brisa com a ponta dos dedos, então...eu travessei.

Senti a mesma fisgada forte na barriga como um anzol e de repente senti meu corpo ser molhado por uma rajada de chuva e vento, o barulho de um trovão cortou o ar, eu estava tonta, e minha cabeça girava, sai debaixo da arvore e encontrei o piloto, encolhido na chuva, aquilo foi um baque para mim, o tempo não passara, estava tudo exatamente com eu havia deixado, a chuva, o avião, o piloto, era como se tudo não passasse de um sonho.

– senhorita sulivan – ele veio para perto de mim – vamos caminhar até a estrada, será mais fácil de nos encontrarem.

Concordei com a cabeça entorpecida, eu estava descalça e o chão congelava meus pés, aquele vestido não me servia para nada a não ser me deixar mais molhada, e eu queria encontrar a civilização logo, então precisávamos sair dali.

Caminhamos cerca de sete quilômetros mata a dentro antes de encontrar a estrada, fiquei encolhida nas arvores por causa do frio e o piloto conseguiu uma carona, a menina que dirigia quase teve um infarto quando me viu entrando no carro dela, ele favara um inglês meio rustico com um forte sotaque russo.

– Ai meu deus é Mikaella sulivan, o que ouve? – ela se virou para mim que estava no banco de traz – eu acabei de sair da sua festa de lançamento, foi tudo encerrado assim que descobriram que seu avião não havia chegado ao hotel, mas nunca pensei em encontrar você.

– eu estou bem não se preocupe – murmurei batendo os dentes – pode me levar ao hotel por favor?

– claro – ela estava em choque – desculpe, agora mesmo, ai meu deus, mikaella sulivan está no meu carro.

Coloquei as mãos no colo e senti a bolça de couro, quase havia me esquecido dela, senti uma vontade esmagadora de abri-la, só para ter certeza de que fora real, e não uma alucinação de uma garota mimada, mas não era hora para isso, eu precisava ficar sozinha.

Quando chegamos ao hotel estava tudo uma confusão, centenas de repórteres na entrada, fazendo suas matérias sobre meu desaparecimento, me despedi menina, que eu descobri que se chamava Valentina e então entrei pela ala dos funcionários e subi até a cobertura, junto com o piloto.

Não dá pra explicar a reação das pessoas que trabalhavam comigo quando me virão, minhas amigas-assistentes-bajuladoras estavam aos prantos, e todo o resto estava ao telefone, tentado resolver alguma coisa, todo ficaram petrificados quando me virão, perguntando-me onde eu estava, me abraçando, chorando, dizendo o quanto estavam preocupados, aquilo era muito para minha cabeça, senti o familiar aperto na minha cintura e olhei para Ben que me deu um sorriso amigo.

– já chega galera – ele me puxou contra seu peito – vamos ter tempo para monopoliza-la depois, mas agora ela precisa dormir um pouco, todo mundo pra fora.

Eles foram saindo, um por um, passando por mim e dizendo o quanto estavam felizes por terem me encontrado, mesmo que nesse mundo eu tenha sumido apenas por algumas horas.

Quando todos saíram Ben me ajudou a tirar o vestido molhado e fez um banho para mim, a água quente da banheira me pareceu extremamente bem vinda, depois de tanto tempo tomando banho na água fria rio do acampamento, eu me senti uma boneca de porcelana nas mãos dele, ele passou a esponja pelo meu corpo, tirando toda a lama e sujeira e fazendo meus arranhões e machucados arderem, é claro que se Brisa estivesse melhor ela teria me curado, mas eu não me permiti parecer fraca quando era a vez dela de ser frágil, fui enrolada num roupão e Ben deitou na cama de casal que me pareceu estranhamente mole e desconfortável.

– por que está fazendo isso? – fiquei sonolenta de repente.

Bem deu seu sorriso de um milhão de dólares.

– porque sou seu namorado – ele brincou.

Depois disso meu deu um beijo na testa e saiu, assim que fiquei totalmente sozinha, forcei meu corpo a se jogar no chão a procura da minha bolça, abri jogando todos os vestidos fora, procurando uma única coisa, e lá estava ela, enrolada em um tecido fino, abri cuidadosamente vendo o pequeno fragmento de estrela que Aaron havia me dado, e pela primeira vez em muito tempo, me permiti chorar verdadeiramente.

Não havia sido um sonho.

Notas finais
Que triste, ela foi embora :( E ai o que acharam? Tá faltando alguma coisa? se tiver, me avisem para eu melhorar ok?! E eu estou super feliz, uma velha amiga voltou...Bem vinda de volta LEITORA APAIXONADA, senti sua falta galega rsrsrs.... Até a próxima pessoal, e se eu não conseguir postar antes do natal, Boas festas e um Feliz ano novo!!!