Entre o pó dos nossos ossos

10 Se isolando na solidão


Notas iniciais
Olaaaaaa Peopleee! Bom Dia pra vocês Eu... Ainda não dormi estou aqui zumbizando pra variar rsrsrs mais um capítulo kiridões espero que vcs estejam gostando boa leitura e bom findi!

Revirei meus olhos ás vezes não lutar é a melhor escolha para vencer uma batalha, e com Pietro com certeza isso faz sentido não importava quantas vezes eu dissesse qual era o nome da floresta, para ele seria somente mais uma floresta no mundo sem nenhum significado, mas para mim ela tinha vida e pior Pietro não demonstrava muito respeito pelas crenças dos outros e isso, ah! Isso me tirava do serio, mas não estava com vontade nem de brigar com Pietro, então ignorei oque ele disse enquanto eu olhava ele devorar o terceiro sanduiche olhava a paixão que ele tinha nos olhos como ele tem vontade tudo ele faz com dedicação até uma mordida no lanche e como ele não precisa de muito para ser feliz literalmente ele tem brilho nos olhos independente de sua aparência, eu não tinha esquecido, porém agora tão pouco me importava ele era o único que estava nessa confusão comigo mesmo mais atrapalhando do que ajudando, mas ele estava ali acho que realmente tinha um amigo, mas mesmo sendo meu amigo, eu precisava de espaço não via a hora de ele terminar de comer e ir embora eu precisava dormir e esquecer por umas horas oque tinha acontecido precisava me refugiar por um momento.

– Você não quer nem esse último? (Pietro apontou com o dedo para o último sanduiche)

– Não, pode comer.

– Você não sabe o quanto fico triste! (Agarrou o sanduiche como se não houvesse amanhã e explodiu um sorriso para mim, que devolvi num meio sorriso)

Quando Pietro empurrou garganta abaixo o último pedaço minha mãe saltou na porta da cozinha olhando para o prato vazio e sorriu.

– Pelo visto era fome mesmo, Lea você não come assim há muito tempo deixou alguns para esse menino?

Quando Pietro respirou para dizer algo, eu me adiantei e falei primeiro.

– Sim mãe estava delicioso, Pietro que é o nome dele (ergui uma sobrancelha) também adorou.

Pietro olhou para mim, soltando o ar que iria usar para falar e depois olhou para minha mãe.

– Sim senhora realmente delicioso, já me sinto melhor.

– Que bom garoto! Agora já sabe oque fazer não é? (pelo visto minha mãe não tinha me escutado)

– Sim senhora, até Lea nos vemos por ai! Boa noite senhora agradeço pela refeição.

Pietro se levantou da cadeira, e minha mãe o levou até a porta, mas creio que não era uma questão de educação e sim garantia de que realmente ele saísse da casa, por fim eu finalmente estava sozinha, sozinha era realmente a forma que eu estava me sentindo finalmente o exterior estava aparentando com o interior parece que finalmente tinha voltado a respirar, mas meu alivio durou pouco, minha mãe já tinha trancado a porta novamente e estava voltando para a cozinha para o tão aguardado sermão que vai me dar o provável castigo e com certeza vai me garantir a perda de confiança dela, como se eu me preocupasse ou me importasse com isso uma garantia de mim para com ela oque ela pensava em relação a mim não tinha mais valor, tudo oque ela vai dizer vai entrar por um ouvido e sair por outro literalmente, não precisei nem olhar para traz para perceber que minha mãe estava na porta da cozinha parada.

Provavelmente escolhendo as palavras que iria me dizer eu nunca tinha sentido ou percebido que minha mãe e eu tínhamos um... Abismo de distância nunca conseguimos nos entender nem em sentimentos nem em palavras lecionar era a única alternativa que ambas encontramos para nos comunicar ela para me manter atenta e me fazer esperta e eu por que não sabia que palavras usar, mas enfim estamos aqui uma esperando pela outra, minha mãe deu o primeiro passo caminhou até a cadeira mais próxima olhou para mim e em seguida abaixou os olhos e suspirou ela não estava com cara de briga nem de sermão parece que ela queria me dizer alguma coisa quem sabe finalmente ela me dirá a verdade que eu já descobri por mim mesma pensei em vasculhar em sua mente para adiantar o assunto mas pensei novamente e resolvi que não, que ela mesma diga oque pensa sem a minha ajuda cansei de compreender de suportar acho que esta nascendo uma nova Lea uma Lea que se adaptou as novas condições, as verdades e aos fatos cujo eu não poderia e nem conseguiria fugir.

– Minha menina você esta crescendo rápido, e se tornando uma mulher acho que acabou a época de castigos e sermões creio que se isso teve algum resultado agora não haverá mais acho que agora estamos no estágio de conversar e quero começar isso agora.

Mas oque é isso? Ela tirou isso de um livro? Ou algo assim minha mãe consegue realmente me surpreender eu sou oque? Um tipo de experiência? Ela leu “mães de primeira viagem” e quer testar as teorias do livro em mim? Ah! Por favor.

– Do que realmente a senhora esta falando? Acho que chega de charadas, de conversas filosóficas com duplo sentido por que a senhora não me surpreende mais uma vez e vai direto ao ponto?

– Você tem razão você já tem sua cabeça feita já não transita entre menina e moça e acho que devido suas recentes atitudes não quer mais que eu a trate assim, teremos uma conversa franca.

Nossa mãe como você é observadora! E Sim ironia é uma recente aquisição ao meu caráter.

– E?

– E eu quero que você saiba que tudo oque faço é pra você minha filha, inclusive as recentes mudanças.

– Hum! Mas e porque eu preciso disso? Porque eu preciso de uma casa maior e de um padrasto?

– Minha filha eu quero lhe dar uma família... Uma família que você possa... Confiar.

– E por que só agora? Mãe eu cresci somente com você, você não pensou em dar uma família para um bebezinho? Por que vai dar para uma adolescente?

– É complicado filha, quando você era pequena eu só pensava em sua segurança no seu bem estar eu precisava garantir que você ficaria bem.

Suspirei procurando paciência e soltei o ar lentamente.

– Mãe você que sabe tá! Pra mim não vai mudar nada, não somos uma família e ele não vai ser o meu pai.

Ficamos em silêncio algum tempo minha mãe me olhando e eu mexendo em meu cabelo, eu não vou aceitar isso eu sinto que não é em mim que minha mãe pensa, não sei explicar e então ela desistiu do silêncio.

– Venha vou lhe mostrar seu quarto, agora você tem um só para você (ela deu um sorriso como se esperasse que eu ficasse feliz eu retribui para amenizar o clima).

Notas finais
Bom gente vcs mandam aqui! comentem sugestões ou criticas vcs que sabem! Tão em casa :D aproveitem o findi!