Entre o pó dos nossos ossos

5 Semita o peso da responsabilidade


Notas iniciais
Oieeee People! Como estão? Dando seguimento com algumas novidades! Dando início aos conjuros e feitiços eles serão em Latim, então não se assustem quando se depararem com eles hehehe bjokas obrigada por ler!

Era uma mulher alta com lindos olhos verdes olhos que com sua tonalidade pareciam ter vida própria, de pele pálida parecia feita de flocos de neve e cabelos lisos e compridos até a cintura seu cabelo parecia cobre uma mulher linda e muito peculiar nunca ao menos tinha visto alguém parecido com ela.

– É claro que sim Lea! Na verdade você me lembra muito eu quando era menina tirando o cabelo loiro e ondulado.

– Meu cabelo é castanho! (disse franzindo a testa, depois me deparei com a falta de educação) me desculpe senhora não quis ofender

Ela soltou uma gargalhada olhando diretamente nos meus olhos.

– Você nunca me ofenderia esta aqui por minha causa, esta aqui acima de tudo para se entender, para aprender o seu propósito.

– Então é verdade? Eu sou uma bruxa? Meu Deus! Acho que vou enfartar ou vomitar ainda não sei ao certo, não to sabendo nem oque sentir! Espera? Você leu meus pensamentos? Isso é comum de fazer? Quem é você? Ah! Acho que minha cabeça vai explodir. (expressão de perplexa não estou em um estado de transmitir facialmente meus sentimentos).

– Calma! Uma coisa de cada vez. (ela, sei lá quem juntou as sobrancelhas e fechou os lábios creio que em sinal de desaprovação)

Curvei-me apoiando as palmas das minhas mãos nos joelhos procurando ar para encher meus pulmões.

– Eu sou Meira Verumdecaelo sua ancestral eu lancei a profecia aos ventos, e o vento a espalhou ao mundo avisando da chegada da predestinada.

– Meu Deus! Eu to pirando ainda! Mas a senhora pode me esclarecer todas as dúvidas que tenho? (em um momento de lucidez fiz a pergunta certa esquecendo toda minha perplexidade)

Ela olhou nos meus olhos profundamente como antes.

– Suas dúvidas não são nada perto do que tenho a lhe mostrar, vou lhe mostrar o motivo de estarmos aqui neste espaço que une o presente com o passado oque seus olhos vão ver sua boca não deve falar, lhe trouxe aqui por que nem a minha boca se atreve a dizer.

– Mas será que antes de tudo a senhora Poderia me ajudar? Eu lhe peço acho que não vou conseguir entender nada antes de me entender, por favor! Se a senhora pode ver oque eu penso creio que pode ver o que sinto, e como estou me sentindo esta me matando.

– Lea você não conhece nem um fragmento do que é a morte e espero que nunca conheça (ela disse secamente com certa tristeza como se ela conhece-se a morte profundamente).

Depois suspirou.

– Mas pelo que vejo é o carma das Verumdecaelo por que não sei se você sabe mas a muitas formas de morrer. Mas vou fazer isso por você, vou lhe mostrar oque foi escondido é o mínimo que posso fazer a sua vocação para o místico lhe trouxe rápido até mim só eu sei o quanto lhe esperei.

Aqueles olhos verdes vivos olharam diretamente para mim mais uma vez, Meira direcionou as palmas de suas mãos a mim suspirou fundo enchendo seus pulmões de ar fechou seus olhos fortemente e começou a movimenta-las em pequenos círculos de fora para dentro pude ver a energia em volta de suas mãos era de uma cor prateada então suas mãos simplesmente pararam, eu fiquei olhando esperando alguma coisa acontecer e... Nada! Fiquei meio sem graça fiz um bico e comecei a mexer os dedos como se estivesse dançando com eles, quando de repente ela abriu os olhos subitamente, aqueles olhos verdes me encarando ela jogou as mãos para o lado e disse “ostende mihi teipsum” ou algo assim não tenho ideia de que idioma ela estava falando, a energia que estava em volta de suas mãos saiu voando na direção em que ela lançou as mãos e parou no ar.

A energia começou a crescer até tomar uma forma de retângulo e começar a aparecer umas formas, formas de pessoas quando me deparei que conhecia aquela mulher no retângulo era a minha mãe uma forma mais jovem dela parecia ter uns 20 anos, e parecia como se aquele retângulo estivesse mostrando coisas que aconteceram no passado, minha mãe estava com outras pessoas se divertindo em oque me parece em uma festa era uma festa da realeza minha mãe estava vestida graciosamente com um longo preto com decote e uma fenda enorme nas costas os contornos da fenda e do decote eram brancos o vestido era lindo e a maquiagem era perfeita nunca tinha visto ela assim, até então minha mãe não era muito vaidosa e parecia estar muito feliz ela ria para tudo e para todos. Tinham pessoas dançando na pista uma dança muito elegante e cortês todos dançavam iguais cada um com seu par, mas minha mãe não estava dançando estava com outras jovens de sua idade apenas escutando a música distraída no som, quando de repente um rapaz se inclinou tomando sua mão e beijou graciosamente ela sorriu ele a induziu a pista de dança eu senti um aperto no coração esse rapaz era o homem que eu sonhava que dizia ser o meu pai, eles dançavam e sorriam para todos e então o jovem fez sinal para os músicos pararem minha mãe ficou curiosa sobre oque ele iria fazer ele beijou sua mão novamente e se distanciou para uma mesa a única feita de ouro onde haviam apenas anciãos sentados todos olhando para ele, mas ele não parecia se importar se inclinou educadamente cumprimentando todos da mesa e perguntou.

– Eu tenho a benção dos senhores? Eu respeito a cada um de vocês pela sua experiência de vida pela sabedoria que corre em suas veias e agradeço pelo caminho que vocês trilharam pela nossa nação.

Um Senhor que estava sentado na magnífica mesa olhou para todos os outros anciãos e estes assentiram com a cabeça então o senhor se levantou.

– Você Christopher Venceslau tem a benção do conselho, você tem a benção dos anciãos.

Ele sorriu um claro sorriso de felicidade e saiu correndo subiu no palco respirou fundo e olhou para minha mãe enquanto pegava o microfone.

– Vê Leona fomos abençoados duas vezes a primeira foi quando nos apaixonamos e agora o conselho nos apoia, falta só você me aceitar como seu marido e me aceitar em sua vida esta disposta a esta empreitada?

Minha mãe se emocionou derramou algumas lágrimas e olhou para o conselho com um olhar de gratidão, voltou a olhar para o palco.

– Sim! Com todo o meu coração Christopher Venceslau eu lhe aceito (ela gritou o mais alto que pôde), bom agora será Christopher Verumdecaelo não é!

Ela sorriu em meio ás lagrimas e saiu correndo em direção ao palco, Christopher então saltou e a pegou no meio da corrida dando um beijo de leve em seus lábios a abraçou forte e disse em seu ouvido.

– Você é minha musa inspiradora quero partilhar meu sonho com você o conselho nos escolheu minha amada para monarcas de nossa espécie, seremos os novos Semita guiaremos nosso povo a glória com a ajuda do conselho. Ela sorriu fechando os olhos como se sorrisse para si mesma em satisfação, ele a soltou se ajoelhando e tirou do bolso uma caixinha de anel e abriu em direção a ela, ela olhou e seus olhos brilharam estendeu a mão direita tremula tímida em direção de Christopher que a beijou novamente e delicadamente pôs a aliança dourada cravejada de rubis em seu anelar ele se levantou acariciando seu rosto e á olhando dentro dos olhos como se esse fosse seu mundo, uma mulher do conselho da mesa dourada se levantou, e tudo parou a música, as pessoas dançando, as conversas e todos direcionaram seus olhares ao conselho a mulher deu um sorriso leve e pediu que a música continuasse e fez um sinal com a mão chamando Christopher que olhou novamente para minha mãe.

Notas finais
Espero que gostem da Meira