Entre o céu e o inferno

8 Capítulo 8 - A festa (Charlie Seth Clair)


A semana passou rápido. Meus dias eram comum. Trocava mensagens com Suzana, transava com Briana uma vez por semana, ficava sentado com os garotos no refeitório, ajudava meu pai alguns dias na fazenda, corria, transei com a Stephanie dois dias antes da festa. E essa foi minha semana normal.

O dia se sábado, dia da festa:

* Oi menino

Acordei com o som do celular, peguei ele em cima da mesinha de cabeceira e o encarei.

* Oi Suzana

* Como está a organização da festa?

Levantei a cabeça olhando o enorme relógio que ficava em frente a minha cama. Já era 11 horas. Eu decidi que não ia correr hoje, precisava descansar.

* A essas horas meu irmão já organizou tudo, você acabou de me acordar.

* Estou pensando na sua proposta de ir pra sua festa.

* Nem se pegasse um avião agora, chegaria a tempo

* E se eu já estiver na cidade?

* É sério?

Fiquei feliz com a possibilidade de conhecer Suzana pessoalmente, sempre trocávamos mensagens muito particular da vida um do outro e nunca tínhamos nos visto pessoalmente devido a distancia.

* Talvez

* Se quiser que eu te busco.

* Bonitinho, eu disse talvez.

* Você que sabe.

Coloquei o celular em cima da cabeceira da cama novamente, me levantei, me olhei no espelho. Eu estava apenas com uma cueca branca. E estava estranhamente magro.

— Preciso comer melhor. _ Falei sozinho, me virei e sai do quarto, de cueca mesmo. Meus pais não estavam em casa, estava apenas eu e o Miguel. Eles haviam viajado pra fazer sei lá o que. E os funcionários da fazenda. Mas que nunca entravam aqui. Então não tinha problema eu ficar a vontade na minha casa apenas um dia.

Entrei na cozinha, ia ter que fazer um almoço, já estava tarde e eu precisava comer. Peguei uma lasanha que minha mãe deixou pronta e coloquei no microondas para esquentar.

Subi as escadas enquanto esquentava. Bati na porta do quarto do Miguel.

Abri um pouco a porta, ele estava sentado na cama, mechendo no celular.

— Lasanha. Vem comer. _ Fechei a porta e voltei para a cozinha. Peguei a lasanha e me servi. Me sentei a mesa para comer e o Miguel desceu para a cozinha também.

— Cara, ta de cueca? _ Ele fez uma cara de repulsa.

— Até parece que não tem um pênis também. _ Ri baixo e continuei comendo.

— Acho que Suzana está na cidade.

— Suzana, sua amiga mexicana? _ balancei a cabeça positivamente.

— Ela.

— A esquisita.

— Se diz. _ me levantei, lavei meu prato enxuguei e guardei. Subi as escadas deixando o Miguel na cozinha. Coloquei uma calça de malha no quarto e desci, fui até os funcionários da fazenda para ver se estavam precisando de algo. Mas parecia que tudo estava correndo bem.

As seis da tarde o DJ chegou para arrumar algumas coisas.

— Se precisar de mim me chama, vou tomar um banho. _ Disse pro DJ antes de subir as escadas.

Subi e entrei pro quarto, deixei a porta do quarto aberta se precisasse ele me chamava, entrei para o banheiro, encostei a porta, tirei minha roupa. Liguei o chuveiro e entrei de baixo, a água esquentou meu corpo.

Escutei a campainha tocando lá em baixo, uma, duas, três vezes.

Sai do box do banheiro e abri uma fresta da porta do banheiro.

— Miguel entenda a porra da porta. _ Gritei do meu quarto o mais alto que consegui.

Voltei para de baixo do chuveiro, me virando de costas para a porta.

— Olha que bundinha sexy. _ Me assustei, não conhecia a voz. Me virei olhando em direção a porta.

— Suzana? _ Puxei a toalha que estava em cima do box, e desliguei o chuveiro, me enrolei na toalha, cintura para baixo.

— Charlie. Estava tão sexy daquele jeito, tira essa toalha dali. _ a garota morena de cabelos enormes e cheio de cachos a minha frente era sexy. Ela vestia uma blusa apertada e decotada preta e uma saia Jeans.

— Não acredito que voou do México pra cá. _ Peguei outra toalha e enxuguei meu rosto e meu cabelo.

— Vim só pra ver essa cena, você nu e molhado no chuveiro. _ Eu ri baixo.

— Que bom que veio. _ Ela deu dois passos se aproximando de mim.

— Você é ainda mais sexy pessoalmente. _ Seu batom vermelho bem distribuído na boca e seu decote, estava me deixando excitado, e eu nem fiz questão de esconder isso. Ela se aproximou o bastante para eu poder sentir o cheiro doce do seu cabelo.

— O que é isso? _ Ela olhou para baixo, rumo ao meu membro, e depois levantou o olhar me encarando.

Levantei uma sobrancelha com um sorriso safado nos lábios. Senti a mão dela encostando na minha barriga e deslizando para baixo, por baixo da toalha até ela segurar forte o meu membro, o que fez que eu parasse de respirar por poucos segundos.

Passei a mão pelas costas delas até eu conseguir passar a mão por de baixo da saia dela e apertar a bunda.

— Veio aqui só pra transar comigo? _ Sussurrei perto do ouvido dela.

— E se foi? _ Ela afastou o rosto do meu, me olhando nos olhos.

— Conseguiu. _ Puxei a ponta da toalha desenrolando ela do meu corpo deixando ela ali no chão do banheiro. Ergui Suzana no colo, ela passou as duas pernas entre a minha cintura. E eu sai do banheiro pro meu quarto. Coloquei ela na cama, fui até a porta e tranquei ela. Voltei para a cama, Suzana já estava apenas de sutiã e calcinha.

Subi e joelhos na cama em cima dela, entre as pernas dela e tirei a calcinha e logo após o sutiã. Beijei o corpo inteiro dela, mordiscando os mamilos, o pescoço. Abaixei até chegar a vagina, chupando-a, e acariciando seu clítoris com a língua. Enquanto ela gemia e se contorcia, peguei a camisinha na gaveta da mesinha e coloquei. Me posicionei por cima dela e a penetrei. Até que ela fizesse careta. Então comecei a fazer movimentos rápidos e fundos. Até ela gozar e logo depois eu gozei. Me deitei do lado dela, tirei a camisinha e amarrei a boca dela.

— Uau. Agora intendo o fetio das garotas em você. _ Virei meu rosto encarando. _ sorri.

— Vem. _ Levantei da cama e puxei ela comigo. Entrei para o banheiro e levei a camisinha comigo, joguei ela no lixo. Liguei o chuveiro, entrei e puxei Suzana comigo. Então tomei banho enquanto ela fazia um oral em mim, eu não gozei, mas foi bom.

Tomamos banho, fui para meu quarto. Vesti uma camiseta jeans e uma calça preta, um tênis branco. Já estava tarde. Com certeza já havia pessoas na casa. Pedi Suzana que descesse primeiro então ela foi.

Desci alguns minutos depois dela. Quando desci. Vi Briana com um copo de vodka na mão e dançando com a Stephani, Tyler se aproximou de mim.

— Cara imagina se ela soubesse. _ Ri baixo.

— Acabei de transar com a Suzana.

— A mexicana? _ Ele me encarou.

— E que mexicana. _ Apontei para o outro lado da sala, onde a Suzana estava sentado, perto do bar de bebidas, conversando com uma garota que não conhecia.

— Ela é gostosa. _ Tyler arregalou os olhos.

— É. _ Desviei o olhar vendo Briana se aproximando junto a Stephanie.

— Oi amor. _ Ela me cumprimentou com um selinho.

— Charlie. _ Stephanie se aproximou me abraçando, ela mordiscou minha orelha, se afastou e piscou para mim, tudo tão discreto que Briana nem se quer percebeu.

Ri baixo, não consegui controlar.

— Preciso de uma bebida forte. _ Tyler também riu e as meninas ficaram sem entender.

Me aproximei do bar, me aproximando de Suzana.

— Tyler essa é Suzana. _ Disse apresentando os dois.

— Charlie, o que sua família tem na genética? Acabei de conhecer meu irmão. _ Levantei uma sobrancelha.

— É com ele que devia ter feito mais cedo o que fez comigo. _ falei baixo, mas baixo o suficiente para ela ouvir por causa do som auto.

— O que vai querer?

— Olhei para o barmen.

— Cerveja? _ encarei Tyler.

— Duas. _ Tyler falou.

— Três. _ Suzana pediu.

Me sentei ao lado da Suzana e do Tyler.