Entre o céu e o inferno
4 Capítulo 4 – Charlotte e Catherine
Notas iniciais
Logo após a descoberta da gravidez, Julieta estava sempre radiante e claro eu a acompanhava em cada detalhe pois estávamos tentando a tempos começar nossa linhagem.
A fazenda estava prosperando, a venda dos eucaliptos estava cada vez maior, a vida terrestre não é tão ruim como me parecia do inferno.
Julieta não se aquietava pois estava curiosa para saber o sexo do bebê mas como nossa origem não nos permitia procurar um médico ela teria que esperar até o nascimento, eu aposto que seria um menino.
Julieta acredite em mim será um garotão e eu vou ensina-lo várias coisas, caçar, lutar. Falava enquanto fazia o jantar para ela, como a gestação estava avançada evitava que ela se esforçasse com qualquer coisa, pois se o meu garoto resolvesse nascer só comigo em casa, eu não saberia o quefazer.
Henry amor, ele será um estudioso, puxará a inteligência da mãe. Ela disse e mandou beijo para mim.
Coitado então do menino. Sorrio de lado, antes de virar o rosto para olhar as panelas sinto uma maçã se chocar com minha cabeça.
Ei, só não me vingo porque você está parecendo uma melancia e tenho medo de te estourar. Desligo o fogo da panela e caminho até o balcão, me estico e beijo a testa de Julieta sirvo os dois pratos com o miojo.
Minha especialidade, aprecie Sra. Blount Matteo. Coloco a panela na pia e puxo um banco ao lado de Julieta para me sentar e começo a comer.
Então meu amor... Quanto tempo você acha que vai demorar? Desvio o olhar para a barriga dela que era estranhamente gigante.
Uns 8 dias se eu não morrer de tanto conservante. Rio dela fazendo careta para comer o miojo.
Logo a noite estava arrumando a cama e escuto um barulho vindo do banheiro, corro até lá vejo Julieta caída no chão desacordada, pego ela no colo e a coloco na cama e começo a correr de um lado para o outro.
O que caralhos está acontecendo Julieta? Grito e me sento do lado de seu corpo a olhando respirando irregular então a vejo acordar com um grito estridente. Vai nascer agora Henry, me ajuda!
Fico sem reação ao abaixar o olhar e ver sangue escorrendo por suas pernas, durante a gravidez li alguns livros sobre o assunto para ficar preparado para este momento e vi que não era normal sangrar no começo, então escuto um barulho fechando a porta era Lilith.
Henry você realmente não serve para nada mesmo. Ela me empurra pra sair da cama, ela era realmente forte então nem como lutar.
Lilith o que está havendo, ainda não está na hora. Vejo ela rasgando o vestido e abrindo seu arsenal de facas.
Claro que está Henry, quando se tem duas crianças na barriga nunca se chega ao final da gravidez, venha segure Julieta. Ela puxa meu braço e então firmo as duas mãos de Julieta na cama. Duas? Vamos ter duas crianças meu amor! Começo a rir enquanto ela agonizava de dor, então a vejo apagar quando Lilith aplica um liquido em seu braço.
Quantas vezes já fez isso? Pergunto soltando as mãos de Julieta e acariciando sua cabeça.
Contando com essa, uma vez. Reviro os olhos e a vejo cortando a barriga de Julieta e retirando uma menina pequena chorando e a entregando para sua ajudante, ela corta o cordão umbilical e a veja enrolando em uma toalha e me estendendo aquele pequeno ser.
É uma linda menina, parabéns. Seguro ela e ela quietinha com os dedos fechados em seu punho, logo escuto outro choro, desvio o olhar e vejo Julieta já acordada, mas sem sentir dores e observava a criança em meus braços. É uma menina, linda como você. Sussurro e coloco a pequena ao lado de Julieta.
Nossa Henry você só faz mulher. Escuto Lilith rir baixo segurando a outra criança, me estico para olha-la, era um pouco diferente da primeira, como uma recém nascida não havia muita diferença, então a peguei a segunda menininha ela estava resmungando, então a mostrei para Julieta e ela estava sorrindo de orelha a orelha.
São lindas, como vão chamar? Lilith pergunta observando o corte de Julieta se fechar sozinho por conta dos dons de ser um demônio. Olho com curiosidade para Julieta.
Catherine e Charlotte. Ela sorri largamente sem desviar o olhar da pequena que estava em seus braços.
Belos nomes, bom, agora que fiz meu trabalho preciso ir, o inferno não se domina sozinho. Lilith diz limpando suas mãos e puxando sua ajudante para fora, antes de eu agradecer ela sumiu. Então quando volto Julieta está em pé com Charlotte e rindo baixo.
Henry você perdeu nossa aposta, temos duas princesas e nenhum lutador. Ela mostra língua para mim enquanto me aproximo com Catherine em meus braços, a coloco do lado de Charlotte e fico as olhando.
Demoramos um pouco para acostumar com as duas, pois estávamos esperando uma e agora são duas, confesso que me acostumei com elas depois de dois anos, eram meninas meigas cada uma com sua personalidade.
Então se passaram 10 anos, eu e Julieta continuávamos com a mesma aparência pois éramos imortais por termos nascido no inferno, já nossas pequenas estavam com 10 anos mas já sabiam qual sua real origem, pois decidimos que elas seriam treinadas por nós para continuar o legado de comandantes da família. Elas parariam de envelhecer apenas quando fossem ao inferno. Charlotte, sempre quieta, inteligente e com características de um demônio. Catherine, um pouco arrogante mas se entrosava com todos que ela queria e fazia tudo para ter o que quer.
6 anos depois...
Catherine e Charlotte está na hora! Grito da ponta da escada, elas já estavam com 16 anos, eram inteligentes e eu ensinei técnicas de luta para elas quando vinham para passar o verão aqui, por opção de Julieta foram estudar fora do país. Logo as vejo descendo e indo direto para a cozinha e cada uma pegando uma coisa para comer, Charlotte uma barra de cereal com chocolate e Catherine uma maçã e logo as leva para o colégio, hoje era o primeiro dia delas no colégio de Tyrce e 3 meses antes de completarem os 17 anos.
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