Entre o céu e o inferno

22 Capítulo 22 - A verdade (Por Miguel Seth Clair)


O final de semana foi estranho, Emília estava trocando poucas palavras comigo depois que eu a beijei, parecia chateada com algo. Mas ela não queria me contar perguntei algumas vezes e ela evitava falar algo. No domingo acordei tarde, fiz algumas coisas do colégio atrasadas e depois fui dar uma volta sozinho, eu não sabia para onde ir então só andei algo estava me puxando para aquele lugar já estava quase escurecendo quando percebi estava e um penhasco a visão de lá para o por do sol era deslumbrante. Me sentei na beirada do penhasco e fiquei olhando o céu se dissipar em escuridão.
— Miguel? _ A não era Catherine, suspirei.
— Porque você está aqui? _Sussurrei.
— Eu só andei até aqui. _Ela se sentou do meu lado.
Não tentei tirar ela de lá ou empurra-la, algo me dizia que era apenas aquela garota mimada que eu gostava de implicar apenas fiquei olhando o céu e algumas estrelas começando a brilhar.
— como você está? _Ela estava olhando para baixo.
— Eu não sei, as coisas não fazem mais sentido. _Sorri fraco.
— Eu sei como é estar feliz em um minuto e tudo acabar no outro, por algo que não tive escolha. _Eu a olhei.
— Você matou meus pais? _Ergui uma sobrancelha.
— Não Miguel, eu não matei, passei a maior parte do final de semana com você, eu não sou assim. A filha que mata pessoas não sou eu. _Ela fechou os olhos.
— Então quem foi? _Eu a encarava.
— Eu não sei, mas se você deixar eu posso descobrir. _Ela se virou de frente para mim e viu meu colar.
— Bela pedra. _Eu cobri meu colar e a olhei nos olhos.
— Me prova que não foi você é isso foi minha mãe que deixou para mim, eu não sei explicar mas eu só preciso ficar com ela. _ Abaixei o olhar.
— Eu vou te provar que não fui eu e você vai me dever uma vida. _Ela sussurrou e antes que eu a olhasse ela havia desaparecido.
Suspirei e levantei, voltei caminhando até em casa, passei em um bar de beira de estrada e comprei algumas bebidas e fui bebendo. Demorei horas para chegar em casa, quando cheguei bêbado a casa estava silenciosa, subi para o meu quarto, cai na cama e logo adormeci.
Meu celular despertou cedo, havia aula naquele dia, me levantei com dor de cabeça e fui para o banho, vesti uma calça jeans e uma camiseta cinza, desci para comer algo Emília já havia acordado, cumprimentei ela e Bianca, me sentei e servi meu copo com suco e comecei a beber. Catherine parecia tão triste, aquilo me fazia sentir pior do que já estava, eu a culpei sem saber se aquilo tudo era verdade. Mas eram meus pais, eu não poderia ignorar a carta. Logo Charlie sentou, o encarei e logo começamos a ouvir um barulho do lado de fora, era o pai de Emília ela então se desesperou Márcio nos gritou para esconder, logo Charlie pediu para Bianca levar Emília lá para cima, antes que eu pudesse pensar em alguma solução aquele homem estava aqui me encarando, quando levantei senti as balas perfurando meu peito é uma minha barriga e a dor começar. Com um pouco de dificuldade consegui atirar contra o velho e ele começar a gritar de dor, logo ele parou quando Charlie quebrou seu pescoço e deixou seu corpo cair no chão.

— Porra Charlie porque você não fez isso antes? _Sussurrei apertando a mão nas feridas de bala, aquilo doía muito.
— Se vira. _Ele disse deixando o corpo no chão e saindo da, cozinha encostei o corpo na parede e tento encarar os buracos feitos pelas balas.
— Tá vamos lá Miguel. _Enfiei o dedo no primeiro buraco isso fez a dor triplicar.
— Que desgraça de vida! _Gritei e tirei a bala inteira. Respirei fundo e tirei as outras. A dor diminuiu mas ainda não havida passado, levantei com dificuldade peguei os pés do corpo do pai de Emília e fui o arrastando até o carro. O velho era gordo.
Joguei seu corpo no porta malas, caminhei até a porta do carro e entrei, escutei uns gritos do Charlie com alguém, mas eu não poderia pensar agora, logo dei partida e sai da sede da fazenda indo em direção ao penhasco onde encontrei com Catherine.
Estacionei o carro o mais perto possível do penhasco, a dor ainda era imensa, desci do carro com dificuldade abri o porta malas, tirei o corpo de dentro dele e o arrastei até a beira do penhasco e o joguei.
— Isso deve resolver. _Deitei na areia e fechei os olhos tentando fazer a dor diminuir.
Comecei a ouvir um barulho estranho então levantei de uma vez e vejo Catherine arrastando um homem desacordado, ela estava toda ensanguentada. Ela soltou o homem e correu até mim.
— O que houve Miguel? _Ela segurou meus braços, eu a encarei, sua testa estava sangrando.
— O que aconteceu com você? Quem é ele? _Me afastei, tirei minha camiseta e firmei ela contra sua testa.
— Voce se meteu em briga sem saber do que é capaz. _Ela revirou os olhos.
— Ontem você disse para mim te provar que não fui eu, então contei para o meu pai que alguém havia matado os anjos que eram destinados a ele, então ele perguntou para Lilith e ela disse quem foi, foi ele. O que houve com você? _Ela me encarava.
— Eu... Eu... Levei uns tiros, to bem. Como eu posso saber se isso é verdade? _Me aproximei do homem ele estava acordando.
— Pergunta para ele ué. _Ela cruzou os braços e se afastou.
— Onde eu estou? _Os olhos dele estavam negros e me encaravam.
— Você matou meus pais? _Segurei em seu pescoço, aquela raiva que eu sentia de Catherine estava sentindo por aquele cara, ele começou a tossir.
— Quem são seus pais imbecil? _Ele segurou meu braço tentando se soltar.
— Os Seth Clair, você os matou? _Ele olhou para Catherine.
— Você é uma vergonha para nós Blount Matteo, você ama o anjo. Deveria morrer. _Ele voltou a me olhar.
— Eu os matei, bem aqui. Eles eram fracos e traidores, mereceram o sofrimento. _Ele começou a rir, Catherine se aproximou e me entregou uma faca cravada com ouro, mas em sua maioria era de prata.
— Mata ele Miguel. _Peguei a faca e encostei no rosto do homem ele gritou ao sentir o toque.
— Você é um merda, não aguenta um toque. É uma pena que não vai morrer de pressa. _Falava entre os dentes, finquei a ponta da faca no seu olho esquerdo, ele caiu para trás e começou a sangrar.
Esperei alguns minutos olhando aquele homem sofrer e o esfaqueei diretamente no coração e o observei a virar pó. Respirei fundo e deixei a faca de lado. Olhei para os lados, meus pais estavam aqui, eu os sentia aqui. Segurei forte minha pedra azul.
— Ninguém vai fazer mal a vocês mais. _Sussurrei, Catherine estava ao meu lado ainda sangrando, eu a olhei.
— Me perdoa. _Sussurrei a olhando nos olhos sem soltar meu colar. Ela sorriu, e apoiou sua mão em meu rosto.
— Vou pensar Miguel Seth Clair. _Estiquei meu corpo e a abracei forte, afundei o rosto em seu pescoço, a dor estava leve então consegui concentrar no que estava fazendo. Ela retribuiu o abraço com pouca força, ela ainda estava bem machucada.
— Obrigado Catherine Blount Matteo, agora eu sei o que houve. _Me afastei e sorri para ela. — Agora você precisa de cuidados.
— Vou ser cuidada por um anjo? Isso me parece bom. _Ela começou a rir.
— Parece que sim. _Levantei e ajudei ela a se levantar. A levei até o carro e a coloquei dentro do mesmo, abri o porta luvas e peguei um pote, voltei e recolhi as cinzas do demônio, entrei no carro, dei partida.
— Meus pais morreram naquele lugar e algo me levou até lá, você sabe de algo? _Olhei para Catherine, ela estava quase desmaiando.
— A sua pedra te levou lá Miguel, para onde a presença dos seus descendentes estão. _Ela tirou seu colar e me mostrou a pedra roxa.
— A minha me levou até você, algo fez com que ela achasse que você e eu temos algo. _Ela riu baixo e logo resmungou.
Parei o carro na garagem, peguei Catherine no colo e a levei pela casa até meu quarto, deixei ela na cama, caminhei até o banheiro, liguei na água quente e deixei a banheira encher.
— Miguel? _Catherine sussurrou encostada na porta, me virei e a segurei, sentei ela na beira da banheira.
— Sim? _Sorrio, tirei sua blusa, ela tentou me ajudar mas foi em vão, apoiei seu corpo no meu e tirei sua calça, coloquei a mesma na banheira, ela deitei a cabeça para trás e relaxou.
— Eu fiquei triste quando você me acusou sabia? _Comecei a esfregar seus braços sem força.
— Eu também fiquei triste Catherine. _Sussurrei.
— Ficou nada, colocou a primeira que viu dentro da sua casa. _Comecei a rir.
— Isso não é momento para ciúmes Cath. _Ela me olhou rapidamente.
— Você me dando um apelido? Isso é novo. _Comecei a esfregar as suas pernas e seus pés.
— Você tá gostosa, andou malhando? _Sorri de lado, me sentei na beirada da banheira a observando lavar o rosto.
— Vai se lascar Miguel Seth Clair. _Ela riu e jogou água em mim.
Então ela pediu para que eu saísse para tomar banho direito, sai do banheiro fechando a porta, desci correndo pela casa até o carro, peguei o pote com as cinzas e voltei correndo até o quarto de Charlie, ele provavelmente estava no colégio, o deixei sobre sua mesa de canto, caminhei para fora, olhei para o quarto de Emília, estava tudo do mesmo jeito, suspirei. Tenho problemas agora.
Voltei para o quarto Catherine estava enrolada na toalha procurando algo no meu guarda roupa, encarei a bunda dela e passei a mão no meu cabelo.
— Posso ajudar? _Ela se virou de frente pra mim.
— Preciso de roupa Miguel. _Ela então se virou e pegou uma camiseta branca e uma cueca da mesma cor, voltou para o banheiro e se trocou.
— Ficou bonita assim. _Caminhei até ela sorrindo, deslizei os dedos em seu rosto, tava cheio de leves hematomas.
— Eu fico linda de qualquer jeito. _Ela me mostrou língua, escutei barulho na porta.
— Miguel! _Era Emília me chamado, Cath fechou a cara.
— Já vou Emília. _Beijei o alto da testa de Catherine e desci até a sala.
— To aqui Emília. _Caminhei até ela que estava sentada no sofá, me sentei em sua frente.
— Você matou meu pai Miguel. _Suspirei.
— Ele fez coisas ruins Emília, ele não fará diferença. _Abaixei a cabeça.
— Mas era o meu pai e eu não sei o que sentir. _Nesse momento escutei um barulho da escada eu e Emília olhamos ao mesmo tempo, era Catherine vestida com minha blusa, antes que alguém falasse algo Charlie entra pela porta da cozinha.
— Opa. _Ele para e começa a encara simultaneamente as duas garotas que se encaravam