Entre o céu e o inferno
30 Capítulo 30 – Sobreviver ( Miguel )
Acordei desesperado, me sentando bruscamente olhando em volta, minha respiração estava ofegante ao perceber que estava em meu quarto respirei fundo e fechei os olhos.
— Que inferno de vida é essa?_Coloquei a mão sobre meu peito sentindo o ferimento feito pela faça de Lilith.
— Charlie_Gritei esperando que ele esteja em casa, logo entrou abrupto no quarto.
— O que foi Miguel?Ta morrendo?_Ele me olhava assustado, comecei a rir aquela situação era horrível e ao mesmo tempo louca.
— Por pouco não morri, não sei como..._Balancei a cabeça e o olhei.
— Precisamos aprender a nos defender, agora que nossos pais morreram estamos por nós mesmos._Charlie estava com o pensamento longe olhando para o chão, coloquei a mão em seu ombro.
— Estamos juntos não é? Somos família._Sussurrei a dor que estava sentindo no peito que qualquer movimento sentia parecer que a faça estava entrando novamente.
— Sim Miguel, somos família._Ele sorriu fraco.
— O que houve depois que desmaiei?_Levantei com certa dificuldade, caminhei até o guarda roupa e vesti uma camisa, estava apenas de bermuda.
— Bom, você desmaiou então eu liguei pra sua namorada que chegou aqui surtando, mas conseguiu fazer estancar o sangramento com umas ervas mágicas ou sei lá._Ele fez careta.
— A e você está apagado por 3 dias._Comecei a tossir, sentei na cama e Charlie me deu um tapa nas costas.
— Eu dormi por 3 dias? O que aconteceu nesses dias? Você matou alguém?_Sussurrei.
— Bom, fui ao funeral de Tyler, depois sai para beber até não aguentar mais, voltei para casa, fiquei cuidando de você enquanto Catherine não podia. E não Miguel, não matei ninguém.
Tudo estava de cabeça para baixo, meus pais haviam morrido, eu e Charlie somos estranhamente especiais e estou namorando com um demônio.
— Falando nisso deveria ligar para Catherine, porque porra, como aguenta aquilo?_Ele fechou a cara.
— Vou ligar, como eu senti em minha própria pele não se deve aborrecer demônios se você não consegue se defender._Ele deu de ombros e saiu do meu quarto, estava triste e distante, não era pra mais nossas vidas estavam totalmente fora dos eixos.
Peguei meu celular, disquei o número da Catherine e coloquei para chamar, ela logo atendeu.
— Miguel agora que você acordou eu vou te matar._Ela estava surtando no telefone.
— O que eu fiz?_Passei a mão no cabelo.
— Para começar quase morreu, tive que te dar banho e cuidar de você, enquanto você só babava e roncava e depois você quase morreu._Ela sussurrou a última parte.
— Eu sei amor, você me ama e não via sentido em sua vida sem mim._Sussurrei enquanto sorria.
— Ei, falando nisso, precisava conversar com você, algo sério, na verdade pedir um favor._Suspirei ao lembrar que eu e meu irmão estávamos sozinhos e que tudo estava conspirando para que perdêssemos a cabeça e a vida.
— Tudo bem Miguel, logo ao anoitecer irei na sua casa e eu não te amo babaca._Ela riu, me despedi dela e desliguei o telefone.
Deitei novamente e fui ler os noticiários locais, só se falavam sobre a morte de Tyler, era um mistério para todos quem havia matado a assassina dele, logo adormeci.
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