Entre o céu e o inferno
12 Capítulo 12 - Suzana (Charlie Seth Clair)
Poucos segundos que conheci Charlotte Blount, pude ter certeza que ela era mais incrivel do que tinha conseguido perceber de primeira. Voltei para dentro de casa. Suzana estava conversando com Tyler, ela estava infurecida. Briana se aproximou de mim também infurecida.
— Stephanie acabou de me contar que transou com ela. ESSA SEMANA _ Ela gesticulava tanto e falava tão alto. Se não fosse pelo som. Todo mundo tinha escutado ela.
— É Briana, transei. Com ela, com a Suzana. E semana passada com mais umas três amigas suas. Quer terminar o que nunca tivemos. Ok! Até mais. _ Dei dois passos para frente e ela me puxou de volta.
— Eu te perdoou se prometer que vai melhorar. _ Ela disse com uma cara de choro, eu odiava aquela perseguição que Briana fazia em cima de mim.
— Briana, não. Transei com Suzana hoje. Deus, você merece alguém melhor. Vai arrumar alguém melhor. _ Me virei saindo de perto dela e deixei ela resmungando alguma coisa.
— Tyler. Como Suzana está?
— Nem se aproxima. _ Ele riu.
— Tá. _ Sorri fraco.
A festa passou mais rápido do que consegui ver, logo as pessoas começaram a ir embora. Briana ficou até não restar quase ninguém, não falou comigo a noite toda. Meu irmão já tinha sumido a um certo tempo. E Suzana estava dançando e bebendo com Tyler.
Quando dei por mim era seis da manhã. Eu estava semi nu dançando em cima do sofá branco da sala com a Suzana e tinha apenas nos dois na casa. Pelo menos que eu tinha visto.
Eu estava muito bêbado.
— Preciso deitar. _ Desci desajeitado de cima do sofá
— Vou te ajudar. _ Ela passou meu braço pelo seus ombros e me ajudou a subir as escadas, entrar no meu quarto e me jogou em cima da cama.
— Agora sim Charlie. _ Ela subiu em cima de mim na cama. Ela estava de roupa.
— Eu preciso dormir. _ Fechei os olhos por alguns segundos, e abri novamente. Ela estava com uma faca dourada na mão.
— O que vai fazer com isso? _ Pisquei para ver se era real.
— Matar você, e o seu irmão. _ Ela fincou a ponta da faca na minha barriga, então eu consegui derruba-la da cama e chuta-la para o chão.
Gemendo de dor, a faca não havia doido. Mas era como se tivesse algo nela que fizesse em torno da pele queimar. Tirei a faca o mais rapido que pude.
— A Charlie, não seja tímido. Eu sei que sabem quem vocês são. _ Ela se levantou do chão e veio para cima de mim. Tão rápido que eu nem pude perceber quando ela estava na minha frente. Então por impulso eu enfiei a faca no coração dela. E os olhos dela ficaram preto e sem vida.
Meu coração estava saltando do peito, o corpo dela se desfez em uma terra pre
ali bem na minha frente. Sumiu, virou pó.
— Miguel, Miguel _ Gritei ele, mas acho que devia estar dormindo não me escutou.
— Aí que merda, o que foi isso? _ falei sozinho. Olhei a faca na minha mão. Eu estava bebado mas ainda conseguia distinguir realidade de efeito do alcool. Senti uma pontada na minha barriga.
— Vadia. _ Estava queimando onde a faca tinha entrado. _ Isso doi tanto. _ Respirei fundo tentando não desmaiar._ Eu vou desmaiar. _ Estava ficando cada vez mais tonto.
— Miguel. _ gritei o mais alto que pude.
— Charlie. _ Ele apareceu na porta me encarando com a faca na mão, ajoelhado no chão e com a mão na barriga. _ O que aconteceu?
— Levei uma facada. _ Senti um gosto de sangue na garganta.
— O que? _ Ele entrou para dentro do quarto, levantei a cabeça.
— Tá queimando. _ respirei fundo, mas não estava encontrando ar.
Miguel se ajoelhou na minha frente, e tirou minha mão da barriga
—ta queimado, porque está queimado?
— Acho que eu matei a Suzana.
— O que?
Ele colocou a mão sobre minha barriga, e a dor foi diminuindo.
— O que está fazendo? _ Olhei para baixo, ele tirou a mão. Não tinha queimadura e nem corte e nem dor. Levantei a cabeça encarando. Nos dois nos olhavamos perplexos.
— O que aconteceu. _ Nos dois nos assustamos e olhamos para trás. Era Catherine. Escondi a faca dourada que estava na minha mão atrás das minhas costas.
— Nada, só cai. Estou bêbado. _ Mas eu não estava, nem bêbado eu não estava mais.
— Eu já vou Catherine. _ Miguel me encarou novamente e se levantou, segurou meu braço me ajudando a levantar.
— O que você fez? _ Perguntei baixo. Catherine ainda estava na porta.
— Não sei. _ Eu me levantei e me sentei na cama colocando a faca do meu lado de um jeito que não desse que Catherine a visse.
— E Suzana? _ Levantei o olhar da faca o encarando.
— Eu acho que a matei
— Cadê ela?
Apontei para o pó preto que se encontrava no meu tapete. Ele encarou e voltou a me olhar ainda mais confuso.
— Que merda que está acontecendo?
— Eu não sei. _ Respirei fundo.
Miguel olhou para trás, para Catherine e saiu do quarto logo após a levando junto e fechando a porta atrás dele.
— Que droga. _ Coloquei a faca na minha mesinha da cama, dentro de um baúzinho onde guardava minhas camisinhas. Ninguém mexia ali. Peguei uma vassoura e uma pá e tirei a terra do carpete e o coloquei na máquina para bater. Eu estava dormindo em pé. Mas tinha sido surreal e com certeza quando deitasse não ia conseguir dormir.
Peguei o telefone e liguei pro Tyler.
*Preciso que mande alguém para limpar minha casa.
*Eu ligo, mas você paga.
*Obrigado.
Desliguei o telefone. Tinha tantos copos espalhados pelo chão da sala. A bolsa da Suzana estava no chão.
Fui até a bolsa dela e a peguei. Abri a bolsa. O celular estava ali e não tinha senha. Mas tinha apenas eu nos contatos. Nenhuma rede social aberta. Fotos, nada. Tinha um par de roupa, umas balinhas, uma bebida. Nada de mais.
— Droga. _ Joguei a bolsa dela longe e deitei no sofá. Quando menos percebi estava pegando no sono.
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