– Alô?

– Oi mãe, tudo bem aqui é o Castiel. Esse celular é da Helena porque a senhora atendeu?

– Helena não pode atender.

– Por que já se passaram 2 meses e ainda não tive contato com ela, está acontecendo alguma coisa ?

– Não sei, ela não quer falar com você, e outra de qualquer forma vocês não podem voltar não é ?

– Sim, só posso voltar daqui 3 meses .

– Vou deixar você falar com ela

– Ok.

Mãe de Castiel entra no quarto onde se encontra Helena, entrega o telefone e sai do quarto

– Alô?

– Olá Helena, tudo bem ?

– Castiel ?

– Sim! Porque você não entrou em contato comigo, estava preocupado

– Você quem não entrou em contato comigo e me ignorou essa viajem toda.

– Ah por favor Helena não comece.

– Quem começou foi você, desde quando foi viajar e depois devolver a carta

– Mas que carta ?

– Não se faça de ingênuo

– Não sei de carta nenhuma! E porque me enviaria cartas sendo que tem meu telefone?

– Porque não atendia minhas ligações e nem me dava sinal de vida, pergunte aos seus empregados de alguma carta que eles saberão. Agora preciso desligar.

Então desliga o telefone com raiva.

– Agora que não vou contar a ele dessa gravidez e muito menos atender seus telefonemas, quando chegar esse bebê estará nascendo e não quero ouvir reclamações.

– Eleusa venha aqui por favor

– Sim senhor.

– A Helena me disse que mandou uma carta aqui, você está sabendo de algo ?

– Sim, senhor.

– E onde está essa carta ?

– Entreguei para sua outra mulher, senhor.

– Ok.

Castiel vai ao encontro de Clarice.

– Clarice, onde está a carta que Eleusa entregou?

– Não sei onde eu coloquei

– Então se lembre porque preciso daquela carta agora!

– Não fique nervoso comigo, por favor.

– Se essa carta não estiver em minhas mãos você recebera as devidas punições.

– Que punições? Eu não tenho culpa

– Ser devolvida para sua família. A carta estava em suas mãos

– Mas eu a deixei em cima da mesa

– Não está Clarice

– Então alguém pegou.

Castiel sai do quarto ainda com raiva.

– Nunca iria deixá-lo ler essa carta. Claro que devolvi e tenho que arrumar um jeito de engravidar e deixar as atenções todas para mim.

Mais 1 mês se passou, e nele a dúvida de Castiel “como uma carta pode sumir tão rápido e se realmente Clarice pode ter feito algo”.

– Achou a carta Clarice?

– Não, esqueça essa carta peça para ela mandar outra.

– Não tem como uma carta sumir de uma hora para outra, porém, você tem razão. Vou ligar para ela agora.

O telefone toca, mas Helena não atende, então Castiel liga para sua casa na África.

– Alô, Helena?

– Não, é sua mãe. Algum problema?

– Gostaria de falar com Helena, liguei em seu celular, porém não atende. Estou preocupado.

– Entenda Helena gosta de teatros, não deixe isso prejudicar nossos negócios.

– Por favor, passe o telefone para ela.

– Helena, telefone para você – grita.

– Não posso atender agora – diz Helena sabendo que é seu marido, então a sogra resolve ir ao seu quarto.

– Atenda logo o telefone – Passa o telefone para Helena com uma expressão de raiva e sussurra em seu ouvido:

Se falar algo da gravidez eu lhe corto o pescoço, além de fazer você voltar para casa de seus pais.

– Olá?

– Helena, sou eu! Como estas?

– Indo e você?

– Com saudades.

–Não tente ser romântico.

– Eu te amo.

– Não parece.

– Ok, você ainda está com raiva por eu não ter lido sua carta, porém, não a encontrei em lugar nenhum foi a Clarice quem recebeu e não sabe onde colocou.

– Ah foi? Eu sei onde foi que colocou.

– Onde?

– De volta aos correios.

– Porque diz isso?

– Pois a maldita carta foi devolvida.

– Por Deus não diga isso.

– A carta voltou para mim, pensei que foi você quem fez o favor de fazer isso como sinal de seu desprezo.

– Não desprezo você, ela deve ter feito por ciúmes não a culpe.

– Tudo bem, tenho que desligar.

Desliga o telefone ainda com raiva, e começa a chorar.

Notas finais
Vários meses estão passando muito rápido, porém ainda não chegamos no foco da história então continuará assim até o capítulo 4. Mas não deixem de ler para entender tudo.