Notas iniciais
**Aviso: O capítulo a seguir possui temas maduros e cenas de teor sexual, voltadas ao desenvolvimento dos personagens, e é recomendado para maiores de 18 anos. Prossiga com cautela.** Música sugerida: Fill The Void - The Weeknd feat. Lily-Rose Depp & Ramsey

O despertar de Jacob foi um mergulho abrupto na confusão. O dia anterior se desenrolou em sua memória como um filme em câmera lenta: o incidente no quarto depois do banho, a sensação ao tocá-la quando ajustou seus óculos, a vulnerabilidade sussurrada na fonte, e, acima de tudo, o impulso avassalador que o fizera tremer. Aquilo era... demais. Uma intensidade que ele não sabia como lidar, e que o fazia sentir-se perigosamente fora de controle.

Ele rolou na cama, o travesseiro macio parecendo sufocá-lo. Pensar em Jane, na proximidade forçada, no sentimento confortável que ela despertava, era como caminhar sobre brasas. Não era raiva, nem repulsa. Era um senso de perigo iminente — não dela, mas do que ele mesmo poderia se tornar perto dela. Precisava de espaço. De uma pausa para processar aquela torrente de emoções contraditórias. A melhor forma de se proteger, de proteger a si mesmo de um impulso que ele não entendia, era evitá-la.

A batida na porta foi quase inaudível, um mero arranhar na madeira. Seu corpo enrijeceu. Ele esperou alguns segundos até se levantar e ir em direção à porta para abri-la. Os costumeiros olhos vermelho o encararam. Uma expectativa sutil na forma como seu olhar repousou sobre ele. Ela não sorriu abertamente, mas o canto de sua boca estava quase curvado.

— Bom dia, lobo. — Jane encostou no batente da porta, se apoiando ali. — Viu?! Agora eu sei bater. — A voz dela era neutra, sem o sarcasmo usual, o que só serviu para apertar ainda mais o nó no estômago de Jacob.

— Olha só, quem diria que você aprenderia boas maneiras. — Ele queria ter dito isso com um sorriso e mais natural, mas pareceu estranho demais até pra ele.

Ela soltou um sorriso leve. Mas para Jacob aquilo foi mais pesado do que qualquer coisa que já tinha encarado.

Estava acostumado a fazer tudo por impulso em sua vida. Não se importava com as consequências ou se haveria arrependimentos depois. Passou anos fazendo isso com Bella. Mas agora que já estava mais maduro sentia o peso que essas ações causaram em si mesmo. Não poderia fazer nada por impulso. Ali era Volterra, não Forks. Seu maior perigo agora não era arrumar uma briga com Edward por ciúmes. Ele precisava se reorganizar se quisesse sobreviver sem arranhões. Mas ver ela sorrindo, tão aberta daquele jeito, não ajudava em nada.

— Está com fome? — Perguntou, os olhos curiosos.

Ele continuou analisando. Sentia que estava prestes a estragar as coisas da mesma forma que Alec estragou na cabana, quando chegou para conversar com ela para dizer que Aro o queria ali. A notícia tirou o sorriso de Jane e só devolveu pra ele naquele exato minuto. E agora não seria Aro a arrancá-lo de novo.

Ele sentiu o peso da espera nos olhos dela. Respirou fundo, forçando-se a manter a voz educada, mas firme.

— Não muita. Mas estava pensando em Alec ir comigo hoje. — Sentia sua garganta quase seca ao falar. — Uma coisa mais de... garotos. — Tentou soar divertido, mas não tinha nenhuma diversão em sua voz. Só não queria parecer rude. Não iria falar a verdade para ela mas também não queria inventar uma mentira.

Jane sentiu seu corpo paralisar. Sua respiração e pensamentos pararam. A expressão, que antes carregava uma leve expectativa, se tornou vazia. A surpresa a atingiu como um golpe silencioso.

Ele está me dispensando?!

A máscara de indiferença rapidamente cobriu seu rosto, mas seus olhos, embora mantivessem a frieza habitual, revelavam o choque e, rapidamente, o início de uma irritação que ela tentou, com todas as suas forças, esconder. A rejeição, vinda dele, era um insulto que a atingia mais profundamente do que ela jamais admitiria.

Ela endireitou o corpo e elevou um pouco mais a cabeça, assumindo a postura de sempre quando estava conversando com um inimigo.

— Como quiser. — Sua voz saiu cortante como gelo, cada sílaba um chicote invisível. Ela virou as costas abruptamente e desapareceu em menos de um segundo, deixando Jacob encarando o vazio.

Ele fechou os olhos e suspirou, já se sentindo cansado.

Jane caminhou pelos corredores, a raiva fervendo sob sua pele fria. Foi direto para a sala onde Alec estava conversando com Heidi. Eles se viraram para ela no instante em que abriu a porta com força.

— Ele é todo seu. — Ela colocou o cartão de crédito sob a mesa, de frente para o irmão, com mais força do que deveria. A voz mais fria que o normal. — Bem-vindo a tarefa de ser babá de um cachorro.

Nem esperou por uma resposta. Virou as costas e se afastou, deixando um rastro de fúria controlada para trás. A raiva era uma companhia amarga, mas familiar. E ela estava começando a direcioná-la para Jacob, como deveria ter sido desde o começo.

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Para canalizar a fúria que a consumia, Jane dirigiu-se ao amplo pátio de treinamento na parte de trás do castelo. Um lugar de pedras brutas e ecos de impactos, onde os membros da guarda aperfeiçoavam suas habilidades letais. Jane raramente pisava ali antes do quase incidente com os Cullen, há dois anos. Mas, desde então, a necessidade de se defender e lutar, de não depender apenas de seu dom, a impulsionou a treinar incansavelmente. Foi ali que aprimorou a destreza que a tornara tão eficiente contra os lobisomens nos campos de batalha.

Ela sabia que Felix, Demetri e Santiago estariam ali. Sempre estavam. Seus olhos varreram o pátio, procurando seu alvo favorito. Quando avistou Demetri foi ao seu encontro, ignorando o restante do grupo.

Ele olhou para ela com um sorriso travesso no rosto, os olhos iluminados pela surpresa genuína.

— Olha só quem resolveu aparecer. Está com cara de quem quer arrancar a cabeça de alguém.

— Se você estiver disponível, serve. — respondeu sem humor.

O sorriso de Demetri não desapareceu. Na verdade, só aumentou. Ele adorava quando ela vinha treinar — não só porque era um desafio real, mas porque Jane furiosa era uma força que merecia ser testemunhada. E, talvez, por um traço masoquista qualquer, ele apreciava o risco de sair quebrado dali.

— Sou todinho seu. — Ele assumiu uma postura defensiva, pronto para o combate.

O primeiro golpe foi rápido. Ele desviou por pouco, o vento do movimento roçando sua bochecha. Jane não esperou. Seguiu com uma sequencia de socos e cotoveladas, cada movimento carregado de uma força e uma precisão que fariam um humano desmaiar. Demetri defendia, bloqueava, e ocasionalmente também a acertava com alguns golpes que a forçavam a recuar por um instante, apenas para voltar com mais intensidade.

Seus pensamentos, no entanto, eram mais violentos. Não conseguia parar de pensar no porquê Jacob decidiu que não queria sua companhia hoje. E mais ainda, não conseguia entender o porquê isso a incomodava ao ponto de lhe causar uma raiva descontrolada.

Ela pensou em Chelsea. Talvez a manipulação estivesse chegando à ela dessa forma. Mas logo descartou esse pensamento. Se fosse ela, Jacob não a teria recusado e ela não estaria com raiva. Chelsea aproxima pessoas, não as afasta.

Sentia-se fraca. Confiou em Jacob por instinto e percebeu, da pior maneira, que não deveria ter feito isso. Nunca deveria ter sido um livro aberto pra ele. Se arrependeu de ter contado sobre sua transformação, sobre as pessoas de seu clã, de ter iniciado uma proteção contra Aro. Ela preferiu escolher ele ao invés das pessoas que passara a vida toda ao lado. E ele escolheu não querer confiar nela.

Burra! Você merece passar por isso. Merece sentir tudo isso para nunca mais confiar em ninguém.

Um grito mudo rasgou sua mente. Jane desferiu um soco com uma força que Demetri não esperava, atingindo-o em cheio no peito. Ele foi impulsionado para trás, deslizando vários metros antes de se estabilizar, os olhos semicerrados de surpresa. A força não era comum, mesmo para ela.

Demetri se recompôs. O sorriso divertido substituído por uma expressão de confusão.

— Uau! O lobo já está te tirando tanto do sério assim, pequena Jane? — ele provocou, notando a intensidade furiosa em seus olhos vermelhos.

— Cale a boca, Demetri. — A voz dela era um rosnado gélido.

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Com o passar das horas, os outros membros da guarda, atraídos pela intensidade do confronto, juntaram-se à disputa. Ela lutou contra todos, um a um, ou em pares, a energia de sua raiva parecendo inesgotável. O vampiro que a acertava congelava, recuando, esperando que sua dor o punisse. Mas por algum motivo, Jane apenas continuava o ataque com redobrada ferocidade.

Cassius observava tudo de longe, uma figura imponente na sombra de um dos arcos do pátio. Para ele, ver Jane em combate era uma visão excitante. Ele adorava esse lado raivoso e poderoso dela, essa fúria controlada que a tornava ainda mais letal. A maneira como seus músculos se contraíam, a determinação em seus olhos vermelhos, tudo era uma expressão de poder que o fascinava. Amava ver quando alguém conseguia acertá-la, um soco inesperado que a fazia cambalear por um instante, apenas para o agressor recuar com medo.

Após algumas horas observando, decidiu entrar na brincadeira. Ele se aproximou, a voz baixa, mas carregada de uma autoridade que fez os outros guardas pararem.

— Que tal deixarem ela pra mim agora?!

Eles se retiraram sem dizer nada, deixando os dois sozinhos. Ela o encarou, a testa ligeiramente franzida. Cassius sorriu sarcástico. Ele assumiu uma postura de combate, convidando-a.

— Me dê o seu melhor.

Ela o encarou por longos segundos. Ele era o vampiro mais traiçoeiro e imprevisível em combate que havia no castelo. Seus movimentos eram calculados, seus contra-ataques, quase psíquicos. Não gostava da ideia normalmente, mas no momento era um desafio que ela não não podia ignorar.

O combate entre eles foi diferente. Cassius não era bruto, mas astuto. Ele esquivava, desviava e bloqueava os golpes furiosos de Jane com uma facilidade irritante. Ele não tentava acertá-la com força; preferia não fazê-lo, mas seus movimentos eram uma dança de provocação.

— Foco, Jane! Sua mente está pesada. — ele dizia, com um sorriso sarcástico. — Mantenha o controle.

Jane rosnava, sua frustração crescendo a cada erro, a cada esquiva dele. Ele era um espelho da própria raiva dela, impossível de ser atingido.

Eles ficaram nisso por mais algumas horas. O sol se pôs lá fora, e a escuridão da noite começou a se insinuar pelos arcos do pátio. Jane estava exausta, não fisicamente, mas a tensão acumulada a estava drenando. Seus movimentos começaram a falhar, perdendo a precisão, os desvios atrasando-se em frações de segundos.

— Já chega, Jane. — Cassius segurou o pulso dela no ar, parando um golpe que falhou. Seu sorriso estava mais relaxado agora. — Você passou o dia todo aqui. É o suficiente.

Ele a soltou e se virou, indo em direção à saída, como se a discussão estivesse encerrada antes mesmo de começar. A fúria ainda estava lá, borbulhando, mas agora misturada com uma frustração ainda maior por não ter conseguido esgotá-la completamente.

Jane sabia que não estava satisfeita. Ela se sentia melhor do que de manhã, sim, mas não o suficiente para calar a tormenta em sua mente. Ela não queria voltar para o quarto de Alec; a última coisa que precisava era conversar sobre Jacob e suas próprias emoções confusas. E seu próprio quarto estava "ocupado" por ele.

Caminhando sem rumo pelos corredores de pedra, ela pensou em ir à biblioteca de Aro, um lugar onde a erudição substituía o caos de seus pensamentos. Mas, ao cruzar um corredor mais amplo, encontrou Heidi.

— Oi, Jane — cumprimentou com um sorriso encantador, a voz doce e convidativa como de costume. Heidi era insuportavelmente fácil de gostar. Carismática por natureza, cativante até nos gestos mais simples, sedutora sem esforço. — Conheci seu novo amigo lobo. Uma gracinha, não é? Só tem um cheiro intragável.

A observação de Heidi não tinha malícia calculada, Jane sabia da personalidade dela de encantar a todos, de falar o que achava sobre as "novas aquisições". Mas a ideia de Jacob ter conhecido Heidi, tão bonita, tão perfeita, a incomodou mais do que deveria. Era uma pontada fria e inesperada no peito, uma sensação de desconforto deconhecido.

— Conheceu Jacob? — perguntou, fria, tentando conter a irritação que se formava internamente.

— Bem rapidinho — respondeu Heidi, dando de ombros com leveza. — Estou acostumada a humanos, claro, mas um lobo? Isso é inédito pra mim. — E soltou uma risada baixa, divertida.

Jane forçou um sorriso também, se esforçando ao máximo para não parecer rígida.

A presença de Heidi, com sua beleza impecável e aquele brilho natural nos olhos, agora a incomodava mais do que deveria. Não porque Heidi estivesse sendo intencionalmente provocativa — mas porque, naquele momento, tudo o que Jane conseguiu imaginar foi o olhar que Jacob deve ter dado pra ela.

A confusão em sua mente ganhou um novo tom. E o gosto metálico da raiva voltou à sua boca, sutil e lento como um veneno que ela conhecia bem. A biblioteca foi esquecida, e o estranho desconforto que Heidi acabara de acender, encontraram um novo e desesperado propósito.

Ela foi até o quarto de Cassius e, sem pedir licença, invadiu o local. Ele estava em pé, se preparando para retirar suas roupas pretas, algo que Jane queria fazer ela mesma.

— Eu não quero descansar. — A voz de Jane era um sussurro rouco e desesperado, carregado de uma urgência que Cassius sentiu, uma intenção que não era de carinho, mas de necessidade.

Ele sorriu maliciosamente, os olhos escuros cintilando com uma satisfação perigosa. Ele encurtou a distância entre os dois, e Jane, sem hesitação, avançou. Seus lábios encontrando os dele em um beijo que era mais um ato desesperado por desejo. Não havia suavidade, apenas uma urgência voraz vinda dela, uma busca por um outro tipo de alívio. Ele a envolveu, a posse evidente em seus braços fortes que a puxaram para mais perto, quase esmagando-a contra seu corpo frio.

O beijo de Cassius era dominador, uma resposta à selvageria que ele percebia nela. As mãos dele deslizaram por sua cintura. Em sua mente, uma parte dela observava friamente, quase se chocando com a intensidade que ela mesma trazia para aquele encontro casual. Não era o que ela queria, mas sim o que precisava naquele momento. Só ele conseguiria dar a ela o alívio.

Ele a guiou pelo quarto, seus passos firmes e calculados. Se sentiu vitorioso por estar recebendo toda a intensidade dela. Isso é o que ele sempre quer. Tinha Jane apenas em momentos assim, mas era cada vez menos frequentes. Mas algo estava diferente dessa vez. Ele sentia todo o desejo dela por ele, e isso fazia ele a querer ainda mais, de todas as formas.

Suas mãos arrancaram as roupas dele com brutalidade, e as próprias vestes foram despidas sem qualquer delicadeza — como se queimassem sua pele. Não havia vestígio de romantismo na forma como seus corpos se encontraram. Jane se entregou o máximo que conseguiu, mas não houve rendição. O prazer, felizmente, era mais fácil de alcançar do que o alívio. Seu corpo não relaxou — pelo contrário, a tensão parecia alimentá-la, tornando seus movimentos mais ferozes, mais exigentes.

Ela queria controlar. Queria punir. Mas, no fim, como sempre acontecia, cedia. Permitindo que Cassius a dominasse porque, de algum modo distorcido, era assim que conseguia se desconectar. Era um ato de autopunição, de esquecimento forçado. Cada toque em seu corpo, cada respiração ofegante, cada sussurro de Cassius era uma tentativa desesperada de preencher o vazio deixado pela rejeição, pela surpresa de suas próprias emoções. Ela se forçava a sentir, a se concentrar apenas naquilo.

Mas mesmo no auge daquela intensidade, sua mente a traía. Em flashes fugazes, a imagem do rosto de Jacob surgia, o calor de seu corpo humano, a maneira como ele a olhava com curiosidade. Uma onda de frustração gélida a percorria, tornando o toque de Cassius ainda mais vazio e insatisfatório. A raiva por Jacob não diminuía; pelo contrário, usar o sexo para esquece-lo parecia acentuá-la, como se o alívio que ela buscava fosse um fantasma inatingível.

Ele segurou seu pescoço, erguendo-a com firmeza, pressionando seu corpo contra o dele. Suas costas encontraram o peito de mármore, e ela fechou os olhos por um segundo, como se isso pudesse apagar tudo.

— Relaxa, minha querida. — ele sussurrou com a voz rouca, os lábios roçando a borda de sua orelha. — Vamos ficar aqui pelo tempo que você precisar.

Jane fechou os olhos com mais força. Não queria pensar. Não queria lembrar. Só queria obedecer ao que seu corpo implorava — e, por uma vez, ignorar os gritos da mente.

Soltou o ar lentamente, permitindo-se ceder. A tensão em seus músculos não desapareceu de imediato, mas ela deixou Cassius conduzi-la. Permitiu que o prazer preenchesse os espaços onde, até minutos atrás, morava a frustração. Ela se ancorou àquelas sensações: os gemidos contidos, os corpos se chocando, a respiração pesada, o toque urgente. Estava afundando no que conhecia, no que conseguia controlar. Se agarrou àquela sensação com unhas e dentes, como se seu alívio dependesse exclusivamente da brutalidade do momento.

Seu corpo vibrou. Os sentidos cada vez menos presentes, e cada impulso a jogava para mais fundo no esquecimento. Ela se forçava a manter-se ali, presente. Queria que aquela fosse a única coisa em sua mente. E por um instante breve ela conseguiu se desligar.

Mas, ao se deitar de costas no colchão, com o corpo ainda trêmulo, o silêncio retornou como um espectro. Cassius deitou-se ao lado, satisfeito, e a puxou suavemente para perto, como se o simples gesto tivesse algum peso afetivo. Um carinho automático, quase ensaiado, como se intimidade fosse só a repetição de gestos previsíveis. Jane não conseguiu retribuir. Seu corpo estava ali, mas sua mente ainda se debatia em lugares que ele nunca tocaria.

Ela precisava de mais. Mais intensidade, mais distração, mais qualquer coisa que sufocasse as lembranças incômodas. Não era o prazer que procurava — era o esquecimento. E não iria parar... não enquanto ainda restasse qualquer vestígio daquele erro absurdo que havia cometido de deixar Jacob Black cruzar as barreiras que jurou manter intactas.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.