Entre o Céu & o Inferno

3 Capítulo 3 - Conhecendo.


Notas iniciais
Desculpem a demora, varias coisas. Espero que gostem e comentem. Bjs mil. ;) Ah obrigada, muito obrigada aos leitores, anônimos e não anônimos. E valew muito a quem favoritou a fic. Bjs

A tarde de ensaios havia sido cansativa para Rachel, ela era exigente, ensaiava exaustivamente até alcançar a perfeição, saira do teatro às 15:50h, teria um tempo para voltar para casa tomar um banho, comer algo e descansar antes do espetáculo da noite, caminhava pela calçada cheia de pedestres indo e vindo quando avistou do outro lado da rua um Starbucks, os olhos brilharam, precisava de um belo macchiato, aquilo iria ajudá-la a relaxar.

Atravessou a avenida e entrou no café, como sempre o lugar estava cheio, pessoas gritando seus pedidos, ela ficava impressionada, como pode esse lugar estar sempre cheio, deveria abrir uma franquia da Starbucks e deixar os palcos de lado, ganharia mais dinheiro e talvez, conseguisse sair do pequeno apartamento em que morava para um maior e mais perto do centro.

Estava quase desistindo, virou-se para sair do local quando esbarrou em alguém, a pessoa em questão carregava um grande e quente copo de café, o liquido escuro esparramou-se por toda a roupa de Rachel e da criatura a sua frente.

— Desculpe-me, eu realmente não vi.

— Sem problemas, acidentes acontecem!

Rachel sorri sem graça, a voz rouca e anasalada, uma voz bonita, poderia dizer que era uma voz sexy, sentiu-se bem, leve, mesmo toda suja de café. Foi quando levantou os olhos e viu, a sua frente uma figura espetacular. Ao contrário do que a figura pequena e frágil de Rachel passava, a garota era maliciosa, uma boa pessoa, mas totalmente ligada em alguns aspectos da vida, podemos dizer que, Rachel gostava de aproveitar a vida, adorava flertar, seduzir, sabia apreciar o que era belo, e sem sombra de dúvida, aquele ser sujo de café em sua frente era realmente uma beleza divina.

— Oh, nossa, é, fiquei sem palavras!

Quinn riu, a pequena humana era encantadora, via nos olhos da morena que, era uma garota boa, esforçada e também, abusada, independente e impetuosa, pensou consigo mesma que, aquela certeza de vitoria que o seu Senhor lhe passou talvez nao fosse tão certa.

Diferente dos demônios, os anjos tinham uma imensa facilidade de apegar-se aos humanos, existiam vários casos de anjos que, abdicaram de sua eternidade e santidade para viver com e como humanos, era uma decisão muito difícil a ser tomada, mudar de mundo assim, por uma pessoa.

Rachel refazia-se da surpresa de encontrar mulher tão bonita como a loira a sua frente, Quinn ria, um sorriso aberto e branco, pegou alguns guardanapos e limpou-se, fez questão de ajudar Rachel a limpar-se também, a pequena morena depois de alguns minutos resolveu tomar uma atitude, não podia deixar uma mulher daquelas ali, parada.

— Bem, eu faço questão de lhe pagar outro copo, e não aceito não como resposta.

Quinn riu, pegou uma mecha do cabelo escuro de Rachel que estava em seus olhos, e os colocou atrás da orelha bem feita.

—Bem, então, como não posso recusar, também faço questão que me acompanhe, e não aceito não como resposta.

— Então não recusarei, meu nome é Rachel, Rachel Berry.

Levantou a mão direita em um cumprimento, a loira tocou a mão quente e macia, seu polegar alisava as costas da mão menor, olhos conectados.

— Quinn, Quinn Fabray! Então, vamos?

A pequena concorda e segue a loira.

E lá estavam as duas, na fila para pegar seus copos, sorrisos sem graça, olhares de lado, observando uma a outra quando se pensa que o outro não está vendo, todo aquele clima de começo, de quem está se conhecendo, todo um clima de interesse. Sentaram-se em uma mesa próxima às grandes janelas, uma em frente a outra, olhos baixos e sorrisos tímidos. Quinn foi a primeira a falar.

— Então, me diz, o que você faz? Trabalha, estuda?

— Ah, sou atriz, na verdade estreei uma peça noite passada, olha ali.

Apontou para o teatro do outro lado da rua, pela janela do café era possível ver o pequeno letreiro com os nomes dos atores da peça teatral.

— Oh, mas então, estou conversando com uma celebridade?

Rachel ri fácil, a loira era encantadoramente agradável, e em sua mente não saia o pensamento de que aquela mulher era deliciosamente interessante.

— Não, não, quem dera, mas ainda não.

— Isso quer dizer que um dia vou ver seu nome em letras garrafais nos autdoors da Broadyway.

— Isso mesmo, em pouco tempo, se Deus quiser. E você, me diz, o que você faz?

— Bem, eu salvo pessoas.

Quinn não podia mentir, ela era um anjo, mas também não poderia dizer a verdade, preferiu omitir, afinal, ela realmente salvava pessoas.

— Então estou falando com uma médica!

Quinn sorriu, não tinha concordado, a morena que entenderá assim.

Continuaram conversando e cada minuto que se passara, Rachel flertava mais, e investia mais, a timidez do início já se dissipara, revelando uma Rachel ousada, que corria atrás do que queria, isso deixava a jovem loira ainda mais interessada, não conhecia esse sentimentos humanos só sabia que, queria a morena por perto, descobrir seus segredos.

Passaram-se uma hora e trinta e Rachel nem perceberá, levantou-se dizendo que precisava ir, mesmo não querendo. Estavam do lado de fora do café, uma em frente a outra.

— Eu preciso realmente ir, Quinn, mas eu quero te ver.

— Também quero te ver, Rachel.

— Vem me assistir hoje, vem ver minha peça, vou reservar uma cadeira especial pra você, e depois nos podemos jantar e nos conhecermos melhor, o que acha?

— Eu acho que você consegue tudo aquilo que quer.

Riram, Rachel não perdia tempo, encostou-se no corpo da mulher maior, deu-lhe um selinho demorado enquanto com a mão direita acarinhava a nuca de cabelos loiros, Quinn não entendia o que significava o calor que sentiu ao receber tal carinho, mas mesmo sem segundas intenções queria ficar mais tempo ao lado de Rachel.

— Hum, vou ficar te esperando, anjinho loiro!

Quinn achava interessante essas coincidências, mal sabia Rachel que Quinn era mesmo um anjo, trocaram telefones, e despediram-se com um forte abraço, antes de separar-se de vez, a morena colou a boca carnuda no ouvido da loira.

— Eu realmente não vejo a hora de te conhecer melhor!

Sorriu e afastou-se seguindo seu caminho, rindo provocante. Quinn ficou parada observando, falou baixo.

— Mas, o que se passou aqui?

Seguiu seu caminho também rindo.

Em outro canto da cidade, em um beco, sujo e escuro encontrava-se uma menina de mais ou menos seus 19 anos, morena, olhos de um azul piscina incríveis, corpo bem feito, lábios finos, estatura mediana. Estava encostada ao muro, olhos fixos no ser a sua frente.

— Você é incrivelmente bonita!

— Eu sei o que sou, criança, sei o que sou e o que quero! E você, sabe o que quer?

A jovem sorriu, puxou a mulher em sua frente contra seu corpo.

— Eu quero você!

Santana sorriu, adorava a inocência dos humanos, a facilidade com que se conquista e engana esses idiotas.

— Temos que ter cuidado com o que queremos, sabia?

— Eu só quero você, me beija? Deus, você é linda.

Santana fez uma careta, colocou seus braços um de cada lado da cabeça da menina, chegou perto dos lábios finos, e antes de toma-los falou.

—Oh pequenina, Deus não está aqui com você, agora!

Beijou a garota, a menina no início estava festejando de prazer, o toque de Santana podia proporcionar um prazer avassalador, poderia se chegar ao orgasmo só com um simples toque da morena, mas o que não se sabia era que, enquanto o prazer lhe dominava, suas forças eram sugadas por Santana.

A garota ficava cada vez mais fraca, Santana a beijava e alisava seu corpo, em um amasso forte, pernas se entrelaçando. A jovem já não aguentava mais aquela mistura de prazer e fraqueza.

— Para, chega, eu, eu, não aguento mais uhh...

Mas o demônio não iria parar, estava só começando, era maldosa e gostava de ver o sofrimento nos olhos humanos.

— Eu ainda nem comecei, minha criança.

Sorriso maligno, enquanto os olhos da menina transformavam-se em olhos assustados. Tocou o rosto pálido da garota, afastou os cabelos do pescoço e lhe deu a primeira mordida, arrancou-lhe um pedaço de carne, a garota gritou, Santana tapou-lhe a boca enquanto sorria e mastigava a carne recém arrancada do corpo.

— Você me queria, você me tem.

O desespero no olhar da garota alimentava Santana tanto quanto a carne da mesma, Não precisava se alimentar de carne, mas sim do pavor da garota que possuia. Santana mordeu cada vez mais, não a deixava desmaiar, precisava de seu desespero, aquilo a fazia feliz. Por último, quando já não podia mantê-la acordada e viva, Santana debruçou-se sobre o corpo retalhado e imóvel, beijou a face morta e disse-lhe.

— Obrigada, criança! O prazer foi todo meu!

Saiu andando pelos becos, feliz, alimentada, agora estava preparada, iria atrás de Rachel!

Notas finais
Desculpem os erros. ;)