Notas iniciais
Queridos leitores, tô decepcionada com a recepção de vcs. Recebi pouquíssimos comentários e tô me sentindo super tentada a não continuar com a fic, logo agora que estou com ideias super legais para um futuro próximo... Comentem, galera, isso estimula o autor, sério mesmo. De qualquer forma, espero que gostem e boa leitura, bjs

Tomei um banho gelado e lavei bem a cabeça na tentativa de me acalmar. Aquilo que Regina tinha feito era sacanagem comigo, dormir no sofá por algo besta daqueles... Tá, tudo bem que não foi tão besta assim, eu realmente tinha errado em não apresentar ela como minha mulher, mas mesmo assim, não merecia dormir no sofá.

Aquela era a primeira vez que dormiríamos separadas desde que fomos para o nosso apartamento, e eu sentia a falta de seu corpo contra o meu. Mesmo tentando conversar com ela durante o dia, sua opinião foi irredutível: eu ficaria no sofá e ela na cama.

A esperta tinha me deixado uma blusa e mais nada para vestir. Esperta, e depravada, penso eu. Saio do banheiro com os cabelos molhados e vou para a cozinha tentar preparar alguma coisa para comer, já que ela não saía do quarto de jeito nenhum e a fome já estava batendo super forte.

Pego um pão, passo manteiga, coloco um queijo e voila: está pronto um maravilhoso sanduiche a la Emma Swan. Ponho o restinho de refrigerante que tinha sobrado do almoço em um copo e volto para a sala, pelo menos eu tinha a televisão para me fazer companhia.

– Isso não é janta, Emma. – Regina falava, saindo do banheiro. Eu amava Regina pós-banho. Sua pele cheirando a maçã, seu sabonete favorito tinha fragrância dessa fruta, seus cabelos molhados caindo pelos ombros... Afastei os pensamentos pecaminosos da mina cabeça na falha tentativa de me conformar que eu dormiria longe daquele corpo por pelo menos uma semana.

– É o que eu soube fazer. – respondo meio sem jeito, eu era uma negação na cozinha mesmo.

– Então tá... – disse, e foi para o quarto sem me dizer mais nada. – Boa noite, Swan.

– Boa noite, Mills. – respondo no mesmo tom e volto a comer meu delicioso pão com queijo.

Fiquei até tarde vendo televisão. Era sábado, então eu poderia dormir até mais tarde no dia seguinte. Meu cansaço físico e mental era tão grande que, quando ele bateu, eu só tive tempo de desligar a tv e me cobrir.

– SQ –

Sinto algo puxando minha coberta para cima e me levanto de sobressalto.

– O quê? Aonde? Como? – Já vou perguntando. Mesmo com a pouca luz presente no local consigo perceber que era Regina.

– Cala a boca e chega mais para o canto. – Determina, autoritária.

– Ué? – meu rosto se contorce em uma interrogação. – Pra quê?

– Eu vou dormir aqui com você. – ela fala em um sussurro rápido, claramente envergonhada. Decido brincar mais um pouco com ela.

– Vai dormir comigo porque...

– Por que eu tive um pesadelo, a cama tá fria e eu sinto sua falta. – Suspira, depois de falar a frase anterior praticamente correndo. – Agora deixa eu deitar aí, vai.

Sem reclamar, me encolho ao máximo no sofá e ela deita seu corpo praticamente em cima do meu. A envolvo em meus braços e, antes que ela pudesse cair no sono, murmuro em seu ouvido.

– Te amo, Regina.

– Eu também te amo. – Me responde. – E é isso que me assusta.

Ouço sua respiração ficar mais suave, calma, e sei que ela está dormindo. Se dependesse de mim, nossa vida seria para sempre daquele jeito. Nós duas abraçadas e juntinhas para sempre, de preferência numa cama e não num sofá.

Não demora muito para que eu adormeça também.

– SQ –

Acordo com um dos braços dormente e vejo que Regina o usava como travesseiro. O outro repousava em sua cintura, assegurando que ela ficaria perto de mim a noite toda, e a protegendo contra qualquer coisa que pudesse acontecer.

Me movimento no sofá e sei que ela vai acordar, seu sono era muito leve. Deposito, de forma bem desajeitada, um beijo em seu ombro. Não consigo ver seu rosto, mas sei que ela está sorrindo no momento.

– Bom dia, amor. – murmuro contra seu pescoço e sinto seu corpo se arrepiar contra o meu. – Hora de levantar, você prometeu que me levaria para conhecer seus pais hoje.

– Shiu... – ouço sua voz sonolenta e manhosa me mandar fazer silencio. – Eu quero dormir, tive uma noite péssima.

– Se você não tivesse com essa ideia absurda de me deixar de castigo, nada disso teria acontecido.

– Tá bom... – se deu por vencida e falou com a voz mais firme. – Vamos nos arrumar e eu te levo para conhecer meus pais.

Ao contrário da maioria das pessoas, eu não estava nervosa em conhecer os pais da minha namorada. Nem um pouquinho. Eu estava muito animada, muito ansiosa, mas nada de nervosa. Passei os seis meses de nosso relacionamento enchendo a paciência dela para que ela me levasse para conhecer seus pais, eu precisava de uma família e tinha a mais absoluta certeza que a família Mills me acolheria muito bem.

Levantamos do sofá e fomos tomar café da manhã. Nossa casa precisava urgentemente que fosse feito mercado, essa ideia errada de comprar comida de pouquinho em pouquinho iria nos levar a falência.

– Precisamos urgente fazer mercado. – Digo, tirando-a de seus pensamentos.

– Verdade... – ela encarava a xícara de café a sua frente. – Prometo que a gente faz isso essa semana ainda, pode ser? – Me diz, buscando minha mão por cima da mesa e dando um leve aperto ali.

– Tudo certo então. – Respondo e terminamos nosso desjejum em silêncio.

Tomamos nosso banho juntas. Havia virado comum para a gente isso de tomar banho juntas, maioria das vezes não era só um banho, mas naquele dia tinha sido pois estávamos atrasadas e, principalmente, eu estava de “castigo”.

Aquela mulher era a minha perdição, definitivamente. Mesmo com o meu “castigo”, ela fez questão de me provocar durante todo o banho. Pediu para eu esfregar as suas costas, deixou o sabonete cair umas duas vezes apenas para se abaixar de forma sensual e, como se não bastasse, tocou em minhas partes intimas “sem querer” por diversas vezes. Oblíqua, dissimulada... Fazia jus ao apelido de Capitu.

Nosso banho terminou e fomos em busca de roupas. Escolho um short jeans folgado e desfiado nas pontas, nada muito curto, e uma camiseta de super-herói. Não queria que a primeira impressão da família de Regina fosse de mim como uma piriguete, mas também não queria que eles achassem que eu fosse o que eu não sou. Ela colocou uma saia, também jeans, e uma blusinha de alça.

Terminamos de nos arrumar e saímos de casa. Era mais ou menos umas 11 da manhã, e não queríamos chegar lá de mãos vazias, então paramos numa loja de vinhos e compramos um.

– Tá nervosa, amor? – Me pergunta Regina, desviando os olhos da rua e olhando para mim.

– Se eu te disser que não estou nervosa, você acredita? – Sorrio e descanso a mão esquerda sobre sua coxa.

– O pior é que eu acredito. – Ela ri e continua – mas não tem motivo para ficar nervosa mesmo não, meus pais são uns amores de pessoas.

– Se forem que nem a filha, eu já amo antes mesmo de conhecer.

Nessa hora, o sinal fecha e eu recosto minha cabeça em seu ombro, sendo afagada por ela. O caminho para a casa de seus pais foi todo feito em silêncio, eles moravam em um condomínio quase fora da cidade.

Depois de algum tempo, conseguimos chegar lá. Me espanto com o tamanho do lugar, era imenso.

– Regina. – a chamo pelo nome, enquanto ela diminuía a velocidade e abaixava o vidro do carro para ser reconhecida pelo porteiro. – você nunca me disse que era rica.

– Eu não sou rica. – afirma, olhando para mim e se guiando através das casas. – meus pais que são.

Os pais dela não eram ricos, eram multimilionários. O condomínio era formado por casas, e não por apartamentos. Cada casa tinha, no mínimo, dois andares, piscina, garagem para quatro carros e um quintal gigante. Não era como se eu não estivesse acostumada a aquilo tudo, claro que eu estava, meus pais trabalhavam no ramo da política e dinheiro nunca foi algo que me faltou, mas... era impossível mentir, eu estava chateada por Regina ter me escondido aquilo sobre a vida dela.

– SQ –

Paramos em frente a maior casa daquele condomínio. Na frente possuía um jardinzinho e, assim que descemos do carro, um cachorro dálmata foi nos recepcionar.

– Pongo! – gritou Regina, enquanto abria o pequeno portão com dificuldade. – Que saudade, meu filho. – Ela tinha se agachado no chão e acariciava o cachorro, que arfava, corria e lambia ela, fazendo festa para a dona.

Eu estava parada no portão observando a cena e ela, depois de pouco tempo, percebe, se levantando e pegando na minha mão.

– Pongo. – Chamou, com a voz firme. O cachorro ouviu e ficou parado. – Senta. – deu a ordem e o cachorro sentou. – Essa é a Emma, cumprimente ela. – Para a minha surpresa, o cachorro levantou a pata, como se fosse apertar a minha mão. Como a pessoa educada que eu era, me abaixei e cumprimentei o cachorro de volta, logo fazendo carinho em sua cabeça.

Minha namorada, que observava aquela cena com um sorriso nos lábios, logo me chamou para entrarmos. Sabe aquele nervoso que não estava presente antes? Pois bem, ele tinha acabado de aparecer. Apertei com mais força a sua mão e ela percebeu a minha mudança.

– Tá nervosa agora, Swan? – provocou.

– Um pouco, talvez muito. – Respondo, parando na frente dela e encostando minha cabeça em seu ombro. Suas mãos sobem para a minha cintura e ela me puxa para si, colando nossos corpos, coloco as minhas em seu pescoço.

– Já disse que não tem motivo para nervoso, amor. – Me fala calmamente olhando em meus olhos. – Se eu te der um beijo, você vai ficar mais calma?

Indico, com um aceno de cabeça, que ficaria mais calma ao ganhar um beijo. Ela inclina seu rosto para frente e eu completo a distância entre nossos lábios, num beijo calmo. Regina tira uma de suas mãos da minha cintura e a leva para o meio dos meus cabelos, puxando meu rosto mais para si numa tentativa de aumentar o contato entre nossos lábios já esmagados um contra o outro. Sua língua serpenteia para dentro da minha boca e eu receptivamente a aceito. Regina para abruptamente o beijo e me leva para o lado da casa, um corredor que ligava o jardim ao quintal.

– O que foi que... – Começo a perguntar, mas ela não me dá tempo de resposta, me prende na parede com o seu corpo e cala a minha boca com os seus lábios. – Regina... – tento falar por entre o beijo e ela desce sua boca para o meu pescoço, dando leves chupões lá. – Amor, seus pais podem aparecer. – Tento alertar e solto um gemido quando ela aperta meu seio por cima da blusa.

– Ás vezes você é muito melhor calada do que falando. – Me repreende e continua com as provocações. – Meus pais não vão aparecer aqui, bote fé. – Assegura.

Decido me deixar levar e viro o pescoço mais para o lado, dando livre acesso para ela. Suas mãos estavam em todos os lugares do meu corpo, cintura, pescoço, seios, quadris, bunda, coxas e, vez ou outra, serpenteavam para a minha intimidade, já encharcada por baixo da calcinha.

Minha namorada puxa minha perna direita e rodeia sua cintura, busco o apoio em seu corpo, fazendo com que fiquemos mais imprensadas uma contra a outra ainda.

– Eu não consigo resistir a você, Emma. – Fala, soltando minha perna e se afastando para respirar. Eu suspiro com a falta de proximidade de seu corpo ao meu e ela rapidamente me abraça e me beija outra vez, dessa vez mais lentamente do que nas anteriores. Desce a mão para a minha bunda e aperta com força, sem parar o beijo. Continua com a mão lá e ouvimos um pigarreio.

Minha mente grita “FUDEU!” e Regina rapidamente se afasta de mim, com um sorriso amarelo no rosto. Eu abro os olhos e vejo um senhor e uma senhora, provavelmente meus sogros, nos encarando com uma expressão divertida no rosto. Fico corada instantaneamente, eles mal me conheceram e já devem me achar uma pervertida.

– Mãe, pai. – Diz Regina segurando minha mão. – Essa é Emma Swan, minha namorada.

"Quero um beijo sem fim,
Que dure a vida inteira
E aplaque o meu desejo
Ferve-me o sangue:
Acalma-o com teu beijo."

Notas finais
1) o verso do final é de Olavo Bilac, ele tem relação com os beijos entre Regina e Emma, tendo em vista que elas amam se beijar né kkkkk 2) Se eu tiver pelo menos 10 comentários até 9 da noite eu posto outro capitulo ainda hoje. 3) Vocês perceberam que eu aumentei o tamanho dos capítulos, né? A tendência é ir aumentando gradativamente. 4) COMENTEM!!!!!!!!!!!