Notas iniciais
Vocês comentaram tanto no final de eoceom que eu tive que vir aqui postar logo a segunda temporada uhauahauh Bem, essa segunda fic terá uma pegada meio diferente da primeira, então espero que vocês gostem. Bjs e vejo vcs lá embaixo.

- Para, Emma! – Eu gritava, correndo pelos cômodos de nosso novo apartamento. Sim, nosso apartamento. Desde que havíamos voltado da Bahia, muita coisa tinha acontecido. Emma tinha se formado no colégio e estava cursando direito na faculdade, eu havia começado meu mestrado em Letras e nada em nossa vida poderia ser melhor.

Nosso apartamento não era grande, pois meu salário de professora não era lá dos melhores e eu não queria abusar da mesada generosa que Emma recebia da mãe. Tinha uma cozinha americana, dois quartos, um banheiro e uma sala de estar. Era perfeita para nós, um casal no começo da vida.

- Vem cá, vem. – Ela corria atrás de mim no intuito de me fazer cocegas, mesmo ela sabendo que eu odiava aquilo. Nossa risada ecoava na casa, e eu tentava não rir e ser séria, mas era impossível, Emma era uma criançona mesmo.

Entro no nosso quarto correndo, ainda estava meio bagunçado com as nossas coisas, mas a gente não se importava. Estava bem melhor do que no primeiro dia, que dormimos num colchão na sala, e nos amamos até o amanhecer. Tropeço em uma caixa e caio em cima da cama, com as costas contra o colchão. Minha loira sorri, vitoriosa.

- Agora você não tem como escapar. – Se aproxima de mim e coloca suas pernas uma de cada lado do meu corpo. Antes que ela comece a fazer qualquer coisa, alerto:

- Se você fizer cócegas em mim você vai dormir na sala por uma semana, estamos entendidas?

Seu rosto se contorce em uma careta e é a minha vez de sorrir com a minha vitória. Continuo a provocação.

- Estamos entendidas, senhorita Swan?

- Sim, professora gostosa. – Ela continua sentada em cima de mim e suas mãos pairam uma de cada lado da minha cabeça, seu rosto a centímetros do meu. Não importava quantas vezes estivéssemos daquele jeito, meu coração sempre palpitava, sempre acelerava com a proximidade entre nossos corpos.

- Aluna boa é aluna que entende e obedece. – Digo e ela se abaixa para me beijar rapidamente. Sai de cima de mim e eu logo sinto a falta do peso de seu corpo por cima do meu. – Volta aqui, amor.

- Nem rola. – Me responde, parada na porta do quarto. – Alguém tem que sair para comprar alimento.

- Sua mulher aqui, louca por você e você pensando em comida? – pergunto, indignada.

- Vamos comigo comprar comida, e quando a gente voltar eu vou comer outra coisa. – fez uma cara safada e eu pude captar as segundas intenções. Levanto da cama muito contrariada e vou procurar uma roupa para vestir, forçando Emma a perceber que suas roupas no momento também não eram as mais adequadas para ir para a rua, estávamos só de lingerie.

-SQ-

Eu dirigia o carro em silêncio e Emma cantava uma música qualquer que tocava no rádio.

- A gente ainda nem casou e eu já estou considerando o divórcio. – Interrompo sua cantoria e ela percebe que eu estou brincando, não antes de querer saber o motivo.

- Ué, por que?

- Porque você canta muito mal, Emma! – dou risada e estaciono em frente ao Shopping, onde iríamos almoçar.

- Canto mal, mas você me ama. – descemos do carro e seguimos andando de mãos dadas para a praça de alimentação. Emma parecia uma criança, querendo entrar em cada loja, olhar cada objeto, curiosa que só ela.

- Amor, se você não sabe, eu quero almoçar ainda hoje, ok? – Chamo, tirando um bibelô da mão dela. – E eu tenho algo muito bom para fazer em casa.

- Você é muito chata, meu Deus. – Faz birra e eu acho fofo.

- Sou chata, mas você me ama. – Repito o que ela disse antes. Minha loira faz um bico e eu roubo um selinho rápido e discreto. – Vamos, você tem que estar bem alimentada para hoje a tarde, minha bebê.

Emma quer comer fast food. Bate o pé e faz birra que nem uma criança, mesmo sem estar afim de discussão, digo que ela não vai comer hambúrguer e batata frita no almoço. Decidimos comer carne, e ela reclama o tempo todo que sente saudade da moqueca da Bahia.

Mesmo não tendo comido da moqueca, eu também sinto saudade.

Tudo aconteceu muito rápido, num minuto Emma sentada de frente para mim e no outro ela estava sendo abraçada por uma mulher de cabelos castanhos.

- Emma, quanto tempo. – dizia a mulher, segurando minha namorada na cintura e a observando de cima a baixo. – Você está mais bonita do que nunca.

- Obrigada. – Emma sorria, claramente confortável com aquele toque em sua cintura. Meu sangue começou a ferver. – Você também está linda, Belle. Deixa eu te apresentar Regina.

Minha namorada aponta para mim e a morena sorri falsamente. Retribuo o sorriso e murmuro um olá.

- Ela é...

- Uma amiga, Regina é minha amiga. – O QUÊ? Emma tinha mesmo me apresentado como uma amiga dela? Não dou tempo de arquear as sobrancelhas e mantenho meu rosto no seu melhor modo “paisagem”.

- Ah, sim... – suas mãos continuavam na cintura de Emma e eu já estava ficando incomodada com a falta de noção de Emma. – Foi um prazer te rever, Emma. – Diz, beijando cada lado da face dela, perto demais da boca na minha opinião. – Tenho que ir agora, mas vamos marcar de fazer alguma coisa.

Elas trocaram números e agiram como se eu não estivesse ali por mais alguns minutos, até que a morena, conhecida como Belle, precisou ir realmente embora.

- A Belle conversa, né? – Emma sentou no mesmo lugar de antes, buscando minha mão para segurar. Eu desviei e fui incisiva:

- Nossa senha foi chamada agora. Pegue a comida e me encontre no carro, não demore. – Levanto e largo Emma lá, tinha perdido a pouca paciência que ainda me restava.

- SQ –

Estou sentada dentro do carro com a cabeça encostada contra o volante. O rádio toca alguma coisa que eu não estou com paciência para distinguir o que é. As perguntas rodeiam minha cabeça, questionamentos da forma como Emma me apresentou, questionamentos que colocavam em xeque meu relacionamento com ela.

Os seis meses que passamos juntas foram maravilhosos, mas não sei se Emma tem a maturidade necessária para o que traçamos para a gente.

Batidas no vidro me tiram dos meus devaneios e eu destravo o carro para a loira entrar. Ela trazia dois potes de isopor, provavelmente com a comida dentro, e uma garrafa de refrigerante. Sem dizer nada eu dou a partida no carro e faço o caminho de volta para casa silenciosamente, ela sabia que não adiantava falar comigo naquele momento, porque a minha reação seria a pior possível.

Os cinco primeiros minutos que se passam no trajeto entre o shopping e o nosso apartamento parecem demorar uma eternidade. Evito trocar olhares com ela e me mantenho focada no caminho na minha frente.

- Regina... – Me chama com a voz manhosa.

- O quê, Emma? – pergunto, rispidamente. A raiva que eu sentia no momento era impossível de ser controlada, e eu também não queria controlar.

- Deixa de bobagem. – Fala, e coloca a mão sobre a minha coxa, ato comum durante todo o período de nosso namoro. Não respondo nada e me mantenho focada na direção. – Eu não quero brigar com você...

- E você está vendo alguém brigando aqui?

- Amor, deixa de ser grossa comigo, vai. – Sua voz continha um leve tom de arrependimento, e eu ia fazer ela se arrepender mesmo.

- Não estou sendo grossa, estou sendo fria.

- Tá. – tira a mão que repousava em minha coxa e cruza os braços fazendo bico. O resto do percurso se resumiu em eu perdida em pensamentos e ela emburrada.

- SQ –

Chegamos em casa e Emma mal espera eu desligar o carro e já vai descendo. Era só o que me faltava, agora ela que está chateada comigo, como se eu que fosse a errada. Também não procuro briga, respiro fundo umas mil vezes e desço, indo atrás dela.

Chego no hall e ela está esperando o elevador, linda como sempre. Emma tinha mudado muito desde o dia em que nos conhecemos. Seus cabelos loiros, antes cacheados, agora caíam lisos, retos pelas suas costas e estavam mais longos. Seu rosto parecia mais maduro, mais mulher. Seus corpo, esse eu nem falo. Seu corpo era a perfeição esculpida, cintura fina, peitos na medida, uma bunda maravilhosa de se apertar. O pensamento de que aquela mulher era minha assombrava minha cabeça, meu maior medo era não conseguir ser o suficiente para ela.

O elevador chega e subimos para nosso “apertamento”, como fora carinhosamente apelidado por nós.

Comemos em silêncio, o único barulho presente era o de nossas mastigações e de nossos talheres batendo no prato.

- Precisamos conversar. – Informo.

- Essa frase nunca antecede coisa boa. – tenta brincar e eu sorrio levemente, mas meu sorriso não atinge os olhos. – Amor, me desculpa.

- Não, Emma. – Digo, recolhendo os pratos e indo para a cozinha. Ela me segue. – Eu estou há meia hora tentando entender o motivo de você não ter me apresentado como sua mulher. – ela engole em seco. – Ou pelo menos como sua namorada, parceira, sei lá... qualquer coisa, menos amiga.

- Quantas vezes eu vou ter que te pedir desculpa?

- Mil vezes, Emma! – Grito, em exasperação. Era impossível que ela não entendesse as coisas. – Além de não ter me apresentado devidamente, você ainda deixou aquela mulher lá descansar as mãos em sua cintura... Ela quase te beijou.

- Não me grite. – Respondeu, no mesmo tom que o meu. Estávamos a poucos centímetros uma da outra e eu já podia prever a forma como aquilo iria acabar. – E ela em momento algum me beijou.

- Eu não disse que ela te beijou, eu disse quase. – Ando em sua direção e ela recua. Continuo andando. – Eu não sei o seu motivo para mentir para ela, e, sinceramente, não quero saber, não agora. – Minha voz era baixa, rouca, e eu queria fazer o máximo para prender ela ali naquele momento. Suas costas encostam na parede e nós duas sabemos que aquele jogo estava perdido para ela. Coloco as mãos uma de cada lado de sua cintura, a impedindo de sair. – Entenda que, mesmo você negando para quem quer que seja, você é minha, Emma Swan. – Colo meus lábios aos dela e ela se inclina para me beijar, então tiro minha cabeça rapidamente. – Você pode negar para quem você quiser, mas quando você entra nesse apartamento, nesse lugar que a gente vai construir a nossa vida, você se torna minha, entendeu, senhorita Swan? – Pergunto e espero sua resposta.

- Entendi.- me responde com a voz fraca. Prenso mais seu corpo com o meu na parede.

- Entendeu o quê?

- Entendi, senhorita Mills.

- Agora sim. – Sem dar mais tempo para ela pensar, enfio minhas mãos em seus cabelos e a puxo para me beijar. Invado sua boca com minha língua e mordo forte o lábio inferior dela. Suas mãos curiosas correm para a minha cintura e eu as tiro rapidamente. – Você não vai me tocar, Emma.

- Aaaaah... – Ela faz muxoxo.

- Você é muito melhor calada.

A beijo novamente, dessa fez mais violentamente e ela geme em aceitação. Mantenho uma mão em seus cabelos e a outra corre para a sua coxa, levantando-a e deixando-a se entrelaçar em meus quadris. Estamos vestidas ainda, mas tenho a certeza de que Emma já estava molhada e esperando por mim. Roço nossos corpos mais uma vez, paro o beijo e largo ela recostada na parede da cozinha.

- Amor? – Ouço sua voz me chamando e sei que ela vai atrás de mim. Pego seu travesseiro, uma coberta e uma blusa folgada, arrumo tudo e jogo em cima do sofá. – É o quê isso, Regina? – Me pergunta, sem entender o porque de eu tirar aquelas coisas do nosso quarto. – Não me diga que...

- Você vai dormir no sofá. – Respondo, curta e grossa.

- Mas porque?

- Por que eu disse que não queria saber o motivo de você não ter me apresentado como sua mulher. – Vou até o quarto e falo, da porta. – Não disse que tinha te perdoado. Sofá por pelo menos uma semana, Swan.

Eu olho profundamente nos seus olhos

Eu toco você cada vez mais

Quando você vai embora, imploro para você não ir

Chamo seu nome várias vezes seguidas

É tão engraçado tentar explicar

Como estou me sentindo, a culpa é do meu orgulho

Porque eu sei que não entendo

Como seu amor pode fazer o que ninguém mais pode



Notas finais
Essa parte do final aí é de nossa querida Beyonce kakaka (vcs n esperavam que eu soubesse poema sobre tudo na vida, né)
Espero que vcs tenham gostado, vejo vcs nos comentários.