Entre o Céu e o Inferno
1 Capitulo I
Ao fundo, uma música tocada por instrumentos de corda. Era suave, calma, tranqüilizava os corações aflitos dos bêbados. Uma era maldita para humanidade. Não havia mais honra. Estava sentado na cadeira de uma Taverna, bebendo um copo de vinho. Era alto, cabelos negros e tinha um chapéu de abas largas, que ocultavam sua face. Bêbados discutiam ao seu lado, enquanto do outro lado havia brigas, de socos e ponta pés.
- Mas alguma coisa senhor? – Perguntou a mulher que trabalhava por ali. Vestia-se como uma Prostituta, e tinha um sorriso sensual nos Lábios. A pele era Branca, e pode ver que seus olhos eram do Mais negro possível. Com frieza, respondeu:
- Não. – E terminou de beber seu Vinho, levantando-se para sair. Afastou a mão da mulher Logo que ela havia encostado-se a seu ombro esquerdo. E um pouco assustada, recuou, atrás de outro cliente. Então foi logo saindo, quando então uma Figura havia entrado, e na mesma hora o reconheceu, fazendo-o parar. Era um Jovem rapaz de pele branca. Seus cabelos eram dourados e seus olhos eram de um Azul Faiscante. Tinha um Sorriso sereno no rosto.
- Asura – Disse o Homem, sem se aproximar. Pode perceber que ele encostava-se ao cabo de sua Espada. “Asura” Não havia ouvido aquele termo ainda, devia ser um termo de outra religião, quem sabe.
- Não haviam me chamado assim antes. – Disse o Asura, para o Rapaz. – Diga o que quer Anjo. – Disse ele calmamente. O Anjo sorriu, e fez um movimento com a mão, apontando para uma mesa.
- Apenas, conversar. – Disse, indo em direção a Mesa, esperando que Asura o seguisse. Na mesma Hora, a cantoria parou. Os Bêbados por ali se silenciaram. A maioria eram Guerreiros que estavam sem ocupação e tinham dinheiro para gastar com mulheres, todos estavam armados. Por isso, não tinha planos para iniciar uma Briga com o Anjo, sabia qual era o poder deles, como podiam influenciar as pessoas. Naquela época, os demônios não eram uma ameaça. Não por enquanto. Sentou-se a Mesa, observando o Anjo, que logo começara a falar:
- Vim falar sobre algumas coisas que tem ocorrido. Conflitos entre o Céu e o Inferno. – Disse, com um tom de Voz Cheio de Seriedade.
- O que eu tenho haver com Isso? – Indagou o Asura.
- Você sabe muito bem, você é um Deles. Como dizem os Cristãos? Demônio. – Deu um sorriso leve quando ele o chamou de Demônio, como se gostasse daquele nome.
- Sabe que deixei essa Guerra há tempos. Eu vivo tranquilamente. Às vezes tomo alma de humanos corrompidos. Não faço nada de errado. – Disse arqueando uma sobrancelha. O anjo pareceu irritado, e falou de forma mais dura, querendo impor.
- Você não saiu da Guerra Oficialmente. Ainda é um soldado. Vim aqui em paz, mais você ainda não percebeu todos esses assassinatos e mortes? Os humanos ainda acreditam que um homem só poderia fazer tudo isso. A guerra que travamos entre o céu e a terra atinge os Humanos. Os demônios não ligam pra eles. Eu tenho dever de proteger eles. – Disse ele aumentando o tom de voz, de forma significativa. Atraindo a atenção de alguns Homens, porém com um olhar, afastou-os fazendo os voltar a beber, mais ainda em silêncio.
- você ainda luta pelos humanos? Não vê a sua volta? Todos esses humanos tem almas corrompidas. São cheios de Ganância e ódio. Só de sentir o cheiro deles, me sinto enojado. Tenho comido mal por três séculos. Não existem homens de bom Coração – Disse o Demônio, ainda de forma Ríspida.
- Ainda existem sim homens Descentes. – Disse o Anjo levantando-se. Podia ver que seu ódio aumentava. Deviam ser seres de coração puro, guerreiros de Honra. Só que sentia que o ódio do seu coração. Isso acontecia graças a presença do demônio. Ele não exercia esse poder aos humanos, apenas quando queria, mais era natural entre o anjo e o demônio. Eram inimigos naturais, com quase a mesmo poder.
- Diga logo o que você quer Anjo – Disse, sem sair da sua posição. O Anjo suspirou falando.
- Quero que você nós de o poder maior deles. Quero você lutando conosco. Mesmo sendo um demônio sujo, precisamos de alguém mais forte. – O Demônio deu uma pequena risada.
- Você me insulta com essas palavras. Não estou metido nessa guerra. E mesmo que estivesse você acha que realmente eu trairia os meus compatriotas? — Disse levantando, virando as costas. – Nossa conversa acaba aqui. – E foi seguindo andando, para fora da taverna. Quando ouviu o Anjo gritando para ele.
- Então a Verdadeira Guerra começa aqui. – Então ele desapareceu numa luz intensa, que poderia cegar qualquer um. Na mesma hora, a cantoria voltou acontecerem, os bêbados gritavam e brigavam. Tudo como estava antes dele chegar. Suspirou, virando as costas e saindo da taverna.
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