Entre o Céu e o Inferno
2 Capítulo II
Novamente, estava cercado por Anjos, parecia que Gabriel queria poupar seus homens, queria o enfraquecer. A Fúria do Asura só crescia a cada momento. Faziam poucas semanas após o Encontro com o Anjo. No final, ele era um mensageiro, se o matasse não teria problema. Ou teria, Gabriel poderia vir lhe matar em pessoa por matar seu mensageiro, ninguém podia saber como aquele anjo estava, o humor dele mudava como a lua.
Já era bem de noite, e a quantidade de Anjos que lhe cercavam era baixa. No máximo três, com um pouco treinamento. Na sua época, se fazia anjos melhores. Esquivou do golpe de um com facilidade, acertando sua face com o punho esquerdo, parando a espada do segundo com seu braço. Ao sentir o contato daquela Lamina com seu braço sentiu uma queimação, como se uma memória antiga fosse relembrada. Segurou com força seu braço, enquanto socava seu estomago usando um dos punhos, até que ele caísse incapacitado no chão. O ultimo anjo era um dos mais fracos que se podia imaginar. Tinha medo de se aproximar demais do Demônio, mais mantinha sua espada sagrada apontada ainda para o Demônio. O mesmo riu, cuspindo no chão. Ele nem mesmo soava. Sua face estava oculta como sempre por um chapéu de abas retas.
- Saia. Antes que eu o mate. – Disse o Asura, olhando-o nos olhos. Podia sentir o terror do Anjo, o medo. Suspirou, dando risadas.
- As vezes vocês me fazem rir bastante. Todos vocês são os reflexos das boas ações, da parte boa do Ser humano e temem a morte? Você é tão desonrado quanto um bêbado que trai sua mulher com qualquer outra prostituta, que vende tudo que tem só por um cálice de vinho. Você merece a morte. – Disse aproximando-se dele, e tomando a espada de sua mão, batendo em seu rosto, vendo-o cair no chão.
- Você é como um Humano. – Disse apontando a espada para a sua garganta e a atravessando, olhando-o nos olhos enquanto via seu corpo desintegrar, transformando-se em uma luz dourada. Não tinha mais o que fazer por ali, por isso seguiu dali, a passos rápidos.
Em poucos minutos ele já estava em uma estalagem, em seu quarto. O local era ao mínimo limpo, porém não tinha conforto. Ele se lembrava das prisões do inferno, o que faltava apenas era tortura. Tirou sua camiseta, e seu chapéu, deixando a mostra seu peito nu. Seu corpo era musculoso, mais tinha a pele pálida, como de um cadáver. Sua face era mais surpreendente: os cabelos eram longos e negros, e iam até seus ombros. As sobrancelhas eram arqueadas, enquanto seus lábios eram finos. Seus olhos eram de uma cor vermelha vivo como o fogo. Tinha um sorriso calmo no rosto. Transmita um olhar sereno.
- E a primeira vez que vejo sua face. – Pode se ouvir uma voz feminina no local. O asura na mesma hora pode notar.
- O que faz aqui? – Disse calmamente para ela, fitando-a. Victoria era um Demônio da Luxuria. Ela tinha os cabelos loiros, os olhos de cor púrpura, o corpo bem definido, Seios grandes.
- Visitar um velho amigo, não posso? – Disse Victoria. Mas, o Asura sabia que não era só isso. Sempre que ela ia atrás dele, seria para: Pedir ajuda ou passar um recado de algum outro demônio.
- Diga logo. – Disse ele Rispidamente, olhando pela pequena janela do local. Logo sentiu suas mãos envolvendo seu corpo, enquanto ela dizia.
- tenho um pedido pra você... – Começou a dizer ela, dando alguns beijos em seu pescoço. Asura a afastou.
- Preciso que você ajude-me nessa guerra. Mate o máximo de Anjos, mate o Arcanjo. Tome o Poder entre os dois mundos. – Disse ela, se aproximando dele novamente, mais ele a rejeitou.
- Você sabe muito bem porque sai dessa guerra, e não irei voltar tão cedo. – Disse ele, friamente. Fitando sua face. Ela suspirou como se compreendesse aquilo.
- Somos seus Compatriotas apesar de tudo. Precisamos de ajuda, mesmo com maior número de homens, os Anjos estão ficando mais forte a todo o momento. Se precisar de mim, basta apenas me chamar. Caso queira aceitar isso... Até lá. – Disse Victoria, que já não estava mais presente no quarto. Deitou-se na Cama, fitando o teto, pensando um pouco.
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