Entre o Amor e a Música.
32 Capítulo 32
Notas iniciais
A noite não tardou a chegar para Naruto que passara o resto da tarde alheio ao mundo enquanto rabiscava algumas músicas em seu caderno.
– Ei... – Hinata o chamou.
– Hm?
– Realmente está tudo bem?
– E por que não estaria?
– A situação com meu primo a algumas horas te diz algo?
Ele suspirou, fechou o caderno e o deixou sobre a mesa de centro.
– Já conversamos sobre isso. E como eu disse antes, estaria mentindo se dissesse não estar irritado com aquilo, mas não foi sua culpa. Apesar de detestá-lo, eu nunca imaginei que aquele maluco pudesse fazer algo como agarrar a própria prima... Enfim, não estou chateado com você, mas são acontecimentos como esse que podem me dar uma boa inspiração.
– Hm... Eu não deveria ser uma inspiração melhor? – perguntou ela em um tom provocativo.
Com um rápido movimento ele sentou no sofá de forma que pudesse se inclinar sobre ela. Com um olhar que no começo ela não soube classificar, ele abriu alguns botões da blusa dela, deixando parte de seus seios à mostra.
– E quem disse que você não é a melhor inspiração que possuo? Você nunca percebeu que as minhas composições são afetadas por você? Como minha música tende a tons mais sombrios quando você está longe, ou a tons mais românticos quando está perto? – ele a puxou para o colo dele deixando o rosto dela ainda mais próximo. – Não existe nenhum aspecto seu que não me sirva de inspiração.
O beijo veio em seguida. Lenta e intensamente, ele levou ambas as mãos até a cintura dela e pode senti-la arrepiada apenas com aquele toque. Com um sorriso satisfeito ele beijou o pescoço dela enquanto subia as mãos até os firmes seios.
– Hm... Você sabe, não podemos...
A voz ofegante dela denunciava o quanto os desejos de seu corpo rejeitavam a ideia de não tê-lo. Seu coração batia com tamanha força que era possível ouvir as batidas. Sentia a pele arrepiada, toda aquela queimação no peito enquanto o ar começava a faltar. O toque dele em seus seios, os beijos pelo pescoço ou em sua boca, ele a enlouquecia.
– Isso é injusto...
Ele subiu uma mão até o rosto dela correndo um dedo pelos lábios rosados e em seguida bagunçou segurou um punhado dos cabelos azulados para puxá-la pelo pescoço a fim de aproximar seu rosto outra vez. O terceiro beijo foi mais rápido e intenso que os demais e terminou com ela levantando do sofá enquanto abotoava a camisa, mas parando para encará-lo.
– Mas eu acho que podemos tomar um banho...
Ela deu um sorriso tímido enquanto desabotoava a camisa outra vez, após tirá-la por completo, a jogou no sofá e subiu as escadas com ele logo atrás.
As horas correram rápido, logo a madrugada já estava a toda quando Hinata surpreendeu Naruto ao aparecer na varanda com mais cobertas e uma garrafa de chocolate quente.
– Te acordei?
– A sua falta sim.
– Desculpe... A cabeça está um pouco cheia e não estava conseguindo dormir. Não queria te acordar, por isso vim tocar aqui fora.
Ela colocou a garrafa e as canecas em frente a ele ao lado dos cadernos, sentou-se ao seu lado e enrolou as outras cobertas ao redor deles.
– O que tirou seu sono?
– Estou pensando em uma forma de aliviar essa situação... Não quero que os próximos meses acabem se tornando uma prisão para você.
– Não se preocupe com isso agora, Naruto... Uma hora a poeira vai baixar. O que você estava tocando? Eu não conheço a música.
Ele manteve o silêncio por alguns segundos enquanto mexia no caderno procurando o começo da melodia.
– É uma música antiga. Foi uma das primeiras, eu ia te mostrar um dia. Mas aí acabou acontecendo toda a confusão na sua família com a morte da sua mãe, e depois tudo veio tão rápido que eu esqueci completamente dela.
– Sobre o que é?
– Sobre o que seria? Faltavam algumas semanas para o fim da escola, eu estava naquele vai não vai maldito que quase me matou de ansiedade e nervosismo. As músicas vinham na cabeça a toda hora e isso sinceramente não ajudava. – ele riu – Às vezes as músicas ajudaram, em outras só atrapalharam.
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Uma das coisas que Naruto sempre gostou ao mostrar suas músicas para Hinata era a rapidez com que a garota entendia os versos e sempre anexava cada pedaço do passado deles a eles. E o incrível era que ela sempre pensava nas mesmas passagens que ele.
Após a música, ela permaneceu em silêncio por alguns segundos esperando que ele dissesse alguma coisa. Vendo que ele estava um tanto quanto distraído, ela abriu a garrafa e encheu as duas canecas entregando uma a ele.
– É bonita. Me faz lembrar de coisas que as vezes passam um tanto quanto despercebidas.
– Por exemplo?
– Como eu me senti naquele dia... Quero dizer, você estava agindo estranho já há uns dias. Com aquela chuva de casais se formando, alguns garotos vinham me procurar e você se irritava comigo. Eu queria te xingar, dizer o quanto você era idiota por não perceber como eu me sentia em relação a você. Mas no final, eu também não entendia bem como você se sentia. Eu não sabia que você se preocupava com a confusão que faria se os seus sentimentos chegassem aos ouvidos do meu pai. Por mais que fossemos amigos há tanto tempo, eu não conseguia ver esse seu lado atencioso... Provavelmente por causa do seu lado irritante que me fazia querer arrancar seus cabelos!
– Uma das garotas mais cobiçadas da escola era a pessoa que eu amava, então se tornava difícil não ser irritante perto de você. E além do mais você era atenciosa demais com aqueles garotos. Por que você não podia fazer igual a Sakura ou a Ino que saiam logo dando patadas?
Ele a encarou com um olhar provocativo enquanto ela segurava o riso. Hinata sempre soube que ele se mordia de ciúmes por aquela época, só não sabia o quanto.
– Por que ao contrário daquelas duas monstras que estavam de pegação com o Sasuke e o Gaara há tempos, eu não tinha nada com você, então tinha que manter as minhas opções, não concorda?
O olhar dele a fuzilou com tanto ciúme que ela quase sufocou de tanto que riu. Fazia tempo que precisava disso. Que precisava dessa habilidade que ele tinha de fazê-la rir de novo ou se esquecer do quão difícil a situação era. Ela deitou no colo dele e passou a observar o céu. Por mais frio que estivesse, não havia um traço se quer de nuvens e em um lugar distante da cidade como aquele, o céu brilhava um pouco mais do que o normal, revelando algumas estrelas que não se viam de qualquer lugar.
– Naruto.
– Hm?
– Você ainda lembra daquele dia?
– Não é tão passado assim para já ter esquecido... Mas sim, eu lembro.
Flash Back
Ele estava uma pilha de nervos. O encerramento da escola fora há algumas horas e agora ele estava ali, de pé do lado de seu carro a duas quadras de distância da casa de Hinata enquanto Hanabi lhe passava um sermão. Ele olhou com uma certa raiva para a garota que percebeu e soltou uma ofensa a ele. Realmente, por mais que ela pudesse lembrar a irmã mais velha, as duas eram totalmente opostas.
– Naruto, pelo amor de Deus! O quão difícil dizer um simples “Eu te amo”, ou “Eu gosto de você” pode ser? Por Deus, eu acho que se dependesse de vocês, estariam os dois entocados em casa se remoendo com imaginações alegres e cheias de amor ao invés de estarem fazendo alguma coisa!
Não houve resposta dele, o que apenas piorou o humor de Hanabi. Tinha sido difícil enrolar Hiashi nesse dia e a custou um bom estoque de mentiras. Já imaginava quantos dias passaria em casa sem poder dar as habituais fugidas depois de enrolar o pai. Mas como se não bastasse seu esforço de conseguir engabelar Hiashi, ainda tinha outro desafio que era arrastar as duas antas para um encontro.
– Vamos repassar, o que você vai fazer?
– Cinema, uma caminhada pelo Shopping e por último o píer.
– Certo... – ela observou o quão nervoso ele estava e fez um muxoxo em protesto. – Sinceramente eu não sei o que faço com vocês! Naruto é APENAS um encontro! Se bem que eu tenho minhas dúvidas quanto a lerda da minha irmã ter entendido que isso É um encontro. Lenta do jeito que é, deve estar achando que os outros vão estar lá também... Enfim, por favor, use a sua personalidade irritante, seja o chato que você sempre é ou qualquer diabo de personalidade que você tenha, mas por Deus não fique calado o tempo todo!
– Simplesmente não seria mais fácil uma carta ou algo do tipo?
– Não. Você é um músico esqueceu? Você e os outros garotos podem engabelar qualquer uma se for na base das letras. E aliás! Você é o vocalista, deveria ser tão fácil para você seduzir alguém como os outros fazem! Mas enfim, você tem que sair da sua zona de conforto um pouco, ela não te levou a lugar nenhum nos últimos três anos e não é agora que vai levar! Briguem, discutam, façam qualquer coisa desde que o tópico da discussão seja o quanto você a ama e vice versa.
– Não podemos deixar essas coisas para o baile?
– Não! O baile é o último recurso. E mesmo assim, não vão ser apenas vocês dois lá. A escola inteira vai estar lá, acha mesmo que Hinata vai te dar alguma abertura em meio a tanta gente? As coisas precisam andar hoje para que o baile seja apenas o complemento! E não se esqueça que meu pai te esganaria se visse você vindo buscar minha irmã para o baile...
– E se eu não conseguir?
– Então você está perdido, eu torrei toda a lábia que eu tinha para conseguir tirar Hinata de casa hoje. Graças a estar ajudando vocês eu vou ter que ficar presa naquela casa por um tempo até conseguir passar meu pai para trás de novo. Por isso aproveite a chance, é a única que você vai ter antes do baile. E como você sabe as coisas lá em casa estão piorando, tudo pode mudar em dois dias, se você perder a chance de hoje, provavelmente não haverá outra. Você vai estar por aí com a banda, ela vai se mudar e entrar para a faculdade.
O tom que ela usou no final da frase deixou claro, a conversa estava encerrada. Ele iria tomar coragem hoje por bem ou por mal. Esse encontro terminaria com um novo casal nem que ela fosse obrigada a amarrar os dois em um dos barquinhos do Túnel do Amor. Assim que ela viu a irmã virando a esquina, tratou logo de sair do campo de visão de Hinata e deu uma última olhada furiosa para Naruto. Quando Hinata chegou, eles trocaram algumas poucas palavras e logo seguiram seu rumo.
Durante todo o percurso até o Shopping tudo o que conversaram foi sobre os planos do futuro, as opções de faculdade e as decisões que teriam que tomar. Só então ele havia lembrado que ela iria cursar direito em uma das melhores faculdades de Tokyo. E que ele provavelmente seguiria um caminho totalmente oposto seguindo os ventos que a banda trouxesse. O cinema foi um dos piores momentos, um filme monótono que Hanabi havia escolhido de propósito na esperança de que eles encontrassem algo mais interessante para fazer durante o filme, mas o resultado foi totalmente o oposto: duas horas de um tédio desconfortante e um silêncio perturbador entre eles. O passeio pelo Shopping foi mais tranquilo, alguns dos conselhos de Hanabi foram úteis e pela primeira vez em algumas semanas eles conseguiam levar uma conversa a sério por mais que alguns minutos sem terem vontade de se esganar.
A ida até o píer foi marcada por um vento um tanto quanto indesejado e uma conversa um pouco mais exaltada.
– Nós vamos realmente voltar a esse assunto Naruto? Por Deus, já não discutimos o suficiente sobre isso?
– Eu não quero discutir. Só quero saber –
– Saber o que? Quantos garotos eu recusei nos últimos dias? Ou então por que eu os recusei? É sério que você realmente ainda não percebeu por que eu ajo assim?
Ela bufou, os cabelos azuis esvoaçando com o vento escondendo toda a frustação nos olhos dela. Vendo o silêncio dele, ela exibiu uma expressão realmente desapontada e começou a andar na direção oposta a ele.
– Eu não quis te chatear... Só que eu não sei me expressar, é difícil.
Ela parou e por alguns momentos ficou apenas parada. Até que ela virou com um olhar um tanto quanto afiado.
– É tão difícil assim ser sincero com quem gostamos?
A frase tinha sido exata, tanto para ela quanto para ele. E ele percebeu. Com um riso ele andou até ela e a abraçou pelas costas. O coração dela batia tão rápido que ele conseguia sentir, seria mais fácil se fosse apenas ela a nervosa ali, mas ele estava tão nervoso quanto ela. Talvez até mais.
– Devíamos ter tido essa conversa a um tempo.
– Teria poupado bastante a paciência de Hanabi.
– Nem me diga, ela pode ser bem autoritária quando quer...
– Acredite em mim, você ainda não viu nada... Mas...
Ela se mexeu e ele afrouxou o abraço para que ela pudesse ficar de frente para ele.
– Mas então... Você dizia?
Ele sorriu e roubou um beijo.
– Eu te amo... Achei que não seria preciso falar.
– Então eu não direi!
E ela se soltou do abraço enquanto andava para longe aos risos.
Fim do Flash Back
– Eu sabia que tinha um dedo da Hanabi nisso tudo. Não imaginava que seria a mão toda! – ela respondeu em meio a uma crise de risos.
– Ela sabia ser bem assustadora às vezes... Eu fui brincar que o encontro não tinha dado em nada naquele dia... Eu pensei que ela iria me esganar! Mas ela foi uma ótima cunhada... E deve estar feliz por ver que estamos seguindo em frente mesmo sem ela. Esteja ela onde estiver.
O silêncio repentino de Hinata denunciou que tocar em Hanabi ainda era um assunto difícil para ela e ele decidiu encerrar por ali. Eles estavam bem há um tempo, enfim estavam conseguindo acertar tudo e tinham se entendido como há muito tempo não conseguiam. Não queria arriscar deixar aquele momento mais carregado, mas sua mão estava coçando e não era de hoje que queria entregar aquilo para ela.
– Tem uma coisa que quero falar há alguns dias... Na verdade, é algo que quero falar há muito tempo.
– O quê?
Ele colocou uma mão no bolso da calça, pegou alguma coisa e deixou sob o peito de Hinata. Quando ele largou o objeto e ela pôde ver do que se tratava, sentiu o coração dar um salto. Ali estava uma pequena caixinha forrada com um veludo branco. Ela encarou Naruto por alguns segundos com os olhos marejados e um brilho alegre que tinha se tornado raro nas últimas semanas. Ela abriu a caixa e não conseguiu segurar o choro quando viu o que estava dentro. Um anel de ouro branco com vários pequenos diamantes que circulavam o anel estava preso entre duas pequenas almofadinhas.
– Quer se casar comigo?
De volta à casa de Hiashi, Neji terminava de contar ao tio o que acontecera na casa de Naruto algumas horas atrás. Embora tivesse falado com ele por telefone assim que deixou a casa de Naruto, agora contava tudo que realmente aconteceu.
– Eu realmente quero te socar agora, garoto...
– Tio? Do que você...
– Por Deus garoto! Vocês são primos! Não me importa que tipo de sentimento você tenha, realmente passou pela sua cabeça em algum momento que isso poderia dar certo?
– Mas o senhor sempre me deu apoio e –
– Eu te apoiei para reconstruir nossa família porque somos os únicos que restam! Minha esposa está morta, Hanabi está morta. Meu irmão, sua mãe. Eu te apoiei por que sei que a única pessoa capaz de abrir um pouco os olhos da minha filha é você Neji. E agora você coloca tudo a perder por causa desses sentimentos!
– Chega! Eu não vou ficar aqui passando por mais uma humilhação.
Ao ver que Neji iria embora, Hiashi tentou segurar o sobrinho, mais esse se livrou das mãos do tio e no momento seguinte estava entrando em seu carro.
– Neji! Volte aqui!
Quando o carro partiu e ele percebeu que realmente tinha perdido o controle sobre Neji, todo o desespero de ver o seu plano indo por agua abaixo bateu sobre Hiashi.
– Merda!
Após alguns minutos de estrada e entrar no prédio onde estava morando, Neji percebeu que mesmo ali, não teria paz. O rapaz de cabelos vermelhos e olhos verdes que o esperava sentado no hall do prédio denunciava que a madrugada dele ainda estava longe de terminar.
– Sabaku Gaara... E eu achando que não poderia piorar. O que o pirralho dos Sabaku quer comigo?
– Em primeiro lugar deixe-me avisar: paciência não é algo típico da minha família, por isso, meça bem as suas palavras. Em segundo lugar, temos negócios a fazer.
O olhar sério e intenso de Gaara indicava que os avisos dele eram sérios e Neji compreendeu isso. Aquele garoto não era alguém fácil de ser provocado como Naruto, um passo em falso e as coisas poderiam ficar além do controle dele.
– Minha empresa não tem negócios a tratar com a Sabaku Tech, o último contrato que fiz com vocês venceu a muito tempo e não tenho a mínima vontade de renovar a parceria.
– E quem te disse que é sobre esse tipo de negócios?
– Então eu sinceramente não sei o que você faz aqui a essa hora da madrugada.
Um sorriso um tanto quanto maldoso e satisfeito apareceu no rosto de Gaara que tirou um envelope pardo de dentro do terno.
– E você se acha tão esperto... Se acha tão intocável. Mas você não percebe o quão burro é. Nunca achou estranho o fato da Sabaku e da Uzumaki Tech terem todas as patentes da antiga Hyuuga Tech? Mesmo nunca tendo sido realizado um leilão para a venda das mesmas? Você não acha estranho a Hyuuga Tech ter apenas falido e seu tio não ter recebido nenhum tipo de prejuízo com isso?
– Do que diabos você está falando garoto?
– Até quando você vai cair nesse teatro? Você é tão cego com a sua família que se esqueceu do básico e não fez o dever de casa. Tome – ele entregou o envelope para Neji – dentro desse envelope estão os documentos que comprovam a parceria entre a Uzumaki e a Sabaku Tech para a compra da Hyuuga Tech. Todos os detalhes do negócio, como ele foi feito e quanto seu tio levou estão nesse envelope.
– Isso é falso, os documentos verdadeiros já passaram pela minha mesa.
– Pode consultar seus advogados se quiser, mas eu recomendo que não faça isso. Se eu fosse você os queimaria após ler. Tudo que está ai dentro são vários segredos de justiça obtidos com muito custo pelas empresas que compõem o Holding ao qual a Sabaku pertence. Era Naruto quem deveria te entregar isso, porém alguém dentro da Uzumaki está atrasando os papeis. Para sorte dele meu irmão tinha essa cópia guardada.
Com uma clara desconfiança ele pegou o envelope e seguiu adiante até o elevador. Sabia que algo nunca tinha cheirado bem nessa história toda, mas se realmente fora enganado todo esse tempo por Hiashi... Seria a pessoa mais idiota da face da Terra. Uma vez em seu apartamento ele nem mesmo se preocupou em vestir algo mais confortável. Tirou os sapatos, arrancou a gravata e se jogou no sofá. Por alguns minutos ele apenas encarou o envelope pardo com uma clara dúvida. Quando enfim se decidiu o fez com uma garrafa de uísque do lado.
Ao abrir o envelope ele percebeu que tinha documentos ali suficientes para deixa-lo preso a leitura por horas. Ele folheou algumas partes e após alguns minutos já tinha percebido o quão errado estava. Fossem o que fossem aqueles documentos, havia muita coisa ali que responderia suas perguntas.
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