Notas iniciais
Olaaaaaaaaaaa! Morri não, gente o/ Primeiramente quero pedir desculpas pela demora. E também quero adiantar logo essa nota porque vocês devem estar doidas para ler o cap! Então, Boa leitura! — Em breve vou atualizar as outras também. — Estou postando pelo celular então a edição provavelmente não ficará tão boa.

Pov Beatrice Prior

Peguei um café na máquina da escola e fiquei andando pelos corredores para não ter que ficar ouvindo a Nita dizer que eu e o Quatro deveríamos pular para a próxima fase.

Ela é idiota, eu tenho certeza. Eu odeio ele, qual é a dificuldade em entender isso?

Fui para a arquibancada do ginásio e os garotos estavam jogando, Caleb estava lá mas parecia bem perdido. De repente ele me viu e começou a sorrir pra mim.

Fiquei encarando ele até que foi falar com o treinador e depois subiu e se sentou ao meu lado.

– Que foi? — perguntei incomodada com a cara de malícia que ele tinha.

– O quatro beija bem?

– QUÊ?

– Ah, não se faz de desentendida irmanzinha.... Eu vi você e ele ontem saindo do porão e ...

– E o que? Eu não beijei ele! — ele riu — Caleb!

– O que foi? Só queria saber se ele beija bem...

– Porque? Tem interesse? — perguntei desconfiada e ele fez uma cara de "você é idiota?"

– Claro que tem — Quatro se sentou ao lado dele e passou o braço por cima do seu ombro. Eles se olharam, Caleb deu uma piscadinha.

– Vocês são tão estranhos... — falei com cara de nojo e eles começaram a rir, logo se soltaram.

– Ai ai, irmãzinha — Caleb pegou meu café e começou a tomar. Enquanto isso olhei para Quatro que estava me encarando do outro lado de Caleb.

– Fofoqueiro... — acusei entre dentes.

– Fofoqueiro?

– Fofoqueiro! E mentiroso! Eu não beijei voce!

– Eu não disse que você me beijou — ele falou na defensiva.

– Ai ai vocês... — Caleb sorriu e me devolveu o copo vazio.

– Para de falar ai ai, idiota — joguei o copo no colo dele.

O sinal tocou, olhei pra eles que olharam pra mim.

– Tá na hora de ir pra sala — Caleb me lembrou. Cruzei as pernas e semicerrei os olhos pra ele.

– Eu sei.

– Então tchau.

– Não, só vou quando você for — desafiei.

– Quatro... — ele olhou para o amigo que deu um sorrisinho.

– Vai ser um prazer — Quatro levantou e ficou de frente pra mim — Você vem por bem?

– Não.

– Temos aula de espanhol juntos agora, vamos? — ele estendeu a mão insistindo.

– Não — cruzei os braços.

– Okay, eu tentei — Ele deu de ombros.

– Quatro se você... Me solta! Caleb! — Ele me pegou como um pacote de batatas e me colocou nos ombros. Logo saiu descendo as escadas me segurando com apenas um braço enquanto eu esperneava e Caleb sorria pra mim.

– Eu vou falar pro meu pai! — gritei — Você vai ver Caleb!

– Que? Ouviu alguma coisa, Quatro?

– Eu? — Quatro se virou para Caleb — Não, não ouvi nada...

– Seus idiotas! — gritei furiosa batendo nas costas do Quatro.

– Quanto menos você fizer escândalo, melhor pra você — Quatro cantarolou e eu grunhi de raiva. Estavam todos olhando para nós.

Quando estávamos quase perto da sala ele me soltou e me colocou no chão como se fosse uma boneca de porcelana.

– Não adianta ficar com raiva de mim.

– Eu já nasci com raiva de você.

– Mas...

– Você não percebe? Eu estou preocupada com o meu irmão, droga! Ele está faltando aula, vai reprovar de novo! Fica fugindo de casa... Você não está ajudando — respirei fundo.

– Eu sinto muito...

– Com razão — falei baixo e depois fui logo pra sala de aula.

– Ei — ele segurou meu pulso — Não fica com raiva de mim.

– Quer que eu repita?

– Não fica com raiva de mim... — ele levantou um lado da boca — Caleb é meu amigo, estava devendo uma pra ele.

– O que isso quer dizer...?

– Ele vai assistir aula hoje, só que antes, foi pro porão com a Marlene... — apertei os olhos para olhar pra ele e então balancei a cabeça e respirei fundo.

– Cansei de vocês.

E entrei na sala.

+++

– Cinco, seis, sete, oito! — gritei e então Al colocou a música.

Nita e eu começamos a fazer a coreografia com a ajuda de Al enquanto Evelyn nos observava sorrindo e encantada. Ela também se mexia ao som da música pra pegar os passos. Caleb estava nas cadeiras lá do fundo mexendo em seu celular, provavelmente entediado.

– Acho que vocês deveriam abrir mais a perna nessa parte — Evelyn disse mostrando para a gente como fazer, logo seu celular tocou — Ah, meu filhotinho — Ela atendeu — Oi amor... Não eu estou indo daqui a pouco... Você está bem? ... tá eu levo um... tranca a port... tranca a porta menino, você ficou doido?!... Põe comida pro cachorro! ...Tá bom, tá, chego daqui a pouco, tchau. Beijos, amo-te — Ela desligou.

– Homens nunca amadurecem, os meus meninos mesmo são duas crianças e eu adoro mimar eles! — ela disse toda boba.

– Haha, minha mãe também é assim com o Will.

– A minha também com o Caleb — reviro os olhos.

– É muito bom ter filho — Ela suspira — Mas não, não está na hora de vocês! — Evelyn riu — Eu vou indo, deixarei a chave com vocês, tranquem tudo, apaguem as luzes, não esqueçam de fechar as janelas...- fiquei tanta com tanta informação e então ela percebeu a nossa expressão — ai desculpa meninas, é que eu to acostumada a lidar com homens e eles precisam de todos os detalhes de tudo porque homem só consegue fazer uma coisa de cada vez e quando faz é errado! — começamos a rir.

– Eu cuido de tudo musa — Al beijou ela na bochecha — Me de a chave e vai cuidar dos bofes — Ela sorriu, se despediu de nós e então continuamos a fazer nossa coreografia.

Já estava escurecendo, Caleb havia dormido nas cadeiras e nós tínhamos terminado a coreografia.

– Então, vamos falar sobre a melhor coisa que Deus já fez — disse Al enquanto se sentava com pernas de borboleta no chão. Nita estava jogada no palco e eu estava com as pernas esticadas na parede.

– Que seria? — ela perguntou.

– Macho! — Al gritou.

– Aff — reclamei

– Para, Bê! — Nita riu — Essa aí já tá conquistando o jogador de basquete — Ela disse para Al que levou as mãos na boca.

– Nita! — rosnei.

– Babado! Quem é o boy?

– Quatro.

– Juanita! — gritei zangada.

– Não a-cre-di-tooooo!

– Eu odeio ele! — me defendi — Ele só é amigo do Caleb, não meu.

– Que bom que ele não é seu amigo porque se fosse eu ia te dar um chá de minha filha agarra esse homem! — disse Al gritando afobado.

– Adorei o nome do chá — disse Nita zombando.

– Uma vez eu peguei eles dois sozinhos dentro do carro, os bancos estavam deitados — Caleb apareceu todo abarrotado.

– Caleb! — gritei histérica.

– Você não me contou isso! — reclamou Nita.

– Eu to é mortaaa — Al se jogou no chão e fechou os olhos.

– Seu retardado!

– Direto eu pego eles dois conversando sozinhos, andando juntos! — ele completou rindo — Fiquei sabendo que já foram para o porão...

Corri atrás dele que saiu correndo e pulando as cadeiras com medo de ser pego. Caleb era muito rápido, suas pernas grandes o favoreciam enquanto minhas pequenas pernas de dançarina me faziam tropeçar nas cadeiras por conta da minha irritação e cansaço.

Depois de muito pular cadeira e tropeçar eu parei para descansar. Encarei Caleb que estava respirando alto do outro lado do palco e sorrindo.

– Eu não queria ser você — Nita sorriu para Caleb que também riu.

– Eu ainda to desacreditada!

– E continue assim Al, não tem porque acreditar nessas babaquisses de Caleb.

– Eu to passada — Al continuou — Como assim você não me contou que está pegando Deus? — ele perguntou ofendido.

– Pois é, Al, também estou chateada! — disse Nita fazendo drama.

– Eu não vou nem falar mais nada, eu vou é dar uma voadora em vocês — disse com raiva enquanto todos riram de mim.

Nunca vi graça alguma em me deixar com raiva, alguém sempre saía machucado na história.

Fechamos a academia, e fomos todos para casa. Deixamos Al na dele e Nita na dela que por um acaso era do lado da minha.

– Gostou? — perguntou Caleb enquanto entrávamos em casa.

– De que? — perguntei parando e cruzando os braços furiosa.

– Eu só me vinguei! É chato né quando nossos irmãos ficam nos fazendo passar vergonha na frente dos amigos!

– Mas diferente de você eu não menti! — rebati.

– Mas fez efeito, é o que importa.

– Nossa, Caleb. Você precisa tanto assim de atenção?

– Atenção? Parece que quem precisa de atenção aqui é você, sua mimadinha. Nossos pais vivem passando a mão na sua cabeça...- buffei.

– Escuta — cortei ele — Quando você tiver discernimento ou um pingo de senso a gente conversa, tá?

Subi para o meu quarto e fui tomar banho.

Notas finais
Esse foi o capítulo de hoje! Espero que tenham gostado, migas! Não deixem de comentar, favoritar... Beijos de soro da paz e até mais ♡♡♡
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.