Entre no Ritmo do Amor
17 Epílogo
Notas iniciais
Dois anos depois.
Paulo e Alícia ficaram em Natal por um ano, e se casaram por lá, numa cerimônia simples a pedido da morena. Apenas a família dos dois compareceu ao casamento.
Maria Joaquina e Daniel se casaram dois meses depois do casamento de Paulo e Alícia e tiveram um menino chamado Lucas e ele é a cara da mãe, mas com os cabelos escuros e os olhos negros do pai. Claro que a nova família Guerra voltou antes para poderem participar do casamento.
O casamento de Paulo e Alícia está cada vez melhor, às vezes ele tem brigas como todo casal, mas logo acabam se reconciliando e tudo fica na mais perfeita ordem.
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Era uma tarde de quinta-feira, e Alícia caminhava pelo parque distraída. A única coisa que a preocupava no momento era o que fazer quando chegasse em casa. Paulo iria enchê-la de perguntas sobre os exames que ela fizera. Como o moreno iria reagir quando descobrisse o que ela tinha? Durante esses dois anos de casados, Paulo e Alícia nunca falaram sobre ter filhos. Até aquele mês, quando Alícia começou a sentir-se enjoada e desmaiar na casa de Jorge. Com que cara dirá a Paulo que ele seria pai?
Suando um pouco, ela abriu a porta do apartamento e se deparou com o marido sentado, um braço sobre o encosto do sofá e com a mão livre massageava a têmpora. Ele virou a cabeça em sua direção quando escutou a porta sendo fechada. Alícia caminhou a passos vacilantes em direção ao marido, que a encarava preocupado.
— Cheguei, amor. — se sentando em uma poltrona.
— Os resultados. — ele pediu e Alícia estendeu o envelope com as mãos trêmulas e a garganta seca. Ele abriu o envelope, sentindo seu coração bater de forma acelerada. Retirou a folha de dentro do envelope e seus olhos fiscalizaram o positivo.
Paulo levantou-se do sofá e foi até Alícia, ajoelhando-se em frente a ela, que se encolheu quando ele tocou em seu rosto.
— Porque está assustada, amor? — Paulo perguntou. — Por acaso pensou que eu não fosse gostar da ideia de ser pai?
Ainda sem olhar para o marido, Alícia fez que sim com a cabeça. Paulo levantou-se e a puxou para um abraço, aninhando a esposa em seu peito.
— Pois saiba que você me tornou o homem mais feliz do mundo. — ele levanta o rosto de Alícia e a faz olhar para ele. — Eu te amo, Alícia.
Os olhos da jovem brilharam e ela sorriu, dando um selinho no marido.
— Eu também te amo, Paulo.
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Alícia acariciava a enorme barriga de nove meses. Miguel, o nome que escolheram para o menino, chutava um pouco além do normal naquela manhã. Paulo entrou no quarto, se encostando no batente da porta, sem desviar os olhos da esposa.
— Acho melhor irmos para o hospital e a Dra. Zapata cuidará bem de você. — disse, sem esconder o leve tom de preocupação em sua voz.
— Não se preocupe, amor. Miguel não está com pressa de nascer, não é verdade? — sorrindo. Mas quando foi se levantar, acabou sentindo uma forte pontada na barriga e acabou se apoiando na parede. Paulo foi até ela, preocupado.
— Sem mais demora, vamos para o hospital, Alícia!
A morena não teve tempo de discutir. Quando chegou ao hospital, as dores estavam mais fortes e rápidas. Foi colocada em uma maca e trocou as roupas normais pela do hospital e levada às pressas para a sala de cirurgia. Paulo se largou em uma cadeira na sala de espera, mas não aguentou muito tempo. Levantou-se e começou a andar em círculos, bagunçando os cabelos ocasionalmente. Nem quando a família e alguns amigos dos dois chegaram ele relaxou. A tensão aumentava a cada segundo e ele foi até a porta da sala, esperando ouvir qualquer coisa que o confortasse. No instante em que pôs o ouvido na porta, um choro ecoou e ele recostou-se a parede, aliviado.
Maria Joaquina saiu da sala e tocou em seu ombro.
— Parabéns, Paulo. Seu filho nasceu lindo e saudável. — sorrindo. — Daqui a alguns minutos Alícia irá para o quarto e você poderá conhecer seu filho! — vendo o moreno fazer sim com a cabeça, ela entrou de volta a sala.
A espera foi cruel. Paulo queria conhecer o rostinho do filho, tocar suas mãozinhas e ver o pequeno. Alguns minutos depois, Maria Joaquina o chamou e ele foi até o quarto, tremendo de ansiedade.
Alícia aninhava Miguel no colo, e ele segurava um dedo da mãe, os olhinhos fechados. O cabelo era escuro, assim como o de Paulo. Alícia o chamou e ele se aproximou.
— Segure-o um pouco, Paulo! — disse ela, sorrindo.
Paulo aproximou-se mais e segurou o filho. O pequeno segurou o dedo de Paulo com força e abriu os olhinhos. Paulo abriu o maior dos sorrisos ao ver os olhos negros do filho. Ficou ninando o pequeno, sendo observado por Alícia que sorria entre as lagrimas.
Logo, se aproxima da esposa e encosta seus lábios no dela, iniciando um beijo leve.
— Obrigado. — encarando os olhos castanhos chocolates da morena.
— Eu te amo, Paulo. – acariciando o rosto do marido e dando um beijo leve na cabecinha do filho. — Vocês dois são a minha vida.
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Mais dois anos se passaram e o casal planejava dar um irmãozinho para Miguel. O pequeno seguia Paulo para todo canto. Seus olhinhos brilhavam quando o pai chegava em casa e o pegava no colo, enquanto fazia cócegas em sua barriga. O pequeno ria gostosamente e envolvia o pescoço do pai em um abraço.
Paulo abriu a porta do apartamento e o pequeno foi até ele com os bracinhos estendidos.
— Papa! — ele disse, enquanto o moreno o levantava e afagava seus cabelos.
Alícia apareceu e o abraçou longamente. Paulo achou estranho e a afastou um pouco de si.
—Aconteceu alguma coisa? — colocando o filho no chão e vendo-o começar a brincar com os brinquedos.
A morena sorriu abertamente e apontou para um envelope na cozinha. Paulo o reconheceu imediatamente.
— Mais um? — abrindo um enorme sorriso.
— O que acha de darmos um irmãozinho ou irmãzinha a Miguel? — colocando as mãos na barriga, sorrindo.
Paulo a abraçou e a rodopiou no ar e em seguida a beija apaixonadamente.
— Eu te amo, Alícia Guerra. — colocando a mão sobre a barriga da esposa, sorrindo. — Você e nossos filhos são a meu maior presente.
Ambos riram e se juntaram ao filho, brincando com o menino e em seguida o encheram de cócegas. Alícia e Paulo passaram por todas as adversidades que a vida lhes colocou, mas no final conseguiram vencer juntos e não poderia haver prêmio melhor que os momentos em família que eles tiveram e terão sempre. A família que ambos tanto sonharam em ter.
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