Notas iniciais
OI OI! Gente, vocês não tem noção de quanto tempo faz que não posto qualquer capítulo que seja. Tá, talvez saibam. Só foi péssimo esse meio tempo, sabem? Não ter como escrever, sua mente não tá preparada pra isso, a inspiração tá a milhas de distância. Tive de fazer um baita esforço pra isso daqui sair. Mesmo assim, me desculpem. O capítulo de hoje é um amorzinho. A música é um amorzinho na verdade. Não sei como não tinha trabalhado com ela ainda, afinal, traz um pouco do tema Austin&Ally. O nome dela é Lucky - Jason Mraz feat. Colbie Caillat. Além disso, deixem-me avisar que esse é o último capítulo da história. Não foi exatamente tomada do nada, pois já vinha planejando isso porque não estou comprometida com a fic como deveria estar. Só queria agradecer todo mundo que leu, comentou e etc. Foi um grande momento para mim e vocês me fizeram muito feliz. Enfim, espero que gostem!

Ally

A gravação para o CD está, de forma totalmente oposta, empolgante e cansativa. A empolgação provém da perspectiva de ter o trabalho reconhecido, enquanto o cansaço, das horas a fio que tenho de estar empenhada. Muitas vezes só quero dizer “Chega!” e pedir para me deixarem respirar corretamente por um mísero momento e também a fim de poder ir encontrar meus colegas. No entanto, todo esse estresse e exaustão passa justamente quando me lembro do Austin e seus pequenos detalhes.

Com esse meu vício de ficar lembrando do garoto, muitas vezes esqueço coisas. Não posso ter um segundo de pausa que o pensamento já voa para ele, minhas palavras sendo enviadas mentalmente através da água, através do profundo oceano azul que nos separa. Involuntariamente, escrevo canções com o mesmo sendo a inspiração. Além disso, lhe faço inúmeras ligações que estranhamente são o único ponto do meu dia no qual sinto vibrações no estômago — As tão famosas borboletas.

Essas conversas entre nós dois me permitem ouvir o seu sussurrar através do mar quando, por conta do fuso horário, o garoto fala baixo a fim de não acordar nossos amigos. Também são o passe-livre para a impulsividade quase me tomar e me empurrar a dizer coisas vergonhosas. Perdi a conta de quantas ocasiões me forcei a arduamente controlar a saída de algo como “Menino, eu ouço você nos meus sonhos” da minha boca ou de chamá-lo carinhosamente.

Contudo, não sou forte o bastante para nunca mostrar meus sentimentos. Certa vez já disse “Você faz ser mais fácil quando a vida fica difícil” numa tarde que não gostaram de uma composição a qual fiz e recebi em troca a sua voz calma me consolando, contando piadas bobas ou sendo só o meu melhor amigo. Também fui estúpida o suficiente de acreditar que sei sussurrar ao comentar “Esperarei por você, juro que vou” logo após contar sobre um atendente de shopping ter flertado comigo e o silêncio incômodo surgir.

O que me faz feliz é o fato de, ao soltar tais bobagens, Austin nunca ri de mim ou julga. Pelo contrário, responde o mesmo e ainda completa o pensamento, deixando o clima romântico tomar conta da ligação. E essa segue entre as nuances de um casal e o de amigos até o momento de despedida, o qual toda vez que dizemos adeus eu internamente gostaria que tivéssemos mais beijos.

Dessa forma continuo vivendo dia seguido de dia, com cada vez mais podendo desfrutar da certeza de que o que sinto pelo garoto não é algo passageiro, afinal, meses e milhas nos distanciam e continuamos a falar sobre juras, não cansamos do timbre um do outro, músicas não só são cantadas com a mente e alma colada na imagem alheia, como também criadas, além da saudade que apenas aumenta. Segundo os livros que li antes de criar meu próprio romance, o total mostra apenas amor puro, persistente, real.

Pessoas nesse meio tempo continuam a questionar sobre a concretude do nosso relacionamento. Alguns fãs torcem por nós, percebi através das redes sociais, já os demais fazem o contrário. Repugnam-nos, praticamente idolatrando a concepção de sermos meros colegas e não ficarmos juntos nunca. Infelizmente, não conseguirei dar-lhes os seus pedidos, pois não sabem quanto tempo leva esperar por um amor como este, o qual jamais abrirei mão de tentar.

Pode ser que eles sejam azarados na questão de paixão — Isso acontece diversas vezes — ou não encontraram ainda algo parecido ao que sinto, portanto odeiam sem antes conhecer. Porém, sou diferente, já me tornei portadora de sorte. Tanto que frases povoam meu pensamento sem permissão, embora concorde com elas:

Sortuda, sou apaixonada pelo meu melhor amigo.

Sortuda, nós estamos apaixonados de todas as formas.

Sortuda de voltar para casa algum dia:Os braços do Austin.

Notas finais
E aí, gente, o que vocês acharam? Eu pessoalmente gostei dele, mas gostaria de saber a opinião de vocês também. Bem, por fim só gostaria de agradecer mais uma vez as pessoas que me acompanharam e tiveram paciência comigo nessa jornada. Vocês foram incríveis. Vou sempre lembrar disso. Até mais, DhampirGirl
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!