Entre feitiços, muito cocô, e um Borela.
11 O novo sorteio
— A mãe ainda está com os sintomas do feitiço, Gabriel! — disse Ysadora, azeda, enquanto os quatro garotos conversavam sobre seus respectivos testes na sala de estar.
— Admito que exagerei. — falou Gabriel, encolhendo-se no sofá, como se fosse um grande sacrifício pronunciar aquelas palavras. — Mas eu tive que encarar monstros feitos com o cocô do Fezes! — Sua voz assumiu um tom desesperado. — Você não tem ideia de como foi!
Lucas não se deu ao trabalho de conter o riso. Tampouco Pedro, que limpava as lentes do óculos com a aba da camisa, ao mesmo tempo que pensava que seu teste envolvendo uma série de constrangimentos causados por Lucas, não parecia mais tão ruim.
— E pensar que essa é uma realidade possível. — comentou Lucas, distante, porém com a voz carregando um óbvio tom de medo. — Não me surpreenderia se o cocô dele evoluísse a um ponto em que criasse vida.
Pedro engoliu em seco. Por um momento, deixou de pensar que o plano de outrora de Lucas, envolvendo causar a expulsão de Gabi, fosse tão errado assim.
— Mas... — e a voz naturalmente doce e fina de Lucas ganhou mais corpo e ficou relativamente grave. — Ainda há algo para ser discutido. O conteúdo do livro...
Gabriel soltou um suspiro preguiçoso, e tomou a palavra:
— Você está meio obcecado por isso. Lá só dizia que os ovos de Mantícora são usados para ampliarem o efeito de uma poção.
— É, mas teremos como provar que a Stelfart foi de fato alterada, e como foi alterada!
— Vai querer investigar a sala do Snape assim que regressamos à escola? — Ysadora quis saber.
Lucas negou com a cabeça.
— Snape é astuto. — observou o garoto. — É provável que tenha usado todos os ovos ou se livrado deles. Ou os escondido em algum lugar não tão óbvio quanto a própria sala.
— Mesmo que estivessem na sala dele — começou Pedro, com uma pontada de raiva por suspeitarem do único professor que o elogiara. -, não seria fácil entrar lá. Tampouco explicar o motivo de estarmos profanando a sala de um professor.
— Ora! — interpôs Ysa. — Nesse caso seria só levarmos o livro daqui de casa, e usarmos ele para explicar que estávamos investigando Snape por ele ser o mais experiente em poções que conhecemos!
Lucas atirou as costas preguiçosamente contra as almofadas do sofá e disse vagarosamente:
— Pelo visto não é de cérebro que essa cabeça anormalmente desproporcional ao corpo está cheia, não é?
Ysa abriu a boca, e gaguejou qualquer coisa que não fosse uma frase. O garoto então continuou:
— Isso levaria a admitirmos saber da existência da Stelfart. Logo, que fomos culpados pelo que aconteceu à escola. E mesmo que dissermos apenas ter teorizado que fosse essa poção em específico, como seria a atitude normal de um ser humano, não teríamos como explicar que justamente um parente meu pôs as mãos nelas... Sem falar que se nenhum professor teorizar que possa se tratar da Stelfart, e nós, meros alunos do primeiro ano chegarmos com essa dedução, pode soar suspeito... Não podemos deixar que Snape saiba que suspeitamos dele.
— Mas e se os professores já teorizarem da Stelfart? — Pedro quis saber.
Lucas hesitou um momento. Pedro percebeu que seus olhos perderam a cor por um instante, mostrando sequer ter conjecturado sobre essa hipótese antes.
— Nesse caso o próprio Snape já pode ter sido colocado em cheque. — A expressão de Lucas se mostrou esperançosa. — Os professores não iriam descartar a hipótese de um mestre em poções estar envolvido nisso.
— Hummmm... Difícil. — protestou Gabriel, cruzando os braços. — Todos sabem como Dumbledore confia no Snape.
Lucas bufou, e sentou-se normalmente novamente.
— Verdade... — disse mais para si mesmo do que para os demais. — Mas no fundo isso me deixa entusiasmado. Quero que sejamos nós a provarmos o envolvimento do Snape nisso tudo.
— Pra provar sua superioridade de novo? — Perguntou Pedro.
— Não apenas por isso. — admitiu Lucas. — Mas se ele não for pego, existem muitos caminhos que apontam que estamos envolvidos com a Stelfart. O próprio Gabi ser meu parente, a explosão do Borela consecutiva de uma aparentemente suspeita oferta minha de bebida... É claro que se eu pegar o Snape ele vai contar que nos contatou e nos entregou a poção... Mas talvez eu possa atenuar as consequências...
— Ei! — chamou a voz de Ana, levando a atenção de todos ao corredor, onde ela se encontrava com a típica postura de superior. — A mãe está chamando vocês.
Os quatro seguiram Ana até uma sala não muito espaçosa, cuja única luz que penetrava ali vinha de uma janela oval na parede. O cheiro era uma mescla de cocô de pássaros e granola.
Adelia estava lá, com uma imponente coruja das neves no braço direito, e um pequeno balde preso abaixo do queixo. Obviamente por causa do feitiço "Cara de Lesma" lançado por Gabriel dois dias atrás. Na mão esquerda, segurava um envelope branco com o brasão da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.
— Parece que a escola enviou-lhes... — E Adelia soluçou, deixando escorrer pelo canto da boca uma gosma esverdeada que luzia à luz. Após se recuperar, continuou, com uma voz mais fraca: -... uma carta.
Ysa pegou a entrega, hesitante e ostentando uma careta de nojo para a mãe.
A giganta desfez o envelope e leu a carta.
— Ao que parece — disse ela -, teremos de voltar à estação Nove e meia em três dias.
Todos deixaram escapar um som de surpresa, e Pedro não pode deixar de pensar em como Hogwarts deveria estar. Estaria idêntica a como era antes da ameaça Gabi? Teriam mudado algo? E o mais importante: Gabi e Borela continuariam estudando lá?
Os garotos passaram os três dias seguintes se preparando para regressar à escola, e Lucas, é claro, não pôde deixar de pegar a página do livro que continha a informação sobre os ovos das Mantícoras e guardá-la no meio de algum caderno nada suspeito.
Adelia recusou leva-los até a estação, uma vez que agora seus puns resultavam em gases esverdeados que assumiam a forma de pequenas lesmas que insultavam de "cheirador de bunda" quem vissem; portanto, foi Ana quem os levara. A viajem fora tão desagradável e veloz quanto a anterior. Nem parecia outra pessoa no volante. Pedro inferiu que talvez o carro só precisasse de alguém que o ligasse e guiasse, mas não fazia distinção na velocidade.
A plataforma estava enevoada e movimentada como sempre. Parecia até inicio de ano letivo. O som do trem era abafado pelas vozes das pessoas exasperadas que corriam para pegarem um lugar. Pedro começou a sentir o costumeiro desconforto gerado por multidões, e Gabriel, Lucas e Alexia se aprumavam para perto de Ysadora, uma vez que ela afastava todos os demais com suas coxas gargantuanticas, assim dando aos três, um pouco mais de espaço.
Ao chegarem perto da grande locomotiva escarlate, um burburinho anormal se espalhou pelo ambiente, e a multidão se abriu, dando espaço à uma gigantesca gaiola de aço que flutuava pouco acima do chão, guarnecida por quatro bruxos fardados de cinza. Quando a gaiola passou por eles, pôde-se ler "AFASTE-SE, CRIATURA DE PERICULOSIDADE MÁXIMA", em letras garrafais... E um garoto magrelo de cabelos loiros oleosos acorrentado lá dentro.
Gabi encarou-os como quem suplica ajuda, antes de ser levado para os vagões traseiros. Pedro não conseguiu não sentir pena de Fezes, mas não foi capaz de pensar em outro método de transportá-lo de volta para a escola... Isso significaria que ele estaria de fato de volta... Um desânimo tomou conta do gordo, e ele seguiu enfastiado para dentro do trem, deixando Gabriel e Alexia que se despediam melosamente, para trás.
Ele e Lucas tomaram um lugar no primeiro vagão vazio que encontraram... Porque aparentemente sempre que os protagonistas dessas histórias pegam o trem, eles milagrosamente encontram um vagão vazio... E se afundou no banco, emburrado.
— O que foi? — perguntou Lucas, sério.
Pedro soltou um comprido suspiro e entortou a boca.
— O Gabi... Achei que ele não ia voltar para a escola. Se o Borela também...
— E AÍ, CARAS!
Lucas e Pedro olharam imediatamente para a porta da cabine, e lá estava ele. Borela, com aquele sorriso de panaca e os cabelos que mais pareciam o meio das pernas de uma senhora idosa com mais de 100 Kg.
— Oh, céus... — gemeu Lucas.
De repente, Pedro se viu em pé, encolerizado, e sentido uma veia latejando na têmpora.
— AH, EU SOU CAPAZ DE AGUENTAR MUITA COISA! — bradou ele. — A YSADORA, AS SITUAÇÕES QUE O LUCAS CRIA, A LERDEZA DO GABRIEL, MAS TER QUE OLHAR NA CARA DO GABI — e agitou o rechonchudo dedo indicador furiosamente no ar — E DO BORELA NO MESMO DIA, NÃO!
Borela deu um passo para trás, estarrecido, e Lucas levou a mão direita à boca enquanto observava a cena.
O gordo puxou a varinha das vestes e apontou — para Borela, que engoliu em seco.
— SE NÃO SAIR DAQUI EM DOIS SEGUNDOS, EU FAREI VOCÊ SE CAGAR AINDA MAIS DO QUE QUANDO TOMOU AQUELA COISA, OUVIU? ESSE TEU RABO PELUDO VAI FICAR TÃO ABERTO QUE SERÁ POSSÍVEL PASSAR A PRÓPRIA LUA POR ELE, TA ME ENTENDENDO??
Borela, sem nada dizer, deixou a cabine às pressas, e Pedro pôde ver Gabriel e Ysadora parados do lado de fora, chocados. O gordo acalmou-se, guardou a varinha, e, ofegante, sentou no banco, enquanto os dois amigos restantes adentravam.
— Mas o que foi aquilo? — Gabriel perguntou, sentando-se ao lado de Pedro.
— O Pedro fez o que todos tínhamos vontade de fazer. — disse Lucas, com naturalidade. — Mas a Ysa é muito boazinha e eu e você somos muito calmos.
— Odeio aquele cara! — resmungou Gabriel entre dentes.
— Estranho seria se você tivesse uma opinião diferente. — comentou Pedro, limpando as lentes dos óculos, ainda vermelho.
A viagem até a escola fora bastante calma, e para a alegria de Pedro, Lucas evitou comentar sobre Snape e a Stelfart. Após chegarem, se apressaram em desembarcar, e Lucas rosnou para Hagrid que o gigante surgiu em meio à névoa da estação de Hogsmeade.
Hagrid conduziu os estudantes até o castelo, que, para a surpresa de Pedro, estava intacto; exatamente como era antes de Gabi. No salão principal, tomaram seus lugares, e conforme o ambiente se enchia, as conversas se agitavam. O que chamou a atenção de Pedro, foi o banquinho no altar, encimado pelo Chapéu Seletor.
— Será que haverão novatos a serem selecionados? — ele perguntou para os amigos, por cima da mesa.
— Improvável. — disse Lucas, mirando o chapéu. — Mas não consigo pensar no porquê de ele estar aí.
Pedro notou que Lucas olhava desconfiado para a figura de negro à mesa dos professores: Snape. O local silenciou assim que o diretor tomou à frente, trajando vestes azuis mais chamativas do que qualquer outra coisa naquele salão.
— A melhor das noites para todos vocês. — disse ele, com uma alta e poderosa voz. — A escola pretende retomar as atividades do ponto em que pararam com o pequeno acidente. — notou-se algumas lamentações de alguns alunos, que provavelmente esperavam alguns dias de folga, mesmo na escola. — E acima disso... Dois alunos específicos foram banidos de suas casas pelos diretores das mesmas, portanto, uma nova cerimônia de sorteio deverá ser feita, para designar suas novas casas.
E a sala mergulhou novamente no silêncio. Era possível até ouvir os batimentos de alguns alunos. Pedro no fundo desejou que Lucas fosse um desses alunos banidos, assim não perderia mais pontos para a Sonserina.
— Eis os alunos... — começou Dumbledore. — GABRIEL STUMPF, E JOÃO BORELA!
E as mesas de Corvinal e Grifinória explodiram em vivas, enquanto Corvinal e Lufa-Lufa se lamentaram como cães deixados na chuva.
Gabi e Borela subiram no altar, cabisbaixos e vagarosos, e evitaram olhar para os demais assim que ficaram de frete para às mesas. O diretor tomou seu lugar à mesa, mas diferente do que Pedro pensara, a professora Minerva não se aproximou do chapéu para coloca-lo na cabeça dos dois. Ela continuou sentada, e apenas fez um movimento com a varinha, que fez o chapéu flutuar.
Borela foi primeiro. Sentou-se desajeitado no banho, e o chapéu caiu sobre sua cabeça. O chapéu logo assumiu uma expressão horrorizada e se debateu na cabeça do menino, como se tentasse desesperadamente cair.
— AZKABAN! — gritou o Chapéu Seletor.
Os alunos mergulharam no riso, e Dumbledore levou a mão ao rosto, em vergonha.
— Nesse caso, Sr. Borela deverá continuar estudando na escola, mas sem pertencer à nenhuma casa... — disse o diretor, o que fez os estudantes urrarem de alegria.
Agora foi a vez de Gabi, que praticamente se arrastou para o banco. Quando o chapéu tocou-lhe os cabelos oleosos, ele ficou ainda mais horrorizado do que com Borela, e enquanto tentava saltar para longe de Gabi, ele berrava:
— BANHEIRO! VASO SANITÁRIO! PENICO!
— Muito bem, muito bem. — disse Dumbledore impaciente, retirando magicamente o chapéu de Gabi. — Sr. Stumpf também deverá continuar seus estudos não pertencente à nenhuma casa.
A voz de Gabriel comemorando se sobressaiu completamente. Eram urros e mais urros de alegria, que se mesclavam aos dos demais.
Depois que o chapéu traumatizado fora retirado do salão e os alunos se acalmaram, Dumbledore continuou:
— Espero que todos tenham uma boa noite de sono, pois o dia de amanhã deverá ser um tanto quanto cheio. Principalmente para os alunos do primeiro ano, que terão sua primeira aula de voo.
A maioria dos alunos do primeiro ano soltaram silvos de felicidade, inclusive Lucas e Gabriel, mas Pedro engoliu em seco, paralisado, sem conseguir nem piscar. Aula de voo? Não conseguia pensar em nada pior no momento.... Não, conseguia sim: Aula de voo com GABI E BORELA... Talvez o suicídio não fosse uma opção tão ruim assim.
Diferente do que Dumbledore disse que esperava, a noite não fora nem um pouco boa para Pedro. Ficou agitado na cama, teve vários pesadelos com vassouras e pessoas rindo dele. Quando fora a hora do café, tentou manter-se o mais normal possível, mas sempre que Lucas e Gabriel comentavam da aula de voo, seu estômago dava cambalhotas.
— O que foi, Pedro? — Ysa quis saber. — Está azul...
— É porque tenho que encarar o fato de que você é real, giganta dos infernos!
Assim que o sinal tocou, os alunos do primeiro ano seguiram para a área aberta atrás da escola. O dia estava o mais perfeito possível para uma boa aula de voo (para a tristeza de Pedro): céu limpo, o sol não tão forte, e o vento na medida certa. Fora quase como se tivesse sido encantado para ficar perfeito.
Várias vassouras estavam espalhadas pela grama verdinha, e madame Hooch, uma bruxa de vestes cinzentas, mandou cada aluno ficar lado à lado com uma vassoura, de modo a criar duas fileiras no centro da área.
— Sejam bem vindos à aula de voo. — e o estômago de Pedro ameaçou criar pernas e sair andando — Primeiramente, eu gostaria que esticassem seu braço direito sobre a vassoura que escolheram, e dissessem com bastante força de vontade, a palavra "Suba".
Aquilo pareceu bem fácil para o gosto de Pedro. Ele olhou para o lado, e viu a giganta Ysadora ordenar "suba" para sua vassoura.
— Eu não, baranga! — gritou a vassoura em resposta.
— Eu não sabia que vassouras falavam. — comentou Lucas para Pedro.
— E não falam. — disse Gabriel. — Mas vai ver a raiva da pobre vassoura, em ter sido escolhida justamente pela Ysa, em meio a tantos alunos, foi demais e a fez falar.
Lucas e Gabriel não tiveram problemas em comandarem suas vassouras. Pedro, com o coração acelerado e o suar empapando suas vestes, ordenou:
— SUBA.
E a vassoura subiu. Ele ficou ali, segurando-a com a mão direita. Um sorriso de satisfação tingindo-lhe o rosto bolachudo. Por impulso, como se fosse automático, ele colocou-a entre suas pernas.
— Ei! — chamou Hooch. — Eu não disse para...
Mas antes que a professora pudesse continuar, Pedro estava ali, planando no ar, zonzo e trêmulo, como um mosquito bêbado. A cada segundo, ficava mais alto, e a confiança de outrora fora substituída por pânico.
— AIIIIII ME TIRA DESSA MERDAAA!!!! — Berrava ele enquanto se agarrava completamente no cabo da vassoura.
— Acalme-se, sr. Pintos! — pediu Madame Hooch. — Logo vamos desce-lo!
— ANDA LOGO SUA SUCURI TORTA! — Bradou o menino. — ME DESCE!!!! ESSA PORRA TA ASSANDO MINHA VIRILHA!!!
Madame Hooch apressou-se para pegar uma vassoura, mas antes mesmo que pudesse levantar voo, Pedro tomou a varinha em mãos, e murmurou:
— Eu mesmo me desço!
Mas a vassoura deu um violento solavanco, e da varinha de Pedro irromperam chamas douradas que rodopiaram pelo céu e logo mergulharam em direção aos alunos.
A multidão saiu correndo e berrando, e Madame Hooch atirou a vassoura longe. A professora apressou-se para fugir dali, enquanto o fogo a perseguia e ela berrava histericamente:
— ÓÓÓÓÓ O GÁÁÁÁÁS!!!!!!!
Lucas, Gabriel e Ysa já estavam quase no outro pátio quando Ysa parou-os.
— Não podemos deixar o Pedro ali. Ele pode morrer.
Gabriel então tirou a varinha das vestes e gritou:
— ACCIO GORDO!
E um choroso e rosado Pedro veio na direção dos três, acertando-os e jogando-os contra a parede.
As chamas dançavam pela grama, ameaçando avançarem cada vez mais. Os quatro então correram para longe imediatamente, quando viram a professora Minerva se dirigindo para o local que haviam deixado.
Os garotos não quiseram esperar para ver o que ela faria, mas apenas ouviram ela reclamar quando passara por eles:
— Francamente, logo que reconstruímos a escola! Joguei pedras filosofais no túmulo de Merlin, só pode ser!
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