[21 anos]

Eu não ouvi mais a voz de Rachel em meio a escuridão, só continuei seguindo Aiden, não sei dizer por quanto tempo, não sabia se estava distante ou perto, viva ou morta, eu apenas o seguia.

Foi então que chegamos ao que parecia ser uma tela de TV, Aiden pediu para que eu me aproximasse para poder ver o que se passava la dentro e assim eu fiz.

Eu podia ver nitidamente uma sala de parto, aquilo se parecia mais com uma memória. A mulher que estava parindo gritava de dor, era um parto normal e ela parecia ter complicações, de repente retiraram um bebezinho e a mulher imediatamente começou a chorar

J: Por favor.... por favor me deixe ficar com a minha filha.... – ela estendia os braços mas os médicos retiraram o bebe com pressa daquela sala – POR FAVOR! Ela é tudo que eu tenho agora... – ela chorava desesperada – deixem eu vê la ao menos uma vez.... – ela tentou se levantar da maca em que estava, mas imediatamente foi impedida pelos médicos que a cercavam, e continuou se debatendo

J: Me deixem! – as luzes e aparelhos naquela sala começaram a piscar, a porta balcão da sala de parto abria e fechava freneticamente.... Uma cena muito familiar.

A mulher só se acalmou quando um dos médicos conseguiu aplicar o sedativo nela através de uma injeção.

As imagens acabaram, eu me afastei pensativa, tudo voltou a ficar em completa escuridão como antes.

Q: por que você está me mostrando isso? – Aiden se mantinha parado ao meu lado, eu só podia vê lo como uma silhueta de luz azul

Q: De quem era essa memória? Sua...? – ele apenas assentiu – então aquela era.... a minha... mãe? – ele assentiu novamente, antes que eu pudesse formular alguma nova pergunta, vi em nossa direção um pequeno pontinho de luz, e assim que eu percebi isso Aiden segurou a minha mão e começou a me arrastar em direção a ele, eu não tinha forças, não conseguia parar, íamos cada vez mais rápido, se aproximando cada vez mais do que parecia ser um túnel

Q: Onde estamos indo Aiden? – íamos nos aproximando – Aiden... eu não quero.... eu não quero voltar.... eu quero ficar aqui com você.... – ele me ignorava – Aiden, por favor... eu estou cansada....- conforme nos aproximávamos da luz eu começava a sentir dores pelo meu corpo – NÃO!

–

Abri os olhos, estava em um quarto de hospital sozinha, me sentei na cama e olhei pela janela, era noite.

Algumas lagrimas correram o meu rosto ao constatar que estava viva, haviam muitos fios ligados ao meu corpo, e eu os retirei com paciência.

Q: Por que Aiden? Pra sofrer de novo? – enxuguei as lagrimas, ele se mantinha parado ao lado da minha cama. Passei a mão pela minha cabeça que doía, havia um enorme curativo na parte de trás, lembrei me imediatamente da pancada que levei. Aiden tocou em mim e desde então não senti mais dor alguma, mas eu estava furiosa.

Q: Ah agora você quer me ajudar? – esbravejei enquanto me levantava para pegar a minha fixa, presa ao lado da cama.

“Quinn Fabray, encontrada inconsciente.... muitas lesões... reconhecida por Rachel Berry”

Q: A Rachel esteve aqui... eu não estava ficando louca... – virei a pagina – parece que eu fiquei "off line" por uma semana, e nos últimos dois dias ela veio me visitar... – Aiden ultrapassou a parede e foi até o saguão do hospital, ele queria que eu visse algo.

Dói policias estavam na recepção.

P1: Sim, já estivemos no quarto, é ela mesma... temos ordem para remove la imediatamente... – era na verdade um agente da CIA e falava sobre mim

R: Mas senhor, ela é uma paciente em caso grave, não pode ser retirada daqui nessas condições, é contra as normas... – estranhou a recepcionista

P2: Ela não é uma paciente comum, acredite... – o segundo policial lhe estendeu a mão para entregar um papel — ordens são ordens e ela vai com a gente.

Tudo fazia sentido, o por que de Aiden me acordar naquele momento, eles precisavam me ver desacordada, mas eu também precisava de tempo pra sair dali. Enquanto eles cuidavam da papelada para minha remoção eu peguei a minha roupa no armário e dei um jeito de fugir com a ajuda de Aiden sem ser percebida por eles ou por funcionários do hospital. Eu tinha que fazer isso, era minha única chance de voltar a vê la, por mais que eu não soubesse onde encontra la, e que talvez ela se decepcionasse em não me encontrar quando voltasse no dia seguinte para uma visita, pelo menos eu estaria livre para procurar Rachel. E era o que eu estava determinada a fazer.

–

Vaguei a noite toda, decidi me afastar do centro da cidade. Não demorou muito para que eles notassem a minha falta no hospital e então dezenas de viaturas estavam a minha procura. Não nevava, mas chovia, era uma noite bem fria. Eu não sabia o que fazer, o certo seria se afastar de Nova York, mas eu não podia deixa la novamente, ela se importou comigo, eu não podia simplesmente sumir.

Andei pensativa por uma rodovia que levava ao subúrbio, milhares de coisas passavam pela minha cabeça, de repente uma forte dor de cabeça começou a tomar conta de mim, Nathan sempre dizia que era perigoso estar tempo de mais do outro lado, e bem.. eu tinha passado a ultima semana na escuridão. Dei alguns passos e cai, estava fraca.

–

Eu estava fugindo a muito tempo, estava cansada daquela vida, no dia seguinte que sai do hospital eu mantive minha cabeça cheia de culpa. Tive que matar novamente para sobreviver e ter minha liberdade, isso não era algo de que eu me orgulhava, mas era a única forma.

Estava em uma estação de trem lotada de pessoas, achei que me camuflar na multidão seria a forma mais eficaz de sumir. Fui até um telefone publico e liguei pra Nathan.

N: Oh meu Deus Quinn!! Onde você está?

Q: Eu não quero ser encontrada... – olhei pros lados me certificando de que não tinham agentes ali, enquanto ajeitava o capuz da minha blusa sobre a minha cabeça

N: Mas eu vim pra Nova York, eu sei que precisa de ajuda...

Q: Como sabe? Como me acharam?

N: Eu tinha que saber onde você estava, então rastreei a ultima ligação que você me fez...

Q: Foi você quem chamou a CIA?

N: Não , claro que não... Mas eu estava preocupado, e sabia que se você estava em Nova York talvez fosse por causa da Rachel, então liguei pra ela, inicialmente ela não queria me atender, mas falei que você estava sumida e ela me pareceu bastante preocupada...

Q: Você não devia ter envolvido ela nisso, agora eles vão atrás dela...

N: Eu não envolvi Quinn! – ele respirou fundo – ela saiu a sua procura e deixou seu contato em varias delegacias e hospitais para caso te encontrassem... e bem.. a alguns dias ligaram pra ela... Mas foi tudo tão rápido... Quando cheguei a Nova York você já havia sumido novamente, e pelo que vi, não foi uma noite muito fácil...

Q: Por favor não me procure Nathan, e faça com que Rachel não seja envolvida nisso também... Eu preciso de um tempo, e quem virá atrás de mim morrera... Você entendeu? Entre em contato com a CIA e dê o meu recado, caso contrario eu matarei todos, assim como fiz ontem! – desliguei o telefone, estava com raiva. Nathan provavelmente só queria me ajudar de boa fé, mas eu sabia que a CIA acabaria me encontrando através dele, afinal ele era um subordinado assim como eu costumava ser.

Q: O que eu faço agora Aiden? – Me sentei em um banco próximo e fiquei olhando o movimento daquelas pessoas, todas tão ocupadas e centradas em seus próprios mundos.

Quando as portas do metro se fecharam diante de mim uma surpresa que me fez perder o ar, vi a foto da Rachel “Funny Girl, a mais nova versão do clássico da Broadway, em cartaz”

Q: É ela! – me levantei com um sorriso bobo – É ela Aiden...

–

Passei o dia todo impaciente para que a noite chegasse, fiquei em um beco próximo ao teatro vendo toda aquela multidão se aglomerando para vê la em Funny Girl, eu estava orgulhosa e nem ao menos tinha visto a peça. Por um minuto meu coração ficou dividido, tudo que eu mais queria nos últimos anos era ver Rachel, mas eu estava bem ali diante de seu sonho realizado, e talvez bater a sua porta sem um centavo no bolso depois de tudo que aconteceu não fosse a coisa mais certa a se fazer... Bom, mas eu pensei, desde o inicio tudo me levou até ela, talvez eu devesse pelo menos tentar, então foi o que eu fiz.

–

Quando o espetáculo começou, eu dei um jeito de entrar pelos fundos do teatro, arrombar algumas portas e possuir seguranças tinha virado rotina pro Aiden.

Passei por um corredor cheio de camarins, podia ouvir ao fundo o som de Rachel cantando, meu coração acelerou.

Quando encontrei seu camarim e abri a porta para esperar por ela la dentro, fui surpreendida por uma casal que apareceu no maior amasso naquele corredor, a garota parou e me mediu dos pés a cabeça, mas o cara que estava com ela rapidamente a prensou na parede para continuar o beijo e ela se esqueceu de mim. Aproveitei a deixa, entrei e fechei a porta do camarim. Agora era só esperar por ela.

Era tão louco estar ali, era exatamente como ela me descrevia em seus devaneios deitada em seu quarto, o camarim todo decorado no rosa, com diversas estrelinhas e fotos espalhadas por toda parte, haviam até presentes de fãs em um canto daquela sala. Me sentei no sofá extasiada, estava tão feliz por poder vem aquilo de perto.

–

Após uma longa espera aquela porta finalmente foi aberta, Rachel entrou se despedindo de algumas pessoas, fechou a porta e somente quando se virou reparou que eu estava sentada no sofá, ela parecia ter visto um fantasma.

Q: Oi Rachel... – me levantei

R: O que... como... o que você ta fazendo aqui?

Q: Eu fugi do hospital, a policia está atrás de mim... mas eu estou bem... – medi meu próprio corpo, me certificando da afirmação que acabara de fazer

R: Falaram que você ia morrer... quando cheguei hoje no hospital e me disseram que você não estava mais no quarto eu... – ela já tinha os olhos cheios de lagrimas, me aproximei com cuidado e a abracei, ela correspondeu me abraçando com força

Q: Ta tudo bem... Eu tenho o Aiden, você se esqueceu? – respirei fundo para sentir com intensidade o perfume de seus cabelos, era tão bom te la por perto

R: Mas não é por que você quase morreu que eu não estou zangada com você... – ela se afastou se recompondo e me empurrou pra trás

Q: Eu pensei que...

R: Não! – ela me interrompeu – tenho muito carinho por você, como sempre tive, mas o nosso passado...

Q: Eu sei que foi difícil pra você... Você nem imagina como foi pra mim... – alguém abriu a porta, era a garota que eu vi no maior amasso mais cedo

A: Rachel... – ela voltou a me olhar com certa curiosidade – me desculpe interromper...

R: Não, está tudo bem... Quinn, essa é Annie, uma novata em Nyada que se candidatou para um estagio como minha assistente.... Annie, essa é Quinn, uma amiga de longa data... – dei um sorriso para a garota que assentiu de volta

R: Algum problema?

A: hoje o teatro fecha mais cedo para dedetização, todos já estão indo embora... posso chamar o seu carro?

R: Sim, claro... obrigada! – A garota deixou o camarim e Rachel se aproximou de sua bancada para retirar a maquiagem

R: Você tem pra onde ir?

Q: Não... – eu sorri diante de minha própria desgraça

R: Bom, então venha passar essa noite la em casa, Kurt e Santana estão dividindo o apartamento comigo, vão ficar felizes em te ver...

Q: Eu não sei se quero voltar a ver todos dessa forma.... não é a minha melhor fase... – olhei para as minha próprias roupas, que já estavam velhas e com vários furos

R: Isso não é problema! Eu vou te ajudar...

Q: Obrigada.... – sorri ao encontrar o seu olhar no reflexo do espelho, ela estava tão linda.

–

Quando chegamos em seu apartamento ainda éramos apenas eu e Rachel, ela me explicou que ambos, Kurt e Santana, trabalhavam até tarde e ainda costumavam a passar algum tempo com seus respectivos namorados antes de voltar pra casa. Eles estavam de mudança.

R: É uma fase nova pra todo mundo... Meu musical está indo muito bem, então consegui um novo apartamento perto da Broadway... Kurt vai morar com Blaine e Santana com Brittany... acho que todos estamos finalmente crescendo e tomando nossos caminhos...

Q: Isso é ótimo! Fico muito feliz por vocês... – eu observava com atenção a decoração naquele lugar, estávamos no quarto de Rachel, ela procurava algo pra eu poder vestir

R: E você... já sabe o que fazer?

Q: Ainda não... eu só sei que não volto pra CIA, quero viver a minha vida agora... gostaria muito de fazer música...

R: Você sempre disse isso...

Q: Sim... – sorri

R: Eu não acho que tenha nada aqui que vá te servir... – ela disse me mostrando o tamanho de uma de suas blusas, eu ri

Q: Não tem problema...

R: Ah... ótimo... mais uma vez a Santana misturou suas roupas com as minhas... ela sempre faz isso pra eu lavar pra ela... – ela jogou algumas peças em meus braços – escolha qualquer uma... – o celular de Rachel começou a tocar, como ele estava sobre a cama eu pude ver escrito no visor “Brody” , ela o ignorou completamente

Q: Você não vai atender?

R: Não... por hoje chega... – ela respirou fundo e sentou sobre a cama

Q: Desculpa, mas... quem é Brody?

R: É um cara com quem eu tenho saído.... – ela disse sem me olhar nos olhos

Q: Ah... – ficamos em silencio por um momento, aquilo era tão estranho

R: Bom... Já te dei as suas coisas... pode ir tomar banho, é no final do corredor...

Q: Certo... Obrigada...

–

Era obvio que eu ficaria com ciúmes, e eu me sentia culpada por isso, foi eu quem a abandonei, e seria extremo egoísmo da minha parte não querer que ela continuasse com a sua vida.

Quando sai do banho Rachel já havia colocado a mesa e estava preparando o jantar, Kurt foi o primeiro que me viu entrar na sala e imediatamente correu para me abraçar.

K: Quinn!! Meu Deus, quanto tempo!!

Q: Pois é... É bom ver vocês...

K: Por onde andou?

Q: Tantos lugares... – ri, estava um pouco desconfortável sobre falar dos meus últimos anos – e você o que tem feito?

K: Eu trabalho para a Vogue, era estagiário mas me efetivaram a algumas semanas...

Q: Isso é incrível Kurt!

K: Sim... – ele me olhava perplexo – me desculpe, mas quando Rachel me disse que você tinha voltado eu esperava por uma Quinn completamente diferente do colegial, talvez gorda ou acabada.... mas você continua linda... na verdade mais linda...

Q: Não precisa ser gentil... a vida militar não torna ninguém mais bonito, nem por dentro nem por fora...

K: Não? Olha só esse corpo... – ele me virou para analisar as minhas pernas, eu usava um jeans e uma blusa de Santana que Rachel havia me dado, ambos bem apertados que marcavam bem o corpo.

K: Só esse cabelo que precisamos dar um jeito... — ele passou a mão sobre meus cabelos, que estavam na altura do ombro — Está muito desidratado... – Rachel ria dos comentários do amigo

K: Sente-se aqui, vou buscar um creme ótimo...

Q: Não precisa... Estou bem cansada para uma sessão de beleza agora na verdade...

K: Tudo bem! Mas amanha a senhora não me escapa! – nós rimos.

–

Durante o jantar nós três conversávamos sobre muitas coisas, eu falava pouco, afinal não tinha muito para ser dito, mas Kurt e Rachel me cotavam histórias incríveis sobre suas experiências em Nyada e Nova York, e eu amava ouvi los. Rachel estava tão linda, parecia tão madura e diferente da ultima vez que nos vimos.

–

Santana chegou quando já estávamos terminando de cuidar da louça, ela deu um grito e imediatamente me agarrou quando percebeu a minha presença.

S: FABRAY! Como assim? Como ninguém me disse que você estava na cidade?

K Foi uma surpresa pra todos... – Kurt se adiantou

Q: Pois é...

S: Meu Deus você está gostosa... – Santana também me media – pera ai, essas roupas são minhas....

R: Claro que são, mas estavam no meu quarto então eu acho que posso fazer o que quiser com elas...

S: Hum... então quer dizer que você precisou de roupas no quarto do Rachel... mas já Fabray? – Era incrível como Santana conseguia deixar qualquer um sem graça em menos de 5 minutos de conversa

Q: Para com isso... – eu ri – nós fomos até lá tentar encontrar algo pra eu vestir, já que eu cheguei somente com as roupas do corpo, mas as roupas da Rachel são minúsculas...

S: Sei... – ela mantinha um olhar malicioso sobre mim eu já tinha meu rosto corado, assim como Rachel, que tentava disfarçar, terminando de guardar os pratos

K: Santana, nós vamos colocar um filme... quer ver com a gente?

S: É mais um dos musicais da Berry?

R: Ei!

K: Provavelmente.... mas vem! Vai ser legal! Como nos velhos tempos...

S: Não obrigada... – ela riu, e disse ironicamente – infelizmente tenho alguns trabalhos pra terminar... Você também devia terminar os seus...

K: Que trabalhos? – Santana lançou um olhar sobre o Kurt que parecia que ia mata lo

R: Não! O Kurt vem com a gente.... – Rachel entrelaçou seu braço com os de Kurt – Vem, vamos logo...

–

Deitamos sobre a cama da Rachel, pois era la o único cômodo com DVD da casa. Kurt ficou no meio, a pedido de Rachel, ela ainda parecia um pouco desconfortável com as nossas interações, acho que ela estava tão confusa quanto eu. De fato eu estava muito cansada, e os DVD’s da Rachel, bem.... Peguei no sono em pouco tempo. Mas Aiden sempre estava por perto, e bem curioso em relação a essa minha nova relação com a Rachel, então ele prestou atenção quando o filme acabou.

K: O que vamos fazer com ela? – Kurt sussurrou para Rachel enquando levantava

R: Pode deixar ela aqui... Não vou acorda la agora – Rachel sussurrou de volta

K: Vocês...?

R: Não! – Rachel respondeu antes que ele finalizasse a pergunta – Eu só quero ajudar ela, só isso...

K: Não precisa mentir pra mim Rachel, percebi que você estava balançada desde que vi o seu primeiro olhar sobre ela...

R: Não... Eu não posso... Não sei nem se ela vai ficar em Nova York... eu não posso me apegar de novo, não mesmo...

K: Então não se apegue... Mate a a vontade, não há nada de mais nisso... — Rachel sorriu envergonhada — pense que essa pode ser a ultima noite da sua vida com ela na sua cama desse jeito...

R: Boa noite Kurt! – Rachel riu da ideia do amigo e o abraçou, cortando o assunto

K: Pense no que eu te falei... – Kurt deixou o quarto

–

Rachel ficou algum tempo parada em pé ao lado da cama, ela parecia travar uma batalha interna enquanto olhava pra mim. Ela finalmente se deitou, foi se aproximando aos poucos do meu corpo, ela tirou o cabelo do meu rosto e me olhou com calma.

R: Obrigada por ter salvo ela Aiden... – ela disse baixinho, e então ela se aproximou de meu rosto, depositou um beijo na minha bochecha e logo em seguida um em meus lábios, eu continuei dormindo, estava exausta, a presença da sua luz afastava qualquer entidade ruim de perto de mim, então pela primeira vez eu tinha um sono de verdade.

Rachel percebeu que eu dormia profundamente, então se aconchegou no meu corpo e adormeceu abraçada a mim, eu só fui perceber madrugada a dentro, quando acordei para mudar de posição, com o meu movimento ela também acordou, e sem graça começou a se afastar do meu corpo. Sem dizer nada, e ainda com os olhos fechados, eu a busquei e agora era eu quem a abraçava com força. Uma precisava da outra naquele momento, e se aquela realmente fosse a ultima noite, então eu tinha que estar abraçada com ela.

Notas finais
OBS: vocês devem ter notado que tem um buraco no meio desse capítulo, na verdade é por que o que acontece depois que Quinn saiu do hospital e passou mal na estrada esta descrito no primeiro capitulo dessa fanfinc, se alguém não se lembrar da uma voltadinha lá! Nova fase pra ambas, espero que tenham gostado do reencontro! COMENTEM!