Quando eu pensava que talvez a Rachel me perdesse naquela missão eu não podia deixar de lembrar da única experiência de morte que eu havia convivido na vida. A imaginar sofrendo por mim doía mais do que qualquer tortura que eles pudessem aplicar em mim naquela sala.

[10 anos] Alguns dias após o Nathan ter perdido a sua família, Cole foi me colocar pra dormir

Q: Cole, cadê o Nathan? – Eu abraçava o livro que ele costumava ler pra mim todos os dias

C: Eu não sei de quanto tempo ele vai precisar princesa... A sua esposa e filha eram tudo pra ele... – Cole se aproximou e beijou a minha testa – Amanha nós tentamos de novo, ok? – eu assenti, Cole sorriu e saiu do quarto.

Eles não faziam idéia, mas desde a noite em que elas morreram eu não parava de velas toda hora, era como se quisessem que eu prestasse atenção em algo, mas eu era só uma garotinha assustada.

Naquela noite não foi diferente, eu fechava os olhos com força e tentava cobrir meu rosto com o cobertor, mas sempre que eu espiava uma delas estava la bem diante da minha cama, como que pedindo para que eu as seguisse. Aiden me incentivou a levantar, eu perdia um pouco do medo quando ele me encorajava a fazer as coisa, Aiden jamais me colocaria em situação de risco.

Me levantei ainda com medo e comecei a seguir o fantasma de sua filha, ela passou pela parede do meu quarto e segui paras as outras alas do hospital. Caminhei bastante, com cuidado pra não ser notada por ninguém. Finalmente a garota parou diante de uma porta, eu reconhecia aquela sala, era onde Nathan atendia os seus pacientes regulares. Ela ficava indicando que eu devia entrar, e conforme me aproximei dela, ela sumiu.

Abri a porta com cuidado, estava escuro la dentro. Logo vi que Nathan estava na sala, debruçado sobre a mesa, e imediatamente levantou o rosto para ver quem entrava, ele pareceu surpreso, e eu também me surpreendi em vê lo daquela forma, seu roto estava desfigurado pelo choro, eu não consegui encontrar em seu rosto aqueles traços de alegria que me reconfortavam tanto todas as noites.

N: Quinn? O que faz aqui? Esta tarde... – ele buscou com pressa um lencinho para limpar os olhos.

A essa altura eu já sabia o que fazer. Me aproximei de Nathan que me olhava intrigado, e segurei as suas mãos, nem precisei me concentrar muito para abrir passagem, Aiden a colocou facilmente em mim. Meus olhos se reviraram e eu deixei que aquela garotinha falasse por mim

Q: Não fique triste papai...

N: O que você disse? – Nathan se espantou, ele ouvia claramente a voz de sua filha sair pela minha boca

Q: A mamãe não pode fazer nada... Mas não doeu, foi tudo muito rápido...

N: Quinn para com isso! Isso não tem graça!

Q: Nós estamos aqui papai... Sempre do seu lado...

N: Helen... Laura... – ele me olhava inacreditado

Q: Nós te amamos muito, e sempre amaremos, não queremos que se lamente ou se culpe pelo o que aconteceu... Não se esqueça... – fechei meus olhos com força e pude sentir quando ela saiu, quando voltei a abri los já não as via mais na sala, na verdade não voltei mais as vê las, era como se minha missão com elas estivesse cumprida

N: Quinn! Deixe me falar com elas de novo... – Nathan segurou meus ombros com força, parecia desesperado

N: Faça elas voltarem! Faça elas voltarem agora!

Q: Eu não posso, elas se foram...

N: Por favor... – ele começou a chorar, ainda me olhando nos olhos, mas foi parando de apertar meus ombros, como se desistisse – eu sinto tanto a falta delas...

–

[21 anos] Fui acordada com um balde de água na cara, aquele general asiático se mentinha na minha frente

G: Estamos cansados garota... – ele se aproximou do Ryan – talvez você diga alguma coisa pra salvar seu amiguinho... – ele tirou um canivete do próprio bolso e aproximou da barriga do Ryan

R: Não... Não diga nada... – O Ryan tentava me olhar, mas tinha o rosto já bem machucado

G: Eu quero saber qual o seu nome... Pra quem você trabalha... E como soube da existência dessa base... – Ele fez um pequeno corto na pele de Ryan para provar que não estava brincando, eu me mantive em silencio, sabia que era extremamente perigoso liberar qualquer informação, nós éramos treinado pra isso

G: Qual é o seu nome? – Agora o pequeno general apontava a faca para o rosto de Ryan, e novamente pressionava a lamina contra a sua bochecha até que uma marca fosse feita, Ryan se mantinha firme

G: Você não entende né? Vamos ficar aqui até você falar... e se seu amigo morrer durante essa brincadeira... você será a próxima... – O pequeno homem fadado me encarava com ódio no olhar, e eu devolvia da mesma forma.

Era estranho, pela primeira vez eu estava sozinha, Aiden não podia me ajudar, agora eu entendi que eles também trabalhavam com tecnologia de ponta, e aquela era uma sala anti atividade paranormal como eu havia visto no DPA, mas ela era diferente, nela o Aiden não podia entrar, era um campo completamente isolado, e estar sozinha naquela situação me assustava como nunca, por que apesar de tudo, Aiden sempre esteve comigo em todos os momentos difíceis.

O general parecia enfurecido pelo meu silencio, então em um golpe rápido ele feriu drasticamente o olho direito do Ryan, que gritou de dor imediatamente. Eu fechei os olhos, não queria vê lo sofrendo daquela maneira, apesar de tudo éramos amigos. Tentava me concentrar na Rachel, eu não dizer nada por ela, eu tinha que manter o que o meu treinamento mandava, era a minha única chance de sair dali e vê la novamente.

Um dos soldados que nos assistia na sala veio até mim e segurou meu rosto brucasmente para que eu olhasse para o ferimento do Ryan, nisso o general também se aproximou de mim, e dessa vez, sua faca estava apontada para o meu pescoço

G: Acabe logo com isso garota... Se você não acabar, eu acabo... – Ele girava a ponta ponta da fala para ferir a minha pele, era desesperador, meu coração estava a mil, mas eu me mantive forte.

Um outro soldado entrou na sala, então todos olharam para ele. Ele começou a falar em um língua que não podíamos entender, e o general guardou a sua arma, ele tinha um olhar preocupado enquanto conversava com o soldado.

G: Assuntos urgentes requerem a minha atenção... Mas eu volto logo pra continuarmos o nosso joguinho... – ele disse com um sorriso sarcástico no rosto,antes de deixar a sala. Eu olhei pro Ryan e ele se mantinha de cabeça baixa, eu não sabia se estava desmaiado ou não, não podíamos nos comunicar pois um soldado ficou conosco, mas eu estava preocupada, o tempo que tínhamos pra sair dali estava se esgotando, eu começava a desacreditar naquela missão.

Me concentrei no Aiden para tentar entender o que estava acontecendo, fechei os olhos e abaixei a cabeça. Quando pude vê lo, ele estava no corpo de um soldado no que parecia uma sala de controle, os demais soldados que antes ocupavam os postos de comando estavam mortos, e ele atirava contra os equipamentos como se quisesse destruir alguma coisa. Do lado de fora da sala, que tinha a porta bloqueada, diversos soldados inimigos se preparavam achando que o soldado que Aiden possuirá tinha desertado do grupo. Aiden estava muito longe de mim, aquilo doía mais do que os meus ferimentos físicos

Q: Aiden, volte, por favor...

De repente a luz acabou, agora eu entendia o que Aiden estava pretendendo naquela sala de controle, o soldado que tomava conta de nós resmungou alguma coisa quando a porta eletrônica da sala se abriu, ele empunhou a arma e foi até la fora. Ouvimos um grito e logo em seguida aquele soldado voou pra dentro da sala e teve o rosto destruído pelo choque que sofreu contra a parede bem diante dos meus olhos... Aiden estava de volta.

Q: Você conseguiu! – eu sorri ao re vê lo ao meu lado – Anda, tira a gente daqui logo, temos pouco tempo!

Aiden nos libertou, Ryan estava muito ferido, eu então o dei apoio, mas antes peguei a arma do soldado morto

Q: Vamos Aiden! Me proteja!

Sai da sala com cuidado, tudo estava escuro, Aiden ia na minha frente guiando o caminho e se livrando de alguem que eventualmente aparecesse na nossa frente. Passamos por um corredor onde eu pude ver o condensador, ele estava desligado pela falta de energia, era um processo de segurança padrão.

Aiden nos levou até uma sala, eu não entendia por que não estávamos saindo dali, foi quando me dei conta que ali haviam diversos armamentos e explosivos, Aiden queria que eu destruísse aquele lugar, só assim a missão estaria completa.

Q: Não sei se teremos tempo, tem muita pólvora aqui... – Aiden continuava me incentivando – está bem... – respirei fundo

Rapidamente levei todas as caixas até o corredor e as posicionei em fila. Como aquela base era subterrânea a explosão teria um impacto bem maior. Improvisei um pavil e pedi que o Aiden o acendesse quando estivesse pronto.

Q: Vamo Ryan... Seja forte, já estamos saindo! – ele parecia bem tonto, eu o ajudei a levantar novamente.

–

–

Estávamos finalmente voltando pra Ohio, o Ryan já tinha recebido os primeiros socorros e o resto da equipe estava bem. Eu não via a hora de ver a Rachel, eu mal acreditava que tinha saído daquele inferno, se não fosse pelo Aiden eu com certeza estaria morta...

Me sentei próxima ao Ryan e fiquei ali até que ele acordasse, era triste ver um jovem naquelas condições, não havia nada que eu ou o Aiden pudéssemos fazer pelo seu olho, ele com certeza o havia perdido.

R: Droga... – ele passou a mão sobre o próprio curativo – não esperava voltar pra casa com isso...

Q: Pelo menos você vai voltar pra casa... – ele se surpreendeu ao me ver falando com eles, até então só falávamos questões de trabalho

R: Alias, Obrigado Quinn, se não fosse por vocês...

Q: Não precisa agradecer, a missão foi cumprida, é isso que importa...

R: Como saímos? Eu só me lembro de um calor infernal, fogo, explosões...

Q: Isso não importa, estamos bem, eu consegui que tudo fosse destruído, e felizmente, deu certo...

R: Ainda está brava comigo? — ele foi direto

Q: Não... Meu ódio é mais canalizado pro DPA agora... – ele sorriu

R: Eu fico muito feliz que tenha resolvido tudo...

Q: Eu não vejo a hora de botar a minha vida em ordem... – me aproximei da janela para olhar la pra baixo

R: Agora eu entendo...

Q: O que? – Olhei pro Ryan curiosa

R: Por que nunca deixou eu me aproximar... a garota....

Q: Sempre foi ela, ela é o amor da minha vida... Me desculpe, talvez eu devesse ter dito...

R: Ta tudo bem... Acho que todos ficaremos bem agora...

Q: Vai continuar na corporação?

R: E que outra opção eu tenho?

–

Quando chegamos no quartel em Ohio a primeira coisa que eu quis foi ver a Rachel, e pra minha surpresa eles me disseram que ela não havia chegado, eu estranhei pois nós estávamos com um dia de atraso do cronograma planejado. Eu queria ligar pra ela, mas os oficiais insistiram para que eu me juntasse a uma reunião sobre a missão logo após tomar um banho e me arrumar devidamente, assim quando eu saísse Rachel já poderia estar me esperando e eu estaria livre para sair. Acabei concordando e fomos então, eu e a minha equipe, para a sala onde alguns oficias nos aguardavam.

T: O condensador na Ásia foi destruído com êxito, e a passagem esta agora inacessível... apesar dos contratempos foi uma ótima missão... – O general Truman, responsavel pelo DPA, era quem analisava os documentos – posso dizer que somos oficialmente agora a única nação com acesso ao inframundo... – ele se levantou parecendo estar bastante animado

T – esse fato nos trás uma nova perspectiva militar... nós vamos começar, a partir da semana que vem, uma nova pesquisa sobre fontes de energia e desenvolvimentos militares... nós já descobrimos formas de unir entidades com soldados e isso é só o começo! Tudo isso é mais importante do que ir pro espaço ou investir no campo nuclear, nós descobrimos um mundo novo... um mundo que deve ser conquistado por nós! Esse é o começo de uma nova era... – todos os oficiais se levantaram para aplaudi-lo mas eu estava enojada, me levantei e sai da sala sem ao menos olhar pra trás. Como eles podiam pensar naquilo, como queriam dominar o inframundo? Isso era um absurdo muito grande, e aquela conduta completamente egoísta me deixava irritada.

Caminhei pelo saguão do DPA procurando por Rachel, nada... Mas não demorou muito e Ryan se juntou a mim, ele tinha percebido o meu desconforto durante a reunião

R: Ta tudo bem? – ele se sentou ao meu lado

Q: O Truman me da nojo, ele é um filho da puta nojento... – cruzei os braços – eu estaria fazendo um favor ao país se deixasse o Aiden acabar com ele – o Ryan sorriu

R: Nós tivemos nossa parte nisso tudo...

Q: Mais uma vez eles nos disseram que estávamos fazendo a coisa certa... Mas tudo que fizemos foi deixar o DPA sem concorrentes pra controlar o inframundo... – respirei fundo e me levantei irritada – você tem um celular? Preciso ligar pra minha namorada, ela não aparece...

R: Claro... – Ryan me estendeu seu telefone, ele estava arrumado, mas usava um tapa olho, eu não podia deixar de sentir culpa por ele

Q: Caixa postal... – respirei fundo – duas vezes...

C: Ahh ai está você! – Cole saiu sorrindo do elevador ao me ver, eu sorri de volta – o Nathan quer te ver na sua sala...

Q: Tudo bem... Cole, você pode tentar achar a Rachel pra mim, sabe se ela esteve aqui?

C: Eu vi ela por aqui ontem a tarde, mas falei muito rápido com ela... Vou ver o que posso fazer...

Q: Ok eu vou indo... – antes de eu sair Cole segurou o meu braço

C: Não importa o que o Nathan diga, tenha cuidado... – eu apenas assenti, estava confusa

–

Eu entrei na sala do Nathan, a mesma que estive alguns dias atrás. Ele imediatamente veio me abraçar, e parecia muito feliz em me ver.

N: Oh Quinn, é tão bom vê la sã e salva... – ele me abraçava com força mas eu não correspondia, ele percebeu e então se afastou buscando os meus olhos

Q: Eu cumpri a minha parte... Agora eu quero a minha liberdade... – ele perdeu aquele semblante alegre que teve no primeiro momento e se afastou de mim para ir até a sua mesa, sobre ela, ele pegou um envelope e me entregou

N: Está tudo ai, segundo a CIA você nunca existiu, documentos novos, tudo certo... – eu abri o pacote para confirmar o seu conteúdo e além dos documentos havia um cheque

N: 500 mil dólares por serviços prestados... É pro seu novo começo...

Q: Obrigada... – eu disse com certo cinismo, eles não faziam mais do que a obrigação, e Nathan sabia que eu tinha um certo rancor por ele ter delatado a Rachel.

Q: Bom isso é um adeus... – ele respirou fundo

N: Antes de você ir eu queria pedir uma ultima coisa... – eu apenas assenti, ele se apoiou em sua propria mesa antes de começar a falar

N: Quando minha esposa e filha morreram anos atrás eu perdi totalmente o sentido da minha vida... chorei muito...ficava me perguntando por que? por quê elas? Eu nunca mais as abraçaria de novo... Então você apareceu e eu percebi que elas estavam aqui o tempo todo perto de mim, eu só não podia vê las... – ele se locomoveu até uma outra parte da sua sala e digitou alguns códigos na tela que davam acesso a um outro laboratório, eu o olhava curiosa

N: Então.. O governo me deu o que eu precisava pra estudar o outro lado... – Nathan se aproximou de uma maquina e começou a mexer em seu monitor

N: Eles estavam interessados em melhorias militares, mas eu só queria ver a minha família de novo... Então demorou algum tempo, mas eu finalmente criei isso... – ele apertou um botão, e bem diante de nós, dentro do circulo que formava aquela maquina elas apareceram, sua esposa e filha estavam ali, presas dentro daquele espaço. Eu dei alguns passos pra trás, estava espantada com o que via

N: Olá meus amores... – Nathan as olhava com adoração, mas elas tinham péssimas feições, pareciam tentar falar, mas nenhum som era omitido

N: Eu venho vê las todos os dias... – ele olhou pra mim – e estou trabalhando em um novo condensador que permite o contato com o inframundo... – eu permanecia quieta – falar com os mortos Quinn! Você pode imaginar?

Q: O que você quer de mim? – eu disse de uma vez

N: Quero que me ajude a falar com elas, explicar o que esta acontecendo... Até eu terminar a minha pesquisa você é a única que pode fazer isso...

Q: Nathan eu não posso... É contra a lei natural das coisas...

N: Por favor... Eu não ouço suas vozes a anos... Por tudo que eu fiz por você Quinn, eu imploro... – passei a mão pelos meus cabelos, estava confusa

Q: Ta.. Me de as suas mãos... – Ele sorriu e imediatamente segurou em minhas mãos

Assim como da ultima vez, anos atrás, eu deixei com que elas falassem por mim, meus olhos se reviraram e quem falava dessa vez era a sua esposa

N: Hellen?

Q: Nathan, você precisa nos libertar... Esta nos machucando! – Nathan parecia espantando – NOS DEIXE MORRER NATHAN! – ele se assustou e soltou as minhas mãos

N: Hellen não disse isso! – ele parecia irritado – foi você Quinn!

Q: Eu não fiz nada... você esta mantendo elas aqui, presas entre dois mundos...

N: VOCÊ ESTÁ MENTINDO! – ele se exaltava – Eu sei que elas querem ficar comigo, EU SEI!

Q: Nathan me escuta! Se você as ama de verdade, você precisa deixar elas irem, você sabe disso! Não pode enganar a morte!

N: A morte não é nada! NADA! – minha respiração estava pesada, parecia que aquele Nathan que eu conhecia a anos já não existia mais, aquele era um homem louco

Q: Adeus Nathan... Eu espero que você encontre paz... – me virei e sai, nenhum de nós disse mais nenhuma palavra.

–

Tudo que eu queria desde o momento em que cheguei era ver a Rachel, por isso tentava esconder aquela frustração dentro de mim enquanto esperava o elevador, eu tinha certeza de que agora finalmente a encontraria. Eu ouvi o barulho, o elevador chegou no meu andar. Antes que as portas fossem abertas o inesperado aconteceu, eu levei uma coronhada na cabeça pelas costas. Um segurança do DPA, eu não esperava por aquilo. E mais uma vez eu perdi a consciência.

–

Quando acordei estava amarrada sobre uma maca, o general Truman estava parado diante de mim, era patético estar em uma situação como aquelas novamente, mas no meu país? Tudo estava tão confuso. Ele se aproximou quando me viu abrindo os olhos

T: Ah... Oi Quinn... – ele estava sendo sarcástico – você nos colocou numa situação difícil aqui, não?

Q: O que ta acontecendo?

T: Não podemos deixar você ir... Não podemos te matar também... Não sabemos do que é capaz do outro lado, você é perigosa...

Q: Cadê a Rachel? – meus olhos pesavam muito e eu me sentia extremamente fraca

T: Tivemos um trabalhão para dispersa la ontem, mas não se preocupe, ela acha que você teve complicações na missão e só retorna na semana que vem, mas adivinhe só? Você nunca voltará... Você está morta pro mundo agora Quinn, é uma pena que seu avião tenha sido atingido... Teremos até um funeral pra você, tenho pena daquela pobre garota... – ele era sínico, eu estava tão furiosa e não conseguia fazer absolutamente nada

Q: O que vão... fazer comigo?

T: Bom, aplicaremos alguns sedativos pesados que te deixaram em coma constante, assim como fizemos com a sua mãe... uma solução simples – minha visão ficava cada vez mais fraca

T: Adeus Quinn, sempre seremos gratos pela sua... ajuda... – ele sorriu antes de se retirar da sala, eu olhei para o meu braço e vi enumeras agulhas espetadas em mim, eu estava desesperada, eu não podia acabar ali, não podia acabar daquela forma. Minha consciência estava uma bagunça, eu via as coisas em flashes, não tinha noção do tempo e aquilo só parecia piorar. Eu senti que havia alguém la dentro comigo, eu não sei se ele já estava antes, mas ele finalmente se aproximou e pude ver o seu rosto

N: Você abriu os meus olhos Quinn... Eu vou acabar com todos os problemas da vida... Ninguém mais vai morrer, ninguém vai sofrer... Não existirão mais dois mundos...

Q: O.. O que? Me.. ajuda Nathan...

N: Eu vou abrir a porta, eu vou deixar o inframundo se mesclar ao nosso, seremos um só mundo...

Q: Não... Nãoo.. Não existem apenas almas do outro lado Nathan... – eu tentava dizer, mas parecia muito difícil

N: NÃO! Tudo vai ficar bem! – ele se aproximou da porta – você precisa confiar em mim... – eu vi sair o Nathan sair. Se aquilo era real então seria o fim do mundo, uma lagrima escorreu pelo meu rosto.

Eles cometeram um erro grave naquele dia, não me trancaram em uma das salas especias, eles sabiam que os sedativos deixariam o Aiden fraco, de fato, ele tentava me libertar e não conseguia, nem ao menos retirar o medicamento das minhas veias ele era capaz, mas ele ainda estava ali, sempre estaria.

Q: Estamos muito fracos Aiden... Encontre ajuda... Rápido... – ele começou a se afastar e aquilo doía imensamente – Rápido Aiden, eu não sei se consigo...

Notas finais
Só mais dois caps! Se algo ficou confuso ou mal explicado, caalma! Só mais dois caps! ;) Comentem!