Entre dois Mundos.
7 Ao Retorno
Notas iniciais
E só por precauções preparou os canhões.
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_Prontos? –gritou o soldado.
_Sim! –responderam os guardas em uníssono.
_Disparar!
Um dos guardas acendeu o pavio do canhão fazendo com que uma enorme bola de ferro fosse lançada em direção a Thor e Regina. A bola os pegou de surpresa, mas o deus conseguiu desviar a tempo.
_O que foi isso? –perguntou o deus.
_Thor lá em baixo. –ela apontou para uns pontos pretos a beira de um castelo. _O que será aquilo?
_Vamos descer.
O deus então apontou seu martelo pra baixo e desceu em alta velocidade, assustando a rainha, faltando poucos metros do chão o deus botou o martelo na posição certa fazendo com que ele e Regina encostassem os pés no chão. Eles se esconderão atrás de alguns arbustos.
Os guardas foram se aproximando.
_Thor o que vamos fazer?
_Eles não estão aqui pra brincar eu presumo.
_Não mesmo. Olhe as armas que estão carregando. Não temos tempo para brigas.
_Eu tenho uma idéia.
O deus então contou o seu plano pra rainha.
Os guardas se aproximaram empunhando as espadas e levando os escudos frente aos seus corpos.
_Quem são vocês? –perguntou o guarda líder.
Nada foi dito.
_Respondam!
Sem respostas
_Fiquem a postos.
O guarda estranhando o silêncio adentrou os arbustos.
_Não tem ninguém aqui.
_Ali! Eles estão fugindo! –disse um dos guardas que avistou os fugitivos correrem por terra.
Os guardas começaram a perseguir o casal. O guarda líder fez um sinal que foi entendido pelos arqueiros que estavam no alto do castelo.
_Atirem!
Começou a cair uma chuva de flechas que perseguiu o deus e a rainha. As flechas estavam sendo inútil até que um dos arqueiros com uma boa pontaria atingiu em cheio as costas da rainha.
A morena sentiu o baque da flechada que recebeu e parou de correr.
_Regina, não podemos parar. –disse o deus que não tinha visto o que havia acontecido.
_Eu fui atingida.
_Como?
O deus foi até a morena. Ele percebeu que os guardas se aproximavam.
_Não se mecha. –ele disse e deu três passos pra frente.
O deus ergueu seu martelo, as nuvens surgiram, os raios apareceram e ele disse:
_Se segurem.
O deus deu uma corridinha leve e saltou, por fim batendo seu martelo no chão.

A terra tremeu, as rachaduras surgiram, as pedras voarão e os soldados... Foram para o espaço.
_Regina, você esta bem? –perguntou o deus vendo o sangue que escorria nas costas da morena.
_Não.
_Mas vai ficar. Vem.
Thor pega a morena no colo que se arrepia ao sentir os fortes braços do deus do trovão.
_Segure no meu pescoço.
A rainha obedece e em seguida ergue a cabeça e encontra o olhar carinhoso do deus. Thor desvia seu olhar quando percebe que tem outros guardas se aproximando.
Sem avisar ele levanta seu martelo e voa em direção a grande montanha. Os arqueiros ainda tentam acertar, mas o deus desvia e aquelas que chegavam perto eram detidas pelo escudo que a rainha tinha formado em volta dos dois.
No hospital de Storybrooke.
14h45min.
Henry estava sentado em sua cama vendo o vídeo que tinha gravado da luta do dia anterior.
_Podemos entrar? -perguntou Volstagg.
_Claro. –respondeu o menino sorridente.
_Como você esta? -perguntou Sif.
_Melhorando.
_Isso é bom. O que você esta assistindo?-disse Fandral.
_A luta que eu gravei ontem.
_Aquela que te fez vir parar aqui. — falou Hogun.
_Essa mesma. –ele disse triste.
_Por que esta triste? -perguntou Volstagg.
_Não sei lutar. Não sei empunhar uma espada, não sei usar um arco, não tenho magia. Resumindo eu não presto pra nada.
_Isso não é verdade. –disse Fandral
_Então me fala algo que eu faço bem.
Os guerreiros nada disseram.
_Viu? –ele disse decepcionado.
_Ei, nós estamos aqui pra mudar essa realidade. –falou Sif
_Como assim?
_Nós vamos te ensinar a lutar garoto. –disse Hogun
_Sério?
_Parece que estamos brincando? –perguntou Fandral.
_Isso vai ser irado.
_Pode apostar que sim. –falou Volstagg.
_Quando você vai sair daqui? –perguntou Hogun
_Creio que amanha.
_Ótimo! Nós vamos passar aqui pra te buscar. –falou Sif.
Na casa da Zelena.
_É bom estar aqui novamente.
Ela diz passeando pelo local.
_Agora que estou de volta vou botar meus planos em ação. Primeiro vou aterrorizar um pouquinho aquela cidade, depois vou brincar com Dark One e por fim eu vou torturar de forma diferente as mães daquele pivete e por fim vou usar o meu robô pra acabar com esse inferno que eles chamam de cidade. Storybrooke que me aguarde. A bruxa esta solta.
Ela solta uma risada diabólica.
No País das Maravilhas.
Thor e Regina finalmente chegam ao topo da Montanha Mística.
_Regina, vamos ter que tirar essa flecha de você.
_Mas...
_Não tem ‘mas’ Regina! Você esta sangrando muito, pode ser perigoso.
_Então vamos tirar isso logo. –ela disse.
_Vai doer.
_Eu sei.
_Vem, fica de pé e se segura em mim.
Ela segue as ordens do deus.
_La vai.
Thor encosta a mão na flecha e a rainha faz uma cara de dor. Ela fecha os olhos.
_Pode tirar.
O deus pra não torturar a rainha com a dor puxa a flecha de uma vez arrancando a mesma e um grito de dor da rainha.
_Regina. Você esta bem? –ele pergunta preocupado.
_Estou.
_Se senta ali.
O deus arranca uma parte de sua capa e a usa como faixa enrolando-a na rainha a onde ela tinha sido atingida (na costela um pouco abaixo dos seios).
_Me desculpe. Não era a minha intenção lhe fazer sentir dor.
_Não se preocupe. Você fez o que foi preciso.
O deus termina o “curativo”.
_Daqui a pouco o sangue coagula.
_Não sabia que você era médico.
_Quando se vai pra guerra você vê muitas cenas como essa. A pessoa acaba aprendendo.
_Obrigado.
_Não fiz mais que a minha obrigação. –ele diz sorrindo pra ela e ela retribui o sorriso.
Eles ficam parados se olhando. Pareciam perdidos em meio a um labirinto de emoções repentinas. As coisas simplesmente aconteciam era um turbilhão de emoções, sentimentos, confusão, duvida, medo, incerteza... E acima de tudo uma faísca de amor.
_É... Como vamos saber qual é essa pedra mística? –disse o deus quebrando o silêncio.
_É uma pedra roxa e brilhante.
_Ok. –o deus começou a olhar em volta.
_Perai deixa eu te ajudar. –disse a rainha se levantando.
_Regina fica quieta ai. Vai que esse ferimento piora ou se torne algo mais grave. Deixa que eu procuro.
2 horas depois.
17h02min.
_Como pode ser tão difícil achar uma pedra? –disse a rainha impaciente.
_Acredite eu não sei.
_Nós vamos encontrar isso e é agora! –ela disse se levantando, mas parou por um momento ao sentir uma pontada na costela.
_O que foi Regina?
_Eu não sei, estou sentindo uma dor na costela.
_Deve ter sido a flecha. Fique quieta ai. Eu vou achar essa pedra.
Thor olhou em volta.
_Roxa e brilhante. –ele disse para si mesmo. _Roxa e brilhante. –ele repetiu. _Roxa e...
De repente ele vê algo brilhar no “topo da montanha”.
_Brilhante... Regina! Acho que encontrei. –ele anda apressado até o brilho que reluzia cada vez mais forte. Ele pega a pedra e leva até a rainha.
_É essa?
_Sim é essa.
_Já podemos ir. Cadê o pergaminho?
_Ta no meu bolso. Aqui. –ela diz mostrando o papel depois de tê-lo tirado do bolso.
Eles seguram o pergaminho e o lêem de trás para frente como Gold tinha falado. A nuvem vermelha que os trouxe reaparece e os suga os levando de volta para Storybrooke.
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