Entre dimensões
5 Capitulo cinco
Christian
—Ande logo Christian, temos uma análise geral marcada para você em alguns minutos, e você sabe que Gerald não tolera atrasos. — Meu tutor Allan repete pela milésima vez algo que eu não precisava ouvir novamente já que eu já sabia que toda terça as 9:00 da manhã eu tinha uma consulta com o doutor Gerald aonde ele examina as anormalidades de meu organismo e também testa os níveis de radiação que meu corpo pode receber sem que eu tenha efeitos colaterais, o que milagrosamente até hoje não foi detectado.
—Ok senhor Allan. — Digo pegando meu paletó e o acompanhando — Allan sempre esteve comigo desde que eu me entendo por gente ele me ensinou praticamente tudo que eu sei, mas eu sempre o considerei como um amigo não como meu tutor pois na minha cabeça se ele só fosse meu tutor eu não teria ninguém que se importasse comigo, o que de certa forma é verdade já que as únicas pessoas com quem eu tenho contato são com Allan, Laura e muitos cientista que até hoje eu não decorei o nome. Laura é a esposa de Allan ela se dispôs a cuidar de mim quando eu tinha 5 anos para que não precisa se ficar no laboratório a minha infância inteira, e foi ai que começaram a diminuir minhas consultas com Gerald.
—Christian o que está acontecendo com você?
—Nada senhor só estou um pouco distraído.
—Então concentre se eu não quero ser forçado a te castigar por isso. Agora entre na sala e seja o mais gentil possível com o convidado de Gerald, ele irá participar de sua análise hoje.
—Sim senhor.
Entro na sala de Gerald, ela era branca com uma maca no canto e muitas máquinas ao redor algumas eu conhecia desde criança, como a que realizava minhas sessões de radiação, ou a que calculava minhas ondas cerebrais e as comparavam as de uma pessoa comum, mas eu conhecia principalmente a que era usada para drenar minha medula óssea para testes aquela maquina me causava uma dor inimaginável, avisto Dr. Gerald sentado em sua cadeira que ficava atras da mesa no centro da sala.
—Está atrasado Christian. — Ele fala sem nem mesmo olhar para mim. -Agora não temos tempo a perder tire a roupa e entre na unidade Um.- Estremeci ao ouvir aquela ordem fazia aproximadamente dois meses que eu não ia a unidade Um, aquela máquina além de aterrorizante era extremamente dolorosa.
—Ok Dr. Gerald. — Retiro minhas roupas as dobrando e colocando em cima de uma das cadeiras da sala, então abro uma porta que no fundo da sala de Gerald, então vejo a escadaria branca que parece não acabar nunca, a essa altura eu já esta tremendo tanto de frio como de medo, a temperatura daquela sala parecia estar menos de 10°C negativos, e eu estava vestindo apenas uma cueca e ainda estava descalço. Finalmente desço o último degrau dando de cara com uma sala ncompletamente diferente da que geralmente estava localizada na unidade Um. A sala ao invés das costumeiras paredes brancas estavam paredes espelhadas que tinham como foco principal uma máquina gigante no centro da sala, a máquina parecia uma espécie de câmara de tortura devido as quatro algemas nas paredes duas na altura de braços e outras duas nos pés. Estava tão distraído que nem mesmo percebo os enfermeiros me conduzindo até a máquina e me começando a me prender as algemas.
—Christian hoje nós iremos testar algo novo, essa é a nova e melhorada versão da DNA319 ela irá fazer uma coleta e análise direta do seu DNA tendo como principal objetivo descobrir e relatar todas as anomalias em seu DNA desde a maior até a menor que for o que nos dará uma nova forma de terminar o processo de testes em você. Alguma pergunta? — Olho para ele ainda mais assustado do que quando entrei na sala.
—Isso irá causar qual nível de dor? — Vejo ele dar um sorriso de canto mais logo o esconde.
—Infelizmente Christian nós não tivemos a chance de testar o nível de dor ainda mas pelos meus cálculos em uma escala de 0 a 100 por volta de 101.- Ele olha para mim esperando algum comentário mas como não digo nada ele acrescenta. — Agora nos iremos começar o processo agora por favor Christian tente não se contorcer muito pois isso pode aumentar a dor.
Dr. Gerald anda em direção à uma das grandes paredes feitas de espelhos quem a sala continha e começa ao que me parece desta distância digitar algo como uma senha ou instruções, e então coisas que ao meu ver parecem ser paredes de vidro começam a fechar a câmara de vidro em que me encontro, quando finalmente terminam de fechar a câmara totalmente algumas luzes em um tom de azul começaram a mirar em diferentes lugares de meu corpo, então em uma velocidade gigantesca agulhas saem do mesmo lugar que as luzes, depois disso só senti a dor de aproximadamente vinte agulhas entrando em me corpo e o sangue sendo drenado de mim, eu até tentava me controlar para não gritar mas era fisicamente impossível que eu conseguisse devido a extrema dor que aquelas agulhas causavam. Quando eu achei que finalmente fosse acabar ouço o Dr. Gerald dizer "Levem ele para a sala de cirurgia no nível dois, em hipótese alguma o deixem morrer, ainda não temos informações suficientes."
E então tudo se apagou.
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