Entre as épocas

1 Sonho ou realidade?


Notas iniciais
Primeiro capitulo da minha nova fic, aê! (Demoro muuuuuito mais do que eu esperava, maas, ao menos saiu certo? ) Espero que gostem, comentem e continuem lendo!!


“Abri os olhos assustada. Não lembrava do que tinha acontecido, só sabia que estava dentro de um castelo, caída no chão, usando um vestido como os daquelas princesas dos contos de fadas, longo, cheio de babados, em um tom um pouco mais claro de verde musgo com detalhes em dourado. Foi quando notei que tudo a minha volta estava envolto de chamas. O fogo devorava cada pedaço daquele imenso salão de arquitetura medieval. Tentei levantar-me, mas minha perna doía imensamente. Procurei uma saída com os olhos, mas encontro apenas uma porta, distante demais para alcançar na minha condição atual. Começava a conformar-me que ficaria ali até as chamas me alcançarem, quando alguém arromba a porta. Era um garoto, devia ter aproximadamente a minha idade, usava uma roupa branca, com detalhes azul-marinho, que combinava perfeitamente com seu cabelo louro, quase dourado, liso, um pouco comprido, e com seus olhos, que eram feitos de um azul-escuro intenso, estavam cheios de medo, sua mão branca segurava uma espada prata, com o punho preto, ele olhou em volta e quando me viu, gritou um nome, acho que meu nome, mas estava desorientada demais para saber. Ele correu em minha direção, como se estivesse aliviado. Não sei bem ao certo o porquê, mas me senti aliviada também ao encontrá-lo, como se apenas ele pudesse me salvar. Na hora em que sou alcançada pelo garoto, ele encaixou a espada na bainha que estava presa em sua cintura e pergunta se eu estava bem. Sua voz aveludada me deixará um pouco embriagada, afirmei com um aceno de cabeça e ele pegou-me no colo. Estávamos prestes a sair daquele lugar, quando um homem vestindo uma armadura entrou pela porta em que sairíamos. O homem tinha os cabelos negro-desbotado e seus olhos castanhos levemente caídos, tinham um ar sombrio, assustador. Olhei para aquele que me carregava, seus olhos estavam apreensivos. O homem disse algo que não consegui ouvir direito, mas que afetou imensamente o loiro. Eu estava com medo. Medo do que poderia acontecer, medo do que aquele homem poderia fazer conosco. Fiquei mais assustada ainda quando ele pôs-me no chão. Quando ele iria distanciar-se agarrei a barra de sua manga e confessei meu medo, ele sorriu, disse que não precisava me preocupar. Uma batalha começará. Ambos lutavam com toda sua força, lutavam com suas almas. O tinir de uma espada se chocando á outra era o único som, além do fogo queimando. O som de uma espada cravada em algo é ouvido. Lágrimas começam inconscientemente á sair de meus olhos, e depois de um grito meu, tudo fica escuro...\"



Acordo assustada, levantando da cama num único pulo. Meu despertador tocava insistentemente um som agudo e extremamente irritante.



-Foi... Um sonho?



-Allice! –Chama uma mulher do outro lado da porta de meu quarto.



-Que foi mãe? –Pergunto sonolenta, ainda assustada com o sonho.



-Já está acordada? Que bom, o café esta na mesa. –Comenta abrindo a porta.



Raquel, esse é o nome de minha mãe. Alta, pele bronzeada, cabelo ruivo, longo cacheado, olhos verdes, corpo definido, ela está em ótima forma para uma mulher de 43 anos. Raquel nunca foi o tipo de mãe que adora ficar limpando a casa, bajulando os filhos, ou mimando o marido com comidas maravilhosas. Não, não a Raquel que eu conheço. Ela sempre foi do tipo de mulher independente e aventureira, uma mulher que sabe o que quer. E mesmo depois da morte de meu pai, que faleceu aos meus seis anos, ela continuou vivendo, não como antes, não com a mesma energia, mas ela tem uma filha para cuidar, e não vai deixar que algo, mesmo sendo trágico, prejudique nossa vida, ao menos, foi isso que ela me disse. “Não adianta esperar que algo aconteça... Você tem que fazer acontecer!”, era a frase de cabeceira do meu pai, Jonathan. A qual ela segue fielmente.



Fui para meu guarda-roupa e peguei o uniforme, um conjunto de saia ou calça verde escuro, o aluno escolhe, e a camiseta preta, coloquei o blusão grosso, também preto com o símbolo da escola bordado de verde e dourado, uma meia comprida, que ia até metade de minha coxa e a bota marrom escura sem salto. Penteei o cabelo e peguei um elástico prendendo meus longos fios castanhos em um rabo-de-cavalo frouxo.



-Tchau mãe, estou indo para a escola. –Anunciei depois de descer as escadas, pegando minha mochila em um dos degraus desta, ao passar pela porta, escutando um “cuidado” e “boa aula”.



-Allice! –Ouvi alguém gritar ao começar a andar, depois de trancar a porta. –Oi Alice, como vai? –Pergunta uma garota loira, cabelo estilo chanél, e olhos castanhos, pele branca, mais ou menos da minha altura.



-Oi Gabriela. –Respondi distraída.



-O que houve com você? Está distante... –Perguntou preocupada.



Dei um longo suspiro. Gabriela era minha melhor amiga desde três anos de idade, seria impossível esconder algo dela. –Eu tive aquele sonho de novo... –Desabafei.



-Aquele do garoto que te salva? –Indaga indiferente, olhando para a estrada.



-Qual mais, Gabi? –Perguntei sarcástica.



-Bem, podia ser aquele que você dança balé... –Respondeu risonha.



-Foi uma pergunta retórica. –Comentei fria, cortando-a. — Eu devia parar de contar meus sonhos pra você...



-Ah, vamos, não pode ser tão ruim assim, não é? Afinal, é apenas um sonho! –Comentou ela descontraída.



-Mesmo assim... Eu fico com uma sensação estranha toda manhã. Como se... Como se algo realmente fosse acontecer.



-Bem, então que aconteça! Você não reclamou outro dia que sua vida andava monótona de mais?



-Certo, você me convenceu. Agora... Quem chegar primeiro paga o lanche! –Disse começando a correr.



-Hei! Isso não vale você saiu na frente! –Reclamou ela correndo atrás.



-Mas você é da equipe de corrida, então nada mais justo que eu sair primeiro! –Contradisse rindo.



--



Chegamos à escola alguns poucos minutos depois, e pra variar, eu perdi a corrida. Bem, é difícil ganhar quando seu oponente faz parte da equipe de atletismo.



-Allis... –Falou a loira cantarolando meu apelido, que alias, ela mesma havia criado.



-Que é? –Pergunto fria pegando um livro de matemática do meu armário e juntando-o ao de Shakesper que eu carregava. Odiava quando ela me chamava de ‘Allis’, era muito infantil. Enquanto minha amiga estava encostada em um armário do meu lado.



-Sabia que vai entrar um aluno novo na nossa sala?



-E o que tem isso? Todo ano entra, qual é a novidade...? –Indaguei distraída mexendo em minhas coisas.



-Bom, a novidade é que ele é lindo... –Responde Gabriela sonhadora.



-E como você sabe de algo assim? –Perguntei finalmente olhando para ela.



Em resposta, ela apenas apontou para o corredor. Nele um garoto da nossa idade passava.



Primeiro, fiquei assustada. Depois disso, entrei em pânico.



-Impossível...


Notas finais
Ai está o primeiro capitulo.

O proximo sairá em breve... Acho Oó

Ja né, Bjuu'z.