Entre as épocas

4 Fim de Sábado.


Notas iniciais

Desculpaaaa!

Eu sei que demorei muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito pra postar, mas tive problemas familiares e emocionais, que me deixaram estremamente abalada...

Espero que gostem.

Boa leitura.

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Guiei Ian pelas ruas até chegarmos a minha casa. Abri a porta, e liguei as luzes. Mesmo de dia minha casa era escura.

-Acho que já vou indo... –Falou Ian acenando da porta.

-Veio até aqui só pra me deixar em casa? –Perguntei meio incrédula prendendo meu cabelo em um rabo-de-cavalo frouxo.

-Ã... Na verdade foi. –Disse ele sorrindo.

-Hum... Porque não fica um pouco? Tem lasanha. Eu posso esquentar pra gente. –Sugeri apontando para a cozinha. Não sei porque estava convidando um estranho para entrar em casa, afinal mal nos conhecíamos, mas me sentia bem perto dele.

Ian riu, mexeu nos fios loiros que caiam em seu rosto e respondeu:

-Acho que um pedaço não vai fazer mal... –Aceitou ele entrando e fechando a porta.

-A não ser que minha mãe tenha feito. –Brinquei fazendo ambos rirem.

Entrei na cozinha sendo seguida pelo loiro. Peguei a forma de lasanha e coloquei sobre o balcão.

-Pode pegar os pratos? –Perguntei mexendo na gaveta do armário, atrás de uma faca e uma espátula.

-Claro. Onde estão? –Falou se aproximando.

- Na ultima porta aqui em cima. –Respondi apontando pra cima, enquanto vasculhava a gaveta de baixo.

Ouvi os passos baixos de Ian aproximar-se enquanto me concentrava em achar a bendita faca, que só Deus sabe onde minha mãe guardou.

Ouvi o tinir da porcelana na mesa de madeira quando senti uma sensação estranha e um liquido vermelho inundar a gaveta.

Tirei o braço da gaveta e olhei o imenso corte que atravessava a palma de minha mão.

-Droga. –Resmunguei tirando o anel do dedo da mão machucada.

-Allice? –Chamou Ian com sua voz aveludada soprando em minha nuca.

Tampei o machucado com a outra mão e corri para a pia. Abri a torneira e deixe que a água limpasse o liquido vermelho de minha pele pálida, ignorando o chamado dele.

-O que houve? –Perguntou Ian soprando em minha nuca novamente.

-Não é nada...

-Vamos, deixe-me ver. –Falou pegando meu pulso.

-Não, tudo bem, só vou fazer um curativo e nós podemos comer... –Recolhi meu braço, mas ele segurou-o de novo.

-Vamos, não seja teimosa. –Disse sorrindo e pegando minha mão.

Devo ter feito a cara mais emburrada e infantil do mundo porque ele começou a ri de minha provável careta.

-Dói? –Indagou ele passando o dedo sobre o corte.

-Não. –Respondi olhando-o, sentindo a pele quente e macia dele tocar a minha fria.

Ele contornou a ferida antes de segurar minha mão e coloca-la em baixo da água fria que saia da torneira. Sua mão quente e o choque térmico da água fria fizeram o corte latejar, mas nada de muito incomodo.

-Onde tem gaze? –Perguntou olhando-me nos olhos depois de estancar o sangue.

-No armário da sala. Segunda porta.

Olhei-o fazer o trajeto até a sala e voltar com alguns pedaços de gaze e esparadrapos.

Ian sentou-se em uma cadeira e chamou-me com um aceno de mão. Sentei ao seu lado e ele começou a enrolar a palma de minha mão com o fino tecido. Segurou uma das pontas com a mão e a outra com a boca enquanto cortava um pedaço de esparadrapo com a outra mão.

-Ah, eu ajudo... –Falei tentando ajuda-lo com a mão livre.

-Não... Tudo bem... –Falou ele com a voz abafada pela gaze, continuando a fazer o curativo concentrado.

Uma imensa sensação de nostalgia passou por mim. Como se aquela cena já tivesse acontecido...

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O resto do dia passou normalmente. Depois de comermos ele se despediu e foi pra casa, eu peguei o pode de leite condensado e comi puro enquanto assistia um filme qualquer na tv. Estaria enjoada e dramática no dia seguinte, mas não estava nem ai agora.

Depois do filme tomei um imenso copo d’água pra tirar o gosto exageradamente doce da boca e fui tomar um banho.

Lavei os cabelos, tirei o suor do corpo e esfriei literalmente a cabeça em baixo de uma água completamente fria. Vesti uma camiseta dois números maiores que o meu e deitei apenas com ela e a lingerie, estava acabada e com um imenso calor. Adormeci rapidamente, sem sonhar com nada, apenas no vazio.

Notas finais

Desculpa novamente e espero que continuem acompanhando, lembrando que comentar acelera a produção.

Agradecimentos especiais a Maay Monteiro e Lucifer por comentarem o capitulo anterior.

Até o proximo capitulo (que sairá muuito mais rápido que esse, podem ter certeza!).

Ja Ne, Kiss.