Entre anjos
19 Voltando
Notas iniciais
20/05/16
–Luna, acorda. Tem um pessoal aqui fora querendo falar com você. Falou Jenny. (Jenny é a garota que mora comigo, a gente se conheceu em uma boate, e depois ficamos bem amigas.)
–Ai meu Deus, eu já vou. Falei me levantando. Fui rapidamente ao banheiro limpei meu rosto escovei os dentes e troquei de roupas.
Coloquei um shorts Jeans e uma regata bem solta.
Desci para sala e Jenny estava no sofá.
–Você não chamou o tal pessoal para entrar? Perguntei indignada.
–Chamei oras. Questionou ela. – Eles disseram que estão vendo a praia. E falaram que você vai saber quem é quando os vir.
–Isso é estranho. Falei.
–Mas divertido. Ela riu. – Te espero aqui, não demora.
Concordei e então peguei meu chinelo e fui para praia, enfrente a minha casa.
Não estava muito cheia, tinha algumas famílias reunidas, garotos surfando apesar de não ter muitas ondas. E tinha um grupo de pessoas mais para o norte. Fui indo naquela direção.
Quando eu me aproximei mais um pouco vi Crisaor, Lucco, Lucca, Beth, John e o Demon. Meu coração disparou. Aquilo só pode ser uma alucinação. Eu estava nervosa.
Então olhei para o mar e tentei me controlar. As ondas pareciam fazer parte de mim quando eu estava nervosa.
Começou a fazer ondas bem grandes, e os surfistas aproveitaram.
–Vai com calma rainha do mar. Gritou Crisaor rindo. Todos me olharam.
Então eu corri em direção a eles. Demon era o que estava mais próximo de mim, então fui falar primeira mente com ele.
–Não consigo acreditar que vocês estão aqui. Falei olhando para ele e depois aos outros.
–Surpresa. Falou Beth enquanto colocava as mãos para o alto e sorria.
–Você esta bem diferente. Falou John me observando de cima a baixo.
Ele tinha razão, meu cabelo estava na altura do meu peito, pintei ele de vermelho e estava com algumas tatuagens.
E todos estavam iguais.
–Parece ser legal, a garota que mora com você. Falou Lucco com o sorriso malicioso, Lucca o cutucou.
–É mesmo legal. Então sorri.
–Chega de enrolar. –Falou Crisaor vindo até mim.
–Luna, nós queremos que você volte com a gente. Falou Beth cortando Crisaor.
Eu olhei todos, e realmente Demon era o único que parecia confuso com minha resposta, todos acharam que eu iria aceitar.
–Eu não sei... Falei e minha voz falhou.
Beth olhou pro mar e depois para mim.
–Vai com calma. Falou ela.
Eu olhei pro mar, e acabei fazendo uma onde bem grande, me concentrei para desfazer ela. Fazia tempo que eu não fazia nada assim, sem saber que teria feito.
–Como somos amigos bem legais, você tem o dia todo para pensar. Amanhã a gente vem até você novamente e você se decide. Falou Crisaor.
–Pode ser... Falei enquanto olhava pras pequenas ondas novamente.
–Até amanhã Luna. Sussurrou Demon em meu ouvido.
Acordei ofegante. Isso não pode ter sido um sonho, eu jurava que Jenny realmente me acordou.
–Uau. Murmurei.
Troquei de roupa e desci para a sala, Jenny estava sentada no sofá com uma xícara de leite na mão. Ela sorriu.
–Vou surfar um pouco. Depois eu volto. Avisei e sai de casa.
O meu “surfar” não era bem surfar como o de qualquer outra pessoa. Fui para praia e fui para um lado onde não tinha turistas.
Coloquei meus pés nas águas e assobiei. Depois de alguns instantes o tubarão do meu pai apareceu. Apesar de ele ser beeeem grande ele se esconde bem.
–Ai esta você garoto. Falei fazendo carinho em sua cabeça. Montei nele, e logo depois ele me levou profundo do mar. O fundo do mar não é como todos acham, “sereias lindas que atraem os homens, uma cidade cheia de seres da água racionais.” Não é assim.
Nesse meu tempo já consegui fazer uma lista de como realmente é:
Sereias não são lindas, muito menos legais.
Sereias são horríveis e mal-humoradas.
Sereias são falsas, nunca confie nelas.
Meu pai não mora em um castelo no fundo do mar, com vários súditos.
Isso era a verdade, toda a fantasia que falavam era mentira. Mas era legal por lá.
Depois de algum tempo vendo o fundo do mar pedi pro belo tubarão, cujo eu não sabia o nome; levar-me para superfície. Ele me levou e depois foi embora.
–Achei que não ia voltar tão cedo desse passeio nas águas. Uma voz estranha falou.
Procurei em volta e não havia ninguém.
–Coisa da minha mente... Murmurei.
–Não é coisa da sua mente, eu estou aqui em baixo. Olhei para baixo e vi Tommy. O pequeno cintilante.
–O que faz aqui? Perguntei levando ele até minhas mãos.
–Luna, não esta certa as coisas sem você. Ele abaixou os pequenos olhos em sinal de tristeza.
Eu sorri.
–Essa é minha vida agora. Falei para ele enquanto acariciava sua cabeça.
–Aposto então que você não vai ligar se eu te disser que Demon esta saindo com uma Klein. Ele abriu um sorriso malicioso.
– O- o que? Perguntei gaguejando.
–Isso mesmo. Ele riu. Aqui esta o endereço dele, quer dizer, de todos.. Eles moram juntos.
Norte da Inglaterra.
Kleintris
Rua:Disken n°123
–Até mais, espero que vocês se reúnam. Falou Tommy pulando de minhas mãos e cavando um buraco no chão e desaparecendo.
–Acho que esta na hora de uma visita. Murmurei a mim mesma. Voltei para casa correndo e Jenny ainda estava no sofá.
–Jenny, vou precisar viajar, vou ver meu irmão. E não sei se vou voltar para cá.
Jenny me olhou assustada e depois riu.
–Seu irmão? Ou o Demon? Tudo bem, se quiser eu ainda compro as passagens do avião.
–idiota. Falei rindo.
Subi para meu quarto e pensei em uma roupa bonita. Acho que deve estar frio por lá...
Tomei banho, coloquei minha roupa e arrumei minha mala.
(Roupa de Luna — http://www.polyvore.com/cgi/set?id=116911886&.locale=pt-br)
–Como estou? Perguntei descendo e me mostrando a Jenny.
–Esta linda. Só cuidado para não fazer calor no avião. Ela riu.
–Não sei quando volto. Falei a ela.
Ela concordou com a cabeça e falou:
–Não precisa voltar, seu lugar é lá, e não aqui. Vou sentir saudades, volte para me visitar. Ela sorriu e me abraçou. – Posso te levar ao Aeroporto? Perguntou ela contente.
–Não, tudo bem. Vou sozinha. Falei pegando minha mala e saindo da minha já “antiga” casa.
Fui para garagem e entrei no meu carro, era uma Ferrari f430. É bem comum ter esse carro por aqui.
Eu não ia viajar de avião, e nem de nada desses transportes de gente normal. Essa é a graça de ter poderes sobrenaturais.
Abri uma corrente enorme de água e pisei fundo no acelerador. Em poucos instantes ia estar no Norte da Inglaterra.
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