Entre anjos
25 Finaaaaaaaal!
Notas iniciais
Quando saímos daquele buraco de fogo, paramos no meio de uma rua. Ainda bem que não passava carros por ali.
Parecia que era outono. Eram casas antigas, e umas árvores sem folhas enfrente de algumas casas.
–Chegamos! Falou o James indo a casa enfrente.
Era uma casa preta, de aparentemente só um andar. James foi até a porta e abriu para eu entrar. Eu entrei e logo depois Demon tentou entrar mais não conseguiu.
–O que esta acontecendo aqui? Demon perguntou olhando bravo para James.
–Eu lamento. Mais nós dois não podemos entrar. Ela só quer a Luna aqui dentro.
–Ótimo, então ela não vai ter a Luna. Falou Demon me olhando. Eu tentei sair da casa mais uma barreira invisível não deixava.
–Não consigo. Falei batendo na barreira.
–Tira ela dai! Falou Demon pegando no pescoço de James e o encostando na parede.
–Eu não posso. Ninguém pode. Ela vai sair logo. Esta tudo bem.
Demon o largou e ele respirou fundo.
– Eu volto logo. Vou sair daqui bem. Eu prometo. Demon colocou a mão direita sobre a barreira e eu coloquei a minha também. Dei as costas para eles e fui procurando alguém na casa.
Entrei na sala e tinha uma mulher velha, com os cabelos brancos sentada em uma cadeira com uma mesa redonda na sua frente.
–Sente-se comigo filha de Bruce. Falou ela sem me olhar.
Sentei-me e mantive silêncio.
Não fique com medo. Ela me olhou e seus olhos eram brancos, até parecia que ela era sega. Mas ela acompanhava minha mão indo até minha boca.
Então, ela não era sega.
– O que você quer aqui comigo? Perguntei.
Ela sorriu. – Falar sobre seu futuro.
Ela estralou os dedos e velas ao nosso redor se acenderam. Ela começou a falar umas frases loucas de bruxa. E meu cérebro parecia que ia fritar.
Eu gritei agonizada de dor.
–Ei mamãe!Venha ver isso. Uma garotinha com idade aparentemente de oito anos, com cabelos bem loiros preso em um rabo de cavalo. Chamava-me. Ela estava dentro de um caixa de areia.
–Oi Angel. Falei me levantando do banco onde estava sentada e indo até ela.
–Achei uma minhoca mamãe. Ela sorriu e ergueu a minhoca até meus olhos.
Eu ri.
–Que tal colocarmos na casa de passarinhos que você fez semana passada? Perguntei ajudando ela a se levantar.
–Ótima ideia mamãe.
Então a Angel correu até o cercado de madeira da nossa casa e colocou a minhoca dentro da casinha.
–Assim os passarinhos terá uma sobremesa a mais. Ela sorriu
–Isso mesmo. Eu joguei um fio de cabelo que escorregou do rabo de cavalo para trás de sua orelha.
Uma Ferrari Califórnia preta parou enfrente a minha casa.
Demon saiu do carro vestindo uma jaqueta de couro preta e calça jeans apertadas.
A Angel o viu e correu até ele.
–Papai! Ela sorriu. Ele a pegou no colo e a girou no ar.
–Eu estava com saudades garotinha! Demon a colocou no chão e abaixou com um joelho para ficar do lado dela.
Ele me olhou e sorriu de longe.
–Que tal ir pegar os biscoitos favoritos do papai? Perguntou ele e ela logo depois correu em direção a casa. Ele se levantou e veio até mim.
Ele me abraçou e depois me deu um beijo.
–Conseguiu cuidar dos Kleins? Perguntei seria.
–Sim. Foi tudo bem. Crisaor e Lucco voltaram para a casa deles. Mas me disseram que na próxima missão você tem que estar lá também.
–Angel ainda esta nova demais para eu sair em missão e a deixar com a Beth. Falei seria.
Ele concordou com a cabeça.
–Tudo bem, não vou discordar. Mas eu confesso que sinto saudades de... Ele fez uma pausa e pensou bem. – Sinto saudades de 136 anos atrás. Quando estávamos todos juntos, em missão. Ele sorriu.
–Bons tempos. Eu ri. – Naquela época eu não precisava me preocupar em como ensinaria minha filha a voar. Eu ri e Demon também.
Angel saiu de casa correndo com um pode de biscoitos nas mãos, mais ela não estava sorrindo.
A barra de seu vestido estava suja de sangue. Demon correu até ela e pegou ela no colo preocupado.
–O que houve filha? Perguntei indo até eles rapidamente.
–Tem gente má com uma faca na mão. Ela falou cansada e ofegante.
–Fica ai com ela. Qualquer coisa eu te grito. Falei enquanto entrava em casa.
Armei dois soldados de águas sem o menor esforço.
Tinha uma garota ruiva com uma faca na mão esquerda me olhando. Assim que ela me viu ela jogou a faca que acertou em minha barriga. Eu cai de joelhos no chão.
Meus soldados correram até ela, o maior simplesmente quebrou o pescoço dela e ela caiu no chão.
Eu me levantei tirando a faca da minha barriga.
–Esta tudo bem? Eu ouvi o barulho. — Falou Lucco descendo as escadas correndo.
Ele olhou para garota no chão e riu.
–Ela é uma Klein. Transei com ela mês passado e depois dei um fora.
–Na próxima vez. Seja mais consciente com quem você transa. Ela quase matou a Angel.
Ele me olhou surpreso.
–Desculpa.
Eu joguei a faca no chão e sai de casa.
O ferimento em minha barriga ainda não tinha cicatrizado. Não sei por quê.
Lucco veio atrás de mim.
–A coloca na cama dela Lucco. E fica lá com ela. Falou Demon dando Angel para Lucco. Ele a pegou no colo e disparou em direção as escadas.
–Era uma vagabunda, que ficou com o Lucco. Falei e me sentei no chão. Não aguentando pela dor.
–De alguma forma que eu não sei isso não quer cicatrizar. Você pode morrer por isso Luna. Demon Cortou seu pulso e deu seu sangue para eu beber. Eu bebi e logo depois só ficou uma cicatriz.
–Estou melhor. Mas não acho uma boa ideia ficarmos sem segurança nenhuma. Falei pensativa.
–Você tem razão. — Demon me ajudou a levantar e me abraçou. – Eu não suportaria se acontecesse alguma coisa com você, ou então com a Angel.
Ele beijou minha testa e depois voltou a me abraçar.
Eu abri meus olhos e a mulher estava ainda sobre mim sorrindo.
–O que achou do seu futuro jovem?
Eu a olhei confusa.
–Angel? Demon?
Ela riu.
–Você entendeu melhor que ninguém.
Ela estava certa. Eu entendi. Me levantei e sai procurei a porta para sair da casa dela. Quando eu sai Demon e James estavam sentados na calçada.
–Hei! Falei cutucando Demon por trás. Ele levantou correndo e me abraçou.
–Foi tudo bem? Perguntou James se levantando.
–Sim. Foi. Falei.
Então já devo ir.
Ele fez outro buraco no chão e pulou nele.
– O que houve lá dentro? Perguntou Demon segurando minha mão direita.
– Uma velha me mostrou meu futuro. Falei e suspirei.
–E como vai ser seu futuro? Perguntou ele largando minha mão.
–Vamos ter uma linda filha chamada Angel. Falei e sorri. Ele me olhou surpreso. Aliás, muito surpreso.
–Vamos? Como assim? Nossa filha? Ele riu.
–Isso mesmo. Falei enquanto abria uma corrente de água que nos levaria para casa novamente.
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