Notas iniciais
Gente, espero que vocês realmente gostem!

–Por favor, me ajude. Me esconda.

“Um anjo está no meu estabulo, o que vou fazer? Não posso contar ao Nick. Ele irá surtar. Mais ele é o único que pode colocar essa.. seja lá o que isso realmente for... Só ele é forte para me ajudar a levar isso pra dentro de casa”

–Me ajuda. Faça o que for necessário para me manter vivo. Eu vou proteger você.- Falou aquela coisa com duas asas imensas, uma asas estava quebrada com as pontas retorcidas; e a outra estava fechada.

–Me proteger? Perguntei assustada.

–Só me ajude. Falou aquilo enquanto gritava de dor.

–Eu já volto. Não se mecha. Vou te ajudar, volto em um minuto. Falei enquanto fechava a porta do estabulo e indo em direção a minha casa.

–Nick, vem comigo. Agora preciso da sua ajuda. Falei sem respirar.

–O que houve? Nick deixou a xicara cair no chão fazendo-a quebrar. Puxei ele com as mãos e ele veio em minha direção. Levei ele ao estábulo e pude mostrar aquela coisa pra ele.

–Ai meu deus. Você é um anjo? Você esta vivo? Nick perguntou sem folego.

–Não é mais hora de perguntas. Vamos levar ele pra casa. Falei me ajoelhando perto dele.

–Levar pra casa? Olha as asas dele, isso não passa pela porta. Vamos ter que dar outro jeito.

Sentei ao lado daquela coisa, e sussurrei só para ele ouvir:

–Eu sei que você pode dobrar suas asas para ficar menor, assim como sei que uma delas esta quebrada. Mais faça o esforço de fechar. Você ficara mais seguro lá dentro, e não aqui.

Ele me olhou com aqueles olhos azuis cristalinos e começou a se retorcer de dor enquanto tentava fechar a asa quebrada.

–Não consigo, dói muito. Falou ele enquanto dava alguns socos no chão.

–Você consegue. Falei na expectativa de ajudar.

Então a asa começou a se mover em questão de segundos ela se fechou.

–Você conseguiu. Agora tente se levantar. – Estendi minha mão direita pra ele se levantar, ele se apoiou nela e levantou.

–Eu não vou conseguir andar, estou muito fraco. Sussurrou ele.

–Nick, ajuda ele. Então o Nick me olhou e fez com que a “coisa” colocasse um braço ao redor de seu pescoço. Nick conseguiu levar ele pra casa bem rápido.

–Coloque ele no sofá. Dei a ideia enquanto corria para pegar vodka, um balde de água e algumas toalhas limpas.

Nick o colocou de barriga para baixo no sofá.

Com a luz foi possível ver que ele estava com vários cortes em seus braços, pernas, e muitos mais em suas costas.

Peguei um banquinho e coloquei perto dele, peguei uma toalha molhei com um pouco de água e fui passando de vagar em suas costas. Ele gemia de dor.

–Shiu... Como é seu nome? Perguntei enquanto jogava um pouco de vodka em suas costas.

–Demon, meu nome é Demon.

–E o que você é? Perguntei.

–Um anjo das trevas. Ele disse agoniado de dor.

Eu não levei a serio quando ele disse “um anjo das trevas” e então comecei a rir. Ele me olhou, e ignorou minha risada.

–Eu preciso de bebida, isso dói de mais. Peguei a garrafa de vodka no chão e dei a ele. Ele se sentou no sofá e bebeu.

Sua barriga era tão definida, e seus cortes era tão profundos.

–Isso vai demorar pra cicatrizar. Falei enquanto pegava outra toalha e molhava de água para passar na sua barriga.

–Não, não vai. Ele disse e tirou o pano de minha mão. – Pode deixar, eu faço isso. Obrigado. Ele sorriu.

–Então ta.. como vai curar tão rápido então? Perguntei.

–Amanhã cedo vou estar melhor. Só questão de tempo. Ele deu mais um gole de bebida.

–Nick, pega outra pra mim. Falei apontando pra bebida.

–Claro. Falou Nick indo até a cozinha.

–E sua asa? O que vamos fazer com ela?

–Vou ter que esticar elas, pra elas voltarem ao normal.

–Boa sorte isso vai doer. Falei enquanto levantava pra tirar minhas botas e meu casaco de chuva.

–Obrigada por me ajudar. Mais você deveria ter medo de mim. Ele disse enquanto me olhava serio.

–Medo de você? Só porque você diz ser do mal, tem uma asa imensa preta, e é das trevas? Desculpe, só tenho medo de papai Noel. Falei e me sentei novamente.

Ele balançou a cabeça em forma negativa e riu.

–Será que posso dormir aqui essa noite? Perguntou ele enquanto levantava do sofá.

–Isso é com ele. Apontei para Nick que me trazia uma garrafa de vodka.

–Se você prometer não matar ninguém pode ficar aqui até por um mês. Falou Nick zombando dele.

–Tudo bem, não mato ninguém. Só preciso de um tempo para descansar até voltar para minha casa.

Então eu montei uma lista de perguntas em minha cabeça:

“Como você veio parar aqui?”

“Você tem casa e família?”

“Brigou com alguém mais forte que você não foi?“

Ele me olhou com um olhar de curiosidade e sorriu.

–Amanhã respondo a suas perguntas, aliás... a sua também. Ele falou e sorriu pro Nick.

–Vem comigo, eu te mostro o quarto de hospedes. Então eu subi as escadas e fui até o quarto com ele. – O banheiro é a primeira porta a esquerda. Pode ir tomar banho, você precisa. Vou colocar umas roupas limpas e uma toalha no banheiro pra você. Não se esqueça de fechar o box. Sorri e entrei no quarto do Nick, para pegar umas roupas.

Peguei uma regata branca, um samba canção azul claro, e uma cueca branca; Bati na porta do banheiro e ele gritou para mim entrar.

–Que droga, eu falei pra você fechar a porta do box. Falei enquanto me virava para não ver ele nu.

Ele riu. Joguei a roupa em cima do balcão e pendurei a toalha no box.

–Te espero lá na sala. Falei saindo do banheiro.

Desci as escadas e o Nick estava com um telefone nas mãos.

–Vai ligar pra quem? Perguntei assustada.

–Preciso contar para a policia sobre isso! Falou ele discando o número.

–Não Nick, isso é loucura. Para. Bati na mão dele e o telefone caiu no chão.

–Você não acha que ele ira ser nosso amigo acha? Acorda Luna. Ele é uma criatura que ninguém nunca viu antes.

–EXATAMENTE NICOLAS. Ninguém nunca o viu antes, nós fomos praticamente privilegiados. Não estraga tudo como sempre. Peguei o telefone do chão e coloquei em suas mãos. –Agora a decisão é sua, faça o que você quiser. Então sai e fui para meu quarto.

Me joguei em minha cama, mesmo estando toda suja.

–Droga, não sei o que fazer.

“Toc toc, posso entrar?” Ouvi alguém falando.

–Pode.. Anunciei.

Então vi o Demon com a roupa que eu te dei e a toalha em seus ombros.

Ele era alto, com os cabelos pretos, asas pretas, olhos cristalinos

–Como escondeu suas asas tão bem? Perguntei enquanto via ele de costa para encostar a porta.

–Elas entraram para dentro. Só consigo fazer isso quando me concentro. Quer fazer algumas perguntas, não é? Ele perguntou enquanto se sentava ao meu lado na cama.

–Sim.. E suponho que você já sabe das perguntas. Ele riu e concordou.

–A família que eu tenho não é bem essa que vocês humanos tem. Minha família era bem grande, até ontem. Não sei se eles estão vivos. Então ele suspirou.

–Eu lamento. Sussurrei.

–Não lamente. Os Klein nos atacaram ontem, eles eram bem mais que nós. Então alguns igual a mim fugiram, outros morreram lutando, e outro foi em busca da humanidade. Eu estava fugindo, mais um Klein me seguiu até as matas e me deu uma bela surra. (ele sorriu) Mais eu consegui o vencer, apesar do meu estado.

–Uau, o que são Klein? Perguntei finalmente curiosa.

–Eles é como se fossem anjos, tem asas, são rápidos, fortes. Mais eles não possuem inteligência. Só servem pra matar.

–E você é realmente um anjo das trevas? Perguntei agoniada para saber a reposta.

–Sim, e não. Eu era um anjo da Luz, até que me apaixonei por uma anja da treva, então mudei de lado, fui para as trevas. Então a garota me enganou. Pedi para voltar pra Luz, mais eles não aceitaram, e os das trevas me desonraram. Por tanto sou um anjo livre, é assim que gosto de me chamar. Os dois lados me odeiam.

–Nossa.. Acho que vou dormir. É muita coisa para mim aguentar por hoje.

–Tenha uma boa noite. Demon se levantou e saiu do meu quarto.

Peguei meu pijama, tomei um rápido banho e fui dormir.

“Muita coisa pra acontecer em uma noite.”

Notas finais
eaeeee? O que acharam? Ai meu coração.