Entre a Razão e o Coração
3 Capítulo 2
Notas iniciais
O turno não estava tão movimentado quanto ele esperava, mas de qualquer forma teria tempo para por seus pensamentos em ordem, havia uma pilha de relatórios para revisar e preencher, sendo assim a não ser que surgisse outro caso além dos que já existia, ele não teria que ir a campo.
Seguiu em direção à sala de descanso a fim de distribuir os casos da noite. Todos os peritos já se encontravam no local, estavam esperando justamente por ele, para que pudessem fazer o que sabiam de melhor: realizar investigações.
_ Boa noite! – disse entrando na sala. Ao passar o olhar por cada um de seus subordinados, o deteve um pouco mais em Sara. Céus como ela está linda, pensou consigo. A imagem do sonho que tivera com ela voltou à sua mente. Sentiu um leve rubor a queimar-lhe a face. Desviou o olhar, não sem antes essa pequena ação ter sido percebida por alguém da sala.
_ O que tem para nós Grissom? – perguntou Catherine, lançando um olhar para o amigo. Algo o estava incomodando e ela tinha que saber o que era. Não descansaria até descobrir.
_ Bem, temos apena dois casos essa noite. Catherine e Nick, vocês ficam com o caso da garota encontrada morta na Strip. Sara, Warrick e Greg, vocês ficam com o caso de homicídio no Cassino Montreal.
Todos começaram a sair para os locais de seus respectivos casos, apenas Catherine permaneceu um pouco mais na sala.
_ Você não vai acompanhar nenhum dos casos?
_ Hum... Não. Ficarei aqui, tenho alguns relatórios para terminar. Mas caso qualquer um de vocês precisem de ajuda, estou aqui. – disse sentando-se a mesa, começando a folhear um dos relatórios que se encontravam ali.
_ Sei... Acho que você está fugindo de alguma coisa ou... de alguém... Gilbert Grissom. – disse Catherine saindo da sala, deixando um Grissom confuso com as insinuações da amiga. O que ela sabe, ou pensa que sabe para falar assim? Sua cabeça estava repleta de pensamentos confusos. Deu de ombros voltando a sua atenção aos relatórios que estavam sobre a mesa.
-o-
Já havia se passado algum tempo desde que distribuíra os casos para os peritos, não tinha visto o tempo passar. Ainda revisava os relatórios, sem muito êxito na verdade, o seu pensamento estava longe dali. Precisava concentrar-se, passou a mão pelo cabelo e pelos olhos, definitivamente estava cansado, mas devia terminar o quanto antes aquele trabalho. Pôs-se a analisá-los novamente.
A batida na porta de sua sala tirou a sua atenção do que estava fazendo.
_ Entre!
Sara entrou no recinto.
_ Já de volta Sara? – perguntou curioso.
_ Já. Já terminamos o caso.
_ E os outros, estão de volta também? – disse de forma seca, tentando esconder a felicidade que sentia por vê-la ali na sua frente.
Ela assentiu afirmativamente.
_ Eles estão na sala de convivência.
_ E... como foi o caso de vocês? O que ficou provado?
_ Foi um caso simples. O nosso caso de homicídio, na verdade era suicídio. A irmã da vítima armou a cena para incriminar a namorada do mesmo. Ela alegou que a namorada fazia o irmão sofrer, portanto era culpada pela morte dele. Ela o havia abandonado, ele não agüentou... Mas... eu não vim aqui por isso. Eu queria saber se... – ela hesitou.
_ Diga Sara!
_ Deixa para lá. – disse indo em direção a porta.
_ Pode dizer, não tenha medo.
_ Bem... eu queria saber se... você quer sair comigo...
_ Sara... Eu não posso... Você sabe que não podemos... – as palavras saíram em um sussurro.
Ela jogou as mãos para o ar.
_ Sinceramente, eu não sei por que ainda insisto, sou uma idiota! Talvez quando você chegar a uma decisão será tarde demais e...
Ela não chegou a terminar a frase, Grissom havia chegado bem perto dela e a silenciado com um beijo. Não sabia por que havia agido dessa maneira, instinto talvez. A quem ele tentava enganar, pensava, sempre quisera provar os lábios de Sara, para saber se eram tão doces quanto ele imaginava. Essa luta travada entre sua razão e o seu coração deixava-o louco. Não sabia como agir, e não sabia quem ganharia essa guerra.
Ele interrompeu o beijo, Sara estava estupefata, não esperava ser beijada por ele. A sensação daqueles lábios sob os seus, era bem melhor do que fora em seus melhores sonhos. Sara foi despertada do estado de choque pela voz de Grissom
_ Sara, me desculpe. Isso não pode... Não devia acontecer... – Ele viu uma lágrima surgir nos olhos da perita. – Isso... não vai mais se repetir...
A porta fechou-se com um estrondo. Sara saíra sem nem sequer dizer-lhe uma palavra, sabia que a tinha magoado, uma vez mais. Neste momento a razão estava ganhando... Sentia-se triste por isso. Covarde, isso era o que ele era: um covarde! Não tinha coragem suficiente para jogar tudo para o alto e assumir seu amor por Sara.
Sentou-se novamente, mas já não tinha cabeça para terminar os relatórios. Sua cabeça começava a doer e tinha certeza de que a enxaqueca não passaria tão cedo. Pelo menos dessa vez seria outro motivo que o impediria de dormir. Ainda olhando a porta pela qual Sara passara feito um furacão, não pode deixar de sussurrar.
_ Me desculpe, meu amor. Mas tem que ser assim. Eu a quero, mas não posso tê-la, não é certo... Não é justo com você...
Notas finais
Esperando os reviews...
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