Entre a Razão e o Coração
1 Prólogo
Notas iniciais
Estavam juntos no quarto do apartamento dele. Grissom não sabia como haviam chegado ali, porém isso agora não tinha relevância, o que realmente importava era que ele tinha Sara em seus braços naquele momento. Queria apenas desfrutar aquele instante mágico, onírico...
Ele a desejava, e como a desejava. Mais ainda precisava dela, assim como precisava de ar para viver. Sentia uma urgência em possuí-la, uma onda de desejo o afligia, o atormentava, assim chegou bem perto da mulher que o fazia sentir como se fosse um adolescente inseguro e ingênuo. Mas pensamentos que agora povoavam sua cabeça, nada tinham de ingênuos, eram lascivos, provocantes, maravilhosos.
Grissom percorria o corpo de Sara com as mãos. Explorava cada pedaço, cada centímetro daquela pele alva, queria conhecê-la toda e gravá-la na memória, essa poderia ser a única vez que se permitiria a uma loucura como essa. Começou a beijá-la, um beijo suave e doce de início, mas que foi se tornando intenso, inebriante. Da boca macia de Sara, desceu para o pescoço depositando beijos molhados.
Começou a despi-la lentamente, primeiro a camiseta depois a calça jeans. Enquanto ia despindo-a, deixava uma trilha de beijos pelo corpo maravilhoso daquela mulher que havia ganhado o seu coração. Ela trajava somente calcinha e sutiã. Seu corpo queimava de tanto desejo, uma parte muito sensível de seu corpo dava prova disso. As roupas nunca pesaram tanto, dessa forma Grissom tratou de livrar-se do que agora era um empecilho para a consumação do desejo de um homem por uma mulher.
_ Sara, você me deixa louco – dizia Grissom com voz rouca.
_Oh! Gil... – foi a única coisa que Sara conseguiu articular.
Grissom continuou a tarefa de explorar o corpo de sua alma gêmea. Não queria deixar nada de fora. Havia perdido muito tempo com seus medos e temores, agora queria recuperar o tempo perdido. Tirou as últimas peças de roupa de Sara. A visão do corpo esguio dela era um banquete aos seus olhos, um convite que ele estava pronto para aceitar.
Acariciou-lhe os seios com as mãos, possuíam o tamanho ideal, cabiam perfeitamente na palma de sua mão, pareciam que haviam sido feito sob encomenda para ele. Levou Sara para a enorme cama de casal, deitou-se com ela. Abocanhou um seio, com uma das mãos acariciava o outro e com a mão livre brincava na região aveludada entra as pernas dela. Sara gemia e arqueava o corpo, sentia que estava caindo em um precipício, tamanho era o seu prazer.
_Griss... – Sara arfava — não agüento mais... preciso de você dentro de mim...
_ Calma querida – dizia Grissom suavemente – temos todo o tempo do mundo, quero prová-la por inteiro. Ele tentava controlar-se, querendo assim prolongar a sensação de prazer que arrebatava a ambos.
Grissom colocou-se entre as pernas de Sara, as mãos deram lugar para a língua que percorria o monte de Vênus, o vale entre as pernas longas e bem torneadas da morena, o beijo naquela região levou a moça à loucura, agarrava-se ao lençol da cama não cabia mais em si, explodiu em gozo.
A penetração não tardou a chegar o dono daqueles olhos azuis, já não conseguia se controlar, a fome que sentia pela mulher que estava em seus braços, a necessidade que tinha de possuí-la estava fora de controle. Penetrou-a, o que começou como um ritmo suave, foi ganhando intensidade, tomou-lhe a boca para mais um beijo. Queria senti-la bem próxima de si, puxou-a para mais perto. Seu membro latejava, mostrando que se aproximava do clímax. Derramou-se dentro dela, sussurrando o seu nome. Ficaram abraçados por um tempo, mergulhados no silencio do depois, ouvindo os sons dos corações que batiam na mesma freqüência. Grissom quebrou o silencio entre eles
_ Eu te amo Sara. Te amo como jamais amei alguém em toda a minha vida. – ainda não acreditava que havia revelado seus sentimentos para a mulher que tanto amava. Havia sido tão fácil, não podia entender o porquê de não ter feito isso antes. Todos os seus receios agora pareciam infundados, frente a felicidade que desfrutava nesse momento.
Adormeceram abraçados, ambos mostravam um sorriso no rosto. Estavam saciados e sentiam-se completos nos braços um do outro.
Estava escuro, Grissom despertou. Não sabia dizer o que o havia acordado, passou a mão à procura da mulher que estava ao seu lado, ainda sentia vontade de tê-la nos seus braços. Vazio. Ele estava sozinho.
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