Entre a Razão e o Coração
8 Capítulo 7
Notas iniciais
Ele nunca estivera tão feliz. Entrou em seu carro com um sorriso verdadeiro nos lábios. Realmente estava feliz. Ligou o rádio e sintonizou em uma estação qualquer. Naquele momento não lhe importava a música, o que importava realmente era a canção que tocava em seu peito: a canção do amor. Grissom fez uma prece silenciosa agradecendo a Deus por ter resolvido ir para a casa de Sara. Saber o que estava acontecendo com ela. Se não fosse isso, quem sabe o que poderia ter acontecido? Ele sabia. Dificilmente ele se declararia para ela. E muito provavelmente não estariam juntos.
Seguiu em direção a sua casa. Dormir na casa dela foi muito bom mas precisava descansar, com certeza o turno seria muito cansativo. E poderia jurar que seus amigos não deixariam o acontecimento do ano passar em branco. Ele nunca havia deixado um caso em aberto e no entanto na noite anterior jogou tudo para o alto. E não se arrependia. Se tivesse outra oportunidade, provavelmente faria o mesmo, com a diferença de que não demoraria tanto para se declarar para a mulher da sua vida.
Chegou em casa. Abriu a porta e entrou. Dirigiu-se imediatamente para o banheiro. Livrou-se de suas roupas e tomou um banho relaxante. Terminou. Vestiu uma calça e uma camiseta. Foi para a cama e adormeceu. Sonhou com Sara.
-o-
Laboratório de Criminalística de Las Vegas 18:00 p.m
Ele foi o primeiro a chegar ao laboratório. Sentia-se leve. Feliz. A única coisa que lamentava é que não teria a presença dela para alegrar-lhe a noite. Mas isso seria resolvido. Iria ao apartamento dela logo após o turno terminar. Foi para a sua sala.
Não demorou muito e seus companheiros chegaram. Conversavam animadamente entre si.
_ Boa Noite Gil – cumprimentou Cath.
_ Boa Noite Grissom – disseram os rapazes ao mesmo tempo.
_ Alguém tem notícias da Sara? – perguntou Greg
Ninguém respondeu. Grissom até poderia falar mas como explicar que deixara tudo de lado na noite anterior por causa dela?
_ Acho que ela deve voltar em duas semanas. Não é esse o período de suspensão dela? – comentou Greg.
_ É sim. Isso se o Ecklie não despedi-la – disse Nick.
Grissom ouvia a tudo calado. “Ele não irá despedi-la. Eu não deixarei” ele pensava consigo.
Catherine o observava. Ele estava quieto mas havia algo diferente. Alguma coisa aconteceu. Resolveu sondar.
_ Conseguiu resolver seus problemas ontem Gil?
_ Hã!? O que foi que você perguntou Cath?
_ Eu perguntei se você conseguiu resolver seus problemas. Ontem você saiu daqui como um furacão...
_ É... consegui sim. Tive que sair rápido, porque era algo urgente...
_ Tem algo a ver com a Sara? – ela perguntou baixinho para que só ele ouvisse.
Ele empalideceu.
_ De onde você tirou essa idéia? — tentou desconversar.
_ Na hora que eu falei sobre a Sara você saiu feito louco...
_ Foi coincidência – ele se apressou em responder — Eu já estava de saída.
Ele torcia para que Cath acreditasse em tudo o que estava falando. Não queria que os outros soubessem. Não que não confiasse neles, mas precisava ter sua privacidade. Disso dependia a sua carreira e a de Sara. Resolveu interromper o curso da conversa.
_ Bem, temos trabalho a fazer. Vamos a distribuição dos casos.
Ele pensou um pouco. Melhor não fazer parceria com Catherine. Ela poderia voltar a tocar no assunto. O Greg parecia ser a melhor opção.
_ Nick, Cath e Warrick casal assassinado em sua própria casa – ele entregou a ficha com o endereço – Gre e eu, garota morta na faculdade. Bom trabalho a todos.
Eles saíram. Cada grupo para o seu caso. Grissom torcia para que o turno acabasse logo. Conseguiram resolver os casos rapidamente, nem foi preciso dobrar turno. Mal terminou o período de trabalho e Grissom já seguia em direção ao apartamento de Sara. O trajeto pareceu demorar horas. Nunca estivera tão ansioso para encontrar-se com alguém.
Chegou ao local desejado. Tocou a campainha. Não demorou muito e ela atendeu. Estava linda com uma roupa de dormir que deixava transparecer o corpo maravilhoso dela. Parecia que acabara de acordar.
_ Te acordei? – ele perguntou.
_ Não — ela mentiu – eu estava esperando por você.
Ela viu o olhar que ele lhe lançou. Uma leve advertência.
_ Talvez eu tenha cochilado, enquanto esperava.
_ Demorei muito?
_ Uma eternidade – ela disse envolvendo com os braços o pescoço dele e beijando – lhe a boca, trazendo-o para dentro do apartamento. Numa demonstração prática do quanto sentira a falta dele. Levou-o para o quarto. E deram vazão a paixão que os assolava.
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