Entre a Luz e a Escuridão
40 Capítulo Final
Notas iniciais
a má noticia é que não ficou nem a metade do que eu queria TT_TT
o motivo disso é que quando comecei a digitar fiquei meio adoentado e por isso toda a minha inspiração foi embora, preso em casa meu unico passatempo era digitar, ai sem inspiração o cap ficou muito fraco!
eu poderia ter apagado e digitado denovo, mas por causa disso tambem estava atrasado ocm a fic de naruto e ai pra trabalhar nas duas eu ia endoidar!
por isso infelizmente estou postando essa versão mesmo (não que esteja pessimo, mas está fraco pra um cap final) mas para compensar eu vou trabalhar num especial que vai mostrar algo bem legal e que vai alegrar minha per-chan
Era noite no estado do Texas e todos dormiam no presídio de segurança máxima do estado, uma verdadeira fortaleza onde moravam alguns dos piores criminosos dos estados unidos 400 deles pra ser mais exato, juntos com eles mais 200 funcionários variando entre guardas, técnicos e administradores, um presídio que só testemunhou uma rebelião, duas fugas e dois assassinatos ao longo dos seus 25 anos de operação, podia-se dizer que apesar do nível dos criminosos esse era um presídio relativamente tranqüilo.
Mas a tranqüilidade estava prestes a acabar graças ao facho de luz roxa que caiu do céu diretamente sobre as instalações, um leve tremor se seguiu e quando a luz escura brilhou tanto ao ponto de encobrir a visão por alguns segundos os guardas das guaritas sobre os muros externos quase entraram em pânico (a maioria entrou), desesperados correram direto pro escritório do diretor do presídio e relataram o que viram.
- Como assim não estamos mais no mesmo lugar? – indagou ele batendo a mão na mesa – o que foi aquele show de luzes lá fora??
- Pois estamos dizendo diretor! Um raio roxo veio do céu e quando ele diminuiu tinha até uma floresta aqui perto! Não tem mais a estrada, nem postes de energia e nem nada!
- Senhor diretor!! Os presos estão quebrando tudo! – gritou outro guarda que chegava afoito – se não fizermos nada vai ter rebelião!!
- E mais essa agora! – gritou o homem gordo desesperado – alguém já conseguiu chamar ajuda?
- Sem chance, nenhum celular ou telefone ta dando sinal – respondeu o supervisor – a energia também acabou, e se continuar assim em 4 horas o gerador vai pifar e a chapa vai ferver aqui!
Sem mais tempo a perder o diretor convocou todos os guardas pra manter os presos sobre controle, assim que eles estavam prontos iriam começar a conter a rebelião mas algo muito estranho aconteceu, uma mancha negra surgiu bem no meio do pátio da prisão e dela começaram a emergir inúmeras criaturas, tinha todo tipo de besta, morto vivo e demônio entre eles, o mais impressionante (ou aterrorizante na opinião de todos) era a enorme criatura que tinha cabeça de javali, corpo de gorila e asas de corvo, o ser infernal carregava um porrete gigante e ordenou que os outros se espalhassem, assim que os monstros começaram a circular pelo lugar os presos se enfiaram embaixo das camas em suas celas e a “ordem” foi restaurada.
- Puta merda cara! – praguejou o diretor – de que inferno vieram essas coisas?
O grande monstro vôo até onde estava o diretor e os outros supervisores pousando bem na frente deles, um dos guardas abriu fogo com um rifle só para ver que balas eram inúteis contra a criatura.
- Não vim do inferno, vim da 88º camada do abismo infinito – disse a criatura com sua voz rouca e pesada – não que isso faça alguma diferença, e vocês vieram da terra, nome estranho pra um planeta que é 70% água!
Mais demônios menores subiram até onde estava o diretor, podia-se ouvir pelo presídio alguns tiroteios que denunciava que alguns guardas estavam enfrentando os seres.
- Mande seus homens se acalmarem – ordenou a grande criatura – minha mestra que ter uma conversinha com vocês.
Nisso uma luz roxa se formou em pleno ar e dela saiu uma jovem lindíssima com cabelos púrpuros, um vestido que se mesclava a um sobretudo preto e ela carregava um bastão com uma gema azul flamejante, ela flutuou até onde os outros estavam e com um sorriso gentil se apresentou.
- Boa noite senhor... Malkov – disse ela lendo o nome escrito no crachá – meu nome é Karin e sou a feiticeira imperial e segunda princesa do reino de Dai-Lung, eu diria ser um prazer conhece-lo mas pela sua cara duvido que seja recíproco.
O homem parecia atônito com isso, aquela jovem não devia ter mais que uns 16 anos, mas era linda, educada e mesmo que ele não compreendesse como ela era nitidamente poderosa.
- Podemos conversar no seu escritório se quiser – pediu ela – é sobre a condição de vocês aqui.
O diretor fez um gesto convidando-a pra entrar no escritório, ela o seguiu e na porta ficaram os guardas olhando pelas frestas da persiana tentando descobrir o que acontecia, lá dentro se iniciava a conversa.
- Eu pude notar que você não parece tão assustado ou surpreso quanto eu imaginaria que estivesse – comentou ela – principalmente pelo fato de que não estão mais no seu mundo!
- Eu era militar na Somália quando aquela tragédia ocorreu – respondeu ele – aquele caso em que uns caras estranhos desceram dos céus e ajudaram os refugiados da enchente.
- Entendo, foi a três anos se não me engano, uns celestiais foram a terra pra ajudar – explicou ela – já faz um tempo que os seres mágicos começaram a aparecer no seu mundo.
- Pois é, mas nunca tinha visto um capeta tão feio quanto seu amigo, e o que foi que aconteceu conosco? Morremos e fomos pro inferno?
- Vocês ainda estão vivos e aqui não é o inferno – respondeu ela – mas lamento dizer que não voltarão pra casa tão cedo.
O diretor ficou pálido, a tal da Karin estava dizendo que ele teria que viver nesse mundo pelo resto da vida.
- Eu vou tentar ser o mais direta possível – disse ela – nossa nação está passando por vários problemas e precisamos de muita ajuda pra reconstruir o que foi destruído, devido a nossa aliança com as nações vizinhas que também passaram por essa crise nós estamos com pouco pessoal pra trabalhar.
- E o que isso tem haver conosco?
- Minha irmã, a atual rainha decidiu buscar ajuda na terra – continuou ela – e depois de analisarmos bem decidimos que a melhor forma de conseguir ajuda sem prejudicar a terra seria trazer os criminosos que ninguém quer por lá pra servirem de mão de obra.
- Você está dizendo que eu, meus homens e todos esses criminosos fomos trazidos pra cá pra servimos de escravos? – ele estava aterrorizado com a idéia.
- Não é escravidão embora vocês não tenham escolha – explicou ela – precisamos de ajuda e por isso não podemos nos dar ao luxo de agir seguindo todas as normas, mas também não vamos escravizar pessoas que não tem nada haver, o que vamos fazer é lhes oferecer um acordo, uma compensação por isso.
- Uma compensação? Você está brincando? Todos nós temos famílias! Até esses marginais! – esbravejou ele – você acha que qualquer compensação vai aliviar isso?
- Com certeza que não, vocês guardas voltarão ao seu mundo assim que possível – explicou ela – já os criminosos ficarão por aqui mesmo trabalhando em troca da liberdade.
Karin se levantou da cadeira e rumou para a saída do escritório, o diretor levantou-se também gritando e esbravejando com ela.
- Quem você acha que é pra decidir essas coisas? – gritou ela furioso – seja você ou essa rainha não tem o direito de controlar a vidas das outras pessoas!!
- De fato não temos tal direito – respondeu ela – mas todos arcamos com as decisões que tomamos, ela também está arcando com a responsabilidade e a culpa.
Quando ela saiu os prisioneiros já estavam reunidos no saguão da prisão, cercados pelas criaturas eles nem cogitava tentar escapar, Karin do alto de uma passarela se pronunciou para os prisioneiros que nervosos achavam que tinham caído no inferno pelos seus crimes.
- Escutem todos vocês, sei que estão completamente confusos e assustados mas prestem atenção – começou ela – a partir de amanhã todos vocês trabalharão para reconstruírem cidades que foram perdidas numa guerra, após um período de 5 anos de serviço vocês serão libertados e poderão morar pacificamente nas cidades que ajudaram a erguer.
Gritaria e revolta no saguão e os monstros logo se adiantaram em mostrar que não estavam dispostos a serem bonzinhos, após uma breve demonstração de terror eles silenciaram as vozes revoltosas.
- Vocês devem estar pensando que vão ser tratados como escravos em trabalhos forçados mas não é nada disso – Karin continuou a explicar – não vamos maltrata-los ou faze-los trabalhar até a exaustão, nem faze-los passar fome ou qualquer crueldade, mas tenho certeza que trabalhar por 5 anos e receber a liberdade mesmo que em um mundo desconhecido é melhor do que passar décadas ou até mesmo a vida inteira numa cela de presídio.
Talvez o medo estivesse fazendo-os pensar diferente ou talvez a oferta fosse realmente boa, mas os presos estavam começando a gostar da idéia.
- Aqui sua vida passada não importa mais, poderão começar uma vida nova sem uma ficha criminal, poderão constituir família, negócios e tudo mais que puderem fazer, contanto que não nos causem problemas vocês serão bem vindos nesse mundo.
Após esclarecer tudo ela avisou que não precisariam temer as criaturas que os levariam embora contanto que não os desobedecessem, também explicou que em breve eles receberiam aulas de como viver nesse mundo e tudo o que precisariam saber e como deveriam agir, antes de se retirar porem ela fez questão de conversar com os guardas do presídio.
- Eu sinto muito por envolvê-los nisso – disse ela se curvando – amanhã mandaremos uma criatura ao seu mundo pra avisar sobre as condições de vocês aqui, daqui a um ano mandaremos todos vocês de volta em segurança.
- E o que vamos fazer enquanto isso? – perguntou um deles meio que tentando se conformar com a idéia.
- Precisamos de gente pra tomar conta dos prisioneiros enquanto trabalham, achamos que será mais fácil pra eles se tiverem pessoas conhecidas se responsabilizando por eles, vocês serão pagos pelo serviço e serão integrados temporariamente ao exercito da nossa nação.
- E ai vão nos mandar pra casa depois?
- Com certeza, ou poderão ficar se quiserem, se escolherem ficar mandaremos alguém pra buscar suas famílias.
Era uma ótima e sincera oferta, dificilmente todos eles se habituariam ao novo mundo mas certamente era uma boa oferta, depois de explicar mais alguns detalhes Karin se retirou do presídio para voltar a capital e contar sobre o sucesso do plano para a rainha.
- Ainda temos que trazer pra cá mais 10 dessas prisões não é? – perguntou a grande criatura com cabeça de javali.
- Exatamente, se tudo der certo a quantidade de trabalhadores será suficiente pra re-erguer Houran dentro dos próximos 5 anos – respondeu ela – foi difícil pra nee-san tomar essa decisão mas espero que tudo dê certo.
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O palácio Kurotetsu passava pela sua ultima reforma afim de consertar os danos da grande batalha, a guerra de um ano contra o oeste desgastou todos os reinos do leste e isso incluía Houran, mas com 4 meses de fim da guerra com um insistente clima tenso que poderia reacender as chamas da batalha Houran tentava a todo custo voltar ao que era.
Já se passaram 10 anos desde que Isawa se tornou rainha de Houran, desde então ela já passou por todo tipo de problemas variando desde simples falhas de administração passando por pequenos desastres naturais, aparições de monstros teimosos e chegando ao ápice de uma guerra que envolveu todo o continente, este ultimo problema obviamente foi o mais difícil de lidar, e suas conseqüência penduram até agora, com seu exercito reduzido, os inúmeros problemas pelo país ela ficou sem recursos pra reconstruir o reino, e por isso ela recorreu a uma medida extrema.
Pensando nisso enquanto repousava na varanda ela avaliava o que tinha ordenado sua irmã a fazer, certamente ela não tinha uma alternativa melhor, mas ela não podia deixar de pensar em como isso era difícil.
- Já estou de volta minha rainha – avisou Karin se ajoelhando diante dela ao chegar – missão cumprida, eu consegui teleportar a prisão inteira como você pediu.
- E como ficou a situação com os presos e os que trabalhavam no presídio? – perguntou Isawa séria.
- Como você já esperava eles não aceitaram a idéia prontamente, mas estou certa de que com o tempo os convenceremos – explicou a feiticeira – em breve repetirei o feitiço e trarei mais presídios pra cá.
- Continue com o excelente trabalho Karin – pediu ela – mais alguma coisa?
Karin sorriu e pulou no colo de Isawa que estava sentada sobre uma poltrona observando as estrelas, a jovem feiticeira abraçou sua irmã e se aconchegou em seu colo.
- Você está bem mesmo? Sei que as circunstâncias a obrigaram a isso mas trazer pra cá pessoas contra a vontade é meio...
- Completamente errado, abusivo e tudo mais o que você pensar – completou Isawa – eu estou fazendo com outras pessoas aquilo que fizeram comigo, mas desde que eu decidi encarar meu destino como rainha eu percebi que sempre terei que fazer aquilo que preciso e não aquilo que eu queria fazer.
- Não se martirize tanto – pediu Karin – você pode ter sido forçada a isso mas nunca foi sua vontade, além disso você fez o maximo possível pra não envolver inocentes, escolher criminosos condenados é mais humano do que escravizar inocentes.
Isawa apertou com força sua irmã mais nova, as duas pareciam exatamente as mesmas de 10 anos atrás, Isawa pouco envelheceu e Karin também, ambas pareciam que ainda entrariam na fase adulta definitiva lembrando mais duas adolescentes desenvolvidas.
- A pestinha está quieta demais não acha? – perguntou Karin sorrindo.
- Concordo, melhor ir vê-la – disse Isawa fazendo uma cara de preocupada.
As duas se levantaram e começaram a rumar para o andar onde ficavam os aposentos, no meio do caminho ouviram uma gritaria e muito barulho de coisas quebrando, as funcionarias do palácio agitadas como se tentassem escapar de uma manada de búfalos furiosos, mas infelizmente era algo muito pior.
Dois felinos e uma pequena criatura reptiliana corriam de forma desenfreada pelos corredores, aparentemente os felinos fugiam da criatura que vinha atrás deles, corriam tão rápido que quase subiam pelas paredes, quando os felinos pareciam encurralados se dividiam cada um pra um lado e depois tomavam o caminho oposto, a criatura que era tão rápida ao ponto de mal ser vista os perseguia novamente repetindo o ciclo infinitamente.
- Myasta!! Quantas vezes já falei pra não correr pelos corredores?? – gritou Isawa furiosa – e vocês também Koura e Roura!
Quando a perseguição cessou podia-se ver melhor aqueles que corriam, os dois felinos eram jovens homens-tigre que corriam iguais a gatos comuns, já a pequena criatura reptiliana era na verdade uma garota meia-dragoa com uma pele rubra bem escura, cabelos longos e lisos e vestindo apenas uma saia para dar liberdade as suas asas que cresciam aos poucos e a cauda ainda desajeitada.
- Por que não podemos correr se chamam “corredores”? – perguntou a menina inocentemente.
- Não faça perguntas difíceis! – pediu Isawa botando a menina nos braços – se quiser correr faça só no jardim, não dentro de casa!
- Mas você tinha dito que eu não podia sair de dentro de casa de jeito nenhum! – disse a menina emburrada.
Isawa suspirou, era difícil conciliar a segurança dela com seu lazer, enquanto a guerra estourava lá fora a menina ficava trancada num abrigo, depois do cessar fogo as coisas melhoraram aos poucos mas ainda não era seguro deixar Myasta solta lá fora.
- Então sempre que você quiser sair me peça e direi se pode ou não – explicou Isawa – só saia se eu deixar, não fale com estranhos e nem saia do jardim entendeu?
- Sim mamãe! Koura e Roura podem ir também? – perguntou ela esperançosa.
- Melhor lá fora do que aqui – disse Isawa avaliando os estragos que crianças hiperativas podiam fazer – pode ir filhinha, e tome cuidado.
A pequena menina correu mais uma vez seguidas dos jovens tigres, Isawa ficou observando sua filha se afastar, mas como uma boa mãe coruja invocou uma sombra para observar a menina bem de perto.
- Ela está crescendo rápido não é? – comentou Karin sorridente – ainda ontem ela parecia um bebê com uma pontinha de cauda e um par de asinhas menores que de um morcego.
- Difícil era arranjar fraldas que suportassem xixi acido e mamadeiras a prova de fogo! – disse Isawa enxugando o suor da testa – por que ela tinha que nascer com todas as nossas habilidades??
Mas tirando esses pequenos inconvenientes Isawa era só amor para sua filha Myasta, sua pequena filha de 5 anos que nasceu totalmente draconica, apesar de sua natureza incomum Isawa não via nenhuma diferença entre ela e qualquer outro bebê que já tenha visto, Fou era um pai que se esforçava ao maximo para criar uma filha tão diferente, tentava cria-la com o amor que nunca recebeu de seus pais e sempre que podia não desgrudava dela um instante, só agora com os trabalhos diplomáticos pelo continente é que ele se afastou da filha um pouco.
- Os filhos do Turok também cresceram rápido, nem parecem terem só 3 anos!
- Licantropos crescem mais rápido – explicou Isawa – vivem menos que humanos também mas Turok ainda está cheio de disposição!
As duas riram, depois ainda teriam que voltar a seus afazeres reais antes de poderem relaxar de vez, e com o que aconteceria durante o dia os preparativos tinham que ser terminados logo.
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Como sempre foi costume em Dai-Lung assim que o sol brilhava no horizonte todos dormiam, sempre foi assim e sempre será assim, apenas aqueles seres que não sofriam com a luz continuavam nas ruas cuidando dos últimos detalhes, os enfeites já foram colocados, as ruas foram limpas e Dai-Lung mais bela do que nunca, quando a guerra acabou a primeira coisa que Isawa fez foi restaurar a cidade, por isso o palácio ficou por ultimo.
- Ela conseguiu restaurar a cidade bem rápido – comentou Naziah que guiava a carruagem – e ainda encontrou tempo para nos ajudar a restaurar a nossa.
- Ela é uma rainha que pensa nos seus súditos acima de qualquer coisa – respondeu Menefer pela pequena janela, a algumas semanas atrás ela foi até mim pedir conselhos, perguntou o que eu achava da idéia de trazer criminosos da terra para servirem de trabalhadores nas reformas.
Menefer era a principal confidente de Isawa, a rainha nunca tomava uma decisão importante sem consultá-la antes, quando Isawa tinha que fazer algo que era considerado um ato maligno ela sempre desabafava com a sua melhor amiga.
- Embora aja mais por trás disso é uma boa idéia – disse Naziah – criminosos não farão falta por lá, e aqui eles dificilmente causarão problemas.
- Ainda assim é errado seqüestrar pessoas para isso, Isawa não quer cometer os mesmos erros que meu pai cometeu, usar escravos para fazer um reino crescer é um dos piores crimes possíveis.
Pouco depois eles chegaram aos portões do palácio, atrás da primeira carruagem varias outras maiores e mais compridas puxadas por grandes bestas vinham chegando, essas carruagens maiores eram o equivalente desse mundo para os ônibus da terra, muitos habitante da cidade governada por Menefer (que foi batizada e Annut) vinham junto com sua governante para prestigiar o grande festival.
- Já chegamos mamãe? – perguntou uma voz delicada ao lado de Menefer.
- Claro querida, pode sair pra se divertir agora! – disse Menefer abrindo a porta da carruagem.
Mal a porta foi aberta e uma linda garotinha saiu voando por ela direto para o castelo, a filha de Menefer tinha belas asas emplumadas e douradas combinando com seu cabelo cor de ouro, vestida como uma típica egípcia ela parecia um anjo, na verdade ela era.
- Você é a babá dela Dalap, fique de olho na danadinha – disse Menefer para sua fada flamejante.
- Eu tenho mesmo que ir? Quando aquelas duas se juntam dão mais trabalho que uma horda goblinoide! – suplicou a fada de pele vermelha.
Menefer só respondeu com um olhar, Dalap inconsolada vôo atrás de sua protegida que já estava dentro do palácio, Menefer achava engraçado como a pequena fada sofria nas mãos das duas crianças, muitas de suas brincadeiras consistiam em usar chamas e carvão em brasa, felizmente todas as duas crianças e Dalap eram imunes a fogo.
- Eu deveria ter dito para a Kisara não acordar a Myasta – disse Menefer saindo da carruagem e fazendo suas asas aparecerem.
- Mas você também não vai esperar e vai acordar a Isawa também não é? – perguntou Naziah sorrindo.
- Cuide das coisas por aqui também – pediu ela lhe dando um beijo – eu volto logo.
E assim ela bateu asas e vôo direto pro palácio, Menefer não tinha problemas ou empecilhos para circular livremente pelo palácio, na verdade ela era sempre muito bem recebida como se fosse uma parente da dona da casa, como Menefer sempre chegava de dia Isawa costumava dizer que ela era um despertador muito dedicado.
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- Então você está indo ver a princesa Myasta? – perguntou Turok olhando bem a menina celestial.
- É tio, vamos brincar antes do festival – explicou a menina educadamente.
Turok examinava a menina de cima a baixo, sempre que ela chegava era o prenuncio de reformas para a estrutura do castelo, um verdadeiro pandemônio se instaurava no palácio quando se juntavam seus próprios filhos, a princesa e essa menina.
- Tentem não destruir nada – pediu ele abrindo a porta do quarto da princesa.
Lá dentro na grande cama dormiam os filhos de Turok juntos com Myasta, algumas pessoas insinuavam comentários maldosos sobre a princesa trata-los como animais de estimação, tais comentários geralmente eram respondidos com um membro decepado ou uma bela maldição imposta pela rainha.
Kisara pulou direto sobre a cama e começou a agitar a menina que dormia pesadamente resmungando algo sobre estar com fome e querer bolo, depois que a menina despertou parcialmente percebeu que sua melhor amiga estava em cima dela.
- Kisara-chan! – gritou a menina empolgada – você chegou!!
Os dois pequenos tigres despertaram também, juntos abraçaram a recém chegada visitante, todos juntos pareciam uma grande família.
- Vamos brincar de quê? – perguntou Kisara.
- Vamos brincar de magia! – sugeriu a princesa – a tia Karin pode usar magia pra gente!!
- Não não!! – berrou Roura – sempre que brincamos disso acabamos nos queimando!
- Chato! – disse Kisara dando língua – então vamos brincar de pega-pega!
- Vocês sempre voam quando é a nossa vez de pegar! – reclamou Koura.
Chegar a um consenso estava difícil, então eles decidiram recorrer a sua melhor alternativa.
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- hahahah! Você parece uma vampira saindo da tumba! – zombou Menefer diante do “estado deplorável” de sua amiga.
Isawa vestindo uma camiseta e calcinha estava com o cabelo completamente despenteado, seu rosto amassado e quase presa em lençóis, decididamente ela estava mais bonita na guerra do que agora.
- E você não perderia a chance de me acordar de dia não é? – perguntou ela ainda se esforçando pra abrir os olhos.
Menefer a ajudou a sair daquele ninho de lençóis e travesseiros, depois a ajudou a pentear o cabelo e passar creme no rosto, enquanto a sessão de embelezamento transcorria elas colocavam a conversa em dia.
- Karin conseguiu trazer o primeiro presídio – comentou Isawa – nas próximas noites traremos mais, a meta é trazer um total de 10 presídios até o fim do mês.
- Quando você me contou que iria fazer isso eu quase não acreditei – disse a outra – você já tinha o habito de pegar de lá o que queria mas nunca tinha feito algo tão grande antes.
- Foi pelo meu povo – justificou-se – minha mãe sempre me disse que cedo ou tarde eu teria que jogar sujo pra seguir em frente, só o que me resta é não desistir ou me arrepender.
Menefer ficou de frente para sua amiga, elas eram muito ligadas e mesmo tendo crenças tão diferentes elas jamais deixavam de se ouvirem, de se ajudarem e se respeitarem.
- Eu vou sempre te apoiar enquanto acreditar que você está certa – disse ela segurando suas mãos – eu aprendi que não existe só preto ou branco, luz ou escuridão, e que nenhum ponto de vista é absoluto ou livre de falhas.
- Muito obrigada por confiar em mim – agradeceu Isawa apertando a mão da amiga com força – e o que Azgher acha disso? Encarou numa boa ou ele considera isso uma violação do acordo?
- Ele não é o tipo que vê o que você faz com bons olhos – explicou ela – mas se até agora ele não se manifestou significa que não tem nada a dizer.
- Ótimo! Porque eu estou quase ganhando a aposta! – disse ela confiante.
- Ainda faltam 90 anos!!
- Não importa, as outras nações já não me censuram tanto quanto antes, muita gente migrou para Houran antes e depois da guerra e finalmente as pessoas pararam de pegar no pé de Tenebra, acho que isso prova que minha nação é bem sucedida não é?
- Se você quer a resposta basta ver o festival – disse Menefer animada – vem gente de todos os cantos do mundo pra assistir, ano passado devido a guerra não teve e muitos ficaram frustrados!
Era mesmo divertido conversar com ela, mas a diversão acabou quando as crianças entraram correndo ou voando no quarto e começaram a correr em volta das duas como se suas energias não tivessem fim.
- Querem ficar parados um pouco? – gritou Isawa – não consigo ouvir nem meu pensamentos!!
- Tia! Tia! Você pode fazer aquela mágica pra gente de novo? – pediu Kisara pulando no colo de Isawa.
- É mamãe!! A gente quer brincar de herói de novo!! – gritou Myasta entusiasmada.
Isawa olhou para Menefer que tentava conter os risos, depois encarou as crianças que tinham os olhos mais pidões do mundo, era difícil negar qualquer coisa a eles.
- Está bem danadinhos, vamos lá pra fora! – disse Isawa se levantando da poltrona.
As crianças comemorando a diversão que viria logo correram na frente, Isawa que nem sequer tinha comido ainda tentava imaginar de onde vinha tanta energia.
- Ai está você! Bela babá eu fui arranjar pra Kisara! – reclamou Menefer quando Dalap só chegou agora.
- Eu não tenho culpa, ela é mais veloz do que eu e muito mais danada!
- Está ficando velha Dalap-chan? Alias você cresceu um pouco não foi?
- Cresci 2cm! – comemorou ela como se fosse um feito inacreditável – em breve estarei tão alta quanto vocês!
- Pode esperar mil anos sua nanica de 17cm – zombou Menefer enfatizando a altura com as mãos.
- Já chega, vamos logo antes que as crianças voltem aqui pra nos buscar!
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De dia o jardim do castelo tinha tão pouco movimento quanto uma praça a meia noite, era um lugar ideal pra crianças brincarem despreocupadamente, pensando nisso Isawa usou sua magia negra e misturando um pouco de água com sombras ela criou seres pequenos e inofensivos mas que eram feio e brigões, com isso as quatro crianças podiam brincar de lutar contra o mal a vontade, com esse monte de monstrinhos correndo pelo jardim as crianças teriam diversão por varias horas.
- Você precisa me ensinar essa magia! – pediu Menefer – seria muito útil pra manter a Kisara sob controle!
- Essa magia envolve poderes das trevas, vai contra suas restrições – disse Isawa.
Enquanto elas assistiam as crianças perseguirem e derrotarem as criaturas que mais pareciam bolhas de sabão com forma física elas repararam que mais uma carruagem chegava, era Daneth que acompanhava uma comitiva de nobres que vieram a Dai-Lung assistir o festival.
- Ora que surpresa agradável – comentou um nobre – o senhor Daneth nos disse que você estaria dormindo, que bom que tivemos a chance de encontrá-la.
- Eu estaria dormindo mas forças maiores me obrigaram a despertar – comentou ela dando uma olhada rápida pra Menefer que ria – mas já que estou acordada é meu dever receber os visitantes.
Enquanto Isawa cuidava da burocracia Daneth cuidava das crianças, ele agora além de conselheiro e bardo oficial também era um dos homens de confiança da rainha.
- Tio Daneth, quando a tia otsunia volta? Sinto saudades do Haruko! – ela se referia ao primogênito de Daneth que viajava com a mãe.
- Seu namoradinho volta semana que vem – brincou ele – e ele disse que vai trazer aquela flor que você tanto gosta!
A menina comemorou e depois voltou a brincar com os amigos, Daneth gargalhou de como isso era engraçado e inocente.
- Namoradinho? – perguntou Menefer.
- É que o Haruko gosta muito dela mesmo sendo 3 anos mais velho – respondeu ele – e ela adora brincar com ele, ai eu disse a Isawa que quando os dois tivessem idade iam se casar e Myasta não protestou, até gostou da idéia.
- E seu filho como reagiu?
- Saiu correndo e se escondeu embaixo da cama – respondeu ele rindo muito.
- Pelo menos sabemos a quem ele puxou! – brincou Menefer.
Já era de tarde, faltavam duas horas pro anoitecer e ter inicio o festival, as ruas já ficavam movimentadas e exceto pelos seres sensíveis a luz do sol quase todos já estavam presentes, antes que a festa tivesse inicio Kisara e Myasta foram postas na cama pra cochilarem e reporem as energias.
- Olha só que gracinha elas ficam juntas – comentou Menefer enquanto cobria sua filha.
- Contraste interessante não acha? – perguntou Isawa – uma é filha das trevas e a outra uma filha da luz, e mesmo assim elas não se odeiam, não se desprezam e conseguem viver juntas como se fossem irmãs.
- Eu ainda não consigo aceitar abertamente tudo o que é diferente – disse Menefer sincera – uma vez que se aprende a definir uma linha é impossível esquecer tão rápido.
- O mesmo vale pra mim, depois da ultima guerra eu passei a detestar pessoas, me sinto mais a vontade com monstros do que com humanos.
- Vamos deixar as duas dormirem um pouco – sugeriu Menefer – estou morrendo de fome, sua avó ainda domina a cozinha do palácio?
- Ela se recusa a ficar parada como uma nobre típica – disse Isawa rindo – assim como meu avô que cuida daquele jardim superior no topo do palácio!
- Ótimo! Me recuso a deixar Dai-Lung sem experimentar pelo menos tudo o que há no cardápio dela!
- Como você consegue voar depois disso? – perguntou Isawa curiosa.
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O festival de Dai-Lung era um dos maiores eventos desse mundo, uma festa que dura uma noite inteira e a apresentação da historia da criação do reino, atores e magias são usados numa espécie de produção teatral em larga escala, onde toda a historia é interpretada, desde o dia que Kyara deu inicio ao seu plano de conquista até o grande dia da coroação de Isawa, era um verdadeiro espetáculo que trazia pessoas de todas as nações.
- Sua mãe não vem esse ano? – perguntou Menefer sentada ao lado de Isawa na área privativa.
- Infelizmente não, ela é o meu pai andam bastante ocupados com o reino que Tenebra lhes deu de presente – respondeu Isawa – mas estou preocupada com um certo rapaz que caso se atrase vai dormir no inferno por uma semana!
- Vai mandar o papai pro inferno de novo mamãe? – perguntou Myasta inocentemente.
- Vou sim querida, se ele não estiver sentado aqui nos próximos 10 minutos.
Os 10 minutos se passaram e a apresentação começou, primeiro veio Daneth anunciando o inicio e narrando a introdução da historia como fazia nos últimos 7 anos desde que o festival teve inicio, após sua apresentação o grande palco se revelou e através da magia que dava forma as imagens o grande espetáculo começou, Isawa mesmo já tendo assistido (e até participado uma vez) ficava maravilhada com o show, foi quando sentiu alguém literalmente caindo do céu ao seu lado.
- Desculpe a demora meu amor – disse Fou dando um beijo na bochecha dela – peguei uma tempestade no meio do caminho.
- O inferno te aguarda – respondeu ela sussurrando no ouvido dele.
- Mas só foram 7 minutos! – tentou se justificar.
- Pelo menos você não vai sentir calor lá embaixo – brincou Menefer rindo da desgraça do outro.
O rapaz desolado só se conformou enquanto assistia a apresentação, os atores magicamente disfarçados eram idênticos aos verdadeiros, Daneth sempre fazia questão de interpretar a si mesmo na peça, na verdade eleger os atores era um dos grandes eventos do ano, muitas garotas chegavam a matar suas rivais pela chance de interpretar Isawa, o que não adiantava muito num reino onde quase todos que morrem voltam como zumbis.
- Onde acharam esse miudinho pra fazer o papel dele? – perguntou Shinmon que assistia na fileira de trás – o Zariesk vai ficar puto quando souber que um filhote o interpretou!
- Não é fácil arranjar dragões negros tão grandes que saibam seguir um roteiro – explicou Isawa – e eu sei que você está se divertindo!
- Espero que tenha arranjando alguém digno pro meu papel – exigiu ele.
Isawa apenas fez força pra segurar o riso, Shinmon bufou de raiva e voltou a sentar em seu lugar; o costume da peça é que a cada hora um novo evento seja narrado e interpretado, muita comoção por parte do publico quando chegou o momento da primeira guerra, depois veio a parte que narrava a breve historia de Isawa em seu próprio mundo e depois sua chegada a esse mundo, Isawa sempre chorava nessa parte quando lembrava de tudo o que passou, depois veio o período conhecido como “um ano de trégua”, nessa parte que mostrava os preparativos para a guerra futura tanto Kisara como Myasta se empolgavam em ver as atrizes que faziam os papeis de suas mães lutando, assim como no grande momento da batalha final entre as duas, a peça era tão perfeita e bem elaborada que só acabava quando o sol estava prestes a nascer, na verdade isso era intencional por que simbolizava a nova era que viria.
- É impressionante como isso é bem feito! – elogiou Menefer.
- Hei mamãe, é verdade que você brigava com a tia Isawa? – perguntou Kisara.
- É verdade sim, mas você nunca deve brigar com a Myasta viu? – aconselhou ela – vocês são irmãzinhas, tem que se dar bem sempre!
Nisso uma labareda de chamas douradas surgiu do céu próximo a elas, a figura de Azgher se fez presente assustando Myasta e emocionando Kisara, Menefer se ajoelhou diante do seu deus enquanto que a menina correu para próximo a ele afim de cumprimenta-lo de perto.
- Pra você, uma menina tão linda precisa de uma jóia que combine – disse ele oferecendo um colar de ouro.
A menina pôs o colar e sorriu animada, depois voltou para sua mãe, Myasta ficava encolhida nos braços da mãe com medo de toda aquela luz e calor.
- Ela não está acostumada a luz do sol? – perguntou Azgher.
- Nós vivemos a noite, não espere que ela goste do sol – respondeu Isawa.
- Podemos conversar em particular rainha Isawa?
Menefer cumprimentou Azgher mais uma vez e depois de dar um beijinho em Myasta se foi com Kisara, ela ainda tinha que voltar pra casa antes do próximo anoitecer.
- Estou impressionado em como você conseguiu manter essa paz e amizade por tanto tempo – comentou ele.
- Você esperava que eu mudasse e me tornasse maligna em pouco tempo não era? – perguntou ela irônica – acho que vou ganhar nossa aposta!
- Eu estaria mentindo se dissesse que não me importo com isso – disse ele – mas de certa forma estou começando a considerar que você tinha razão.
- Você admitindo que eu tinha razão? – perguntou ela – está se sentindo bem? Quer um chá?
- Eu estava vendo sua criança brincando com Kisara, percebi que ela não tinha nada de maligna, e apesar de tudo mesmo aqueles que deveriam ser imaculados já caíram perante as trevas – ele se referia ao faraó traidor.
- Agradeço sua consideração.
- Apenas mantenha ela longe da influencia de Tenebra certo? Se ela conseguir governar esse reino tão bem quanto você considerarei apóia-la incondicionalmente no futuro.
- Vai esperar bastante, não pretendo deixar de governar tão cedo.
- Tempo não é problema pra mim – disse ele antes de sumir.
Depois que Azgher se foi Isawa voltou para o palácio com a filha, no meio do caminho ela olhava pra filha com muita doçura e esperança.
- Quando você crescer o que vai querer ser? – perguntou Isawa.
- Quero ser como a mamãe! – respondeu ela.
E assim foi no ano seguinte, e na década seguinte e no século seguinte quando uma nova era onde luz e trevas não mais se odiavam viviam num mundo onde o mais importante não era sua origem e sim aquilo que tornava cada um único no mundo, um mundo onde os valores de cada um valiam mais que tradições, fé, origens, passados ou raças.
Fim???
Notas finais
e daqui a algum tempo eu vou iniciar uma nova fic original, uma seguindo os mesmos moldes dessa mas com uma historia bem diferente, adianto que tambem será protagonizada por uma heroina
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