Entre a Justiça e a Impunidade
22 Rebeldes
Notas iniciais
Capitulo cheio de emoções, espero que gostem.
Beijos.
–Eu te amo.
–Eu estarei sempre com você, ainda que em pensamento.
Continua...
PDV Narrador
Evanescence — Imaginary
Bella chegou em casa esgotada, tinha sido difícil, mas enfim estava terminado, agora só queria um banho quente e sua família ao seu redor. Pensou em Edward e sua missão, eles não tinham se falado desde o dia em que viajaram e todas as tentativas de entrar em contato com ele foram barradas pelos seal’s e ela não estava gostando nada, nada disso. Alguma coisa estava errada. Muito errada.
Assim que botou os pés na sala ela sentiu que algo ia mal, seus pais, seu irmão, seus amigos e os amigos de Edward estavam lá reunidos com semblantes sombrios. Bella sentiu sua coluna gelar, respirou fundo e andou a passos seguros para eles. Por dentro estava tremendo com medo da notícia que a esperava.
_O que há?
Ela falou colocando a bolsa de viagem ao lado da poltrona favorita dele. Ninguém falou.
_Não me façam perguntar novamente.
_Bellinha... –seu irmão começou, mas não terminou a frase.
_Emmett? – ela encorajou ele, mais antes que seu irmão falasse alguém se pronunciou.
_É o Edward. Ele foi pego pelos rebeldes, parece que foi uma emboscada.– George um oficial da marinha grandão e sisudo falou.
_Perece? Você está me dizendo que PARECE que meu marido foi pego por rebeldes? Não tem certeza ou estão tentando me esconder algo.
_Escute senhora...
_Não, escute você George, eu lhe dou meio segundo para falar a verdade antes que eu castre você com minha faca da cozinha que por sinal não está cega.
_Senhora, nós recebemos informações de que assim que desembarcaram na base improvisada os rebeldes o pegaram, alguns dos nossos morreram na tentativa de salvar o General. Parece... Quero dizer tudo indica que ele era o alvo dos rebeldes e que a ordem veio dos Estados Unidos.
_Como é que é?
_De alguma facção americana, senhora, eles queriam o General.
_Ele sabia disso? Ele sabia desse risco?
_Não. Ele, assim como todos nós estávamos no escuro.
Bella respirou fundo tentando acalmar seus batimentos cardíacos, pegaram ele, vários morreram tentando proteger ele e si mesmos. E ela não sabia de nada.
_Emmett onde está Nessie?
_Com a Carol no parquinho, Alice está com elas. A Rosalie levou um tiro na barriga, mas está estável. O Jasper tomou um tiro no peito, estão sendo transportados para cá, ele está muito mal.
Bella sentiu as lágrimas descerem por seu rosto, Jasper era seu cunhado e muito querido seu e o noivo de sua melhor amiga. Rosalie de certa forma se transformou em uma amiga muito querida sua também e era namorada do seu irmão ela sabia a dor que os dois estavam passando. Ela respirou fundo e limpou os olhos. Tinham que entrar em ação já.
_George entre em contato com a base de vocês, quero homens capazes, não muito, cinco no máximo, Emmett fale com os cobras, ok? Preciso deles urgentes.
_Aonde vai filha? – Charlie se pronunciou preocupado.
_Buscar meu marido, papai.
Charlie assentiu sacando o celular e entrando em contato com conhecidos para preparar a ida deles sem mais delongas.
_Isabella pense na sua filha, a Nessie vai precisar de você quando...
_Meu marido não morreu mãe. Por favor, sim?
_Meu bem, eu apenas estou tentando ser realista.
_Por favor, mãe agora não.
_Ele pode está morto.
_NÃO! ELE NÃO ESTÁ MORTO! ELE É MEU MARIDO E EU VOU BUSCÁ-LO E SE A SENHORA NÃO PODE FAZER NADA PELO MENOS PARE DE ME POR MEDO, PELO AMOR DE DEUS!
_Renée chega, vá pra casa ou faça alguma coisa para ajudar sim?– Charlie falou sério com ela que assentiu e pegou sua bolsa indo embora.
_Vamos logo! Quero meu marido de volta.
**********
–Seu filho da puta americano.– O chute foi mais forte dessa vez, o bico de metal da bota do homem acertou a carne frágil do estômago de Edward, lhe tirando o ar e fazendo-o soltar um trincar os dentes para não gritar.
_Ora, ora, ora... Ele não sente dor? Vejamos... Ah aqui, use isso vamos ver se o passarinho canta agora.
Sentiu uma pancada com a barra de ferro lhe acertar as costelas e soltou um lamento franco. Ele sabia que era seu grito, estrangulado e agonizado, mas ele não soava familiar a ele. A realidade havia minguado há três dias e não havia voltado ainda. Ele não sabia o porquê de o estarem mantendo vivo. Só orava a Deus para que o encontrassem logo antes de morrer. Nessie e Bella, a cada tortura o rosto delas vinha em sua mente, o sorriso meigo de sua filha, a alegria estampada no seu rostinho lindo quando eles leram o laudo do DNA e descobriram que ela era de fato filha dele. Bella... sua esposa linda e corajosa ele só pedia a Deus que ela não viesse procurá-lo. Eles queriam algo que ele sabia, mas não especificaram o que era, estavam esperando o líder deles, um dos safados falou enquanto o torturava com choques.
Ouviu passos se aproximarem e a porta da cela ser aberta, segundo depois uma cadeira foi arrastada para perto dele e Edward ergueu a cabeça, mas não via nada, estava com os olhos fechados devido aos socos que levou, sabia que sua cara estava deformada e o corte do lado esquerdo do rosto queimava como o inferno.
_Bem, bem o que temos aqui... Edward Cullen certo? Não é a vadia do FBI, mas você também serve.– o homem falou e em seguida Edward sentiu a fumaça de cigarro na sua cara.
_Ele está muito calado chefe, não disse nada até agora.
_Talvez vocês não perguntaram direito?– Edward falou não reconhecendo a própria voz.
O homem gargalhou e deu-lhe um tapa no ombro como se fossem grandes amigos e Edward tivesse acabado de contar uma piada.
_Você é hilário Edward. Muito engraçado mesmo. Mas é verdade, meus homens não fizeram as perguntas certas, mas eu farei e você cantará para mim amigo, bem afinado ,ok?
Edward não respondeu.
_Ergam ele e prendam-no na parede, vamos começar do princípio, eu acho que vocês não torturaram como se deve ele ainda está teimoso e eu quero ele cooperativo. Muito cooperativo.
Lost in paradise – Evanescence
O avião sobrevoava os céus e Bella só tinha pensamentos para seu marido e o que poderiam estar fazendo com ele. Não sobraria ninguém para contar história, se eles tivessem o machucado, ela os faria pagar por cada hematoma.
_Estamos nos aproximando do alvo Diretora. Desceremos em dez minutos.
Bella olhou para o relógio 2: 30 da manhã. Muita coisa podia acontecer em dez minutos, cabeças poderiam ser arrancadas em dez minutos, pessoas nasciam e morriam em dez minutos e seu marido estava a dez minutos de distância dela.
A água gelada bateu em seu corpo causando uma convulsão. Edward tremeu e trincou os dentes quando ligaram a alavanca com fios conectados em seus pés e mãos, as correntes elétricas passavam por seu corpo fazendo seu coração dar uma arrancada forte no peito. Estavam há uma hora assim, o sujeito perguntava e ele não dizia nada, ele lhe batia e dava-lhe choque e Edward não abria a boca, eles queriam saber sobre as ojivas que o governo tinha sob seu poder, elas valiam 25 milhões cada uma no mercado negro, Bella estava por trás do esconderijo delas, se caísse nas mãos desses filhos da puta então o estrago seria de proporções catastróficas.
–Pense em quão fácil seria Edward, se você simplesmente nos desse o que precisamos. –o cano de uma arma acariciou sua têmpora esquerda. – Eu poderia matar você. Rapidamente. Pense bem, sem mais dor, sem mais choques. Não seria bom? Sem chutes. Tudo que você precisa fazer é cantar para mim a localização das ojivas. Contar onde estão.
Edward ergueu a cabeça só o suficiente para cuspir na cara do safado que o olhou com ódio e recebeu em troca um sorriso de escárnio. O homem calmamente retirou o lenço do bolso e Edward se focou no emblema que ele trazia, não era um lenço comum, era caro, e o safado não era árabe era americano, isso tudo tinha sido uma fodida emboscada, ele queira Bella, mas como não conseguiam colocar as mãos em cima dela pegaram ele. Pois que se ferrassem todos, não abriria a boca. O homem sorriu e acenou com a cabeça e os choques recomeçaram.
O piloto avisou a todos que tinham chegado ao alvo e eles prepararam os pára-quedas, teriam que descer as cegas como era costume dos seal’s, só abririam o equipamento quando estivessem a nó mínimo sessenta metros do chão, assim passariam despercebidos pelos rebeldes. Bella preparou o dela e quando a ordem foi dada eles saltaram.
_Tão fácil... Seria muito fácil acabar com sua vida e ir atrás da puta de sua esposa e de sua linda filhinha também, sabe...– ele se chegou perto e sussurrou ao seu ouvido._... Eu tenho uma foto de Renesmee na minha gaveta do escritório e me toco olhando para ela toda noite...
Edward rugiu tentando avançar para cima do safado, mais suas mãos e pés estavam presos com correntes.
_Desgraçado! Se tentar se aproximar de minha família eu mato você!!!
_Não Edward, eu é que vou matar você.
O homem sacou a arma e apontou para sua cabeça. Edward se ergueu o máximo que pôde, a realidade era que ia morrer, mas não morreria encolhido como um fraco.
_Adeus Edward Cullen.
Mas antes que o homem apertasse o gatilho o inferno desatou naquele lugar.
No começo foram alguns pops! Edward sabia que som era esse, eram tiros no mesmo instante ouviram-se rajadas de metralhadoras e palavrões junto com barulho de várias coisas caindo.
Corpos.
Eram corpos sem vida caindo ao chão. A confusão foi geral, se ouvia vozes exaltadas de todos os lados e no meio dessas vozes uma bem conhecida.
_Isabella!
Ele tentou gritar, mas sua garganta estava se fechando devido as torturas e choques, sua visão estava turva e antes de apagar ele viu sua mulher entrar na cela depois de derrubar um homem grande pra caralho com apenas um tiro no meio da testa.
_Eu devia matar você cachorro por me deixar morta de preocupação...
[***]
_Por favor, amor fique vivo, sim?...
[***]
_Ele está bem, se afaste senhora para podermos tratá-lo...
[***]
_Sinais vitais estáveis. Ele vai sobreviver senhora agora, por favor, nos dê licença...
[***]
_Você vai viver para eu poder te dar um esporro, está me me ouvindo?...
[***]
_Senhora...
_Não! Quero ver quem é o valente que vai me tirar de perto do meu marido, estou me ferrando para as normas do seu hospital. É meu marido e eu não saiu de perto dele nem que precise quebrar você ao meio!!!
[***]
_Ele está bem mamãe?
_Sim meu bem. O papai está bem.
_Ele tá... muito machucado... Ele não vai morrer, não é mamãe?
_Não amor, ele não vai morrer, ele só apanhou bastante, mas vai ficar tudo bem, vê? Nem está mais tão inchado como estava nos últimos dias.
_Amo o senhor papai, melhore logo, tá bom? Sinto falta das nossas sonecas de tarde...
[***]
_Ele está bem senhora Cullen... É apenas o efeito dos sedativos, ele foi muito agredido, mas está se recuperando rápido.
_As costelas?
_Concertadas e perfeitas. Fique calma. Tudo sairá bem...
[***]
Edward abriu os olhos e observou em volta. Estava em um hospital, o cheiro forte de álcool e outras coisas deletavam sua localização, ele tentou se erguer mais uma tontura lhe pegou de assalto e ele voltou a deitar levando o braço aos olhos respirou forte acalmando o enjôo. Ouviu a porta se abrir e afastou o braço do rosto. Um homem de branco lhe sorriu ao entrar no quarto com uma prancheta na mão.
_Bom dia, finalmente acordou senhor Cullen. Sou seu medico, Josh Summer, o senhor nos deu um baita susto, viu?
_Onde estou?
_No Presbiterian, senhor Cullen.
_Minha mulher...
_Ela só foi em casa pegar algumas roupas para o senhor e para ela, hoje é dia de sua filhinha lhe visitar o senhor e ela foi buscá-la também.
_Quantos... Quantos dias estou aqui?
_Um mês senhor Cullen. Foi um milagre lhe resgatarem com vida, o senhor sofreu duas paradas cardíacas antes de chegarem aqui. tivemos que lhe manter sedado para que se recuperasse de seus ferimentos, lúcido o senhor não aguentaria a dor, sua esposa nos consentiu fazer isso. Ela é mulher é muito forte e lhe ama muito.
Edward assentiu em concordância. Ele sabia como sua esposa era forte e também sabia que sua força tinha sido testada nesses últimos dias.
[***]
Edward estava meio sentado na cama com vários travesseiros nas suas costas, tinha acabado de tomar banho e a enfermeira trouxe seu almoço. Ele fez uma careta para a bandeja com comida muito estranha e sem graça, antes de levar uma colherada a boca a porta se abriu e um par de olhinhos verdes espiou dentro do quarto brilhando quando parou nele. Sua garotinha sorriu e entrou sorrindo caminhando bem devagar na sua direção.
_Papai...
_Oi amor...
_Ed?
Ele ergueu a cabeça e se perdeu no mar de chocolate que eram os olhos dela.
_Oi amor... Muito zangada?
Continua...
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