Entre a Escuridão há Esperança
28 Rastros
Notas iniciais
NATSU POV’S
– Então, entenderam tudo? – perguntei e eles assentiram.
– Você quer dizer que nós vamos entrar lá, pegar a Lucy e sair sem ser vistos? – falou Gray – É, tenho certeza de que vai funcionar. – ironizou.
– Fica na tua, cabeça gelada. – falei com raiva.
– Mas Natsu-san, nem sabemos onde eles estão escondidos. – falou Wendy.
– Isso não é problema, eu posso encontra-los. –falei tirando o bracelete da Lucy do meu bolso. – Mais alguma pergunta?
– Na verdade Natsu, eu andei pesquisando e descobri que se o Zeref for mesmo abrir esse portal ele vai fazer isso hoje a noite. – falou Levy.
– Mas por que hoje? – perguntei.
– Hoje é uma noite importante, acontecerá um eclipse solar. E não é só isso, hoje, os planetas se alinharão, o que criará uma onda de poder imensa.
– Então ele pretende usar essa onda de poder combinada com a energia do eclipse. Isso é muito grave. – falou Erza. – Levy, quanto tempo temos?
– Cerca de três horas antes de o eclipse acontecer e dos planetas se alinharem.
– Temos que corre. – falei.
Uns minutos depois, estávamos procurando por algum rastro que pudesse nos levar até eles. No começo foi bem fácil, segui o cheiro da Lucy até chegar em uma encruzilhada, onde o cheiro desapareceu de repente.
– Ei, encontrei uma coisa. – falou Erza. Fui até ela e vi alguns fios de cabelo da Lucy presos no tronco da árvore. — Parece que eles pararam um pouco aqui, veja, há algumas pegadas por ali.
E assim continuamos por alguns minutos até outra encruzilhada, mas dessa vez foi mais fácil descobrir o caminho certo, pois haviam várias pegadas espalhadas ao longo de uma das trilhas.
– Isso está fácil demais, é quase como se eles quisessem que os seguíssemos. – falou Gray e até eu tinha que concordar.
No fim da trilha havia uma pequena gruta, quase invisível, pois estava coberta de musgos e folhas. As tirei do caminho e entrei, sendo seguido pelos outros.
– Juvia está com um mal pressentimento sobre esse lugar. – falou Juvia bem baixinho.
– Tem razão Juvia, há alguma coisa de obscura por aqui. – falou Levy.
– Vamos continuar, estou vendo luzes mais a frente. – falei e recomecei a andar. Por incrível que pareça, as paredes eram lisas e secas, recobertas de formas e figuras estranhas.
– Elas mostram para que essa caverna era usada. – apontou Levy.
– Quanto tempo ainda temos? – perguntou Erza
– Cerca de duas horas. Temos que avançar mais rápido. – falei e todos se calaram.
Depois de tanto andar, chegamos em um beco sem saída.
– Droga! Isso tudo pra nada! – falei frustrado.
– Calma Natsu, — falou Happy – nós vamos...- um forte estrondo o interrompeu. A pedra a nossa frente se afastou, revelando uma escada. Dela vinha um homem com um grande machado nas costas.
– Dois de vocês devem ficar, o resto pode seguir. – falou secamente.
– Eu e a Juvia ficamos. – falou Gray.
– Tem certeza? –perguntou Erza
– Tenho, agora vão logo e salvem a Lucy. – assenti e subi as escadas. – Tente não morrer Gray. – sussurrei.
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