Entre a Escuridão há Esperança
8 Prova de Fogo
Notas iniciais
NATSU POV’S
Não aguentava mais ver a Lucy naquele estado, toda machucada, mas ela ainda continuava lutando, até que o homem de preto aparece atrás dela e a joga na direção de uma estátua. Ao ver que ela não estava mais se movendo, minha raiva explodiu em chamas que cobriam todo o meu corpo, precisava ajuda-la, comecei a socar as paredes daquela prisão até conseguir abrir um buraco, pulei por ele sentindo o desejo de vingança arder tão forte quanto às chamas. Juntei todo o poder que tinha e parti para o ataque. Lancei-me em cima daquele desgraçado planejando soca-lo até não sobrar mais nada, mas ele previu o movimento e desapareceu.
Apoiei-me na parede tomando impulso para atacar assim que sentisse seu cheiro, me concentrei ao máximo e percebi sua presença no mesmo lugar de antes. Dessa vez, consegui acertá-lo e não parei de dar socos:
– Seu desgraçado, você deve se achar forte o bastante para ter coragem de machucar meus amigos na minha frente. — ele desviou de um dos socos e agarrou meu braço dando um forte choque que percorreu todo o meu corpo, meus joelhos tremeram e eu caí no chão.
Ele se levantou e me chutou várias vezes, pelo canto do olho pude ver que Erza tinha conseguido escapar e vinha correndo por trás do inimigo usando a Armadura Imperatriz do Trovão com lança crepitando em eletricidade. Ele se inclinou um pouco para o lado recebendo o ataque de propósito, a lança atravessou seu corpo como se não houvesse nada e ele agarrou a cabeça dela fazendo-a gritar de dor.
Levantei-me com mais ódio do que nunca, minha visão estava completamente vermelha e eu podia sentir minhas chamas mais fortes do que nunca, avancei rapidamente para cima do homem que tinha causado tudo isso, ele não me viu chegando, agarrei a gola do seu casaco e o girei com toda a minha força jogando-o contra a parede, enquanto ele caia, eu continuava a dar socos carregados de puro ódio, onde meus punhos tocavam, queimavam tudo que estava pela frente.
– Você é um monstro! Suma daqui!- gritou ele- Succubus Inferne!
Várias imagens apareceram em minha mente, mas eu as ignorei.
– Como você pôde resistir? Essa era a minha magia mais forte!
– Você se meteu com a pessoa errada- segurei-o pelo pescoço e levantei o punho consumido pelas chamas- Você machucou meus amigos, não merece viver. — me inclinei para dar o golpe final, mas uma mão segurou meu braço e eu senti alguém me abraçando por trás. Virei-me e vi que era a Lucy.
– Por favor Natsu, já chega.- ela pediu, mas eu não conseguia parar, o desejo de vingança era mais forte.- Por favor não de torne um deles.- suas palavras me fizeram voltar a realidade do que eu tinha feito, olhei bem para ela e senti suas lágrimas contra a minha pele e isso me deixou mais calmo e ao mesmo tempo triste, soltei o pescoço do desgraçado e me virei para abraça-la melhor.
– Desculpe, — falei- eu não devia ter deixado a raiva me dominar.
– Vamos temos que ajudar os outros.- ela se afastou e me deu um leve puxão para que eu a seguisse, pude ver Gray levantando Juvia que ainda estava inconsciente. Happy e Charles estavam ajudando Wendy a se levantar, eu e Lucy fomos ajudar Erza. Depois que todos receberam os primeiros socorros- graças a Wendy- subimos a escada para ver o que havia dentro do baú. Quando nos aproximamos ele se abriu com um rangido e vimos uma pequena pilha com o dinheiro e uma caixa com um bolo de duas camadas. Pegamos tudo e descemos para cuidar do bandido, mas só chegamos a tempo de ver uma sombra engolindo o corpo.
Achamos melhor voltar para casa, mas antes de embarcarmos no trem, notei que Lucy estava agindo de uma forma estranha, mas não tive coragem para perguntar.
LUCY POV’S
Mais uma missão tinha se passado e eu, novamente, não tinha feito nada. Não tinha nem coragem de encarar os outros, me sentia um peso morto e pra piorar, Natsu não parava de me olhar, ele devia estar decepcionado.
Quando chegamos a Magnólia, fui direto para o meu apartamento, agora que tinha finalmente conseguido o dinheiro, precisava pagar o aluguel.
– Até que enfim. — falou a dona
– Me desculpe, é que estava meio difícil, mas aqui está.
Ela pegou o dinheiro e olhou para mim com uma expressão que eu não reconheci, pena talvez, mas por quê? Subi para o quarto tentando não pensar muito no que tinha acontecido, precisava descansar um pouco.
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